2. İKİ DİLLİLİK VE ALMANYA’DA TÜRKÇE ÖĞRETİMİ
2.6. Almanya’nın Dil Politikası
2.6.1. Almanya’da “Türkçe ve Türk Kültürü” Dersleri
O Ministério da Educação (MEC) é detentor de uma matriz de relacionamento muito complexa. São 27 Secretarias Estaduais de Educação, 5.569 Secretarias Municipais de Educação e aproximadamente 155 mil escolas públicas. Para este atendimento, conta com uma estrutura organizacional que compreende 145 unidades orçamentárias, com destaque para as 06 (seis) Secretarias8 da administração direta, 02 (duas) Subsecretarias9, 08 entidades vinculadas, destacando-se a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Conta ainda com 38 Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (440 câmpus em funcionamento), 02 CEFET’s, 59 Universidades Federais (287 câmpus em funcionamento) e 46 Hospitais Universitários.
Soma-se a este contexto, o cenário de dinamismo e aporte de recursos na área educacional, ocorrido nos últimos anos, principalmente a partir da criação do PDE, em 2007. A ampliação de recursos para a educação passou de 4,7 % do PIB em 2000 para 6,1 % do PIB em 2011, conforme pode ser observado no Gráfico abaixo, e o orçamento do Ministério da Educação, que apresentou um aumento de 82% no período de vigência do PPA 2008-2011. (BRASIL, 2012, p.16)
8
- Secretaria de Educação Superior (SESU)
- Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC) - Secretaria de Educação Básica (SEB)
- Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI) - Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino (SASE)
- Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (SERES) 9
Subsecretaria de Planejamento e Orçamento (SPO) e Subsecretaria de Assuntos Administrativos (SAA)
Gráfico 2 – Percentual do Investimento Público em Educação em relação ao PIB (%). Fonte: INEP
Essa realidade tem demandado do Ministério buscar constantemente o aprimoramento do seu planejamento e práticas mais flexíveis de gestão. Portanto, em 2005, a Subsecretaria de Planejamento e Orçamento (SPO), órgão subordinado diretamente à Secretaria Executiva do MEC, desenvolveu e implantou um sistema próprio, uma solução tecnológica para acompanhar a execução das ações governamentais, desde a sua concepção até a efetiva realização física e financeira, além de outras propriedades e atribuições.
Trata-se do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação (SIMEC), com função InfraSIG, ou seja, funciona como alimentador de outros sistemas do governo federal, que foi elaborado para ser uma ferramenta de organização e integração do gerenciamento dos programas governamentais no processo de monitoramento e avaliação do PPA10, mediante a sistematização informacional da execução física dos programas e das ações governamentais.
Desenvolvido em software livre, mediante parceria com diversos órgãos de governo, utilizando modernas técnicas de mapeamento de processos e ampla participação das equipes de trabalho de diferentes secretarias e órgãos do MEC, o SIMEC implicou profundas mudanças culturais e organizacionais 10 Até então, o monitoramento das ações MEC no Plano Plurianual (PPA) era realizado por meio do Sistema de Informações Gerenciais e de Planejamento (SIGPlan), sistema extinto em 2011 e substituído pelo Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (SIOP) do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), que suporta processos de planejamento e orçamento do Governo Federal.
das práticas de governança do Ministério, bem como de sua forma de relacionamento com parceiros governamentais (estados, municípios e outros órgãos do governo federal) e da sociedade brasileira (PONTES e NÉHME, 2009, p. 158-159).
Cabe ressaltar, que a criação do SIMEC foi impulsionada, no âmbito do MEC, a partir do Sistema de Informações Gerenciais e de Planejamento (SIGPlan), ferramenta para subsidiar a gestão do PPA que vigorou até o PPA 2008-2011. Portanto, inicialmente, o SIMEC foi projetado com o intuito de estabelecer um elo com o SIGPlan e aperfeiçoar o processo de monitoramento dos programas e ações do MEC, possibilitando, também, o registro de entraves e restrições para melhor enfrentamento dos problemas, mas, principalmente, para que se tornasse ferramenta de gestão para os dirigentes do Ministério.
O SIMEC é composto por Módulos com características, funções, públicos-alvo e ferramentas específicas que compreendem diferentes áreas do Ministério: administrativa, ciclo de planejamento, orçamento e finanças, gestão de políticas públicas, acompanhamento de obras e painéis estratégicos de monitoramento e controle; e cujas informações atendem a alta gestão, diretorias e áreas técnicas.
Ao longo dos anos foram criados novos módulos com funções correlacionadas tanto ao monitoramento e avaliação, quanto à execução orçamentária e financeira das ações do Ministério da Educação, resultando numa robusta plataforma com um quantitativo superior a 50 módulos.
A figura abaixo representa a Tela inicial do SIMEC, com informações sobre os seus módulos, informes, além de um campo que permite que o usuário solicite seu cadastro ou peça recuperação de senha e, obviamente, entre no sistema propriamente dito (login). O sistema SIMEC somente será acessado por usuários previamente cadastrados. O acesso será realizado mediante senha pessoal que habilitará o usuário aos módulos para os quais tenha sido previamente autorizado.
Figura 1 - Tela Inicial do SIMEC, disponível em http://simec.mec.gov.br
Alguns dos Módulos do SIMEC são utilizados por parceiros como universidades, estados e municípios. Possui mais de 270 mil usuários cadastrados, dos quais mais de 220 mil são ativos, incluindo todos os governos de estados e municípios brasileiros, além das unidades orçamentárias do MEC. Com relação ao acesso, são computados 6.325 usuários distintos por dia e 90.766 usuários distintos por mês. Portanto, o SIMEC é um canal direto, rápido e efetivo entre o ministério e todas as demais esferas e instituições envolvidas com a oferta de educação no Brasil.(BRASIL, 2012, p.115)
Decorrido mais de oito anos de sua implantação, a criação do SIMEC tem contribuído para o MEC, gradativamente, retomar o seu planejamento e modernizar a sua gestão, ao conferir maior agilidade, racionalidade e credibilidade ao processo gerencial, como também padronizar as atividades inerentes ao fluxo de informações físicas e financeiras, repercutindo na elevação do nível de satisfação dos seus usuários internos e externos e na ampliação de sua capacidade de análise sobre a situação real da educação no país. Além disso, a criação de seus diversos módulos tem possibilitado a superação de alguns gargalos da rotina de trabalho do
MEC, aumentando o nível de interoperabilidade entre as suas diversas áreas, fato este que tem justificado a construção de novos módulos e o aperfeiçoamento dos já existentes.
Em síntese, por meio do SIMEC os gestores do governo federal podem elaborar, executar, monitorar e avaliar suas atividades, em tempo real, inclusive com registro das restrições, de modo a permitir atuação preventiva para solução dos entraves.
O SIMEC pode ser concebido como um modelo de governança do setor público, a partir da redefinição dos processos de planejamento e gestão institucionais do MEC e ter possibilitado:
• a integração das ferramentas de planejamento e gestão orçamentária, e estas a instrumentos de monitoramento de atividades estratégicas do Ministério, mediante desenvolvimento e implantação de nova metodologia de integração plano- orçamento;
• o fortalecimento da atividade de planejamento e gestão no âmbito do MEC, por constituir uma ferramenta permanente, suprimindo iniciativas pontuais e esparsas, e facilitando a tomada de decisão;
• a redefinição do padrão de relacionamento e apoio às esferas estaduais e municipais, contribuindo para o fim da política de “balcão”, uma vez que o processo de apresentação de propostas por esses entes, a partir da implantação dos módulos PAR, Plano de Metas e Brasil Profissionalizado, ganhou maior transparência e racionalidade;
• o apoio a atividades de supervisão de obras que recebem recursos do MEC, contribuindo para uma gestão mais eficiente dos recursos públicos; e
• a adoção de solução tecnológica que possibilita a criação e a substituição de módulos conforme a necessidade dos gestores, conferindo-lhe flexibilidade e caráter evolutivo, bem como a replicação da metodologia e da plataforma a outros órgãos e esferas de governo. (PONTES e NÉHME, 2009, p.176-177)
Em meados de 2007, devido ao crescimento da capacidade de gerar e disponibilizar informações, a estrutura de desenvolvimento do sistema, criada na SPO, ganhou corpo e passou a integrar uma Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI) do MEC, tamanho o seu crescimento e reconhecimento.
Cabe ainda destacar, a disponibilização gratuita do código fonte do sistema para instituições públicas, o qual pode ser utilizado em qualquer plataforma tecnológica, sendo preferencialmente software livre. Por ser um sistema de fácil utilização para quem insere as informações e para quem utiliza as informações, diversas instituições públicas já compartilham dessa plataforma.