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Bölgesel Planlardaki Vizyon Önermeleri

Belgede Özel Ekonomik Bölgeler (sayfa 74-79)

5. Doğu Anadolu OSB ve KSS Yol Haritası

5.1. Bölgesel Planlardaki Vizyon Önermeleri

Entende-se pelo conceito de desenvolvimento a ocorrência de um conjunto de mudanças no ser humano ao longo da sua existência, ou seja, citando Azevedo (2012), o desenvolvimento é um processo “…em que cada um se constrói com o(s) outro(s) e com o mundo, numa interdependência que é ao mesmo tempo biológica e cultural, individual, social e histórica.” (p.4).

No caso das crianças até aos 3 anos, este desenvolvimento progride de uma forma característica. Isto porque, de acordo com Gopnik (2010) ser-se bebé é idêntico aos adultos quando viajam e voltam ao amplo espaço da curiosidade infantil e descobrem coisas novas sobre eles próprios e sobre os outros.

Dentro desta linha de pensamento, as crianças até aos 3 anos de idade desenvolvem-se através da constante interação e experimentação com o que as rodeia. Desta forma a creche, sendo visto como um espaço de desenvolvimento, tem um papel decisivo na forma como promove o desenvolvimento das crianças pequenas.

Para se refletir acerca do conceito de desenvolvimento em creche, de acordo com Portugal (1998), há que ter em conta três subdomínios: o físico motor, o cognitivo e da linguagem e o socioafetivo.

Relativamente ao desenvolvimento motor, a creche “…parece promover o desenvolvimento motor e a actividade geral da criança (…), porque provavelmente a instituição oferecerá melhor alimentação, maior segurança e melhores serviços de saúde...” (Portugal, 1998, p.159). Para além disto, a creche oferece “…mais oportunidades de espaços para actividades supervisionadas, equipamentos e outras crianças, do que teriam se estivessem em cada.” (Portugal, 1998, p.159).

Ao nível do desenvolvimento cognitivo e da linguagem, após vários estudos realizados, conclui-se que as crianças “…que frequentam a creche têm melhores resultados (…) em teste de fluência verbal, memória, compreensão da linguagem e resolução de problemas.” (Portugal, 1998, p.60). Mais, a linguagem destas crianças “…é mais complexa e são capazes de entender sentimentos e pontos de vista de outras pessoas mais cedo.” (Portugal, 1998, p.60).

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Por fim, o desenvolvimento socioafetivo está relacionado com a ligação e separação, pois a creche implica uma separação diária das famílias o que influência as experiências precoces no desenvolvimento emocional da criança.

Assim, o desenvolvimento da criança deve ser visto como uma estrutura em constante transformação e progresso em que atuam subdomínios que proporcionam experiências de aprendizagem relevantes e significativas para as crianças. Estas experiências de aprendizagens relevantes podem ser vistas de dois pontos de vista: construtivista e sócio construtivista. Em seguida, encontram-se algumas considerações sobre estas duas visões, construtivista e sócio construtivista, procurando demonstrar os elementos e os contextos promotores de desenvolvimento.

2.5.1. Dimensão Construtivista da Creche

O desenvolvimento cognitivo é um processo de sucessivas mudanças qualitativas e quantitativas das estruturas cognitivas derivando cada estrutura de estruturas precedentes. Ou seja, o indivíduo constrói e reconstrói continuamente as estruturas.

Essas construções seguem um padrão denominado, por Piaget, de estádios, que seguem idades mais ou menos determinadas.

Assim, o desenvolvimento cognitivo foi dividido em quatro estádios, que são possíveis devido ao sucessivo aparecimento de novos esquemas, construídos a partir das experiências da criança em estádios anteriores.

Contudo, o importante é a ordem dos estágios e não a idade em que estes surgem, uma vez que depende da fase de desenvolvimento de cada criança, que varia muito independentemente da idade.

Os estádios de desenvolvimento cognitivo definidos são: sensório-motora (do nascimento aos 2 anos); pré-operatório (2 aos 7 anos); operações concretas (7 aos 11 anos) e operações formais ou abstratas (a partir dos 11 anos).

Desta forma, considera-se que o sujeito constrói o seu próprio conhecimento através da interação com o mundo dos objetos e das ideias.

Sendo o primeiro estádio o sensório-motor, predominante nas crianças em idade de creche, pois vai desde o nascimento da criança até aos seus 2 anos de idade, torna-se importante defini-lo para o estudo. Durante o estádio sensório-motor, a atividade cognitiva baseia-se, principalmente, na experiência imediata através dos sentidos e da interação com o meio.

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Assim, podemos afirmar que a ausência de experiência visual durante o período crítico da aprendizagem sensório - motora, impede o desenvolvimento de estruturas mentais. Isto porque, é durante este estádio de desenvolvimento que as crianças aprendem sobretudo através dos sentidos e são bastante influenciadas pelo ambiente que as rodeia.

No fundo, a exploração e experiência são fundamentais no período sensório- motor do desenvolvimento cognitivo, pois é a qualidade e quantidade destes fatores que preparam a criança para passar para o estádio seguinte. Torna-se relevante que a creche seja um ambiente potenciador de exploração e experiências de forma a fomentar o desenvolvimento global da criança.

2.5.2. Dimensão Sócio Construtivista da Creche

Uma visão Sócio Construtivista defende que a aprendizagem desenvolve-se através das relações entre as pessoas, pois considera que as mudanças que ocorrem em cada indivíduo têm a sua origem na sociedade e na cultura.

Assim, a relação de cada pessoa com o mundo está sempre mediada pelos outros. Contudo, esta relação só é possível através da linguagem, onde se destaca duas características funcionais básicas: relação social, na qual a linguagem é utilizada como meio de comunicação com os pares, e o pensamento generalizante, onde a linguagem ajuda a agrupar, classificar e categorizar os objetos que fazem parte do quotidiano.

Surge assim a ligação entre o pensamento e a linguagem. À medida que um indivíduo desenvolve-se através dos processos de desenvolvimento do pensamento e da linguagem, surge um pensamento verbal e uma linguagem intelectual. Assim, ao longo do desenvolvimento é através do pensamento e da linguagem que são atribuídos significados ao que nos rodeia. Contudo, estes significados estão em constante transformação ao longo de todo o desenvolvimento do indivíduo.

Dentro desta linha de pensamento, surge o conceito de zona de desenvolvimento proximal. Esta define-se como a distância que está entre o nível de desenvolvimento real, no qual a criança resolve os problemas de forma autónoma e independente, e o nível de desenvolvimento potencial, onde a criança resolve determinados problemas com ajuda de um adulto ou dos pares. Contudo, o adulto apenas deve “…intervir de forma a criar múltiplas zonas de desenvolvimento próximo, respeitando, simultaneamente, as diferenças psicológicas, sociais e culturais das crianças.” (Oliveira- Formosinho & Araújo, 2013, p.18).

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A ideia de zona de desenvolvimento proximal é importante a nível educativo, uma vez que as aprendizagens humanas são de origem social, ou seja, surgem através da interação com os outros. Deste modo, este desenvolvimento faz parte de um processo em que a criança desenvolve a sua cognição e intelecto conforme as relações com aqueles que a rodeiam.

Assim, as relações entre aprendizagem e desenvolvimento são inerentes. Desta forma, e sendo a creche um meio potenciador de aprendizagens e desenvolvimento através da interação com os adultos e os pares, possui uma dimensão sócio construtivista.

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