2. İKİ DİLLİLİK VE ALMANYA’DA TÜRKÇE ÖĞRETİMİ
2.5. Avrupa’nın Dil Politikası
O Plano de Ações Articuladas, mais conhecido pela sua sigla PAR, constitui a ferramenta operativa do Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação. É o conjunto articulado de ações, apoiado técnica ou financeiramente pelo Ministério da Educação, que visa o cumprimento das metas do Compromisso e a observância das suas diretrizes. É o planejamento multidimensional da política de educação que os municípios, os estados e o DF devem fazer para um período de quatro anos.
[...] sua temporalidade o protege daquilo que tem sido o maior impeditivo do desenvolvimento do regime de colaboração: a descontinuidade das ações, a destruição da memória do que foi adotado, a reinvenção, a cada troca de equipe, do que já foi inventado. Em outras palavras, a intermitência. Só assim se torna possível estabelecer metas de qualidade de longo prazo para que cada escola ou rede de ensino tome a si como parâmetro e encontre apoio para seu desenvolvimento institucional. (BRASIL, 2007, p.25)
O PAR é coordenado pela secretaria municipal/estadual de educação, mas deve ser elaborado com a participação de gestores, de professores e da comunidade local. A sua dinâmica compreende três etapas, sendo que as duas primeiras etapas, diagnóstico da realidade educacional local e elaboração do plano de ações para um período de quatro anos estão na esfera do município/estado. A terceira etapa é a análise técnica, feita pelo Ministério da Educação e pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Depois da análise técnica, o município assina um termo de cooperação com o MEC, do qual constam os programas aprovados e classificados segundo a prioridade do ente federado. Este termo de
cooperação detalha a participação do Ministério, que pode ser sob a forma de assistência técnica por um período ou pelos quatro anos do PAR e assistência financeira.
Para a elaboração do Plano de Ações Articuladas, um instrumento de diagnóstico é disponibilizado pelo MEC para os entes federados. Além disso, existe um módulo no Sistema Integrado de Planejamento, Orçamento e Finanças do Ministério da Educação (SIMEC), o Módulo PAR - Plano de Metas, que pode ser acessado de qualquer computador conectado à rede mundial de computadores (Internet), cujo acesso é disponibilizado aos gestores para acompanhar o trâmite do PAR do seu estado ou município. Auxilia também nos processos de elaboração, análise e monitoramento do PAR.
É também divulgado o Guia Prático de Ações, documento elaborado para orientar a definição de ações que comporão os Planos de Ações Articuladas dos entes federados.Nesse Guia estão todos os programas disponibilizados pelo Ministério da Educação e suas autarquias, com ações de assistência técnica e/ou financeira do MEC e que podem ser solicitados pelos municípios em seus respectivos Planos.
O Plano de Ações Articuladas é visto como uma das principais ferramentas de diagnóstico e planejamento educacional dos sistemas de ensino, além de atuar como importante instrumento de apoio técnico e financeiro para a execução de programas de manutenção e desenvolvimento da educação básica dos entes federados. Seu fundamento legal foi conferido pela Lei nº 12.695, de 25 de julho de 2012, que estabelece:
Art. 1º O apoio técnico ou financeiro prestado em caráter suplementar e voluntário pela União às redes públicas de educação básica dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios será feito mediante a pactuação de Plano de Ações Articuladas - PAR.
Parágrafo único. O PAR tem por objetivo promover a melhoria da qualidade da educação básica pública, observadas as metas, diretrizes e estratégias do Plano Nacional de Educação.
Art. 2º O PAR será elaborado pelos entes federados e pactuado com o Ministério da Educação, a partir das ações, programas e atividades definidas pelo Comitê Estratégico do PAR, de que trata o art. 3º.
§ 1º A elaboração do PAR será precedida de um diagnóstico da situação educacional, estruturado em 4 (quatro) dimensões:
I - gestão educacional;
II - formação de profissionais de educação; III - práticas pedagógicas e avaliação;
IV - infraestrutura física e recursos pedagógicos.
Art. 4º A União, por meio do Ministério da Educação, fica autorizada a transferir recursos aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, com a finalidade de prestar apoio financeiro à execução das ações do PAR, sem a necessidade de convênio, ajuste, acordo ou contrato. (BRASIL, 2012)
Com o novo regime de colaboração, conciliando a atuação dos entes federados com as ações do MEC/FNDE/CAPES, programas e serviços tiveram sua capacidade de atendimento ampliada. O apoio técnico e financeiro prestado em caráter suplementar e voluntário pela União às redes públicas de educação básica dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, feito mediante a pactuação de Plano de Ações Articuladas, trouxe inovações e vem possibilitando um aporte mais efetivo de recursos e fomentado uma efetividade maior das políticas. Antes do PAR, a realidade que por muitos anos vigorou para as transferências de recursos financeiros repassados pela União aos estados, ao Distrito Federal e municípios, além de utilizar inúmeros critérios para elaboração de projetos educacionais nem sempre tão técnicos, ficava atrelada a um burocratizado sistema de convênios que muitas vezes dificultava a sua realização.
A partir do PAR o modo de condução e decisão sobre o gasto público para a educação sofre grandes alterações. A introdução de novas formas de distribuição de recursos buscou uma racionalidade capaz de romper com as dificuldades identificadas anteriormente. Com o PAR a gestão de grande parte das políticas educacionais deixa de ser marcada pelo chamado balcão de negócios, onde o processo de alocação de recursos considerava menos os critérios de fomento à quantidade e à qualidade dos serviços prestados e cada vez mais a barganha política, práticas estas que deixaram marcas profundas no modus operandi das políticas educacionais do Brasil.(BRASIL, 2012). Há de se destacar que o PAR cumpre, ao mesmo tempo, três papéis diferentes e igualmente importantes: promove a eficácia, a democracia e a governabilidade para a gestão das politicas educacionais. Com o PAR, o MEC altera substancialmente o modo de condução e decisão sobre o gasto público para a educação. A nova estratégia de apoio técnico, financeiro e institucional aos entes federados do Governo Federal, tendo como parâmetro as metas do IDEB e acordada com estados e municípios, trouxe inovações com foco na desburocratização, na simplificação, na desintermediação e na transparência. Este novo arranjo permite traçar execuções de qualidade para os sistemas de ensino e contribui com a melhoria da educação em todos os territórios.
Desde a sua implantação já foram observados avanços na educação decorrentes do aperfeiçoamento na aplicação de recursos federais nas três esferas de governo. Dessa forma, o PAR vem se consolidando como instrumento fundamental de auxílio ao alcance das metas do PNE (PL nº 2.035/2010), e consequente melhoria do IDEB.