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2. KAYNAK ARAġTIRMASI

2.4. Antibiyotiklerin Çevreyle İlişkisi

2.4.2. Antibiyotiklerin Çevre Ortamlarındaki Varlığı

2.4.2.1. Atıksuda Antibiyotikler

O principal pensamento que ilustra a chegada do Iluminismo ao século XVIII é a ideia de liberdade à luz da razão.

Liberdade vista como um direito de todo ser vivo, mas que em muitos momentos históricos foi considerada uma audácia, um atrevimento. A ideia de que todos os homens são iguais em direitos fora ocultada e ignorada pela história. Em 4 de julho de 1776, ocorre “The unanimous Declaration of the thirteen united States of America”. Em 1787, é promulgada a Constituição dos Estados Unidos da América,

que resultará no Bill of Rights, e na Declaration des Droits de l’Homme e du Citoyen. E que, somente em 1789, com a Revolução Francesa, se tornará pública e declarada solenemente.

Esse pensamento terá eco em países onde a influência católica é menor, como na Inglaterra, por exemplo. Desenvolver o pensamento sem o controle castrador exercido pela Igreja Católica (como aconteceu na Península Ibérica) foi mais fácil; tanto no Reino Unido, após 1688 e a Revolução Gloriosa, como na França, onde a ação dos huguenotes dinamizou a tradição católica e o crescimento das ideias iluministas investiu contra as políticas conservadoras.

A preocupação com a universalidade do pensamento, em que cada pessoa devia pensar por si, sem ser forçada a seguir nenhuma ideologia imposta, com ampla escolha e liberdade, ocupa a base filosófica de muitos pensadores dessa época, destacando-se a figura de Emmanuel Kant (1724-1804), ao afirmar que eu e o outro somos a humanidade, tratada como um fim e não um meio: “age de tal maneira que possas usar a humanidade, tanto em tua pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre e simultaneamente como fim e nunca simplesmente como meio”. (KANT, 2004. P 59)

A partir desse princípio kantiano, quanto ao tratamento devido ao ser humano, devendo ser respeitado como um fim e não um meio, ficam as perguntas: o que é tratar alguém como um meio? Por que se estabelecer uma espécie de pragmatismo no convívio social? Por que e como alguns seres poderão ser vistos como mais úteis ou menos úteis, para que outros seres da mesma espécie sobressaiam? Se os deveres diferem, como se estabelecem esses deveres?

É neste momento que se instaura uma dicotomia social, proposta masculina de conceitos e definições da sociedade conhecida, já que se afirmava que metade da humanidade era constituída de mulheres. Essa “outra metade” do universo coopera na reprodução humana, assume as responsabilidades da criação e da educação da prole, procura satisfazer os anseios masculinos de apoio moral, intelectual, social, sexual e afetivo, como dona do estatuto familiar no centro da sociedade a que pertence. Mas não é assim reconhecida.

Mesmo com toda a liberalidade de pensamento e ideologia, filósofos como Montesquieu, Rousseau, Diderot, dentre outros, serão unânimes em decretar o

isolamento dessa “metade” da sociedade ampla e geral, fazendo-a apenas participar da sociedade doméstica, como deixam claro em suas obras.

Aos olhos desses pensadores, a sociedade é dividida entre “público” e “privado”, o mundo “de fora”, livre, sem limites, masculino, e o “de dentro”, doméstico, feminino, do qual o homem fugiria por ter grilhões que o agrediam.

Ao criar Sophie para se casar com Emile, por exemplo, Rousseau (1964) estabelece o perfil da “mulher perfeita”, que não sobressai, porque é mediana em tudo:

Sophie não é bela; mas encanta e não se acertaria dizer porquê.

Sophie possui talentos naturais: (...) mas não tendo sido colocada em condições de pôr arte em sua cultura, contentou- se em exercitar sua voz alegre em cantar com gosto(...)

O que melhor sabe fazer Sophie, e o que se preocupou em aprender com mais cuidado, são os trabalhos de seu sexo, inclusive aqueles que não são comuns, como cortar e coser seus vestidos.

Aplica-se em todos os serviços de casa, de cozinha e de mesa; conhece o preço dos artigos e suas qualidades (...) Formada para ser um dia mãe de família, ao dirigir a casa de seus pais, aprende a governar a sua; pode suprir em suas funções à dos criados, e o faz sempre com gosto.

Ela possui sobre tudo uma delicadeza extrema que pode chegar a ser defeito: melhor seria deixar a comida toda se queimar que sujar suas mãos. Pela mesma razão não quis cuidar do jardim: a terra lhe parece suja (...).

Dizer que ideias claras e racionais pertencem aos homens é afirmativa que se restringe a um discurso masculino discriminatório e preconceituoso. O mesmo se dá em relação à produção artística, científica ou política.

Contra essa ideologia se contrapõem figuras femininas que se enfileiram ao longo do século XVIII, na França, como Mme. Lepante (membro da Academia das Ciências de Béxiers) e seus estudos de astronomia (1763) ou Marquesa de Châtelet, tradutora, em 1759, da Principia mathematica philosophiae naturalis de Newton; esse cenário cultural terá continuidade com Mme. de Staël (1766-1817), cujo Salão será um espaço da nova vida sofisticada e política do momento anterior à Revolução Francesa, quando se cercou de uma geração voltada para medidas políticas liberais e manteve postura feminista inclusive, em críticas a Rousseau

O final do século XVII já apresentara as memorialistas Mme. de Motteville, Melle. de Montpensier, Mme. de la Fayette, Duchesse de Nemours, Mme de Caylus. Mme de la Fayette (1678), por exemplo, sob o olhar crítico de seu amigo La Rochefoucauld, era uma intelectual fina e de caráter, muito inteligente e pouco sentimental, que apresentava “a perfeição do estilo mundano: vivo, cuidado, sem afetação, sóbrio e limpo, sem paixão nem grandes exclamações nem gestos, uma malícia aguda e irônica,” a gosto dos homens que assim a caracterizaram. A mulher perfeita, ao olhar masculino (LANSON, 1951.P.489).

Nesse momento, tanto a literatura religiosa como a leiga se interessam pela demonstração serena e imparcial como seus autores entendem o mundo e a vida: o resultado prático das verdades encontradas.

Corneille, Racine, Molière, La Fontaine e outros demonstram que não querem modificar uma sociedade que já está pronta e que eles, simplesmente, observam; mas que ela é constituída de indivíduos cuja conduta eles pretendem determinar.

Se no século XVII, na França, foi moldado o ideal de homem fino, educado, clássico, “l’honnête homme” que perdura até os dias de hoje, também a grandeza do país se afirmou, quer pelas armas, como pelas artes, por toda a Europa, soberania essa mantida durante a existência e o domínio de Luís XIV e que se expandiu para o Novo Continente, dominante até o início do Século XX.

A segunda metade do século XVIII francês reagirá ao quadro pré- estabelecido pela literatura anterior. É um momento anticristão, cosmopolita, destruidor de todas as crenças, nega as tradições, revolta-se contra a autoridade. A igreja, enfraquecida pouco a pouco, agindo por interesses pessoais, estimula, cada vez mais, a hipocrisia, a impiedade e a negligência, tendo como modelo a figura de Luís XIV.

As artes em geral, e a literatura, em particular, aprenderam, com o século XVII, a tomar rumos diferentes nos séculos que lhe seguem. Embora não se apresente uma ruptura efetiva entre os dois séculos, a literatura europeia será marcada, no século XVIII, por um caráter prático, reformista, revolucionário, como é permitido notar na leitura da obra de Theresa Margarida.

Benzer Belgeler