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3. BAL PETEĞİ KEÇE HAD ANALİZ MATRİSİ ve HAD MODELİ

4.3. Bal Peteği Keçe Çalışma Şartlarının Kaçak Debiye Etkisi

Na unidade de contexto ‘organização do trabalho’ foram aplicadas as seguintes perguntas: Você considera seu trabalho diversificado ou rotineiro? Seu trabalho é difícil? Desafiador? Você tem autonomia no seu trabalho? Você tem liberdade de sugerir uma ideia ou uma nova prática e ela ser utilizada pela organização?

De acordo com a Figura 12, constata-se que existem oito unidades de registro que pertencem a essa unidade de contexto, indicando o trabalho com ou sem sentido de acordo com a autonomia, a diversificação, as novas ideias e práticas e ambiente de trabalho desafiador, sob a perspectiva dos voluntários.

Fonte: Elaborada pelo autor (2018).

Ao serem indagados sobre a presença ou ausência de autonomia no ambiente de trabalho, 100% dos entrevistados afirmaram possuir autonomia na realização das suas atividades, como se observa pelas citações: “Tenho bastante autonomia pra desenvolver minhas atividades. Eu tenho autonomia de pensamento, tenho autonomia de execução de processos. Autonomia que me é confiada [...]” (V2). “Sim, eu sinto que a gente tem muita liberdade” (V5). “Muita. Eu escolho cada dia que eu vou fazer cada trabalho, contanto que no final da quinzena eu entregue aquilo que eu tinha planejado no início da quinzena. Eu tenho liberdade pra fazer o que eu quiser” (V6). “Sim, no meu trabalho, dentro da instituição, é um dos mais livres que tem, em relação de você ter autonomia pra fazer algo [...]” (V11).

Hackman e Oldhan (1977) apontam que um trabalho que tem sentido é aquele que tem importância, tem utilidade, é legítimo e oferece liberdade àquele que o realiza. O sentido do trabalho está intimamente relacionado à autonomia e à independência para determinar a forma com que realizará suas tarefas, o que aumenta o sentimento de responsabilidade em relação a elas. O trabalho que faz sentido, portanto, é aquele que permite autonomia do trabalhador, o qual possa exercer sua criatividade e pensar.

Consoante Morin (2001), as possibilidades de desenvolver sua autonomia e perceber seu senso de responsabilidades, é relevante para que uma organização deixe os empregados serem os administradores de suas atividades e que, por meio da presença de mecanismos de feedback, lhes mantém informados sobre a evolução do seu desempenho e lhes permite fazer

os ajustes necessários para melhorá-lo. O fato de que o indivíduo tem que resolver problemas durante a realização do trabalho e exercer seu julgamento para tomar decisões relativas à organização das suas atividades reforça o sentimento de competência e eficácia pessoal; isso tem uma influência direta não somente no desenvolvimento da autonomia pessoal mas também na motivação.

Ao serem indagados se o trabalho seria diversificado, rotineiro ou desafiador, grande parte dos trabalhadores o consideraram desafiador, mesmo considerando momentos rotineiros vinculados ao trabalho em si (total de 9). Não houve alusão a um ambiente não desafiador, sendo que houve 4 referências a rotineiro e 3 citações relacionadas à diversificação, consoante os discursos a seguir: “Difícil e desafiador, com certeza, principalmente porque eu lido com pessoas, consumidores. Então é bem complicado, porque tem vários perfis diferentes” (V4). “Um trabalho meio rotineiro, se você olhar na coisa do dia-a-dia [...]” (V5).

Acho um pouco de cada, tem um pouco do rotineiro, relacionado à documentação, mas chega a um ponto desafiador também, porque tem atingimento de metas, crescimento e buscar novas formas de fazer melhorar tudo mais, então que é um pouco dos dois, mas se for pra escolher, eu diria que é mais desafiador que rotineiro (V7).

No começo, quando eu entrei (na organização) era bem desafiador porque eu não conhecia nada, mas hoje em dia não é rotineiro, porque sempre tá mudando alguma coisa. Costumo dizer que ele é dinâmico mesmo, mas não é nada fora do comum (V11).

Na dimensão organizacional, a existência de desafios na execução da atividade é outro fator relevante. A partir do momento em que a tarefa se torna rotineira, burocrática, operacional e incapaz de instigar seu executor, influencia diretamente na definição de um trabalho que faz ou deixa de ter sentido para o sujeito (OLIVEIRA et al., 2004).

Outro aspecto que merece relevância trata-se da unidade de registro “novas ideias e práticas” que se encontra intimamente relacionada à autonomia, pois engloba características de uma organização mais flexível e com maior abertura relativa a ouvir ideias dos trabalhadores. Essa unidade acompanha a totalidade da autonomia, no sentido positivo da unidade de registro, visto que atingiu a marca de 100% no que tange a afirmações que confirmavam a liberdade no ambiente de trabalho para realização das tarefas. A unidade “novas ideias e práticas” atingiu também a marca de 100%, pois as 11 pessoas certificaram que havia abertura da organização em ouvir ideias e aplicá-las no contexto organizacional, conforme observa-se abaixo:

Sim (Tenho liberdade para sugerir uma nova prática), a organização é uma plataforma de desenvolvimento, a gente tem essa liberdade de colaborar com ideias pra diretoria, pra gerência, pra nossa área, pra todo mundo. Isso não quer dizer que elas vão ser executadas, mas elas são sempre ouvidas, acatadas e estudadas da melhor forma possível e se elas forem executadas no final, a gente recebe reconhecimento pela ideia, agradecimentos que a gente faz, a gente dá pra gestão e há abertura pra isso (V2).

Sim, com certeza (Tenho liberdade para sugerir uma nova prática). Eu acho que em qualquer cargo, seja diretoria, membro, coordenador, então acho que todo cargo aqui dentro da organização tem essa liberdade, vai subindo assim, membro fala com coordenador, coordenador fala pro diretor, diretor fala pro presidente e a diretoria toma a decisão (V4).

Outro ponto relevante foi o relato do Voluntário 03, o qual exprimiu a seguinte ponderação sobre a resistência organizacional no sentido de aplicar ideias oriundas dos trabalhadores: “A gente dá muita ideia, porém a parte de colocar em prática ainda é muito imatura”. Já o voluntário 07 atribuiu a essa unidade de registro a posição na organização, ou seja, quanto mais a pessoa sobe no nível hierárquico, mais ela é ouvida, conforme a seguinte citação:

A nível local, acho que tenho (por ser diretor) respaldo pra isso e dentro da área que trabalho também, mas acho que vem muito da posição [...] Então, se minhas ideias são ouvidas, talvez seja por causa da minha posição do que de fato da ideia em si, mas acho que sim, no final das contas todos são ouvidos.

Pode-se observar que, apesar da organização ser aberta a novas idéias, ainda tem dificuldade em analisá-las e implantá-las no ambiente de trabalho. Nesse aspecto, o trabalho tem sentido, em detrimento da abertura organizacional a novas idéias, mesmo sendo a implantação na prática um pouco deficiente.

Na dimensão organizacional, os entrevistados demonstraram preocupação em atender os interesses e necessidades da organização, agregando valor e satisfazendo as expectativas da mesma. Além disso, para um trabalho ter sentido, ele deve alcançar resultados, deve permitir a autonomia, a criatividade, o poder pensar. Outro aspecto importante é um ambiente agradável, conforme será visto no próximo capítulo. O que diferir disso significa realizar um trabalho sem sentido (OLIVEIRA et al., 2004).

Benzer Belgeler