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Başvurunun Yetkili ve Görevli Mahkemeye Yöneltilmesi

50 A criação do Grupo Colaborativo de Estudos em Educação Matemática foi proposta a professores da rede pública de Americana/SP, em 2005, para atender a pesquisa de mestrado de Cristovão (2007) que visou compreender as possibilidades e contribuições de práticas exploratório-investigativas, mediadas pela participação colaborativa de um grupo de professoras, para o processo de ensino e aprendizagem da matemática de alunos de classes de Recuperação de Ciclo II.

Devido às ricas discussões realizadas nos encontros, o grupo registra todas as reuniões por meio de memórias, escritas pelos seus próprios integrantes. O primeiro ano de formação foi marcado pela busca de embasamento teórico sobre trabalho colaborativo, investigações matemáticas e os desafios da docência. Também eram levados ao grupo os resultados obtidos com o desenvolvimento das atividades em sala de aula, a fim de provocar discussões. Tais atividades também resultaram em publicações, tais como a de Coelho (2006) que apresentou um relato de experiência de uma tarefa investigativa trabalhada com alunos do 7º ano sobre generalizações de sequências de figuras no I Seminário de Histórias e Investigações de/em Aulas de Matemática (I SHIAM).

Durante o segundo ano, agora focado no desenvolvimento do pensamento algébrico, foram aprofundados os estudos sobre as investigações matemáticas a fim de atender às necessidades de outra professora e sua pesquisa de mestrado (DÉCHEN, 2008), que teve como objetivo identificar indícios de formação e desenvolvimento da linguagem e do pensamento algébrico por alunos do 7º ano e potencialidades e limites da utilização de tarefas exploratório-investigativas no atual contexto educacional.

Com base nas memórias de cada encontro e depoimentos escritos e orais de seus integrantes, em 2008 o GCEEM apresentou um relato da história do grupo no II Seminário de Histórias e Investigações de/em Aulas de Matemática (II SHIAM), cujo tema era “colaboração”. Após o II SHIAM, o grupo decidiu dar continuidade ao trabalho de escrita de sua própria história e publicou um artigo sobre sua trajetória na revista Práxis (CRISTOVÃO; COELHO e CARVALHO, 2009). Atendendo à temática da revista, foi abordado nesta escrita críticas sobre as políticas públicas de formação de professores, especialmente aquelas oferecidas pelo estado de São Paulo, ressaltando a importância da oficialização dessas práticas colaborativas, embora sem vínculo com a universidade, como espaços de reflexões que

51 promovem aperfeiçoamento e mudança das práticas pedagógicas e nos quais as autoras afirmam alcançar a “verdadeira” formação continuada.

As professoras que haviam iniciado permaneceram no grupo, apesar do término das pesquisas, mas encontravam-se sem um espaço físico adequado para reunirem-se. Em 2009, foram convidadas a participar do GEPEMF, com intuito de atender às necessidades dos alunos do curso de Licenciatura em Matemática, na cidade de Limeira/SP e acolher as professoras do GCEEM na FAAL.

Porém os grupos tinham características diferentes, o que levou alguns conflitos de interesse. Entretanto, as professoras oriundas do GCEEM se dispuseram a realizar os estudos propostos pelos licenciandos participantes do GEPEMF, a saber, resolução de questões de vestibulares e concursos, assim como eles também se envolveram em propostas de estudos trazidas pelas professoras. Mas como um grupo colaborativo é marcado por interesses comuns, esta nova formação se perdurou até o primeiro semestre de 2013, pois com o passar dos semestres os alunos foram se graduando e afastando das reuniões do grupo.

Boavida e Ponte (2002, p. 53) explicam que esse momento é um dos problemas e dificuldades no trabalho colaborativo caracterizando-o como “reajustamento de rumo”, pois requer dos participantes mudanças em suas contribuições durante os estudos e, muitos dos integrantes não conseguem renegociar com o grupo. Atualmente somente as professoras de Americana continuam a frequentar presencialmente o grupo, o que o fez retornar a ser essencialmente o GCEEM, apesar de contar com novos membros.

Nos últimos três anos o grupo se fortalece colaborativamente, prevalecendo sua dinamicidade na realização de atividades didáticas com características mais investigativas. Desse modo, define-se, colaborativamente, a cada semestre, um cronograma de discussão que é, frequentemente, reestruturado de acordo com as necessidades dos integrantes, são atividades relacionadas à sala de aula ou oriundas de cursos promovidos pelas diretorias em que os professores frequentam.

Uma das principais práticas que têm orientado as ações do grupo, atualmente, consiste em analisar e discutir diferentes sequências de atividades, as quais são elaboradas ou reelaboradas com a participação ativa de todo o grupo para aplicação posterior em sala de aula. Para promover a socialização dos resultados obtidos, os professores escrevem narrativas sobre

52 suas experiências de sala de aula, sejam elas baseadas ou não na aplicação das sequências que o grupo ajuda a elaborar/reelaborar.

Com isso, novas publicações foram feitas, a saber, Zeraik (2013) e Rizato (2013) apresentaram suas narrativas sobre experiência formativa e em sala de aula, respectivamente, no IV Seminário de Histórias e Investigações de/em Aulas de Matemática (IV SHIAM).

Apesar do GCEEM não ser um grupo institucional com influências no meio acadêmico, foi a partir de suas publicações e dinâmica de trabalho que foi convidado, juntamente com outros 12 grupos, a participar do I Simpósio de Grupos Colaborativos e de Aprendizagem do Professor que Ensina Matemática, realizado em 12 de julho de 2013, na Universidade Estadual de Campinas a convite do Grupo de Sábado (GdS), que se organizava para realizar a quarta edição do SHIAM.