4. BÖLÜM: STRATEJİK YÖNELİMLERİN EŞBİÇİMLİLİĞİ: VAKIF
4.2. Araştırmanın Evreni ve Örneklemi
(SINAES), o Ministério de Educação (MEC) identificou a necessidade de adicionar ao processo avaliativo das Instituições de Ensino Superior (IES), o seu planejamento estratégico,
resumido no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI). De acordo com o MEC, o PDI deverá ser apresentado pela instituição para solicitações de credenciamento ou recredenciamento periódico de IES, autorização de cursos superiores de graduação, tecnológicos, sequenciais, credenciamento de instituição para a oferta de ensino a distância ou autorização de cursos fora de sede para as universidades. De acordo com as diretrizes do MEC,
O Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI, elaborado para um período de 5 (cinco) anos, é o documento que identifica a Instituição de Ensino Superior (IES), no que diz respeito à sua filosofia de trabalho, à missão a que se propõe, às diretrizes pedagógicas que orientam suas ações, à sua estrutura organizacional e às atividades acadêmicas que desenvolve e/ou que pretende desenvolver (BRASIL, 2004c, p. 2). Ressalta-se que o PDI deve seguir o roteiro elaborado pelo MEC para subsidiar a sua construção Dentre as dimensões avaliadas, destacam-se: perfil institucional, gestão institucional, organização acadêmica, infraestrutura, aspectos financeiros e orçamentários, avaliação e acompanhamento do desenvolvimento institucional. A seguir são apresentados os principais aspectos do PDI da UFC, com ênfase na responsabilidade social. Considerando-se os desafios que a sociedade tem enfrentado nos últimos tempos, a UFC deve atuar de forma dinâmica e motivar o alcance dos anseios de progresso da sociedade cearense. Nesse sentido, o PDI da UFC ressalta:
Assim, a UFC deve agir no sentido da busca da excelência em todas as suas áreas de atuação – o ensino, a pesquisa e de suas relações com a sociedade, tendo sempre o cuidado de compreender e interagir com os segmentos sociais em que está inserida (UFC, 2007, p. 9).
Considera-se que esta universidade deve buscar o seu desenvolvimento de acordo com as expectativas da sua comunidade interna e externa. Para tanto, é necessária uma gestão planejada de forma contínua e capaz de aperfeiçoar as suas atividades de ensino, pesquisa e extensão. Com relação à atuação da UFC em interação com a sociedade salienta-se:
A Universidade interage com a sociedade como um sistema aberto, atenta aos anseios e necessidades da região e do mundo atual, tendo, por isso, ampliado cada vez mais sua área de atuação, constituindo-se em diferentes campi, além dos situados em Fortaleza, no interior do estado (Cariri, Sobral, Quixadá), respondendo as demandas das diferentes localidades. Com isso assume, concomitantemente à sua difusão geográfica, o empenho constante para que alunos, professores e servidores, nas suas atividades de ensino, pesquisa e extensão, contribuam de modo eficiente para a transformação da sociedade brasileira, no sentido de construir uma nação mais justa e livre, lutando contra a miséria e a desigualdade social (UFC, 2007, p. 51).
O PDI apresenta as áreas estratégicas e os objetivos a serem alcançados pela UFC no horizonte de tempo de sua vigência, a saber:
a) Ensino de Graduação: o ensino de Graduação deve ser estruturado de forma a integrar a pesquisa científica e as atividades de Pós-Graduação e Extensão;
b) Pós-Graduação e Pesquisa: o desenvolvimento da nação requer elementos fundamentais, como: ciência, tecnologia, inovação e cultura;
c) Extensão Universitária: atualmente, a UFC desenvolve vários projetos de extensão, o que possibilita a sua interação com a sociedade por meio de programas que abrangem as diversas áreas do conhecimento;
d) Cultura: o resgate da cultura, bem como a sua descentralização é essencial para o incentivo à criatividade, pensamento reflexível e crítico, bem como a democratização dos bens culturais e à inclusão dos diversos segmentos da sociedade.
Observa-se que o documento enfatiza o compromisso da UFC com a sociedade, em busca de oferecer respostas as suas demandas através da tríade ensino, pesquisa e extensão, destacando a interiorização como um caminho para as transformações sociais do País.
5.1.1.3 Políticas Afirmativas na Universidade Federal do Ceará
As políticas públicas no Brasil têm sido marcadas por perspectivas sociais, por meio de medidas assistencialistas contra a desigualdade em busca da equidade diante de questões como religiosidade, etnia, gênero e raça, adotando-se programas específicos para a solução desses problemas, denominados ações afirmativas. O atual Governo Federal tem enfatizado o tema da inclusão social, adotando ações afirmativas nas diversas esferas da sociedade. No âmbito da educação superior tem realizado, dentre outros projetos: Programa de Acessibilidade na Educação Superior (INCLUIR), publicado no Edital 04/2008, que convoca as IFES a apresentarem propostas de acessibilidade às pessoas com deficiência; Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior(FIES), destinado a financiar a graduação de estudantes que não possuem condições de custear de forma integral a sua formação superior; Programa de Formação Superior e Licenciaturas Indígenas (PROLIND) formação de professores para o exercício da docência aos indígenas. 24
24 Para mais informações sobre as políticas afirmativas do Governo Federal, recomenda-se o site http://www.presidencia.gov.br.
Em 2005, a Universidade Federal do Ceará iniciou as discussões sobre inclusão social para ingresso de candidatos de grupos étnicos desfavorecidos, através do Grupo de Trabalho de Política de Ações Afirmativas (GTPAA), que de acordo com a Universidade Federal do Ceará (2006b), foi instituído pela Portaria nº.706 de 11/05/2005, da UFC. O GTPAA promoveu debates com a comunidade acadêmica e concluiu o calendário das atividades encaminhando ao Magnífico Reitor o documento intitulado “Diretrizes para uma Política de Ações Afirmativas na UFC”, em março de 2006. O citado documento ressalta as principais medidas de ações afirmativas da UFC e dá sugestões para a implementação dessas ações afirmativas para o acesso e a permanência de estudantes oriundos de escolas públicas, negros, indígenas e pessoas com deficiências motoras e sensoriais. No âmbito da UFC são realçadas as seguintes ações afirmativas:
[...] insenção da taxa de inscrição no vestibular de estudantes auto-declarados carentes, a bolsa de assistência para estudantes, residência e restaurantes universitários, o apoio psicopedagógico oferecido a discentes que dele necessitam, além de cursos preparatórios ao vestibular (UFC, 2006b, p. 16).
O GTPAA, conforme a Universidade Federal do Ceará (2006b), apresenta, ainda, as seguintes ações afirmativas desenvolvidas pela UFC:
a) Pedagogia da Terra: tem como objetivo habilitar educadores que estão nas áreas de assentamento para o exercício da docência nas séries iniciais do Ensino Fundamental, Educação de Jovens e Adultos e na gestão de sistemas educacionais, bem como a garantia de acesso à comunidade do campo, nas áreas de assentamento, a uma educação de qualidade;
b) Projeto UFC Inclui: objetiva promover a inclusão e permanência de alunos com deficiência na UFC, por meio do Programa INCLUIR do Governo Federal;
c) Licenciatura em Letras – Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS): trata-se de um projeto da Universidade Federal de Santa Catarina, em que a UFC está inserida por meio de convênio com o intuito de “[...] formar profissionais interculturalmente competentes, capazes de lidar, de forma crítica, com linguagens e conscientes de sua inserção na sociedade e das relações com o outro, principalmente em LIBRAS” (UFC, 2006b, p. 17).
O GTPAA propõe novas ações afirmativas para a Universidade Federal do Ceará, conforme UFC (2006b), a saber:
a) Cursos para Comunidades Indígenas: consiste na oferta do Curso de Licenciatura Intercultural “[...] em que as especificidades étnicas sejam consideradas na sua organização programática de forma a preservar a identidade indígena, respeitadas as diversidades étnicas” (UFC, 2006b, p. 17). Oferta, ainda, Curso de Gestão Ambiental e Sustentabilidade adotando “[...] uma metodologia que propicie a troca de saberes com as comunidades ao mesmo tempo em que seja propiciada uma formação capaz de
introduzir aspectos inovadores sobre a sustentabilidade ambiental” (UFC, 2006b, p. 17);
b) Adoção da Política de Cotas: visa a adoção de um sistema de reserva de vagas para estudantes que compõem segmentos oriundos de escolas públicas, negros, indígenas e portadores de deficiência motora e sensorial. Conforme a UFC (2006b) propõe-se que o acesso seja uma medida política de inclusão desses estudantes recomendando-se que seja adotado um valor mínimo para aprovação no vestibular, a fim de garantir o efeito da qualidade seletiva.
O relatório do GTPAA, salienta que, além de criar políticas de acesso, é preciso garantir o direito destes estudantes de permanecerem na universidade. Para tanto, é necessário uma série de iniciativas estratégicas que envolvem a garantia de recursos junto ao MEC, adaptação da estrutura física da universidade às necessidades das pessoas com deficiência física, aumento de espaços nas residências universitárias, implementação de Bolsa de Apoio à Permanência na UFC, garantia de alimentação, proporcionar material didático, dentre outras.
Essa proposta foi encaminhada ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) que reagiu com “[...] cautela, aprovando a proposta quanto ao mérito, mas sugerindo o seu encaminhamento aos fóruns acadêmicos para maiores discussões” (SANTIAGO; NORBERTO; RODRIGUES, 2008, p. 145). A proposta apresentada, até o momento, ainda não possui definição quanto a sua implementação já que se trata de tema polêmico e levanta argumentos tanto a favor quanto contrários e requer maior envolvimento dos docentes, discentes e dirigentes que formam a universidade.