3.2. SİNEMACILAR DÖNEMİ REJİSÖR VE OYUNCULARI
3.2.1. Rejisörler
3.2.1.4. Atıf Yılmaz Batıbeki (1925-2006)
SOCIAIS.
O Relatório Social (RS) é um documento do projeto que informa como foi realizado o acompanhamento social a cada mês. Tal documento teve o conteúdo dos itens não repetitivos denominados: Atividades/Ações Desenvolvidas e Avaliação das Atividades Desenvolvidas, sistematizado em quadros.
Para o item Atividades/Ações Desenvolvidas foi realizada uma listagem dos tipos de ações sociais desenvolvidas em cada mês. Para o item Avaliação das Atividades Desenvolvidas tem-se uma síntese da avaliação mensal produzida pela equipe social, as quais foram complementadas por comentários.
Sob essa estrutura de análise verificou-se em 2008 (Volume 2/APÊNDICE 11 – Quadro Síntese Relatórios Sociais de 2008), que o trabalho social começou por levantamentos e reuniões seguidas de cadastramentos, realizados no primeiro mês de contato com os assentamentos. Além disso, não foram registradas oficinas com as famílias para elaboração de projeto. Com isso, ratifica-se a inserção destas no
processo de reassentamento após sua elaboração, conforme formatado nos documentos desse período (item 2, p. 50).
Ressalta-se que os relatórios sociais de 2008 informam a não adesão dos moradores do Assentamento Parque das Dunas ao projeto. Uma das reclamações destes moradores evidenciada foi à distância da localização do conjunto ofertado para o assentamento o onde residem. Tal fato expressa o desejo de permanência no Bairro Mãe Luiza, localizado em área com infraestrutura. Além disso, verificou-se que o MLB não atuou para mobilização do Parque das Dunas. Segundo Oliveira (2014), o movimento não sentiu possibilidade de convencimento, uma vez que não se tratavam de barracos, não estavam em leito de rua e o assentamento é consolidado. Diante dessa situação, os relatórios informam que a SEHARPE optou por substituir o assentamento Parque das Dunas pelas famílias do Pião e do 8 de outubro, os quais desejaram ser incluídos no projeto Planalto II.
Outro aspecto verificado, neste período, foi à dificuldade de realização do trabalho social pela equipe da Prefeitura, sendo a equipe declarada como insuficiente no RS. Uma dificuldade que foi dimensionada no PTTS foi a ausência de uma equipe específica para o projeto, conforme previsto inicialmente. Nos Relatórios Sociais (RS) deste ano, confirmam-se também as pressões judiciais influenciando a ordem de deslocamento dos assentamentos.
Por fim, registra-se nos RS de 2008 a presença do Movimento Luta de Bairros, Vilas e Favelas (MLB) na maioria das reuniões comunitárias e com as lideranças apoiando o trabalho social, o qual possui como objetivo apresentar a proposta e obter a adesão das famílias.
Entretanto, por meio destas análises não se identifica o trabalho de conscientização e luta pela permanência das famílias dos assentamentos precários em suas localidades de origem nas ações do Movimento de Moradia de Natal.
Em se tratando do período de 2009, continuam os relatos de dificuldade da execução do trabalho social em seus relatórios. As oficinas de capacitação que fazem parte da Educação Sanitária e Ambiental (ESA) e da Geração de Trabalho, Emprego e Renda (GTER) foram adiadas constantemente. Um dos principais aspectos problemáticos relatados foi que a equipe social subdimensionada atuava
tanto para a promoção das ações sociais, quanto no acompanhamento da entrega das unidades habitacionais (Volume 2/APÊNDICE 12 – Quadro Síntese Relatórios Sociais de 2009).
Quanto a aspectos de infraestrutura relatados no RS, verificou-se que não há espaço para encontros com a comunidade no conjunto habitacional ofertado, o que fragmentou e dificultou as ações da equipe de assistência social após o reassentamento. Tal informação corrobora com o analisado no item 1 (p.72), uma vez que o projeto físico definiu áreas para equipamentos sem reservar recursos no contrato para a execução deles.
Outro item identificado nos relatórios de 2009 foram as datas de mudança das famílias: em julho, mudou-se o Luiz Gonzaga, Alagamar e Pião; em setembro o Via Sul e o 8 de outubro juntos. Com isso, verifica-se que o reassentamento dos assentamentos precários teve início, mesmo sob dificuldades de implementação das ações do PTTS, planejadas como necessárias à adesão e adaptação das famílias.
Nos Relatórios Sociais de 2010 (Volume 2/APÊNDICE 13 – Quadro Síntese Relatórios Sociais de 2010) tomou-se conhecimento da entrega dos primeiros títulos de propriedade do conjunto Santa Clara por meio do instrumento Concessão de Direito Real de Uso (CDRU). Com isso, o projeto conferiu a segurança jurídica da posse à parte das famílias beneficiadas em agosto deste ano. Entretanto, registrou- se a venda de algumas unidades neste mesmo mês, o que indica a inadaptação dessas famílias na área de implantação do projeto.
Um aspecto importante observado nos relatórios é a identificação de crianças fora da escola desde setembro de 2009, sendo reivindicada a viabilização de transporte escolar para o conjunto. Os Relatórios Sociais informam que um ano depois de identificado o problema ainda se realizava o levantamento dos estudantes deslocados para providenciar transporte escolar.
Em 2010, registrou-se a apresentação do Código de Endereçamento Postal (CEP) dos conjuntos após dois anos da entrega das unidades.
Logo, tanto na identificação de criança fora da escola quanto na ausência de CEP analisa-se a perda de direitos das famílias, uma vez que a área onde residiam
possuía oferta desses serviços, configurando o que Harvey denominou de despossessão (Harvey apud Morais e Venturato, 2013).
Neste ano ainda é insuficiente à equipe social. Além disso, verificou-se que ações próprias do Plano de Trabalho Técnico e Social (PTTS) como Mobilização Comunitária (MOC), Educação Sanitária e Ambiental, de Geração de Emprego e Renda continuam sendo redirecionadas para outro momento.
Portanto, a ação social até 2010 ficou restrita ao acompanhamento do projeto para seleção, cadastramento e apoio a regularização fundiária (Volume 2/APÊNDICE 13 – Quadro Síntese Relatórios Sociais de 2010).
Em 2011, o relatório social continua identificando o abandono de algumas casas, assim como a venda ou troca delas após dois anos da entrega das unidades (Volume 2/APÊNDICE 14 – Quadro Síntese Relatórios Sociais de 2011).
Os últimos relatórios registrados são de 2011. Neles, verificaram-se algumas oficinas realizadas com o apoio do Programa de Saúde Familiar (PSF) local, CRAS da Zona Oeste e Conselho Tutelar. Entretanto, não são as ações essenciais concernentes ao PTTS. Para ações deste plano foram relatadas parcerias e proteladas a sua realização novamente.