2.3. Değerler Eğitimi
2.3.4. Azerbaycan Dili ve Türkçe Öğretim Programlarında Değerler Eğitimi
m
u i t oa
L é m ac
a i x ac
ê n i c a.
“ ... as buscas e os achados dos cenógrafos, sua engenhosidade na utilização de esp elhos e das tapadeiras pivotantes que p ermitem transformaçõ es instantâne as das Cenograf ias, e sobretudo o ingresso da eletricidade nos te atros, […] – to das essas aquisiçõ es haveriam de p ermane cer, to das elas p o deriam vir a ser utilizadas dentro de uma co ncep ção.”
1 roub ine, Je an-JaCque s. A Linguagem da Encenação Teatral. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor,
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A
linguagem ceno gráf ic a é ba seada em forma s,cores, volumes, te x tura s e mov imentos. Um cenário não usa palav ra s, não descreve: ele mostra . S em subter fúgios, a Ceno graf ia é cr uel, não se tem como escondê -la , a não ser apagando a s luzes. Utiliza-se de br ut alidade ou de leveza . Ora é hermétic a , ora é irrit antemente óbv ia . A Ceno graf ia melhor ser v irá à Dramaturgia , não imp or t ando a linguagem utilizada , quanto mais e xpressar pla stic amente o conteúdo de um esp et áculo, quanto melhor dominar os elementos da e xpressão gráf ic a: cor, te x tura e forma . S egundo Gianni R at to hoje em dia “a s ar tes plá stic a s e a s ar tes ceno gráf ic a s muit a s vezes são feit a s como um f lash, como uma charge , e isto c ausa o emp obrecimento da qualidade técnic a e estétic a .” A pressão e xercida p or par te do merc ado, para um result ado criati vo e inov ador, não obst ante a pressa e a falt a de verba a que a criaç ão e a realizaç ão são submetida s, é um a ssunto ba st ante discutido, hoje em dia , entre os cenó grafos e f igurinist a s. Quando se tem uma fórmula ou um padrão, como nos cenários de telõ es, a v ariedade de técnic a s e pro cedimentos tem um
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limite pré - est ab elecido. Quando se fala de criar uma linguagem a c ada mont agem, o pro cesso é outro. Para isso é preciso adquirir ao longo da v ida uma bagagem técnic a e estétic a ampla , e est ar disp osto a reinvent ar o sistema de e xecuç ão a c ada vez. Isso toma temp o, e é preciso um desprendimento e uma generosidade que nem sempre o merc ado est á disp osto a banc ar. Qua se sempre o result ado dest a equaç ão é um trabalho aquém da s p ossibilidades ar tístic a s, mesmo quando se p ensa no mo derno teatro da C aixa Cênic a lev ado em palcos à it aliana , onde há um controle satisfatório do ambiente. Mesmo a ssim, é p ossí vel identif ic ar na Ceno graf ia mo derna pro cedimentos novos e criati vos, b em como pro cedimentos clá ssicos b em utilizados e adapt ados a realidade dos espaços cênicos atuais.
c
aix ac
ênicaV
amos tomar como e xemplo os cenários deDaniela T homa s. Grandiosos em t amanho e em profundidade conceitual, e xigem soluçõ es técnic a s criati v a s. To da sua estétic a é nitidamente de inf luência alemã , ma s ao desenvol ver seu trabalho em S ão Paulo e sem p o der lanç ar mão dos materiais desenvol v idos para o merc ado de óp era europ eu, ela teve que busc ar soluçõ es ar tístic a s no comércio comum da s r ua s de S ão Paulo.
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A Ceno graf ia da Trilogia Kafka1 tinha uma
estr utura de fundo que era a repro duç ão da s est antes de uma bibliotec a . O seu ac abamento foi feito de 'cimentcola', material desenvol v ido para a constr uç ão ci v il que imit a concreto e cimento. É t amb ém o c a so da tela colo c ada na s janela s e v ãos de The Flash and Crash Days, em que, no lugar da
famosa tela Rosco, foi usada uma ver são em nylon na cor
a zul – tela de proteç ão usada na área e x terna de prédios em constr uç ão. Po demos ainda cit ar D on Juan que teve um
sobre -palco inclinado to do constr uído em ferro, e xecut ado p or um serralheiro ci v il, com material para piso de edif ícios industriais. Nenhum destes materiais est á num c at álo go de fácil acesso para cenó grafos e pro dutores. Eles devem ser busc ados, p esquisados, e dep ois de verif ic ado o seu custo b enef ício e a sua ef ic ácia no Teatro, p o derão até se tornar de uso comum, como é o c a so da tela de constr uç ão cit ada acima .
O material p o de ser muito mo derno, e e xigir até alguma s técnic a s esp eciais, ma s o racio cínio constr uti vo remont a aos temp os antigos. O palco em decli ve de D on Juan
1 Trilogia Kafka - Um Processo, Uma Metamorfose e Praga – Direção: Gerald Thomas/ Cenografia: Daniela Thomas – 1988.
The Flash and Crash Days – De Geraldo Thomas/ Direção: Gerald Thomas/ Cenografia: Daniela Thomas - 1991
Rosco – empresa norte-americana com filial em São Paulo que desenvolve material para Cenografia e iluminação cênica. Eles tem uma tela de filó, como uma rede muito fina e resistente que é preparada sem costura, em grande largura e comprimento.
Don Juan - De Moliére – Direção: Moacir Chaves/ Cenografia: Daniela Thomas - (projetado e construído em São Paulo) Estréia no Rio de Janeiro. 199
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teve sua estr utura muito parecida com o sistema de p oléia s usado para fa zer palcos e elev açõ es de piso nos teatros dos séculos X V III e XI X . S ó a ssim, com p eç a s leves e desmont áveis é que foi p ossí vel v iajar em turnê com o esp et áculo e apresent á-lo em
v ária s cidades do Bra sil. Da mesma forma em 199, em uma mont agem de Quar tett dirigida p or Gerald T homa s, hav ia um
cenário de grandes paredõ es desmont áveis em p equena s p eç a s de fácil manuseio. Eram seis paredes laterais de m x 1,80m, dua s t apadeira s para ac abamento front al de m x ,0m, e um fundo de m x 1,0m. Ela s eram di v idida s em p eç a s de no má ximo ,0m x 1,m unida s com parafusos pa ssantes e b orb olet a s. Para f inalizar a estr utura c ada parede recebia uma dupla de travessõ es que ev it av a que os parafusos receb essem esforço
e xcessi vo. Colo c ado na ver tic al, ap oiado no chão, trav ado p elos p és e p ela c ab eç a , ela s eram erguida s em conjunto. A s menores p or três p essoa s, já a maior p edia sete p essoa s, ma s a mont agem em si era p ossí vel ser feit a em dua s p essoa s. E ste esp et áculo teve a felicidade de v iajar muito p elo interior
Quarttet- De Heinner Muller – Direção: Gerald Thomas/ Cenografia: Luciana Bueno (Projetado em São Paulo). Construção e estréia pelo Festival de Teatro de Curitiba. 199.
Quartett - Projeto
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do E st ado de S ão Paulo onde sempre encontrou técnicos conhecedores dos pro cedimentos ceno gráf icos disp ostos a ajudar a mont á-lo, uma vez que hav ia ap ena s uma p essoa resp onsável p ela Ceno graf ia v iajando com a equip e.
Como v ários teatros em S ão Paulo não disp õ e de urdimento, muitos dos cenários projet ados lev am em consideraç ão ap ena s o piso para se estr uturar. Nem sempre se p o de cont ar com p ontos de ap oio no
teto. No esp et áculo D on Juan,
na ver são da Cia . de Óp era S ec a , o cenário era como página s de um li v ro ab er to. Eram como três 'página s dupla s' que o cupav am ao to do, incluindo o pratic ável do
fundo, 11m, com altura má xima
de ,0m. A s paredes A , B e C eram f ixada s uma s à s outra s formando um blo co est ável. A s paredes A1, B1 e C1 eram sobre ro da s unida s entre si p or traves de met al e f ixa s ao blo co anterior
p or for tes dobradiç a s na esquina da s paredes A1 e A . Qua se no f im do esp et áculo, este trio de paredes sobre ro da s se fechav a em conjunto. A mov iment aç ão deste conjunto de paredes era menos comple xa do que a dos painéis de Festa
Don Juan. Texto de Otavio Frias Filho. Direção e Cenografia: Gerald Thomas. São Paulo, 199.
Don Juan - Cia. de Ópera Seca
Don Juan - Cia. de Ópera Seca
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do Interior, show da dupla ser t aneja Chit ã zinho & Xororó
(descrit a lo go abaixo) ma s a s dimensõ es op erístic a s do cenário e xigiram que a constr uç ão fosse realizada p or um cenotécnico conhecedor dos pro cedimentos da C aixa Cênic a , o Pup e, e não p or um constr utor. Alguém com ' vo c abulário e sint a xe' como disse Cy ro Del Nero em uma declaraç ão sobre o a ssunto.
Em shows de estrada , que têm estr utura f inanceira e de pro duç ão, chega-se ao cúmulo de lev ar a C aixa Cênic a em si, e nela to da a estr utura de palco; aérea (para Ceno graf ia e Iluminaç ão), coxia s e c amarins, ou seja: um teatro p or t átil de dimensõ es consideráveis. Festa do Interior é um desses c a sos. Optou-se p or um cenário pi vot ante que lembrav a o sistema de p eriac tos gregos, ma s com dua s faces ap ena s. De um lado a s t apadeira s colo c ada s na p osiç ão A , semi-ab er t a s, indic av am uma f lorest a , e na p osiç ão B , fechada s, formav am um seqüência de c a sa em formato de U, que lembrav a uma praç a de cidade do interior. E ste sistema foi desenvol v ido esp ecialmente para est a Ceno graf ia p or um maquinist a de cinema chamado Pará . A s p erna s foram estr uturada s em tubular de alumínio para que f ic a ssem leves e resistentes. O sistema de mov iment aç ão foi eletric amente comandado p or um comput ador, que controlav a o temp o e a velo cidade do giro. Um motor em c ada lado comandav a uma série de roldana s unida s p or uma correia de b orracha .
Festa do Interior Show Musical Chitãozinho e Xororó – Direção: Ney Matogrosso/ Cenografia: Luciana Bueno. São Paulo, 00.
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“ O co nstrutor co nstró i e co lo ca em cima do palco as p e ças co nstruídas. M o nta as p e ças. Po nto f inal. O cenoté cnico co nstró i e co lo ca em cima do palco, obser va o que resulto u, acaricia o que fe z, f ica até o últim o m o mento af inando o cenári o, corrigindo, dando - lhe to ques (...) até que a cor tina se abra. N o dia seguinte vo lta para novas af inaçõ es.
Ele (o cenoté cnico) sab e o que p o de render a Caixa Cênica e co nhe ce “ manobras” cenoté cnicas que tramam as co mbinaçõ es inf initas de efeitos (...). Ele tem vo cabulári o e sintaxe .”
Vários teatros de S ão Paulo, como o Alfa9 ou o
teatro Anchiet a10 têm a maquinaria da C aixa Cênic a equipada
com sistema s mo dernos que facilit am em muito o trabalho dos maquinist a s, ma s dep endendo do c a so, estes sistema s não são a melhor op ç ão, p or t anto, cer t a s c a sa s mantém os dois sistema s: manual e elétrico. Em 001, o gr up o de teatro Parlapatõ es, Patifes & Pa spalhõ es levou aos palcos do teatro Anchiet a a mont agem Pantagruel11. O te x to se trat av a de uma
jornada na qual o prot agonist a pa ssav a p or v ários lugares, como uma ilha , uma igreja ou um barco atravessando o mar. Como recur so ceno gráf ico foi escolhido a tro c a rápida de cenários v ia v ara s maquinada s. Neste c a so não foi p ossí vel usar nenhuma v ara acionada p or sistema s elétricos, p ois no
8 cyro del nero em entrevista cedida para a autora em 08/0/00.
9 teatro alfa – Construído em 1998. Tipologia Italiana com platéia para 10 lugares. 10 teatro anchieta – Construído em 19 com projeto técnico de Aldo Calvo. Tipologia Italiana com platéia para 8.
11 Pantagruel – Inspirado na obra de François Ralelais – Direção de Hugo Possolo/ Cenografia: Luciana Bueno – Produção de Parlapatões, Patifes e Paspalhões. São Paulo, 001.
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Pantagruel
Decupagem Cenográfica.
Quaff
silêncio da aç ão era p ossí vel ou v ir o som do motor, o que quebrav a complet amente o clima da cena . Para op erar a s v ara s mec ânic a s hav iam dois a ssistentes, além
do técnico de palco da c a sa , que e xerciam a s funçõ es de contra-regra , maquinist a e ainda fa ziam f iguraç ão. Dest a maneira eles p o diam e xecut ar v ária s mudanç a s de cenário à v ist a do público, complet amente integrados na aç ão do esp et áculo.
Ma s est a p eç a , como outra s pro duzida s p elo mesmo gr up o, não seguiu em temp orada , p ois seu custo de mont agem e manutenç ão se tornou inv iável.
Outro b om e xemplo de aplic aç ão de mudanç a s rápida s de cenário foi o esp et áculo Quaf f1 que Gianni R at to
projetou para o palco do T BC . Eram três cenários: três cômo dos que funcionav am um dentro do outro. S obre um trilho guia inst alado no piso do palco, corriam dois c arros empurrados p or maquinist a s, com p eç a s de cenários mont ada s, que ao se junt arem, formav am um p equena sala (1). A mov iment aç ão dest a s p eç a s era feit a durante a encenaç ão. E ste mesmo sistema de tro c a de cenários é feit a t amb ém em grandes 1 Quaff (Letice and Louvage) – De Peter Shaffer/ Direção: José Renato/ Cenografia: Gianni Ratto – São Paulo 1990.
Pantagruel
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palcos de festi v ais de músic a , para p ermitir a tro c a rápida do equipamento da s banda s já pré -af inados e equalizados. A diferenç a é que, neste c a so, to do esse sistema é acionado eletric amente. O cenário projet ado p or Gianni R at to tinha sua estr utura to da feit a nos moldes clá ssicos de constr uç ão ceno gráf ic a , como mostra a f igura ao lado: trainéis armados em sarrafo com cob er tura de madeira para a s p eç a s f ixa s, e de tecido para a s que e xigiam mov iment aç ão; travessa de c ab eç a para unir dois trainéis; c aixa de p eso na ba se da estr utura para equilibrar o p eso durante a mov iment aç ão da mesma; trav a s de ângulo e e xemplo de como estr uturar uma ab er tura em cur v a num painel.
O teatro Anchiet a receb eu t amb ém um esp et áculo chamado Velhos Marinheiros1. Com estétic a limpa , hav ia
no palco uma s dua s dezena s de c aixotes leves e grandes. O fundo do palco era neutro, o piso era de madeira . To da a estr utura da encenaç ão est av a no fosso do palco. Os atores, em mov imento coreo grafado, deslo c av am a s c aixa s criando volumes ceno gráf icos. Vária s da s entrada s e saída s de cena se fa ziam na ver tic al. E scondidos p elos c aixotes, v ia alç ap õ es disfarç ados na s linha s da t ábua do chão, os atores se retirav am da cena . S oluç ão simples e mágic a .
E ste recur so de surgir e desaparecer p elo chão é t amb ém muito usado p or Zé Celso1, p ois a simb olo gia
1 Velhos Marinheiros – Inspirado na obra de Jorge Amado – Direção: Ulisses Cruz/ Cenografia: São Paulo, 198.
1 zé celso: José Celso Martinez Correa (Araraquara SP 19). Diretor, autor e ator. Destacado encenador da década de 0, inquieto e irreverente, líder do Teatro Oficina, uma das
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que este mov imento suscit a é de v it al imp or t ância para sua prop ost a ar tístic a . O teatro O f icina não
é um espaço cênico tradicional, ma s é historic amente convencionado para a cena . A ssim sendo, mesmo sem v ara s, rotunda s ou bamb olina s, ele t amb ém é uma C aixa Cênic a , ou em melhor termo, um corredor cênico. Sua maior qualidade é, sem dú v ida , ser um espaço v i vo em
const ante transformaç ão, que acompanha a s necessidades da s encenaçõ es ali prop ost a s. Sua última mo dif ic aç ão, comandada p or Osv aldo Gabrielle1, abriu abaixo do piso, em substituiç ão
a um p equeno fosso de p oucos metros quadrados, uma galeria que p ermite aos atores surpreenderem o público em p ontos inusit ados do teatro, efeito similar ao do sistema de alç ap õ es e quar telada s da C aixa Cênic a à It aliana .
E como último e xemplo, a presenç a dos cenários de gabinete ainda hoje nos palcos paulist anos. O esp et áculo
companhias mais conectadas com o seu tempo. Encena espetáculos considerados antológicos, tais como Pequenos Burgueses; O Rei da Vela; e Na Selva das Cidades. Nos anos 190, vivencia todas as experiências da contracultura, transformando-se em líder de uma comunidade teatral e das montagens de suas criações coletivas. Ressurge nos anos 1990, numa nova organização da companhia, propondo uma interação constante entre vida e teatro. Retirado do link: http:// w w w.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidade s_biografia&cd_verbete= em 09/09/00.
1 osvaldo gabrielle: Nascido em Buenos Aires formou-se me artes plásticas. Desde os dezesseis anos trabalhou jnto a importantes diretores do Teatro argentino, relizando máscaras, cenografias e figurinos, dando sempre destaque especial ao Teatro de títeres. Em 1980 viaja para o Brasil radicando-se em São Paulo.Em 198 funda, e passa a dirigir o Grupo XPTO. Retirado do link: http://w w w.grupoxpto.com.br/osvaldogabrieli.htm em 09/09/00.
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Insônia16 do gr up o de teatro Le Plat du Jour, era to do pa ssado
num lab oratório improv isado no p orão de uma c a sa . A temátic a era outra , diferente daquela da s comédia s de costumes pa ssada s em c a sa s burguesa s: trat av a da loucura cômic a e cr uel de dua s crianç a s criada s dentro de um lab oratório. A Dramaturgia p edia a sensaç ão de clausura . Foi criado ent ão, um cenário em U comp osto de paredes de a zulejo em p er sp ec ti v a . Não hav ia janela , ma s ap ena s uma p or t a no fundo que era mantida sempre fechada , e ap esar de um inter v alo no desenho da s paredes laterais, se alc anç av a , aliando encenaç ão e Ceno graf ia , uma cer t a sensaç ão claustrofóbic a .
1 Insônia - De Alexandra Golik, Direção: Le Plat Du Jour e Alexandre Roit/ Cenografia: Luciana Bueno. São Paulo, 00.
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ão muitos os gr up os de teatro est ab elecidos em S ão Paulo que pleiteiam um trabalho de continuidade, ma s são raros os que tem o acompanhamento de alguém p ensando a ar te v isual do esp et áculo. E st a seria sem dú v ida uma b oa atitude para for t alecer nossos técnicos, ar tist a s e o próprio Teatro: que cenó grafos e f igurinist a s erra ssem e acer t a ssem junto a atores e diretores, e com isso desenvol vessem uma linguagem própria . Marcos Pedroso é uma e xceç ão que conf irma a regra , seja trabalhando com o Teatro da Ver tigem ou com Cib ele Forja z em Woy zeck1.“ Woy ze ck. Na primeira m o ntagem nós usávam os aqueles ' paletes' (estrado para base de empilhamento de caixas). Eram uns 2.50 0 paletes. Já ag ora, f izem os uma leitura mais tosca e fo m os parar numa “ o laria”. Chegam os então no tij o lo. M as não uma o laria ro mântica do sé culo X VI I I, era uma o laria m o derna, então o ' tij o lo baiano' viro u matéria prima do cenári o. Os atores ensaiam co m o tij o lo, inventam co isas co m o tij o lo e co m os materiais ane xos: a p eneira, o carrinho… Estas açõ es vão gerando a ne cessidade de o utras co isas: um buraco que tem terra, um o utro uma p o ça d’água.[…] o tij o lo baiano trazia tamb ém aquela cara de favela. Então o cinza e o vermelho da terra são as marcas que traduzem o espírito do esp etáculo.”2
1 Woyzeck – De Georg Büchner/ Direção: Cibele Forjaz/ Cenografia: Marcos Pedroso – São Paulo, 00.
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Marcos tinha o conceito do esp et áculo como p onto de par tida para o desenho de sua Ceno graf ia . Materiais eram trabalhados, e a par tir do pro cesso da compreensão da s sua s natureza s, e da s p ossibilidades de relaç ão entre estes materiais e o conceito prop osto p ela encenaç ão, é que a Ceno graf ia tomav a sua forma def initi v a . E ste mo do de fa zer teatro demanda temp o, é sempre demorado. Foram cinco meses em Woyzeck , e mais de um ano em Livro de Jó.
O cenó grafo e o técnico tinham que est ar disp oní veis para descobrir, aprender e apreender juntos est a nov a relaç ão entre o cupaç ão espacial, material e forma de realizaç ão.
Já Não Escrevi Isto, ap esar de sua s grandes
prop orçõ es, foi realizado em dois meses. Desenhada para um