• Sonuç bulunamadı

Nesta subseção é abordado o grau de compatibilidade dos itens colhidos no questionário e o que trata o IBGC sobre a atuação do Conselho de Administração (ou Curador) das Fundações de Apoio, com o intuito de atender ao primeiro objetivo específico.

O primeiro item perguntado foi acerca da delimitação de competências do Executivo principal por parte do Conselho Curador e se este realiza tal limitação no exercício das funções do Executivo, cujos resultados estão evidenciados no Gráfico 7.

Gráfico 7 - Limites de atuação do executivo

Fonte: Dados da Pesquisa (2015)

O Gráfico 7 evidencia que, pelo menos, 58% dos respondentes tem um Conselho que atua parcialmente nessa área. Apenas 5% não possui um Conselho que limita as atuações do Executivo, e, 37% dos respondentes possuem um Conselho que atua em limitar as ações do Executivo, estando as fundações respondentes, conforme resultado, parcialmente aderentes ao dispositivo questionado.

Segundo o Guia das Melhores Práticas de Governança para Fundações e Institutos, o Conselho deve atuar como o “guardião” dos fins sociais da Fundação, de modo que deve estabelecer políticas para o alcance dos objetivos da entidade, fixando, inclusive, limites na atuação do Executivo e toda sua equipe. (INSTITUTO BRASILEIRO DE GOVERNANÇA CORPORATIVA, 2009b). Assim, as fundações respondentes cumprem parcialmente, com 58%, as recomendações do IBGC.

Outra questão abordada foi acerca da escolha dos membros do Conselho Curador e quem participa dessa escolha, conforme evidenciado no Gráfico 8. Colocou-se como opção de escolha: indicação do Reitor da universidade apoiada, pelos próprios membros, pelo executivo da fundação, pelo Ministério Público Estadual ou outra opção indicada pelo respondente.

Gráfico 8 - Como se dá a escolha dos membros do Conselho Curador

Fonte: Dados da Pesquisa (2015)

O Gráfico 8 evidenciou que a maioria das fundações têm os membros do Conselho são indicados pelo Reitor da entidade apoiada, com dez respostas. Apenas uma fundação respondeu que realiza o processo de escolha através de análise de currículo. Como os respondentes poderiam optar por mais de uma resposta, além de inserir outra opção não listada, assim, obteve-se evidencias de que algumas fundações realizam o processo de escolha dos membros do Conselho de Administração por diversas maneiras, como por exemplo: a escolha se dá em parte por indicação do Reitor, parte indicação dos próprios membros e uma parte de livre escolha do executivo principal.

O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (2009a), por sua vez, destaca que as Fundações devem ter seus membros indicados pelos próprios conselheiros ou seu instituidor ou mantenedor.

A questão seguinte tratou se o Conselho de Administração prestava contas de suas atividades e, em caso afirmativo, a quem era apresentada essa prestação de contas.

Gráfico 9 - A quem o Conselho de Administração presta contas de suas atividades

Fonte: Dados da pesquisa (2015)

Dos 19 respondentes, 14 afirmaram que o Conselho de Administração presta contas de suas atividades ao Ministério Público estadual, responsável por velar pelas fundações de apoio, segundo a Lei 8.958/94. (BRASIL, 1994). Uma fundação citou que, além do Ministério Público, o Conselho também presta contas de suas atividades ao conselho diretor e outra à gerência administrativa.

O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (2009a), por sua vez, recomenda que as fundações devam prestar contas àqueles que os escolheram, além dos órgãos públicos pertinentes.

O Quadro 4 demonstra os resultados quanto às principais atribuições realizadas pelos conselhos de administração ou conselho curador das fundações respondentes.

Quadro 4 - Atribuições do Conselho de Administração ou Curador

Discutir, aprovar e monitorar: Nº de respostas

Políticas de alcance dos fins organizacionais e práticas de governança. 15

Orçamento da organização e sua execução. 14

Gestão patrimonial dos ativos da organização. 10

Direcionamento estratégico (cabendo o planejamento estratégico aos

executivos). 8

Conclusão

Reorganizações societárias e alterações estatutárias. 13 Contratação, avaliação, remuneração e dispensa do principal executivo e dos demais executivos, sob proposta do primeiro. 0 Escolha e avaliação da Auditoria Independente. 2 Processo sucessório dos conselheiros (nas fundações, quando previsto

no Estatuto Social). 14

Processo sucessório de executivos. 5

Relacionamento com partes interessadas. 6

Sistema de controles internos, incluindo políticas e limites de alçada. 8

Política de gerenciamento de riscos 8

Fonte: Dados da Pesquisa (2015)

O Quadro 4 evidencia que, pelo menos, 15 fundações de apoio têm seus Conselhos com função de discutir, aprovar e monitorar a política de alcance dos fins organizacionais e práticas de governança, o que representa 79% dos respondentes. Obteve-se, ainda, que 74% dos respondentes têm em seus Conselhos as funções de discutir, aprovar e monitorar o orçamento da organização e sua execução e o processo sucessório de conselheiros.

Nenhuma das fundações respondentes afirmou que o Conselho de Administração autoriza qualquer tipo de remuneração ao seu executivo principal, confirmando o que dispõe a lei 8.954/94.

Apenas duas fundações afirmaram que têm o Conselho de Administração como responsável pela escolha da empresa de auditoria independente, o que contraria o recomendado pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (2009a). Tal atribuição, na maioria das vezes, é deixada para o executivo principal, que se encarrega de contratar e discutir o relatório final da auditoria.

O Gráfico 10 vem evidenciar as áreas apoiadas e supervisionadas pelo Conselho Curador das fundações de apoio pesquisadas.

Gráfico 10 - Apoio e supervisão do Conselho Curador

Fonte: Dados da Pesquisa (2015)

O Gráfico 10 demonstra, ainda, atribuições do Conselho de Administração no que tange ao apoio e supervisão da gestão de riscos, pessoas, atividades sociais, prestação de contas ao ministério público estadual e avaliação da entidade. 13, das 19 fundações, responderam que apoiam e supervisionam a prestação de contas enviadas ao Ministério Público Estadual; 8 supervisionam a entidade e seus resultados, pelo menos, anualmente e 4 atuam como responsável pela supervisão dos riscos.

Assim, o que se observa é que a maioria dos Conselhos das fundações de apoio respondentes destinam seus esforços a prestar contas ao Ministério Público e realizar a avaliação anual da entidade.

A última questão do bloco 2 relacionou-se ao orçamento do Conselho Curador e como é elaborado esse orçamento, conforme ilustrado no Gráfico 11.

Gráfico 11 - Orçamento do Conselho Curador

De acordo com o Gráfico 11, pelo menos, 68% das fundações que responderam ao questionário, afirmaram que o Conselho Curador não dispõe de um orçamento específico, contrariando, assim, a recomendação por parte do IBGC quanto a esta matéria. Obteve-se, ainda, que 32% das fundações inserem o orçamento do Conselho Curador no orçamento geral da fundação.

Benzer Belgeler