Çalışma alanının jeolojik birimlerini oluşturan litolojilerin oluşma evreleri Şekil 5.2.3.2.2’de sembolik olarak gösterilmeye çalışılmıştır
6.4. Jeofizik Çalışmalar
6.4.5 Elektrik Özdirenci
6.4.6.1.3 Array Mikrotremor (1) Kullanılan Veriler
Quanto ao objecto do segredo profissional dos jornalistas coloca- se a questão de saber se o seu âmbito de protecção se estende ao conteúdo das informações que chegam ao conhecimento do jornalista.
Do supra exposto, pudemos concluir que o segredo profissional dos jornalistas difere dos demais segredos profissionais, porquanto o jornalista deve revelar as informações que recolheu, ao contrário de outros profissionais, sobre os quais incumbe o dever de guardar segredo sobre os factos conhecidos no desempenho das suas funções ou como consequência do seu exercício75. No entanto, e como ressalva JÓNATAS E. M. MACHADO, este direito que assiste aos jornalistas de não revelarem as suas fontes de informação abrange ainda o conteúdo e as condições exactas em que essas informações foram recolhidas, “quando das mesmas resulte o perigo de identificação daquelas e a erosão da credibilidade dos profissionais da informação” 76.
Parece-nos, pois, que a interpretação correcta será a de que o âmbito de protecção do segredo profissional dos jornalistas se estende apenas ao direito de não revelar a identidade das fontes de informação77, de acordo com o conceito de fonte de informação que
75
Cfr. Alberto Arons de Carvalho, António Monteiro Cardoso, João Pedro Figueiredo,
in Direito da comunicação social, cit., p. 216.
76 Cfr. Jónatas E. M. Machado, in Liberdade de expressão – Dimensões constitucionais da esfera pública no sistema social, cit., p. 580.
77
Neste sentido cfr. Alberto Arons de Carvalho, António Monteiro Cardoso, João Pedro Figueiredo, in Direito da comunicação social, cit., p. 216 “(...) quando se fala
em sigilo profissional dos jornalistas não se visa o conteúdo das informações. Nessa matéria, poderão existir, no máximo, deveres de discrição ou silêncios que tenham a ver com a oportunidade da divulgação.”; Fernando dos Reis Condesso, in Direito da comunicação social: lições, cit., pp. 204 a 205 “Assim podemos definir o direito ao sigilo das fontes jornalísticas como a faculdade do jornalista não identificar os seus informadores, quando se comprometa a respeitar a sua confidencialidade, e a não
Do segredo profissional
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anteriormente delimitámos, incluindo-se neste não só as pessoas, como também os elementos integrantes da informação, nomeadamente, as gravações audiovisuais, o material escrito, entre outros, que forneçam ao jornalista informações que sejam desconhecidas. Efectivamente, o que se visa proteger é a identidade do informador, preservando o seu anonimato, para que no futuro, este continue a colaborar com o jornalista, sem temer quaisquer retaliações por parte de terceiros78.
Pelo que, com a referência ao “conteúdo das informações transmitidas”, o que se pretende acautelar é a identificação da origem dessas informações, nomeadamente, a identidade da fonte de informação que as revelou, caso venha a ser conhecido o seu conteúdo. É por isso, que no direito ao segredo profissional dos jornalistas inclui-se também a não disponibilização dos materiais informativos e a não revelação de como foram obtidas as informações que possam levar à revelação da fonte que as transmitiu. Não pode entender-se que tal constitui a extensão do âmbito de protecção do segredo profissional dos jornalistas ao conteúdo das informações transmitidas, porquanto tal constituiria um desvirtuamento da sua especificidade. A função do jornalista é divulgar e não ocultar informações, ainda que secretas, de
dar acesso aos suportes de informação conducentes à sua revelação(...) O sigilo das fontes protege o jornalista e as fontes, não as informações que este detém...”; Mário
Torres, “Algumas considerações sobre a liberdade de informação e segredo profissional dos jornalistas”, in Revista do Ministério Público, volume 9-12, ano 3, Lisboa, (s.n.), 1982, p. 159 “O sentido normal, segundo o qual determinado profissional tem o dever de não revelar informações colhidas no exercício da sua profissão, não é, obviamente, aplicável aos jornalistas, cuja terá essencial consiste exactamente em divulgar aquilo que conseguiram recolher na sua actividade profissional”; e ainda João Zenha Martins, “O segredo jornalístico, a protecção das
fontes de informação e o incidente processual penal de quebra de escusa de depoimento”, cit., p. 102 “...já o jornalista, pelo contrário, tem como principal função
divulgar as informações que obtém, incidindo o seu dever de sigilo sobre a protecção
das suas fontes...”.
78 Cfr. Procuradoria Geral da República, “Parecer n.º 38/95, de 22 de Fevereiro de
O Segredo Profissional dos Jornalistas
Limites à obtenção de prova em Processo Penal
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que tenha conhecimento. Quanto ao conteúdo das informações transmitidas ao jornalista poderão existir apenas “deveres de discrição ou silêncios que tenham a ver com a oportunidade de divulgação”79.
O que está na base da protecção do segredo profissional dos jornalistas, enquanto direito a não revelar a identidade das suas fontes de informação, é o “interesse público da liberdade de informar, elemento considerado essencial numa sociedade democrática” 80. Mais do que a protecção da intimidade da fonte de informação, o que subjaz ao segredo profissional dos jornalistas é a protecção da liberdade de imprensa81. Ao contrário dos outros segredos profissionais, que têm por base uma relação bilateral de profissional e cliente, no segredo profissional dos jornalistas estamos perante uma relação triangular entre fonte, jornalista e sociedade 82 . Ficaria prejudicada esta relação, porquanto estaríamos perante uma restrição à liberdade de imprensa, se estendêssemos o âmbito de protecção do segredo profissional dos jornalistas ao conteúdo das informações transmitidas, sem a ressalva de que tal só é admissível, quando o seu conhecimento possa permitir a revelação da identidade da fonte que as divulgou.
79
Cfr. Alberto Arons de Carvalho, António Monteiro Cardoso, João Pedro Figueiredo,
in Direito da comunicação social, cit., p. 216.
80 Cfr. Procuradoria Geral da República, “Parecer n.º 38/95, de 22 de Fevereiro de
1996”, cit., p. 484.
81
Cfr. Procuradoria Geral da República, “Parecer n.º 38/95, de 22 de Fevereiro de 1996”, cit., p. 483.
82 Cfr. Procuradoria Geral da República, “Parecer n.º 38/95, de 22 de Fevereiro de