4. MATERYAL VE METOT
5.1. Edirne İlinde Bulunan Mevcut Fidanlıklar
5.1.2. Özel fidanlıklar
5.1.2.1. Meriç Süs Bitkileri Fidanlığı
Como visto, o § 1o do art. 42 B do Estatuto da Cidade (introduzido pela lei federal nº 12.608/2012) considerou que tanto o Plano Diretor, como a lei municipal específica, poderá dispor sobre o “projeto específico” que disponha sobre a política municipal de expansão urbana, ou nos termos da lei, “ampliação de perímetro urbano”.
Primeiramente, resgatemos o já exposto em relação ao planejamento da política de expansão urbana no âmbito municipal, que não poderá mais restringir-se à mera ampliação do perímetro urbano por lei municipal desgarrada do plano diretor, e, na maioria nas vezes, efetivada unicamente para dar cabo de situações de ocupações urbanas já consolidadas. Assim, ao dispor sobre a “ampliação do perímetro urbano” o Estatuto da Cidade aponta para o planejamento e implementação da expansão urbana nos Municípios, vinculando tal política ao cumprimento de uma série de etapas prévias141, obrigatoriamente previstas em lei
municipal.
Em que pese a dicção do legislador infraconstitucional, entendemos que a previsão contida no art. 182 da Constitucional Federal de 1988 deve manter-se íntegra, de sorte a ser o plano diretor o instrumento legal e constitucional a dispor sobre a política de expansão urbana.
Tal posicionamento reforça-se na medida em que, em nosso entender, repise- se, o plano diretor manifesta a competência legislativa privativa dos Municípios. Neste particular, as disposições nele contidas teriam o condão de expressar o interesse local em matéria atinente ao ordenamento territorial, no caso, o referido “projeto específico” que detalhe a expansão urbana, em detrimento de outras leis municipais específicas e esparsas.
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Desse modo, a distribuição espacial da cidade, dentro de um processo evolutivo expansionista, há de considerar o cumprimento da função social da propriedade de modo planejado, e efetivado pelo Plano Diretor com respeito a uma ordem urbanística sustentável. O fato é que o Plano Diretor é o instrumento apto a cumprir o desiderato do planejamento municipal considerando, entre outras coisas, a distribuição espacial da cidade.
Um planejamento municipal eficaz deve fazer uso de um Plano Diretor, instrumentalmente interventor, condicionado, também a uma provisoriedade. Porque, em realidade, latentes são as mudanças sociais, de sorte que um planejamento urbano não deverá se estender por longos anos, pois não justificaria a sua própria existência. Considerado tal pressuposto, o legislador atentou para a periodicidade do plano diretor, determinando que a lei que o instituir deverá ser revista, pelo menos, a cada 10 (dez) anos (art. 40, § 3º do Estatuto da Cidade)142. A imposição desse prazo legal impõe à administração municipal a atualização do Plano Diretor mediante as mudanças na sociedade local, entendendo-se esta como uma revisão das relações jurídicas entre proprietários e os bens imóveis urbanos, entre as funções ambientais, agrícolas e urbanas, que com o passar do tempo, podem configurar-se restrições, mas também, potencialidades a serem consideradas no processo de desenvolvimento e a expansão urbana.
Outro aspecto que não se pode excluir é justamente a previsão legal contida no art. 42 A do Estatuto da Cidade, com impactos na zona costeira e especialmente no Litoral Norte paulista. Tal disposição legal vincula os Municípios “com áreas suscetíveis à ocorrência de deslizamentos de grande impacto, inundações bruscas ou processos geológicos ou hidrológicos correlatos”, a um Cadastro efetivado pela União. Em que pese tal Cadastro não ter sido ainda implementado, tais determinações obrigariam os Municípios ao cumprimento de medidas visando ao estabelecimento de parâmetros de parcelamento, uso e ocupação do solo, de modo a promover a diversidade de usos e a contribuir para a geração de emprego e renda (inc. I); ao mapeamento destas áreas (inc. II); ao planejamento de ações de intervenção preventiva e realocação de população de áreas de risco de desastre (inc. III); a implementação de planos de drenagem urbana necessárias à
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Nota da Autora: Este é um comando normativo que faz o respectivo Prefeito Municipal incorrer, no caso de descumprimento, em improbidade administrativa nos termos da lei 8.429 de 1992 (art. 52, VII da lei nº 10.257/01).
prevenção e à mitigação de impactos de desastres (inc. IV) e o estabelecimento de diretrizes para a regularização fundiária de assentamentos urbanos irregulares, assim como, a previsão de áreas para habitação de interesse social por meio da demarcação de zonas especiais de interesse social e de outros instrumentos de política urbana, onde o uso habitacional for permitido (inc. V). Determina, pois, expressamente, que tais medidas devem estar contidas no Plano Diretor, prevendo que este deverá ser compatível com as disposições insertas nos planos de recursos hídricos, formulados consoante a Lei Federal no 9.433/97 (§ 2º), e impõe a adequação a estas condições por ocasião de sua revisão (§ 3o ), assim como, obriga a elaboração deste, pelos Municípios enquadrados no inc. VI do art. 41 do Estatuto da Cidade, no prazo de 5 (cinco) anos ( § 4º ).
Neste contexto, o plano diretor é o único instrumento jurídico e normativo capaz de articular de um lado, o cumprimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana a um planejamento da política de desenvolvimento e, de outro, uma expansão urbana que assegure a implementação de instrumentos com vistas ao atendimento das diretrizes insertas no art. 2º do Estatuto da Cidade.
Na zona costeira brasileira, em particular no caso dos Municípios do Litoral Norte paulista, o entendimento exposto ganha relevo: deve-se assumir a utilização do plano diretor como instrumento da política municipal de expansão urbana visando ao adequado ordenamento territorial exigido pela Constituição Federal e, também, a minimizar (ou impedir) os possíveis conflitos normativos decorrentes das normas advindas da União e Estado-Membro.