İLGİLİ ALAN YAZIN
2.1. Okuduğunu Anlama
2.2.5. Bağlantı Öğeleri Üzerine Türkçe Alan Yazın Çalışmaları
perpendicular à mesma e alterando a posição da torre sineira, evidenciando-se as suas formas.
São criados espaços complementares aos clusters de planeamento por escalas de associação, como elementos imprescindíveis para a constituição da sociedade e para manutenção dos valores culturais essenciais do homem, (como todos os que vimos no Centro Comunitário).
Desta forma, a escola, próxima a todo este centro comunitário, compactaria um conjunto de atividades para todos os moradores da comunidade, especialmente para os jovens que necessitariam de várias ações de dinamismo e vivacidade num meio rural como este.
Este é outro dos equipamentos imprescindível a esta comunidade, relaciona-se com uma via secundária, ocupa uma posição central em relação ao 2º clusters, mas muito próximo ao de mais densidade populacional, pois era importante criar uma proximidade entre a escola e a maior parte das construções residenciais. Logo era conveniente que os percursos entre a escola e a casa fossem seguros e ao mesmo tempo curtos na deslocação a pé, e não ultrapassassem os 250m. Para o outro cluster, que pela condição social estava mais afastado, dispunham de transporte pessoal para as deslocações.
Neste sentido, o estudo sobre Identidade, por sua vez, relacionado a uma sociedade móvel na qual para se construir uma identidade particular, teve-se primeiro de estabelecer uma hierarquia de elementos associados e não uma divisão funcional da cidade.
As atividades que acontecem na rua são as que estabelecem a identidade da comunidade. A quebra desta acaba por eliminar qualquer possibilidade de uma ligação social e comunitária. As 4 funções são substituídas pela hierarquia de elementos associados, a nova divisão, casa, rua, bairro, cidade. Trata-se de um princípio mais subjetivo se comparado com a racionalidade analítica da cidade da Carta de Atenas promovendo-se uma estruturação particular para que a interação entre as pessoas fosse possível. Assim foram criados 2 clusters a fim de se obter o padrão de associação humana necessário para que se constitua uma comunidade. Porém, vários aspetos sociológicos devem ser analisados, tais como: a questão da unidade percetível, que não precisa de ser vista, mas sentida (pessoal trabalhador - pessoal especializado - pessoal dirigente).
Neste sentido e acerca dos valores culturais que cada um manifesta ou pode apropriar. Os logradouros são espaços bem definidos de fruição e de satisfação por parte dos seus proprietários. Pavimentados ou não, normalmente estão associados a habitações privadas. Pois, são espaços exteriores sujeitos a vários tipos de atividades como a jardinagem, cultivo ou o simples estar e descansar. Em determinados casos este tipo de espaço interrelaciona pequenas construções de apoio à habitação propriamente dita ou à zona exterior. Podem estar à frente ou atrás de uma habitação ou em ambos os lados, como é o caso das Casas do Pessoal Especializado.
Outro exemplo, nomeadamente na Pousada e nas casas do Pessoal Dirigente, portanto no mesmo cluster, as preocupações a nível exterior, concentram-se mais no desenho de jardins e na preservação da vegetação existente e projeção de novos elementos vegetais. Os arranjos exteriores nas habitações desta escala social eram bastante mais importantes, não havendo espaços para cultivo ou criação de animais (galinheiro), pois os utilizadores deste cluster teriam outro nível cultural. Neste caso,
o desenho do jardim estabelece uma relação com a habitação e a cultura do seu utilizador, a vegetação e morfologia do terreno é que deixava mostrar a Casa dependendo dos espaços constituintes desta, definindo espaços não físicos mas percetíveis em relação ao nível de privacidade, dentro destes o de caráter menos privado e os de menor privacidade, onde o utilizador, por pertencer a outra escala de associação (cluster), não o ia cultivar, mas sim, usufruir de um recanto privado de descanso e lazer.
Desta forma, o jardim é todo ele desenhado à volta das Casas estabelecendo alguns pontos fronteiriços, mas ao mesmo tempo permite a constante interpenetração dos vários ambientes exteriores e continuidade entre as várias casas deste tipo, mas que pela condição social deste grupo, cluster, os mesmos não se aproximavam ou invadiam os espaços mais reservados das suas Casas, manifestavam assim respeito pelos mesmos, e por isso não dependem de limites físicos, isto só acontece neste cluster, por esta aproximação de escala associativa.
Por sua vez, no outro cluster, as Casas do Pessoal Especializado, o jardim é desenhado de uma forma mais contida, pois estes pertencem a outra escala de associação, cluster 2, estes jardins e logradouros, estão associados ao percurso que antecede a entrada na Casa, é plano e pavimentado, com limites físicos bem definidos. O Logradouro não corresponde a um jardim, mas antes a uma horta de cultivo próprio, onde também existe um galinheiro. Estas hortas correspondiam a uma prática comum especialmente realizada por pessoas com um nível social e laboral semelhante ao dos residentes deste cluster. O arquiteto que projetou as casas teve a preocupação de pensar em espaços cruciais com a forma como estas pessoas habitam. Deste modo, através da aproximação que os arquitetos fizerem à vida e ao habitar quotidiano destas pessoas, deram prioridade a atividades que para elas seriam indispensáveis, em detrimento de outras que noutros tipos de habitação prevalecem, ou seja no outro cluster.
Existe a necessidade de discutir a humanização dos espaços produzidos como arquitetura moderna, de questionar a validade dos princípios universais, a partir da noção que o homem se organiza em comunidades, que desenvolve a necessidade de diferenciar-se, identificar-se com o local onde habita, cria vínculos sociais e apreender o espaço, a partir de seus próprios valores culturais (capela, galinheiro, horta,à e troàre reativo… àparaàu àcluster e (igualmente capela, piscina e corte de ténis) para outro cluster, de forma que, para o grupo, o atributo essencialmente humano na relação com o espaço era a constituição de lugares com identidade própria.
Também a identidade própria se procurava nos espaços naturais. A nível de recreio e lazer em espaços naturais destacam-se como já referido, o campo de ténis, piscina ringue de patinagem, não executado, para um cluster; e para ambos, os equipamentos comuns, como o Centro Comercial e todos os espaços adjacentes e o seu significado, casa de recreio/club, o que permitia uma variedade bastante diversificada de atividades quer desportivas quer de descanso, ao ar livre e na natureza. Tais infraestruturas são reveladoras da importância fulcral que teriam, na nova forma de vida destes utilizadores, que privilegiavam de aspetos paisagísticos e naturais por si só, mas que com estas intervenções se pretendia atribuir identidade e cultura própria aos mesmos. Estes aspetos verificados, são de grande relevância para a discussão do Movimento Moderno, e que os arquitetos ao discutirem e refletirem a teoria urbanística da época, pretenderam para estas comunidades.
O campo de futebol, a piscina e o campo de ténis, surgem como complementos naturais para a cultura e lazer dos utilizadores, relativo ao lazer, projetados de forma a se encaixarem na paisagem e morfologia do terreno, no meio natural, de modo a fazerem parte da mesma, são diferentes atividades que complementam toda uma forma de viver que se pretendia natural.
…àoàtraçado da estrada que serve as casas, pousada, piscina, eu fiz lá uma volta enorme muito esquisita para preservar uma bola de pedra enorme ueàl àhavia,àeà o ve iàosàe ge heirosà,àeàelesàa eitara àperfeita e te,à oà pá é uma estupidez fazer aqui mais uma volta, mas é uma tristeza destruir aquelas pedras, e conseguimos convencer as pessoas de coisas deste género, havia pela primeira vez um respeito pela natureza e pelo território… (Almeida, 2009).
Nos últimos desenhos do conjunto, os mais vocacionados para os arranjos paisagísticos, nota-se a introdução de várias espécies arbóreas naturais, que dependendo das mesmas e localização tinham, para além de paisagístico, a cura da ferida brutal, eram utilizados para atenuar os índices de ruído, por exemplo em frente às Casas do Pessoal Especializado, junto à via principal. Igualmente utilizados para criar diferentes zonas, com ambientes diferentes e privacidades causadas pelos volumes arbóreos. Por outro lado, constituíam importantes barreiras de abrigo dos ventos e das condições climatéricas, por vezes radicais. É também utilizado na estação de tratamento de água de Miranda para fazer a transição do moderno para o histórico,
…àu aào raàdestasà aàpaisage à àu aàferidaà rutal,àeàhaviaà ueàli ertaràasàpessoasà de um dia inteiro de trabalho, aquilo era duro, tem temperaturas muito baixas no inverno, e atinge temperaturas altíssimas nos períodos estiais, eu andei a fazer desenhos de implantação a nevar, nevar valente, aquilo era infernal (Carvalho, 2009).
No dia-a-dia cada um reconhece a sua casa, o lugar, a praça como invenções urbanas, extensões da casa e componentes da cidade que satisfaz as necessidades e aspirações das gerações passadas, em outros lugares. Os arquitetos questionam-se: porquê não se pode encontrar para cada lugar a forma para a nossa geração? Foi o que se pretendeu aqui:
…à eraà fu da e talà li ertarà asà pessoasà deà u à diaà deà tra alhoà da ueleà buraco infernal, trabalhava-se dia e noite, as máquinas faziam um barulho infernal, e então, foi uma das coisas que eu insisti muito, e foi discutido pelos custos que trazia, mas eu achei que era fundamental afastar aquilo da obra e conseguimos subir da cota 480 (barragem) para a cota 700 (pousada) afastamos 3.5km por estrada, e as pessoas quando acabavam o seu dia de trabalho tinham o seu sossego cá em cima , que isso era fundamental, e não nos encostamos a povoação antiga porque se afastava 8 a 9 km dali, e já tinha um peso enorme nos transportes das pessoas para o trabalho - isso são as tais influências sociais que houve ali e tivemos de considerar (Almeida, 2009).
Uma das últimas fases, a arborização do bairro, existiam projetos de ajardinamento, foi primeiramente arborizada a zona do cluster 1 e posteriormente, foram também todos os terrenos da Hidouro, nomeadamente a zona do cluster 2. O conceito de open space a ideia de existir um plano livre, com a colocação e distribuição de objetos, quase abstratos em termos formais, organizados sobre esta base, que se
relacionam com outros de valor educativo, recreativo, lúdico e religioso, associados aos percursos e zonas de circulação com o mesmo caráter. Estes espaços, oferecem uma área no seu todo apropriada ao ato de recrear, onde a qualidade cénica adquire um valor absoluto como que a vegetação fosse outro dos equipamentos a ser considerado no plano idílico,
…àpelaàpri eiraàvezàhouveàesseàrespeito,à oàhaviaàpaisagistas,à oàhaviaà i gu à
que nos dissesse nada sobre esse assunto, e nós para meter lá a vegetação tivemos de nos recorrer a um engenheiro silvicultor, Moreira Silva, que era um entusiasta, ele gostava tanto daquilo como nós, aquilo hoje está completamente diferente a respeito de vegetação, os jardins que fizemos nessas 5 casas que eu fiz, eu fazia a parte construída, e ele a parte natural, vieram pessoas (paisagistas) da Alemanha vê- los,àeuàsóàsou eàdistoà asta teà aisàtarde… (Carvalho, 2009).
Em consequência, representam elementos que contribuíram, principalmente aqueles que não foram construídos, para a criação de ideia de uma verdadeira cidade moderna, pensada, estruturada e criada para os seus utilizadores específicos, associados por escalas de aproximação em 2 clusters distintos. Todavia, permitiam que se relacionassem e interagissem num centro comunitário comum a ambos, dentro da aproximação que a rua e o bairro trás ao utilizador, dentro dos seus valores culturais, naturais e de acordo com a sua própria identidade específica de cada um.