• Sonuç bulunamadı

o suporte de tomadores de decis˜ao especialistas no dom´ınio de gerenciamento de emergˆencias, como os operadores de atendimento de emergˆencias da PMESP.

Para tal, esta etapa sugere uma an´alise de tarefas dirigida por objetivos (Goal-Driven Task Analysis- GDTA), t´ecnica de elucidac¸˜ao de requisitos derivada da An´alise de Tarefas, a qual revela tarefas a serem realizadas, decis˜oes a serem tomadas e informac¸˜oes necess´arias para tomar decis˜oes, classificadas sob os n´ıveis de SAW (Endsley, 2012) e um question´ario de prio- ridades foram empregados para identificar a importˆancia das informac¸˜oes a serem consideradas (ANEXOS A e B).

Os dados do GDTA podem ser obtidos por entrevistas semi-estruturadas com os SMEs. Em tal entrevista, o desenvolvedor do sistema de informac¸˜ao/fus˜ao deve questionar os SMEs sobre as tarefas que eles devem realizar em suas atividades di´arias como analistas da informac¸˜ao, em nosso caso, o trabalho de um despachador de um sistema de gerenciamento de emergˆencias. Em seguida, a decis˜ao que eles devem tomar para realizar tais tarefas e finalmente, qual informac¸˜ao ´e necess´aria para tomar cada decis˜ao e quais fontes de dados podem provˆe-la ou inferi-la (ex: sensores f´ısicos, eventos ou func¸˜oes do processo de avaliac¸˜ao). Os resultados s˜ao conjuntos de informac¸˜oes necess´arias para tomar decis˜oes que podem ser classificadas sob o n´ıvel de SAW.

J´a o question´ario (ANEXO B) ´e organizado sob uma escala Likert de 0 (para n˜ao im- portante) a 7 (para informac¸˜ao essencial), para que seja poss´ıvel desenvolver uma escala de prioridades para cada informac¸˜ao relacionada a SAW. Regras, protocolos e procedimentos s˜ao tamb´em utilizados para definir as prioridades informacionais. Atualmente utilizado pela PMESP, a ´arvore de decis˜ao representa todos os tipos de eventos e procedimentos padr˜ao, e ´e aplicada para guiar despachadores tomadores de decis˜ao durante o atendimento a uma chamada de emergˆencia, apresentando o que deve ser questionado ao denunciante.

A ´arvore de decis˜ao, al´em de propor um roteiro de tomada de decis˜ao ao atender uma chamada de emergˆencia, tamb´em revela informac¸˜oes que devem ser obtidas e em uma ordem desejada. Entretanto, nem todos os despachadores confiam nas dependˆencias impostas pela ´arvore de decis˜ao, principalmente devido `a possibilidade de que, se informac¸˜oes vitais estiverem ausentes, o mesmo ser´a impedido de prosseguir com os questionamentos.

Com a informac¸˜ao adquirida pela an´alise GDTA, como no exemplo a seguir, com informac¸˜oes relevantes ao N´ıvel 1, 2 e 3 de SAW, ´e poss´ıvel de criar uma ´arvore de atributos (Figura 5.2), ilustrando a hierarquia e dependˆencia de informac¸˜oes em uma situac¸˜ao. Na Figura 5.2, uma

situac¸˜ao de roubo ´e especificada com a ´arvore de atributos.

Parte da An´alise de Tarefas Dirigida por Objetivos - GDTA, obtida por entrevista com SMEs de gerenciamento de emergˆencias, ´e descrita a seguir:

• Sub-objetivo 1: Caracterizar as den´uncias do crime. • Decis˜ao 1-1: Qual a natureza preliminar do crime?

– SAW-1:

∗ local de origem das den´uncias;

∗ tipo/fonte de dados (post, ligac¸˜ao ou cˆamera); ∗ hor´ario das den´uncias;

∗ informac¸˜oes brutas das den´uncias em texto, imagem ou audio quando dis- pon´ıvel (v´ıtimas, criminosos e local do evento);

– SAW-2:

∗ atualidade das den´uncias (hor´ario atual x hor´ario da den´uncia); ∗ condic¸˜ao estimada de v´ıtimas, criminosos e local do evento;

∗ ´ındice preliminar de certeza da informac¸˜ao sobre o crime em curso;

– SAW-3:

∗ manutenc¸˜ao da natureza preliminar do crime;

O n´o central e principal da ´arvore de atributos ´e a situac¸˜ao propriamente dita (situac¸˜ao de roubo no caso da Figura 5.1). Os n´os subsequentes s˜ao as entidades fundamentais para classificar uma situac¸˜ao, como por exemplo, para ser considerado um roubo, a situac¸˜ao deve conter necessariamente uma v´ıtima, um criminoso, um objeto roubado e um local definido. J´a as folhas da ´arvore representam os atributos que descrevem cada entidade, conhecidos como descritores.

A ´arvore de atributos desempenha um importante papel nas pr´oximas etapas, considerando a avaliac¸˜ao da qualidade e a representac¸˜ao do conhecimento do dom´ınio, os quais s˜ao determi- nados pelos requisitos informacionais dos objetos e seus atributos.

No exemplo do roubo, ´e poss´ıvel caracterizar os seguintes objetos ou entidades essenciais: v´ıtima, criminoso, objeto roubado, local e momento do evento. Na sequˆencia segue um exemplo da descric¸˜ao dos atributos esperados para cada objeto:

Figura 5.1: ´Arvore de atributos que ilustra a hierarquia e dependˆencia das informac¸˜oes situacio- nais de crime de roubo

• Criminoso e V´ıtima, que tem atributos semelhantes aos indiv´ıduos: roupas, caracter´ısticas, ornamentos, e respectivas descric¸˜oes;

– O Criminoso especificamente tˆem atributos particulares como: a localizac¸˜ao atual, direc¸˜ao e sentido de fuga;

• Objeto: define as caracter´ısticas do objeto roubado, como cor, marca, tamanho e modelo. H´a tamb´em uma extens˜ao chamada de ve´ıculos com caracter´ısticas espec´ıficas, tais como

placa e ano, no caso de tal informac¸˜ao ser fornecida;

• Local do evento: componente fornecido com algum tipo de especificac¸˜ao (casa, terreno, apartamento, quadrado) e informac¸˜oes relacionadas com o enderec¸o, como rua e bairro.

O question´ario de prioridades aplicado aos especialistas (ANEXO B), al´em de determi- nar quais informac¸˜oes do GDTA s˜ao priorit´arias, ´e utilizado tamb´em para especificar as di- mens˜oes (ou crit´erios) e medidas de qualidade (como as dimens˜oes s˜ao interpretadas e obtidas) do dom´ınio de gerenciamento de emergˆencias. Mesmo sabendo quais s˜ao as dimens˜oes t´ıpicas deste dom´ınio, faz-se necess´ario saber dos SMEs, qual a importˆancia e relevˆancia de cada uma ao processo.

Por se tratar de um dom´ınio que emprega fus˜ao de dados e informac¸˜oes como motor de inferˆencia para o processo de avaliac¸˜ao de situac¸˜oes, utiliza-se como referˆencia as dimens˜oes e medidas de qualidade de dados e informac¸˜oes de Wang e Strong (1996) e Rogova e Boss´e (2010).

A Tabela 5.1 apresenta os crit´erios de qualidade de dados de Wang e Strong (1996) e a Tabela 5.2 apresenta os crit´erios de qualidade de informac¸˜oes de Rogova e Boss´e (2010).

Tabela 5.1: Crit´erios de qualidade de dados (Traduzido e adaptado de Wang e Strong, 1996)

Crit´erio de qualidade Medidas de Qualidade

Acur´acia Desvio padr˜ao

Confiabilidade Avaliac¸˜ao do usu´ario

Objetividade Avaliac¸˜ao do usu´ario

Relevˆancia Avaliac¸˜ao do usu´ario

Atualidade Prazo de atualizac¸˜ao

Completude Proporc¸˜ao de valores ausentes

Quantidade N´umero de atributos, entidades ou volume

Interpretabilidade Avaliac¸˜ao do usu´ario

Consistˆencia Tipos, formatos ou redundˆancia

Acessibilidade Tempo para acessar, taxa de falhas ou tempo de recuperac¸˜ao

Seguranc¸a N´ıvel de seguranc¸a

5.1.2

Modelagem e Aplicac¸˜ao de Func¸˜oes e M´etricas para Quantificar Di-

Benzer Belgeler