3.4. ABD’nin Irak’tan Çekilmesinden Sonra Türkiye İle Irak Arasındaki İlişkilerde
3.4.3. Başika Kampı Krizi
a. Introdução
A materialização de uma política ambiental carece de uma organização em que se suporte. A transversalidade dos aspectos ambientais deverá ter correspondência na estrutu- ra ambiental da Defesa Nacional18. Uma estrutura que proporcione o apoio e as orientações necessários para que os objectivos e directivas ambientais sejam sempre respeitados e a política definida seja seguida sem desvios é por isso essencial. Deverão existir entidades com responsabilidades ambientais no Ministério da Defesa, no Estado-Maior General das Forças Armadas e nos Ramos, que assegurem a materialização da política e dos seus pro- gramas, definindo, para sectores específicos e dentro das suas competências e capacidades, programas e medidas sectoriais.
b. Ministério da Defesa Nacional
As questões ambientais continuarão a assumir uma importância crescente. No MDN o posicionamento hierárquico do órgão com responsabilidades ambientais é dema- siado baixo: é um segundo nível relativamente à Direcção-Geral que o tutela. Tal posicio- namento retira-lhe “peso” interno e visibilidade externa, com prejuízo para a implementa- ção de uma política ambiental ambiciosa e que exige o estabelecimento de uma teia de relações e de apoios que ultrapassa a esfera do Ministério e mesmo do Governo. Este posi- cionamento hierárquico poderá ser agravado com a fusão da DGIE com a DGAED. Por outro lado, a actual designação da estrutura é omissa quanto a estas responsabilidades. Este facto, “esconde” a entidade com responsabilidades ambientais na Defesa, contribuindo para que internamente não se tenha a percepção da sua existência e do empenho institucio- nal nesta área. Este facto trás também prejuízos para a imagem externa das FFAA enquan- to instituição do Estado cumpridora das directivas sobre o ambiente e promotora de uma cultura de responsabilidade ambiental que pretende incutir em todos os seus elementos, dos quadros aos militares que servem nos regimes de voluntariado e contrato e pessoal civil. Num momento em que o desenvolvimento sustentável é ponto das agendas políticas e quando se perspectiva o início da reorganização da estrutura superior da Defesa Nacional,
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parece estarem reunidas as condições para se repensar a forma de inserção do órgão com as responsabilidades ambientais ao nível superior da Defesa. Assim, propõe-se para o Minis- tério da Defesa Nacional a seguinte estrutura organizacional, no que se refere às responsa- bilidades ambientais: uma Direcção de Serviços de Assuntos Ambientais (DSAA), depen- dente da futura DGEIED com a seguinte organização: (i) Direcção; (ii) Divisão de Estudos e Projectos Ambientais e (iii) Divisão de Formação Ambiental e Normalização. Esta estru- tura acomodaria ainda um Conselho Ambiental da Defesa.
c. Estado-Maior General das Forças Armadas
O EMGFA não possui actualmente qualquer estrutura específica para os assuntos de natureza ambiental. Tendo em consideração as competências que lhe estão legalmente atribuídas entende-se que, embora tal estrutura não seja necessária, será importante explici- tar as competências/responsabilidades deste Estado-Maior no domínio da protecção ambiental de modo a que as mesmas venham a ser materializadas nos documentos legais que vierem a enformar o novo EMGFA. As responsabilidades ambientais do EMGFA inse- rem-se na definição de uma doutrina operacional conjunta e na sua integração em exercí- cios e operações conjuntos e combinados. Assim, entende-se que estes aspectos se inscre- vem, actualmente, nas competências do Estado-Maior Coordenador Conjunto (EMCC), mais concretamente na Divisão de Recursos (DIREC19). A DIOP tem também responsabi- lidades neste âmbito20.
d. Ramos (1) Marinha
A estrutura ambiental a implementar na Marinha deverá assegurar internamente a facilidade de acesso à informação relevante e ao rápido esclarecimento de dúvidas relativas à implementação de medidas ambientais. Deverá assegurar uma capacidade de avaliação e correcção das medidas implementadas. Externamente deverá assegurar uma ligação à estrutura ambiental da Defesa simples e ágil, promovendo desta forma fácil circulação da informação. Para a estrutura em terra, preconiza-se um modelo similar ao que se detalha no ponto seguinte para o Exército, com as adaptações que as especificidades organizacionais, de implantação física e de distribuição territorial das estruturas navais vierem a determinar.
Na Marinha, a particularidade do tratamento das questões ambientais reside na
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compete à DIREC a responsabilidade primária pela elaboração de estudos, planos e pareceres relacionados com a definição de doutrina militar de carácter operacional, na sua área específica e ainda pelas infra- estruturas de natureza operacional
20 compete à DIOP “a definição da doutrina militar conjunta no âmbito das operações e a coordenação dos
especificidade dos meios operados que, na medida do possível deverão integrar a bordo responsáveis pelas medidas ambientais.
(2) Exército
De uma forma geral o sistema funciona bem, embora se entenda que poderia ser melhorado se um dos elementos do Núcleo de Protecção Ambiental assegurasse a função em exclusividade. Este aspecto que não foi considerado na actual organização em vigor pelas implicações nos efectivos dos Quadros Permanentes que acarretaria. No entanto, face à importância crescente que a dimensão ambiental tenderá a assumir, e considerando ainda que estas preocupações estão cada vez mais relacionadas com uma outra vertente do fun- cionamento das Forças Armadas que importa desde já acautelar – embora seja um aspecto que extravasa o âmbito deste trabalho – a Higiene e Segurança no Trabalho (HST), julga- se que deveria ser criada uma nova estrutura que assuma estas duas preocupações. Tal estrutura seria ainda um sinal claro da relevância que institucionalmente é atribuída a estes dois aspectos de importância social e visibilidade crescentes. No curto prazo ressaltará, internamente, a importância que o Comando do Exército atribui a estas questões, podendo constituir, se acompanhado de uma forte acção de comando, uma base sólida para uma nova mentalidade relativamente à protecção ambiental e à higiene e segurança nos locais de trabalho. Externamente, se a medida for acompanhada por um eficiente sistema de divulgação, poder-se-ão retirar dividendos pela imagem que passará para a opinião pública (alvo do esforço de recrutamento) de uma instituição que se preocupa com as condições de trabalho dos seus colaboradores e que continua a assumir uma postura de preocupação (e protecção) com a sociedade que serve, ao procurar minimizar o impacto ambiental das suas actividades. Propõe-se assim que a estrutura ambiental do Exército seja reajustada para acomodar o Ambiente e a Higiene e Segurança no Trabalho. Para melhor cumprir as suas responsabilidades, sugere-se que seja constituída da forma que se indica na Tabela 2.
Tabela 2 - Estrutura Ambiental do Exército – Componente fixa
Quem Estrutura A quem liga (Autoridade Técnica)
Todas as UUEEOO
Secção de Ambiente, Higiene e Segurança no Trabalho (SecLog)
Secção de Coordenação de Ambiente, Higiene e Segurança no Trabalho do
EM/CLog CLog
Secção de Coordenação de Ambien- te, Higiene e Segurança no Trabalho
(no Estado-Maior)
Repartição de Infra-estruturas, Ambien- te e Higiene e Segurança no Trabalho
da DivRec/EME DivRec/EME
Repartição de Infra-estruturas, Ambiente e Higiene e Segurança no
Trabalho
MDN / DGEIED
Direcção de Serviços de Assuntos Ambientais
A estrutura, a integrar nas Secções de Logística das UUEEOO, deverá ser consti- tuída pelos elementos constantes do actual núcleo de protecção ambiental (um oficial e um sargento) acrescidos de um sargento, sendo que um dos sargentos deverá desempenhar as suas funções em regime de exclusividade. Para efeitos de coordenação geral, deverá man- ter-se um Núcleo de Coordenação, designado de Ambiental e de Higiene e Segurança no Trabalho do Exército, com a mesma constituição: elemento do EME e representantes dos OCAD.
Para a componente operacional entende-se que a questão da protecção ambiental é mais um aspecto que qualquer Comandante deverá ter em consideração no processo de decisão.
(3) Força Aérea
A atribuição das responsabilidades ambientais pelo Estado-Maior (4ª Divisão), pela Inspecção-Geral da Força Aérea (IGFA), pelos OCAD e pelos comandantes das unidades (onde se determina a existência de um oficial para a Qualidade e Ambiente) tem vindo funcionar. Ajustamentos a efectuar resultarão de uma eventual reestruturação da Força Aérea e não de alterações a um sistema que cumpre os objectivos para o qual foi criado.
e. Síntese conclusiva
Para levar a cabo uma política ambiental ambiciosa importa que o MDN tenha uma estrutura que lhe permita assumir mais responsabilidades e que tenha uma maior visibili- dade institucional. Com a fusão da DGIE com a DGAED importa evitar que o Ambiente “se afunde” na estrutura. Contrapõe-se com a proposta para que passe a constituir uma Direcção de Serviços, com uma orgânica alargada. As estruturas existentes nos Ramos não carecem de ajustamentos significativos importando mais a qualificação dos seus membros do que alterar a estrutura propriamente dita. Uma possibilidade, embora extravasando o âmbito do trabalho, será alargar as competências das estruturas ambientais à HST.