3. İSTANBUL TÜRK VE İSLAM ESERLERİ MÜZESİ (İSTANBUL TURKISH AND ISLAMIC ARTS MUSEUM)
3.1.4. Halı Bölümü
O levantamento dos dados foi realizado em conformidade com os métodos delineados. Vergara (2007) destaca que cada um dos procedimentos escolhidos para a coleta de dados apresenta vantagens e desvantagens. Por este motivo, estes procedimentos devem estar relacionados com os objetivos, geral e intermediário, demonstrando a pertinência das técnicas de coleta para o problema de pesquisa.
A pesquisa bibliográfica se constituiu em estudos associados à realidade e às dimensões organizacionais estabelecidas nas MPEs prestadoras de serviços. Foram pesquisados livros, periódicos, artigos científicos, teses e dissertações. A intenção dessa pesquisa é o aprofundamento do esboço teórico como forma de melhor compreender os fenômenos associados a esse segmento de empresas (TRIVINOS, 2007).
Quanto à investigação documental, a utilização se tornou imprescindível para o levantamento de informações disponíveis e análise de dados secundários (Desk Research), diante das MPEs prestadoras de serviços, dos resultados efetivos das empresas no mercado,
como, por exemplo, os documentos como normas, procedimentos, métodos, manuais, contratos de prestação de serviços, ou seja, processos codificados da empresa. A pesquisa documental caracterizou-se pela busca de material nos arquivos das empresas, onde foram encontrados circulares, memorandos, estudos, avaliações, pareceres, relatórios e outros documentos não publicados. Os documentos desempenham papel fundamental para a coleta de dados e a sua busca deve ser sistemática e abranger, além da empresa, bibliotecas locais e outros centros de referência (YIN, 2009).
Na realização da pesquisa de campo, além das informações levantadas junto às MPEs prestadoras de serviços selecionadas, utilizando-se questionário específico, foram feitas entrevistas semiestruturadas e focalizada ou em foco, nas quais os respondentes foram entrevistados em um período de tempo de uma a duas horas, de forma espontânea, mas seguindo certo conjunto de perguntas do assunto estudado (VERGARA, 2009; YIN, 2009). E ainda, participação na Comissão do Plano Nacional de Capacitação das MPEs do MDIC, objetivando o aprofundamento da compreensão do sistema e interação com os atores envolvidos com esse segmento, inclusive com os empreendedores / gestores participantes.
Marconi e Lakatos (2006) explicam que nesse tipo de ferramenta de coleta de dados o entrevistado tem liberdade para desenvolver cada pergunta de acordo com o que achar importante e primordial para o momento. É uma forma de se explorar mais amplamente uma dada questão a ser pesquisada.
No total foram realizadas cinco entrevistas: três realizadas na Itália, na Cidade de Torino. A escolha desse País foi em razão de ser referência nesse segmento de empresas e se diferenciar do resto do mundo com relação a longevidade. “Na Itália, as PMEs são mais de 4 milhões ou 99,9% de todas as empresas. Os 81,7% da força de trabalho é empregada nessas empresas. A micro representa 94,9% do total das empresas e empregam 48% da força de
trabalho total” (UNIURB, 2010).
Entrevistou-se dois empreendedores/gestores de MPEs e a escolha das empresas:
Ritis Telematica s.r.l. e D.N.C. Automazioni, receberam o tratamento dos critérios de
classificação, longevidade a partir de cinco anos e prestadora de serviço da grande empresa, no caso a Indústria Fiat. Houve ainda, uma entrevista com um professor catedrático da Faculdade de Economia e Negócios da Universidade de Torino – Itália e duas entrevistas com autoridades do Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior (MDIC) na Secretaria da Micro e Pequena Empresa.
A estratégia de levantamento de dados com entrevistas teve a finalidade diante dos proprietários das empresas em: (i) identificar as características de funcionalidade das
organizações longevas italianas; (ii) estabelecer a relação da longevidade entre as empresa brasileira e a italiana, com vieses para a influência das dimensões organizacionais; e (iii) a parceria com a grande empresa e suas implicações na longevidade. No tocante às entrevistas com autoridades da MDIC, objetivou-se compreender as estratégias de inserção e desenvolvimento das MPEs no Brasil. Ressalta-se que aos entrevistados foram apresentados os objetivos da pesquisa e dirimidas quaisquer dúvidas. As entrevistas foram gravadas e transcritas, com posterior apresentação dos dados aos entrevistados para que confirmassem as informações coletadas (APÊNDICE C). ENTREVISTAS
Para o levantamento de dados através de questionário, o instrumento de obtenção de informações a respeito das MPEs longevas, foi estabelecida a estratégia de busca de cadastro das grandes empresas e levantamento na Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA). O critério estabelecido para escolha das empresas foi: (i) empresa existente de forma ativa há, no mínimo cinco anos no setor de serviços; (ii) empresa em parceria com a grande empresa, e (iii) empresa dentro da classificação de MPEs, ou seja, em quantidade de empregados e receita bruta anual.
A primeira versão do questionário constou de 80 questões. Originalmente piloto, ele foi testado em um grupo de quinze participantes para maior clareza. Após a revisão, observaram-se quatro questões sem pertinência, pois já havia sido contemplada a informação em outras questões ou estavam confusas sendo retiradas da ferramenta de coleta. Logo, ao final ficaram 77 questões (APÊNDICE D). As questões em escala Likert foram distribuídas nas dimensões organizacionais: estrutura e processos, comportamento, estratégias, tecnologia e inovação e ambiente. Inicialmente, foram enviados via email para as MPEs, não havendo êxito nas respostas, com recebimento de somente 8 questionários.
O instrumento foi, então, aplicado nas MPEs prestadoras de serviços das grandes empresas, totalizando 125 empresas, recebendo-se 92 questionários e eliminando-se 10 respondentes por inconsistência de: preenchimento incompleto, por ter excedido o critério de número de funcionários e excedido critério de receita bruta anual, conforme classificação de MPEs delineada na tese.
A maioria das pesquisas realizadas sobre MPEs utiliza-se da classificação por funcionário ou receita bruta anual e na literatura há críticas favoráveis e contra uma ou outra destas. Na busca de um maior rigor da pesquisa foram utilizadas as duas classificações: por número de empregados variando em até 49 e receita bruta anual com limite de até 3,6 milhões de reais (Seção 2.1). De acordo com as orientações descritas por YIN (2009) com relação à construção de coleta de dados com questionário, questões atitudinais, é recomendável a
utilização de questões múltiplas ou em escalas. Assim, as questões foram distribuídas sem uma sequência lógica, de forma a evitar respostas indutivas.
Ao final foram analisados 82 questionários aplicados junto às empresas, com estruturação da seguinte forma: - instruções de preenchimento do questionário; - identificação do questionário; - questões relativas ao perfil do empreendedor/gestor; questões relativas ao perfil da empresa. Essas questões são de “fechada única” com possibilidade de somente uma
resposta dentre as opções e “fechada múltipla” com possibilidade de marcação de uma ou
mais opções de acordo com a pergunta, totalizando 15 questões. Quanto às questões relativas às dimensões organizacionais, com 62 questões, do tipo Likert, foram divididas em cinco grupos, conforme as categorias das dimensões:
- Grupo nº 1 – dimensão estruturas e processos; - Grupo nº 2 – dimensão comportamental; - Grupo nº 3 – dimensão estratégias;
- Grupo nº 4 – dimensão tecnologia e inovação; e - Grupo nº 5 – dimensão ambiental.
YIN (2009) destaca que a escala de Likert apresenta itens em forma de afirmações a respeito de uma categoria de análise sobre a qual se pede aos respondentes que externem sua posição, onde as respostas correspondam à prática efetiva da gerência de sua empresa. Para cada dimensão são apresentadas afirmações relativas às variáveis investigadas, em consonância com a fundamentação teórica.
O respondente – o empreendedor e gestor foram estimulado a manifestar qual o seu grau de concordância com cada afirmação, em uma escala de Likert de cinco pontos que variava de 1 (um) para “não concordo” a 5 (cinco) para “concordo totalmente”, onde as respostas correspondessem à prática efetiva existente. Nesta composição, o empreendedor, gestor ou empreendedor/gestor expôs o seu modo de formulação de pensamento sobre a dimensão organizacional, o que não necessariamente garante que seu pensamento reflita a prática da ação administrativa. O informante recebeu orientação que não havia resposta certa ou errada e sim aquilo que era inerente à sua empresa.
A pesquisa não teve, portanto, a pretensão de checar se o posicionamento do empreendedor, gestor ou empreendedor/gestor corresponderia necessariamente ao seu modo de agir na realidade. Isto demandaria o acréscimo de outras metodologias, que permitissem verificar in loco evidências práticas da aplicação de cada uma das formulações. Contudo, também é pouco plausível que divergissem suas respostas de suas ações práticas, pois isto seria o reconhecimento de suas fraquezas e uma autocrítica ao seu modo de agir.
Quivy e Campenhoudt (2008, p.223) destacam a importância da construção teórica e a análise de dados que favoreça incontestavelmente a qualidade das interpretações. E
sentenciam “neste sentido, a estatística descritiva e a expressão gráfica dos dados são muito
mais do que simples métodos de exposição de resultados”. A afirmativa remete-se à integração necessária entre a reflexão teórica prévia e a análise dos dados.
Nesse sentido, as leituras, as entrevistas exploratórias, participação na comissão do plano nacional de capacitação das MPEs – MDIC, a aplicação dos questionários recebeu tratamento com observação direta, análise de conteúdo, análise estatística dos dados, e o despojamento para neutralidade, foram semeados com intenção de revelar aspectos do fenômeno apresentado.
Para sumarização e análise estatística dos dados coletados na pesquisa de campo aplicados nas MPEs prestadoras de serviços, foi utilizado o programa de pesquisa e estatística
Sphinx, versão 5.1.
A utilização de questionamentos com respostas categóricas, afirmações com respostas em escala e questões com respostas numéricas, utilizadas no levantamento da pesquisa de campo, gerou a necessidade do uso de ferramentas estatísticas como: análise de médias, teste de Qui-quadrado, coeficiente de correlação e o coeficiente de determinação ou explicação.
As médias foram usadas como elementos de análise nas seguintes situações: nas questões em escala Likert de 1 a 5, para generalizar o valores atribuídos em cada variável, com posterior comparação com o maior valor da escala. Esse tratamento tem por objetivo indicar o que representa na prática a ocorrência de cada variável dentro da dimensão organizacional. Essa aplicação foi também realizada quando do cruzamento de uma variável categórica com uma variável numérica de interesse. Nesses casos, usou-se dentro de cada categoria, a média da variável numérica, sendo possíveis importantes interpretações.
A diferença entre proporções ocorridas em vários grupos (categorias) de uma população (MPEs prestadoras de serviços longevas), observadas através de uma amostra pesquisada dessa população, levou à utilização de um teste estatístico específico, o Qui- quadrado, notadamente na verificação da existência de diferença entre proporções, ocorridas em mais de duas categorias (LEVINE et al., 2008).
[...] Basicamente, o teste de Qui-quadarado é usado para: a) verificar a existência de relação de dependência entre duas variáveis b) verificar a existência de diferença entre proporções, notadamente quando há mais de duas, a ser comparadas. Esse teste estatístico que nos diz se essas diferenças são estatisticamente significantes não
utiliza proporções amostrais. Ele compara as frequências observadas e as frequências esperadas (MOORE, 2000, p.374)
O resultado do teste Qui-quadrado nas questões, objetiva a verificação da ocorrência da significância ou não, das frequências ocorridas na variável mapeada, em suas práticas de gestão, na dimensão. Ressalta-se que, ao final de cada análise da dimensão, foi desenvolvida tabela resumo das proporções das escalas de maior frequência, com respectivo resultado do Qui-quadrado.
O programa de pesquisa e estatística Sphinx, usado nesta pesquisa, realiza duas tarefas, Isto é, faz o teste global, o Qui-quadrado, e cita, ao mesmo tempo, qual ou quais proporções são estatisticamente significantes, indicando o p-valor. (exata probabilidade de rejeitar-se a hipótese nula e ela ser verdadeira), também chamad0, de nível de significância do teste. O valor de Qui-quadrado é calculado pela conhecida expressão:
Em que:
² = Qui-quadrado;
fo = frequência observada; fe = frequência esperada
Para determinação das frequências esperadas, a frequência total observada é dividida de forma equitativa entre as categorias. Analisando a fórmula de cálculo do Qui- quadrado, verifica-se que, grandes diferenças entre os dois tipos de frequência leva a um grande valor de Qui-quadrado.
Outro tratamento estatístico verificado foi o grau de correlação (associação) e dependência entre variáveis numéricas como: tempo real de existência (longevidade), tempo real de parceria com a grande empresa e número real de empregados. Para demonstração dos resultados, usou-se o gráfico de dispersão, o coeficiente de correlação linear (r), entre duas a duas dessas variáveis, além do coeficiente de determinação ou explicação (r²).
[...] A análise de correlação determina um número que expressa uma medida numérica de grau da relação encontrada. Esse tipo de análise é muito útil em trabalhos exploratórios [...] quando se procura determinar as variáveis potencialmente importantes (BRUNI, 2007, p.285).
Neufeld (2003, p.347) explica que “uma interpretação de r² é que ele mede proporção da variação total existente em y explicada pela variação de x. O coeficiente de
determinação deverá ter um valor entre 0 e 1”. Esse procedimento permitiu analisar o quanto
incremento de uma determinada variável numérica explica o incremento de uma segunda variável inserida na problematização desta tese.