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Este campo de estudo é vasto, podendo ser explorado de formas diferentes. Podem ser vistas outras perspectivas, lidos outros autores e experimentadas outras abordagens. O contributo desta dissertação prendeu-se sobretudo com a criação de um novo modelo de análise, que cobrisse distintas áreas das bases de dados literárias online. No entanto, existem várias lacunas que conseguimos identificar. Desde logo, a limitação temporal e de espaço que um trabalho destes pressupõe. Teria sido interessante a administração de um questionário ao grupo de investigadores que gere cada um dos arquivos digitais apresentados, a fim de ter algum retorno acerca de algumas das conclusões apresentadas sobre o conteúdo e forma de distribuição das suas plataformas. Por outro lado, seria também interessante a criação de um modelo de arquivos digitais que servisse de base à construção de os outros arquivos digitais, uma espécie de meta-arquivo que poderia ser adoptado consoante os interesses e os materiais dos seus autores.

Seria igualmente interessante um estudo com um corpus de arquivos digitais mais alargado e, se possível, com um estudo mais aprofundado das entradas dos arquivos, que permitisse ter uma visão mais minuciosa e mais precisa.

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Conclusão

A gestão de conteúdos é uma palavra em voga desde o final da década de 1990, tendo sido abandonada a época em que as páginas web eram estáticas e cuja manutenção e actualização dependiam de um processo quase artesanal.

A informação digital criou uma ruptura com a forma tradicional de gestão de informação. Hoje em dia não se pode considerar que a informação esteja fechada, como numa folha de papel. Pelo contrário, existe sempre a hipótese de alteração e, como é dinâmica, pode integrar-se em diversos tipos de estruturas de informação.

As ligações, a navegação e a interactividade provocaram uma explosão na imaginação do utilizador, que com estas novas possibilidades passou a ter. Ou seja, alguns dos limites que existiam com a era analógica foram quebradas com o digital e as convenções que existiam anteriormente foram em muitos casos partidas. O texto parece hoje mais fluído, dinâmico e móvel.

Os média de ponta dos anos 1920 trouxeram novas formas de representação da realidade e novas formas de se ver o mundo; já os novos média preocupam-se mais com o acesso e manipulação da informação, usando técnicas como hipermédia, bases de dados, data mining, motores de busca, processamento de imagens, visualização e simulação.

Por conseguinte, a diferença do digital para o analógico é que os meios digitais são interpretados numericamente, permitindo um maior controlo e transformação em tempo real num espaço performativo virtual ou num ambiente de leitura privada.

Essa evolução dos sistemas de comunicação resulta também da evolução dos meios de arquivamento, uma vez que se passou a poder aceder e registar mais facilmente informação. Essa explosão no acesso à informação permite que os arquivos digitais sejam uma excelente forma de um artista se dar a conhecer ao mundo, podendo ele

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próprio beber da informação disponível nesses mesmos arquivos, tornando-se autor e actor neste novo teatro da informação.

Uma sociedade como a que vivemos já não permite que a informação não esteja disponível de uma forma simples e directa. Vive-se actualmente numa sociedade que funciona à velocidade da luz, numa sociedade que parece ser uma grande rede social digital, onde a troca de informação é constante e onde o armazenamento e a consulta dessa informação é fundamental. Como tal, assiste-se hoje ao aparecimento de grandes espaços de partilha artística e cultural, como aqueles que foram estudados e analisados nesta dissertação, e que permitem um arquivamento e divulgação a uma escala enorme, fazendo com que seja possível a interacção entre o autor, meio e leitor.

Por fim, deve-se dar destaque a esses mesmos espaços de armazenamento e partilha de informação que têm que estar preparados para as novas demandas do público e dos autores e têm que ser capazes de se adaptar a novos tipos de público. É nesse aspecto que esta dissertação poderá apresentar alguma relevância, uma vez que se criou um modelo para análise e avaliação de uma selecção de arquivos digitais, permitindo apontar alguns caminhos e algumas mudanças para que esses arquivos possam melhorar e evoluir.

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Anexos

Modelo de análise 1 – Versão original (ANEXO 1)

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Modelo de análise 2 – Versão Original (ANEXO 2) Autores: Suzana Barbosa, Elias Machado e José Pereira

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Modelo de análise 3 – Versão original (ANEXO 3)

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Modelo de análise 4 – Versão Original (ANEXO 4)

Autores: Norbert Fuhr, Preben Hansen, Michael Mabe, Andras Micsiky e Ingeborg Solvberg