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BÖLÜM II: BÖLGESEL KALKINMA VE TURİZM İLİŞKİSİ

2.6. Bölgesel Kalkınma Araçları

Visão geral do projeto

Duas parecem ser as condições impostas às organizações na atualidade: a necessidade de produzir inovações (materializada pelo desenvolvimento de novos produtos) e a utilização do conhecimento como ferramenta competitiva (entre outras coisas, expresso na capacidade de aprendizado e criatividade dos funcionários, em sua busca em fontes externas à empresa e no seu armazenamento e divulgação) (LEONARD-BARTON, 1995).

Este trabalho enquadra-se no esforço de pesquisa que procura unificar essas duas abordagens que vem sendo tratadas de forma segmentada e pouco sistemática pela literatura (SILVA; ROZENFELD, 2003) e tem como objetivo discutir um modelo de conhecimento organizacional adaptado ao desenvolvimento de novos produtos (DNP). Para isso, estuda o caminho percorrido pelo conhecimento nas empresas responsáveis pelo desenvolvimento da tecnologia flex fuel no Brasil. Esse sistema, lançado em 2003, foi desenvolvido simultaneamente por três grandes sistemistas, alvo dos estudos de caso que serão conduzidos: Bosch, Delphi e Magneti Marelli, e hoje equipa 94% dos veículos comercializados no país (ANFAVEA, 2009).

Armbrecht et al.(2001) argumentam que o conhecimento não pode ser de fato gerenciado, mas pode ter seu fluxo facilitado e propõem para isso, facilitadores definidos como: cultura, infra-estrutura e tecnologia. O facilitador cultural diz respeito a formação de um ambiente institucional que incentive a criação e compartilhamento do conhecimento. A infraestrutura refere-se ao impacto da gestão do conhecimento nas estruturas organizacional e física da empresa, e a tecnologia está ligada a utilização de computadores, bem como, e-mails,

intranets e outras ferramentas de tecnologia da informação para estimular e facilitar o

compartilhamento e acesso ao conhecimento.

O modelo construído para a condução deste trabalho investiga as maneiras como se processa o aprendizado no DNP, definido nas três fases propostas por Rozenfeld et al. (2006) sob a ótica das transformações do conhecimento definidas pelas dimensões de Nonaka e Takeuchi (2008). Assume-se que o conhecimento tem seu fluxo facilitado por fatores culturais, de infraestrutura e tecnológicos (ARMBRECHT et al.,2001) e sofre influências de organizações externas (ALMEIDA; PHENE, 2004).

Figura 1 – Modelo teórico

Procedimentos de campo

Coleta de dados

O primeiro passo é obter autorização das empresas para as entrevistas e utilização de seus nomes, bem como agendar dias e horários com os contatos iniciais. Certificar-se se outros possíveis contatos, que possam contribuir com a pesquisa, estão disponíveis e/ou podem ser acionados.

Empresas Possíveis Contatos

Magneti Marelli Sistemas Automotivos Av. Emancipação, 801

Jd. Santa Rita de Cássia Hortolândia – SP

Gino Montanari Alberto Bucci

Vagner Eduardo Gavioli

+ Eng. de aplicação e/ou da equipe de projeto Robert Bosch Ltda

Via Anhangüera, Km 98 Vila Boa Vista

Besaniel Botelho Fabio Ferreira Bruno Bragazza Socialização Externalização Internalização Combinação Socialização Externalização Internalização Combinação Socialização Externalização Internalização Combinação Desenvolvimento Pós-desenvolvimento Pré-desenvolvimento

CULTURA – TECNOLOGIA – INFRAESTRUTURA Organização

(que contém a unidade de análise)

Matriz Subsidiárias

Campinas – SP + Eng. de aplicação e/ou da equipe de projeto Delphi Automotive System Ltda

Av. Comendador Leopoldo Dedini, 1363 Piracicaba – SP

Roberto Stein Orlando Volpato

+ Eng. de aplicação e/ou da equipe de projeto Questões

Antes de elaborar roteiro detalhado verificar se as informações coletadas pelo grupo de pesquisa da disciplina, Inovação e Desenvolvimento de Produtos (2° semestre de 2008), coletadas entre setembro de 2008 e março de 2009 poderão ser aproveitadas nesta pesquisa. Alguns pontos básicos devem ser observados.

A tecnologia

O que é o sistema flex fuel? Quais os componentes desenvolvidos pela companhia? Conhecimento

Há algum processo formalizado para a gestão do conhecimento na empresa aplicado ao projeto flex fuel? Se sim, como funciona?

Existe algum programa formal de treinamento na companhia naquela época? Como funcionava?

Houve intercâmbio com outras subsidiárias durante o projeto? Como funcionou? Houve e como se deu o envolvimento dos fornecedores no projeto?

Engenheiros e/ou compradores das montadoras acompanhavam o projeto? Como isso funcionou?

Houve intercâmbio de conhecimento sobre o sistema com os concorrentes? Como funcionou? De que maneira a aplicação do produto nos clientes influenciou o projeto? Como se deu este processo?

Como se dava a comunicação entre os membros do time(s) de projeto? E com os agentes externos?

Desenvolvimento de produtos

Há algum processo formalizado para o DNP aplicado ao projeto flex fuel? Se sim, como funcionava?

Como foi constituída a equipe de projeto (líder e demais membros) para o desenvolvimento da solução flex fuel? Qual a formação dos membros da equipe? Quanto tempo estavam alocados nas funções?

Quais os principais milestones do projeto flex fuel? Houve o envolvimento de terceiros (ex.: subsidiárias, fornecedores e clientes) em algum deles?

Qual a tecnologia empregada no desenvolvimento do sistema flex fuel (ex.: CAD, CAE, internet)?

De que maneira o projeto foi documentado?

Qual a infraestrutura a disposição da equipe de projeto (ex.: laboratórios, softwares específicos, banco de dados de algoritmos, papers, etc)?

Onde trabalharam (localização, estrutura física) as equipes do projeto flex fuel?

Esquema básico do relatório final

A partir dos dados coletados nas entrevistas, serão construídos quadros demonstrativos das evidências da transformação do conhecimento para cada fase do projeto de desenvolvimento do sistema flex fuel. Admite-se que as evidências serão alocadas onde aparecerem com maior intensidade. Os fatores que facilitam o fluxo de conhecimento também serão identificados.

Tácito PARA Explícito Socialização

Contato dos engenheiros de aplicação do produto com os engenheiros de produto das montadoras. Reuniões com clientes potenciais – processo de

convencimento/venda da solução.

Divulgação da solução entre agentes da cadeia automobilística, AEA e seminários.

Assistência técnica. Externalização Papers. Divulgação na imprensa. E xp líc ito E M T ác it o Internalização

Conhecimento aplicado em novos projetos (ex.: Flex Start®). Combinação Patentes. Papers. Divulgação imprensa. Web sites.

Construção de banco de dados.

Quadro 1 – Exemplo de evidências da transformação do aprendizado organizacional pós-projeto

Espera-se que o trabalho possa contribuir:

No aspecto teórico: com evidências empíricas que comprovem a associação entre os modos de conversão do conhecimento e o processo de DNP.

No aspecto gerencial: com a identificação de prioridades entre as dimensões de transformação do conhecimento, em função do estágio do DNP. Estas prioridades poderão se caracterizar pela importância das evidências e/ou o número de ocorrências de eventos. A adoção do modelo poderia se traduzir em ganhos de produtividade e custos para as empresas, pois os facilitadores do fluxo do conhecimento seriam corretamente direcionados.