1.5. Bütüncül Đzlem Modeli (Medical Home Model)
1.5.1. Bütüncül Đzlem Modelinin Özellikleri
Os planos de incentivo baseados em ações, do ponto de vista operacional, podem receber inúmeras classificações quando levados em conta suas particularidades, alcances e efeitos.
Willian Cary e Melvin Eisemberg35 classificam os planos em non- qualified stock options (nonstatutory), incentive stock options, appreciation rights, phantom stock options e restricted stock options.
Robert Charles Clark,36 por sua vez, traz uma classificação que nos
parece a mais completa dentre as demais, mas com definições bem parecidas com as explanadas por Cary e Eisemberg. De acordo com o autor, os planos de incentivo (chamados incentive compensation plans) são divididos em:
35 CARY, Willian L.; EISEMBERG, Melvin Aron. Corporations: cases and materials. 7. ed. New
York: The Foundation Press, 1995. p. 701-705.
i. Restricted Stock Options:
Mais utilizado entre os anos 50 e 60 nos Estados Unidos, o Restricted Stock Options era opção primeira das empresas americanas pelos benefícios fiscais estabelecidos nas alterações realizadas no Internal Revenue Code (que para os americanos equivale ao nosso Código Tributário) em 1950.
Nesse plano, as ações adquiridas mediante o exercício da opção pelo empregado são convertidas em ganho de capital, afastando-se a tributação dos ganhos como remuneração e tributando-os na qualidade de renda. As alíquotas aplicáveis sobre os ganhos de capital eram consideravelmente favorecidas se comparadas à tributação incidente sobre o salário.
ii. Qualified Stock Options (QSO):
Criadas a partir da emenda de 1964, seu uso era condicionado à observância de alguns critérios.
O Tax Reform Act de 1969 reduziu as vantagens fiscais concedidas a executivos na utilização dessa categoria de Stock Options e, em contrapartida, aumentou os benefícios conferidos aos empregadores que delas faziam uso.
Na comparação entre as perdas dos executivos e os ganhos das empresas, a utilização das Stock Options qualificadas ainda compensava para ambos em comparação com as não qualificadas, sendo necessário para tanto: (i) que os planos fossem aprovados pelos acionistas; (ii) que as opções fossem concedidas aos funcionários pelo período mínimo de dez anos contados da aprovação; (iii) que para o exercício da opção fosse observado o prazo máximo de cinco anos a partir da concessão; (iv) quando do exercício da opção, o valor da ação não fosse inferior ao valor considerado “justo” de mercado à época da concessão; (v) não fossem as opções transferidas a terceiros, exceto em caso de morte do titular, quando ocorreria a sucessão; (vi) o percentual de ações de titularidade do empregado beneficiado não poderia ultrapassar a margem de
5% após a concessão; (vii) a ação obtida mediante exercício da opção deveria ficar com o então titular por pelo menos três anos.
iii. Non-qualified Stock Options (NSO):
A opção é exercida pelo executivo e a tributação incide sobre o montante decorrente da diferença entre o preço de exercício (valor pago pela ação no exercício da opção) e o valor de mercado da ação no momento do exercício.
É uma operação simples, com tributação apenas sobre o ganho obtido pelo executivo.
iv. Incentive Stock Options:
Assemelhadas às Qualified Stock Options, elas foram criadas em 1981 pelo Economic Recovery Tax, que alterou o Internal Revenue Code, com condições mais favoráveis do que as que norteavam as QSO.
Ademais, as Incentive Stock Options diferiam das demais até então conhecidas por suas características, dentre as quais estavam: (i) a possibilidade de venda das ações adquiridas mediante opção a partir de um ano após a operação (nas QSO esse prazo era de três anos); (ii) o exercício da opção poderia ocorrer dentro do prazo de dez anos a partir da concessão (nas QSO o prazo era de até cinco anos); (iii) era indispensável a vinculação do beneficiário à empresa concedente até três meses antes do exercício (ou seja, se o funcionário – três meses antes da data de exercício –, se desligasse da empresa por qualquer razão, perderia o direito de exercício, ainda que vinculado no momento da concessão); (iv) o limite anual de ações concedidas a funcionários era de US$ 100.000,00 por beneficiário; (v) obrigatório que constasse no plano de opções aprovado em assembleia quem seriam os beneficiários e quantas ações cada um poderia adquirir mediante exercício.
v. Employee Stock Purchase Plan (ESPP):
As ações eram oferecidas aos empregados em condições diferenciadas, mediante valores e condições de pagamento facilitadas.
Caracterizam-se pela ausência de cláusulas restritivas, sendo geralmente a que alcança o maior número de funcionários.
vi. Performance Share Plans:
A mais extrema das espécies, as Performance Share Plans estão diretamente relacionadas ao desempenho do funcionário. Metas e projetos são estabelecidos e, se alcançados, resultam na transferência de ações da companhia de forma automática aos envolvidos na meta cumprida. Nesse caso, a mudança de titularidade das ações é feita da companhia para o funcionário sem que haja qualquer dispêndio por parte deste último.
Em suma, os funcionários ganham ações ao alcançarem determinadas metas.
vii. Phantom Stock Options:
As Phantom Stock Options têm por característica a ausência de concessão de ações ao beneficiário. Nessa categoria, o empregador concede aos beneficiários do plano as chamadas ações “fantasmas”. Clark37 as
denominou em seu estudo de “unidades de participação intransferíveis”.
Aqui não há, em hipótese alguma, a transferência de ações ao funcionário. O que se tem é a utilização do valor das ações38 no momento da
outorga na forma de parâmetro para cálculo do valor do bônus a ser gozado pelo funcionário beneficiado.
Na prática, o bônus a que o beneficiário faria jus no momento 1 é convertido num determinado número de ações ou cotas “fantasmas” pelo valor de mercado naquela ocasião. Assim, no momento 2, em que o bônus seja de fato realizado (pago ao beneficiário), serão considerados os valores das ações
37 CLARK, Robert Charles. Corporate Law. Massachusetts: Little, Brown 1986. p. 277-278. 38 Ou cotas, nos casos de sociedades limitadas. Aliás, essa é a única espécie de plano de
incentivo aplicável a sociedades que não sejam anônimas, já que não dependem das ações.
ou cotas exercidos na circunstância presente, fazendo com que o beneficiário receba quantia equivalente à venda daquelas ações “fantasmas” no mercado.
viii. Stock Appreciation Rights (SARs):
Bastante semelhantes ao Phantom Stock Plan, o SARs têm por fundamento a conversão de ações em bônus. Todavia, nessa categoria a realização do bônus (pagamento) fica condicionada a uma determinada valorização (variação positiva) das ações, a ser verificada entre o momento da outorga do plano e o momento de exercício.
Nessa hipótese, se não atingido o percentual prefixado de valorização esperada, o beneficiário do plano pode não receber o bônus.
ix. Participation Units
Baseados nos resultados operacionais da companhia e/ou suas subsidiárias, distanciam-se um pouco do caráter das Stock Options, na medida em que consistem em bônus em espécies, independentemente da variação de mercado das ações.