2.3. ULUSLARARASI VERGİ HUKUKUNDA TAHKİM
2.3.2. Avrupa Birliği(AB) Tahkim Konvansiyonu-1990
5.1 Conclusões
Um dos objetivos fundamentais deste trabalho foi calcular o beta e o custo de capital do acionista para empresas dos diferentes setores da economia, e também verificar se havia alguma correlação positiva (negativa) entre a evolução do beta ao longo do tempo e o retorno das ações destas empresas.
Foi aceita a hipótese nula (H=0) de que não existem diferenças significantes nos valores obtidos para o beta e para o custo de capital do acionista das principais empresas dos diferentes setores da economia, assim como também foi aceita a hipótese nula (H=0) confirmando a existência de correlação estatisticamente significante entre a evolução do beta e o retorno oferecido pelas ações analisadas.
Foi testada e rejeitada a hipótese nula da não existência de diferenças significantes entre os betas obtidos para os principais segmentos da economia brasileira calculado neste trabalho e os betas citados por Damodaran (2002) divulgado no endereço eletrônico www.damodaran.com.
Os resultados encontrados eram esperados, com exceção dos valores obtidos nos R² e na correlação para os períodos mais recentes, que sofreram forte impacto por conta da grande queda observada no preço das ações.
Como não ainda não há consenso sobre o melhor modelo a se adotar para a estimativa do custo de capital do acionista, a revisão teórica proposta por este trabalho poderá auxiliar aos profissionais e outros interessados no assunto, através da apresentação das diferentes metodologias e da adoção de um modelo para a estimativa do custo de capital do acionista.
O modelo adotado para estimar o custo de capital do acionista gerou diferentes valores para o custo de capital dos principais setores da economia.
96 A analise dos resultados para os betas e custo de capital do acionista entre os setores mostrou que com algumas exceções, as diferenças encontradas foram estatisticamente significantes.
As considerações devem ser analisadas com cautela, devido ao pequeno numero de empresas analisadas por setor e intervalo de confiança utilizado.
Como citado no capitulo três deste estudo, a adoção do modelo escolhido para cálculo do beta e do custo de capital do acionista, com a adoção dos respectivos prêmios de risco de longo prazo, faz sentido dentro da Random Walk Hypothesis, proposta inicialmente por Maurice Kendall (1953) e da Hipótese de Eficiência de Mercado, conforme descrito por Brealey-Meyers-Allen (2008).
De acordo com a hipótese de eficiência do mercado, a arbitragem entre os participantes do mercado eliminaria rapidamente qualquer oportunidade de ganho em excesso, levando os preços de mercado de volta ao seu valor justo. O nível de eficiência seria dado por três estágios: fraca, semi-forte e forte.
Mesmo sem confirmar o nível de eficiência do mercado local, é possível fazer algumas inferências qualitativas sobre as correlações encontradas, a relação D/E e o custo de capital do acionista.
Então, se o preço refletir toda a informação disponível sobre o ativo, a evolução dos retornos e a evolução dos betas , pelo menos em parte, deverá refletir inversamente a evolução dos preços dos ativos. Os resultados obtidos nas análises das correlações e através dos R², permitem esta conclusão.
Os resultados obtidos ao calcularmos os betas setoriais, conforme explicitado nas tabelas 7 e 8, e a comparação com os resultados divulgados pelo endereço eletrônico
www.damodaran.com, são coerentes e mesmo a rejeição da hipótese nula, deve ser relativizada, conforme argumentos explicitados no final do capítulo 4.
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5.2 Limitações do estudo
Este trabalho apresenta algumas limitações, que conforme Pereiro (2001) vão desde a escolha do modelo ideal para a estimação do custo de capital do acionista, que, como mostrado na revisão teórica podem ser as mais diversas, até a escolha da amostra, que no caso deste trabalho, foi reduzida, devido principalmente a falta de liquidez apresentada por alguns papeis dos diferentes setores da economia.
Convém realçar ainda, que para uma comparação mais eficiente entre os valores estimados para o beta e o custo de capital do acionista nos diferentes intervalos de tempo passado, seria necessário que todas, ou grande parte das empresas listadas no trabalho apresentassem negociação em todos os períodos de tempo adotados no estudo, o que não ocorreu com um numero razoável de empresas, cujas ações ainda não haviam sido lançadas antes de 2006.
Observamos também que os betas adotados foram calculados para períodos médios de 3 anos. Conforme Damodaran (2002), a baixa liquidez da ações pode afetar diretamente o resultado dos betas obtidos através de regressões no mercado. Como a crise financeira que atingiu o mercado em 2008 ocorreu no 2º semestre, reduzindo drasticamente a liquidez, acabou por influenciar a formação dos preços de algumas das ações analisadas neste trabalho, e por conseqüência, causar distorções nos betas da empresas listadas.
O período de análise do custo de capital versus o preço das ações é relativamente pequeno, envolvendo apenas 3 períodos de 3 anos cada.
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5.3 Sugestões
Como sugestão para trabalhos futuros, acreditamos que seria relevante verificar a correlação entre beta e o preço das ações para períodos de tempo mais longos.
Sugerimos o estudo da correlação entre os betas e a alavancagem operacional e a variação na receita liquida para períodos mais longos.
Sugerimos também o aumento da amostra de empresas de forma a englobar o maior numero possível de empresas com capital aberto e assim estimar de forma mais acurada o custo de capital do acionista para os diversos setores da economia.
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