BÖLÜM 2: GÖÇ VE ULUSLARARASI ÖĞRENCİ GÖÇÜ EKSENİNDE
3.2. Araştırma Sürecine İlişkin Bilgiler
Nesta seção serão apresentados alguns aspectos apontados pela literatura como importantes para a eficiência do processo de execução de estratégias, bem como alguns obstáculos típicos encontrados pelas organizações no que diz respeito a essa atividade.
De acordo com Hrebiniak (2006) a execução representa um processo disciplinado e lógico de atividades concatenadas, que permite que uma organização utilize uma estratégia e a faça funcionar.
Nesse processo, Almeida (2009) considera quatro etapas, conforme o modelo apresentado na Ilustração 2: (1) a divulgação, que consiste em transmitir aos elementos de decisão o que se espera de cada um na sua alçada de atuação; (2) a preparação da organização, que diz respeito ao treinamento, aos planos de incentivos, a mudanças de estrutura e ao desenvolvimento de sistemas de informações; (3) a integração com o plano tático, que visa colocar as ideias do Planejamento Estratégico e (4) na etapa de acompanhamento avalia-se a implementação da estratégia, para assegurar seu cumprimento ou, se for o caso, alterá-la.
Barros e Fischamnn (2007), sintetizando a contribuição de diversos autores, resumem em cinco os pontos de convergência entre os teóricos sobre os elementos mais importantes para a eficácia da implementação de estratégias: (1) estrutura; (2) controles; (3) pessoas; (4) recursos e capacidades e (5) mudanças.
Com relação à estrutura, Hrebiniak (2006) indica que as diferentes maneiras de se organizar afetam os resultados. A especialização por “processos” ou estruturas funcionais, por exemplo, afeta positivamente a eficiência pela padronização, repetição e as economias decorrentes. A especialização por “propósitos” (divisões, Unidades Estratégicas de Negócios), por sua vez, está mais orientada para a eficácia, já que se organiza em torno dos clientes, dos produtos e do mercado.
De acordo com Wright et al (2000), para determinar se a estrutura é adequada, é necessário avaliar sua compatibilidade com características da empresa, como perfil
empresarial, estratégia empresarial, estratégia de nível de negócio, necessidade de coordenação, número de níveis hierárquicos, grau de centralização e agrupamento de atividades. Empresas pequenas e novas, por exemplo, tendem a possuir uma estrutura fluida, com cada funcionário sabendo desempenhar mais de uma tarefa, sendo o proprietário envolvido em todos os aspectos da empresa, o que pode facilitar a implementação de estratégias (WRIGTH et al, 2000).
Os controles visam avaliar a implementação das ações programadas de acordo com alguns aspectos a previamente definidos. Para Wright et. al (2000), com base em mensurações de desempenho qualitativas e quantitativas, a alta administração utiliza o controle estratégico para manter as dimensões internas da empresa em alinhamento com o ambiente externo. Pode-se citar como exemplo de sistema de controle estratégico o
Balanced Scorecard, que propõe a determinação de indicadores de desempenho
financeiros e não financeiros para avaliar a implementação da estratégia, com propósito de ser também um meio de comunicação e alinhamento.
No que diz respeito às pessoas, Wright et al (2000) entendem que os administradores de nível superior podem encorajar os membros da organização a concentrarem seus esforços na implementação das estratégias por meio da liderança estratégica, do poder e da cultura organizacional. Por meio da liderança estratégica, torna-se possível articular a missão e os objetivos da organização e, então, inspirar e motivar as pessoas para que trabalhem focadas na implementação das estratégias. O poder, por sua vez, pode ser exercido por meio da perícia, do controle sobre a informação, da influência direta (mecanismos formais), do carisma, da capacidade de lidar com a incerteza e da permuta (reciprocidade). Por fim, a cultura pode facilitar ou dificultar a implementação, dependendo da sua adequação à estratégia. De acordo com Hudson (1999), a cultura é particularmente importante nas organizações do Terceiro Setor, porque as pessoas acreditam na causa pela qual trabalham.
Também no aspecto das pessoas, Hrebiniak (2006) destaca a questão dos mecanismos de incentivos que, de acordo com sua opinião, são capazes de alimentar e orientar a motivação das pessoas, na medida em que orientam o comportamento na direção certa.
Os recursos e capacidades, que podem ser entendidos como os aspectos internos da organização, também podem facilitar ou dificultar o processo de implementação. De acordo com Eisenstat e Beer (1994) apud Barros e Fischmann (2007), para serem eficazes na implementação, as organizações precisam se certificar se: (a) possuem os níveis apropriados entre funções, fornecedores e clientes necessários ao cumprimento das tarefas estratégias; (b) os membros da organização possuem competências técnicas e gerenciais necessárias ao cumprimento das tarefas estratégicas e (c) se as funções e níveis chaves da organização apresentam o nível de compromisso necessário para o cumprimento das tarefas estratégicas.
Por fim, o aspecto da mudança diz respeito ao desenvolvimento da capacidade de reação, adaptação e flexibilidade para oferecer respostas rápidas ao ambiente de competição, a fim de colocar em prática as estratégias de maneira eficaz (BARROS e FISCHAMNN, 2007). Para Hrebiniak (2006), a execução bem sucedida requer uma gestão de mudança eficaz, pois a execução geralmente implica mudanças em fatores essenciais como estratégia, estrutura, mecanismos de coordenação, medidas de desempenho a curto prazo, incentivos e controles.
Diversos autores, ao tratar do tema da implementação/execução de estratégias, mencionam a especial dificuldade das empresas em concretizar estratégias e planos formulados. Para Hrebiniak (2006), fazer a estratégia funcionar constitui um grande desafio, pois, entre outras razões, os administradores são treinados para planejar, mas não para executar planos. Ademais, a execução da estratégia costuma levar mais tempo que sua formulação e envolve um número maior de pessoas.
O Quadro 2 apresenta a relação de algumas dessas dificuldades, mencionadas por Alexander (1985) apud Fischmann (1987), Beer e Eisenstat (2000) e Hrebiniak (2006), entre as quais é possível perceber uma convergência entre os autores quanto a alguns obstáculos comuns: o aspecto da coordenação das atividades de implementação, a comunicação/compartilhamento de informações e a questão da liderança e comando inadequados.
Quadro 2 - Obstáculos mais comuns para implementação de estratégias nas empresas
Alexander (1985) apud
Fischamnn (1987) Beer e Eisenstat (2000) Hrebiniak (2006) Implementação levou mais
tempo que o originalmente previsto
Surgimento de grandes problemas durante a
implementação e que não foram identificados antecipadamente Coordenação das atividades de implementação não foi eficaz. Crises de atividades
concorrenciais desviaram a atenção de implementação dessa decisão.
Capacitação dos empregados envolvidos não foi suficiente. Treinamento e instrução dados para o nível inferior não foram adequados. Fatores incontroláveis do ambiente externo tiveram um impacto adverso na implementação Liderança e comando proporcionados pelos gerentes departamentais não foram suficientemente adequados Tarefas e atividades-chave de implementação não foram definidas com detalhamento suficiente
Sistemas utilizados para monitorar a implementação não eram adequados
Time ineficaz de gerentes seniores
Estratégias pouco claras e prioridades conflitantes Estilo de gestão Top-down (as ordens vêm de cima para baixo ou da alta administração para os níveis subordinados) ou “Laissez-faire” (a alta
administração abandona os subordinados sem exercer qualquer controle) Comunicação vertical deficiente
Coordenação deficiente entre funções, negócios e conselho
Incapacidade de gerenciar a mudança efetivamente ou superar a resistência interna
Tentar executar uma estratégia que entre em conflito com a estrutura existente de poder
Compartilhamento deficiente ou inadequado de informações entre as pessoas ou unidades de negócios responsáveis pela execução da estratégia Comunicação confusa de responsabilidade e/ou obrigação para decisões ou ações de execução
Não ter orientações ou um modelo para orientar esforços de execução da estratégia
Falta de entendimento da função da estrutura e do projeto organizacionais no momento da execução
Incapacidade de gerar “convicção” ou acordos sobre as etapas ou ações de execução Falta de incentivos ou incentivos adequados para dar suporte aos objetivos da execução Recursos financeiros
insuficientes para executar a estratégia
Falta de suporte para execução da estratégia por parte da alta administração
Fonte : elaborado pela autora, com base em Alexander (1985) apud Fischamnn (1987), Beer e Eisenstat (2000), Hrebiniak (2006)
3.3. Estratégia e Planejamento Estratégico: algumas aplicações ao Terceiro