Hipotez 12: ‘‘Katılımcıların yiyecek ve içeceklerin değerlendirilmesine ilişkin görüşleri ile fiyat ve fiziki çevrenin değerlendirilmesine ilişkin görüşleri arasında
4. ARAŞTIRMANIN BULGULARI VE YORUMLAR
4.2. Araştırma Alanına İlişkin Görüşler
Vista pela óptica cognitiva, a capacidade de efetuar as tradu- ções intersemióticas está relacionada à capacidade neurobiológica de fusionar espaços mentais e de fazer emergirem novas ordens de conceitos.
As TIC, e em particular as mídias, interferem de forma inten- sa nesse processo de busca de unidade do perceptivo na criação de conceitos ao oferecerem uma quantidade massiva de fragmentos a uma velocidade cada vez mais intensa e com princípios de simulta- neidade. A colaboração entre participantes de uma rede interfere no processo de criação de conceitos, em que uma coletividade de indivíduos vistos como sistemas soma percepções e conceituações.
O linguísta Gilles Fauconnier (1994), em Mental Spaces, propõe
que no uso da linguagem verbal cotidiana sejam acionados espaços mentais de referência, construídos por experiências prévias (conhe- cimento de mundo). Por meio do cruzamento desses espaços, ou domínios, combinam-se elementos do discurso “com conigurações preexistentes, princípios cognitivos disponíveis e quadros (frames) mentais anteriores”, dando lugar a uma construção mental con- textualizada, cujo resultado excederá “de longe qualquer oferta de informação explícita” (Fauconnier, 1994, p.xviii, tradução nossa).
Recorrendo a uma metodologia cognitivista transdisciplinar para o estudo da linguística, Fauconnier busca generalizações por meio da observação empírica do discurso verbal corrente e natural. Airma que, ao se juntarem cotidianamente palavras em senten- ças (que por sua vez se juntarão em textos), constroem-se formas linguísticas homogêneas, disponibilizando “[...] coesivamente in- formação heterogênea e incompleta, para que as construções cog- nitivas sejam realizadas dentro de um contexto, com o propósito de construção de signiicado” (ibidem, p.xxi, tradução nossa).
No que tange à produção das imagens mentais, é a língua na- tural que parece estar mais próxima à síntese imagética, por seu caráter de menor elaboração, em relação às linguagens verbais codi- icadas por modelizações mais estritamente regulamentadas. Nesse
sentido, a língua natural afeta de imediato os participantes de uma interação comunicativa, da mesma maneira que as modelizações imagéticas, eliminando etapas de tradução na reelaboração mental e conceitualização.
Utilizando-se da linguagem corrente para estudar os processos mentais subjacentes ao uso da linguagem verbal, Fauconnier tra- ta de níveis de elaboração mais inconscientes e imediatos, que se aproximam, pelas generalizações, do sintetismo imagético: “[...] o mundo real descortina conigurações mais ricas e mais reveladoras do que nossos maiores esforços como linguistas ou ilósofos foram capazes de produzir” (ibidem, p.xxvii, tradução nossa).
Por outro lado, quando se pensa em linguagens e códigos mode- lizadores conjugando discursos imagéticos e imagens mentais, sua realização conceitual dá-se, verdadeiramente, no espaço das tra- duções intersemióticas, pois a denominação do que é visto é parte essencial na sua conceitualização, tornando sua transmutação lin- guagem, indissociável do processo de transformação da informação em conhecimento.
Fauconnier (1994) deixa claro que a linguagem não carrega em si os signiicados, mas apenas os direciona. Insiste, apresentando a linguagem na sua forma de uso corrente como a ponta de um iceberg de processos cognitivos de construção; descreve aí uma abertura de discursos, na qual podem se incluir as intersemioticidades das co- diicações imagéticas. Airma que, à medida que o discurso se des- cortina, muito acontece atrás da cena (um jogo de palavras com o caráter visual das construções mentais?).
A teorização com base na experiência com as linguagens naturais propõe-se como uma metodologia de percepção da riqueza de coni- gurações reveladas em uma totalidade engajada nas práticas do dia a dia. O enfoque na vida cotidiana, das instâncias dos conectores, fra-
mes, esquemas induzidos, conexões conceituais, metáforas e espaços
mentais contrafatuais, é a contrapartida àquelas tradicionais formas de categorias observacionais consagradas nas academias.
Fauconnier sugere, ainda, que os signiicados apareceriam em um nível de estrutura profunda e que algumas das transformações
que ocorrem nesse sentido (o do signiicado) poderiam ser moti- vadas por “[...] princípios de organização de discurso, envolvendo noções como tópico, foco, nova e velha informação, e ligações ana- fóricas” (1994, p.xxix, tradução nossa).
Na consciência da necessidade de inserção no mundo real, a forma de exame a que se propõem os questionamentos cientíicos contidos nos seus trabalhos a respeito dos espaços mentais, e noções correlatas, não se restringem ao seu âmbito linguístico, prestando- -se a modelizar o estudo das organizações cognitivas de alto nível.
O autor busca resultados na sua aplicação, considerando que os espaços mentais são criados não somente por construtores de espa- ço, “[...] mas por outros meios gramaticais, e também por outros fatores não linguísticos, e sim contextuais, pragmáticos e culturais” (ibidem, p.xxxiv, tradução nossa).
Os espaços mentais são modelos de compreensão de discursos, que passam por modiicações contínuas, não necessitando ser logi- camente consistentes:
Os espaços não têm que em princípio ser logicamente con- sistentes. As construções de espaço mental são cognitivas; elas não são algo a ser referido, mas algo que pode ser usado para referir à mundos reais e, talvez imaginários. E, importante, eles incluem elementos (papéis) que não têm, e não podem ter, refe- rência direta no mundo. (ibidem, p.xxxvi, tradução nossa)
A “criação de mundos” é um tipo particular de construção de espaço mental, com um conector de identidade simples, acrescido das usuais formas de construção discursiva, modelação parcial, “de-
fesabilidade e transformação dinâmica” (Fauconnier, 1994, p.xxxvi,
tradução nossa).
O que denota o texto introdutório de Mental Spaces (ibidem) é
que os espaços mentais estão sob a especiicação da linguagem, cons- tritos em sua formulação, mas dependentes de construção prévia, que é acionada pelo discurso, por “[...] mapas de cruzamento de espaços, ‘frames’ e modelos cognitivos; formas locais de enquadramento social,
nas quais a construção tem lugar, e naturalmente, reais propriedades do mundo real” (ibidem, p.xxxix, tradução nossa). Destacam-se aí o enquadramento e a perspectiva, que de acordo com Fauconnier são duas noções ignoradas em trabalhos sobre gramática. De acordo com a gramática cognitiva, no entanto, as conigurações sintáticas dão acesso a quadros muito gerais, que por sua vez mapeiam e conduzem a outros mais especíicos, dependentes de contextos da informação e comunicação, como conexões e conhecimento cultural. Dessa manei- ra Fauconnier identiica construção de espaços como construção de quadros (frames), que criam os esquemas, mais abstratos, condutores do mapeamento pelos espaços mentais.
Os frames processam assim, de forma extremamente dinâmica e local, a construção de discurso: “[...] Categorias provisórias são arranjadas em espaços apropriados, conexões temporárias são es- tabelecidas, novos ‘frames’ são criados linearmente, o signiicado negociado” (Fauconnier, 1994, p.xxxix, tradução nossa).
A partir dessas airmações, pode-se admitir que, em um sentido expandido, conigurações de espaço mental são “[...] modelos men- tais de discurso, não modelos mentais do mundo” (ibidem, p.xxxix, tradução nossa); como também “[...] não são modelos mentais de realidade, representações pictoriais, ou modelos teóricos de repre- sentação de discurso ou arquivos” (ibidem, p.xl, tradução nossa).
Se os espaços mentais não são representações pictoriais, ao fazer o recorte do conceito no que diz respeito às traduções intersemió- ticas, denota-se, em “Funções Pragmáticas e Imagens”, capítulo em que Fauconnier cita os trabalhos de Geoffrey Nunberg (1978, 1979), que imagens, representações pictóricas, fotograias etc., são teorizadas como claramente ligadas aos seus modelos por conecto- res pragmáticos.
A visão de Nunberg (1978-1979) reforça que “os meios que a linguagem tem para se referir a imagens em fotograia seguem o princípio da identidade, operando em conexões do tipo gatilho- -alvo” (Fauconnier, 1994, p.12, tradução nossa). De acordo com Fauconnier (1994), existe uma relação pragmática entre um modelo e sua representação.
Alguma coisa é uma fotograia de alguma coisa mais, em virtude de percepção psicológica, convenção social, como ela foi de fato produzida, ou qualquer combinação das três an- teriores: a decisão do artista (especialmente no caso de uma criança de três anos ou de um pintor cubista), a percepção do observador com respeito aos vários “critérios de ligação”, considerações técnicas (como em raios X), e assim por diante. (p.12, tradução nossa)
Fauconnier comenta que essa relação pragmática encontra o cri- tério por ser uma função de referência, pragmática, um conector. Se estabelece uma relação de gatilho ( o modelo) e alvo (a imagem), com base em um princípio de identidade. No caso das funções imagéticas, estas são conectores abertos. Entrevê-se assim que os conectores denominados pragmáticos poderiam ser usados para re- presentar objetos do mundo real.
Por outro lado, é assumida uma metafísica, ou, que existe uma realidade em que os objetos existem, mas que pode ser conectada a imagens mentais ou concretas, por um conector de imagens (for- temente distintas da realidade). Ou seja, “[...] há referentes essen- cialmente reais de um lado e várias representações desses referentes de outro. Sob essa visão, os gatilhos serão sempre referentes reais, enquanto os alvos poderão ser representações concretas ou mentais daqueles” (Fauconnier, 1994, p.14, tradução nossa).
No entanto, Fauconnier conclui que essa visão assimétrica não se relete em informações linguísticas, pois os gatilhos podem estar, ao contrário, nas imagens e nas crenças, enquanto o alvo estará no chamado mundo real; uma situação de inversão, na qual o mapea- mento da realidade se dá, não da realidade para a imagem, mas da imagem para a realidade.
Conclui também que, embora tenha usado termos como reali- dade e objeto real, os conectores não ligam necessariamente objetos reais e representação. Aquilo assim denominado pode ser também uma representação mental da realidade por parte dos falantes de uma língua, já que as ontologias de realidade, crenças, desejos e
imagens, não são objetos de sua pesquisa, mas sim a tradução que o falante faz delas.
Giles Fauconnier e Mark Turner, em Conceptual Integration
(Integração Conceitual), apontam que as pesquisas cientíicas em Ciência Cognitiva, baseando-se em observação empírica em múlti- plas áreas de construção de signiicado, nos últimos 25 anos, trou- xeram evidências de que o raciocínio é corporiicado. A produção das percepções e sensações pelas arquiteturas neurais evoluídas – centro de experiências com inferência racional, criação de conceitos e construção de signiicado – tem sido o seu principal interesse.
A Teoria de Integração Conceitual (Conceptual Integration), também conhecida como Teoria de Fusão Conceitual (Conceptual Fusion), seguiu nessa linha de pesquisa, conirmando que, por trás
das atividades sensorimotoras e de interação com o mundo, na es- cala da experiência diária, do raciocínio abstrato e da invenção ar- tística e cientíica, estão propriedades genéricas similares de ligação neural e simulação.
Desenvolvida por Fauconnier (2001), juntamente com Turner, a teoria atribui à Integração Conceitual a responsabilidade pelo fun- cionamento da capacidade criativa na espécie humana. Os autores traçam um mapa de evolução no qual pontuam no Alto Paleolítico o desenvolvimento dessa capacidade de inovação e a aquisição da imaginação moderna.
A Teoria da Fusão Conceitual tem sido amplamente utilizada em áreas diversas como Neurociência cognitiva, Ciência cognitiva, Psicologia, Linguística, Teoria da música, Poesia, Matemática, Se- miótica, Teoria da arte, Psicoterapia, Inteligência artiicial, Ciên- cias políticas, Análise de discurso, Antropologia e Estudo do gesto (Turner; Fauconnier, 1997). Descreve-se por meio dela o processo de integração conceitual que é a capacidade mental mobilizada para a condução de novos signiicados, discernimento e compreensão dos conceitos necessários para a criação de memórias e para mani- pulação de conjuntos de signiicados.
A essência da operação identiicada por Fauconnier e Turner é construir combinações parciais entre espaços mentais receptores
e projetá-las seletivamente desses receptores para novos espaços mentais fundidos e/ou combinados que a partir daí desenvolvem dinamicamente, em um espaço de fusão, estruturas emergentes.
Os autores demonstram, por meio de exemplos, como determi- nados inputs trazem à tona situações que já contêm em si seus ma- peamentos. Narram, em um dos exemplos, como um instrutor de esqui ensina um principiante a posicionar seus braços corretamente e olhar para baixo da rampa de deslize (mais que na direção dos esquis): o aprendiz é instruído a imaginar-se um garçom segurando uma bandeja com champanhe e croissants, que não pode derrubar. Concentrando-se nessa necessidade de evitar derrubar a bandeja, o aprendiz cria uma aproximação do movimento integrado que é necessário apreender para deslizar na rampa de esqui: embora o es- paço mental de fusão do carregar a bandeja seja uma fantasia, ao imaginar-se fazendo o movimento, o esquiador permite emergir um movimento necessário à prática do esqui.
É o princípio de affordance, identiicado por Gibson (1977), que se apresenta nesse processo. O termo affordance refere-se às opor- tunidades para ação proporcionadas por um ambiente ou objeto em particular e, portanto, fortes criadoras de hábitos. Gibson criou o substantivo affordance a partir do verbo to afford (poder, propor- cionar, propiciar, fornecer) e emprestou ao conceito signiicação relacionada às possibilidades oferecidas por um ambiente para um agente sendo que tais possibilidades podem referir-se à locomoção, ao manuseio ou às interações sociais.
Deinido como qualidade de um objeto ou de um ambiente que permite a um indivíduo realizar uma ação, o termo affordance pode ser utilizado em campos diversos, como na Psicologia de percepção, na Psicologia cognitiva, na Psicologia de ambiente, no design e, con- temporaneamente, na interação homem-computador (I.H.C.), no
design de interação e na inteligência artiicial.
Affordance tornou-se um termo importante no campo do design
e da ergonomia por sua função contextualizadora do potencial das formatações dos objetos e das representações, por permitir aos in- ventores e criadores provocar interações desejáveis, por meio do
conhecimento cientíico de tais pontencialidades e das suas forma- tações. Tais interações, como a Fusão Conceitual com estruturas emergentes, aparecerão em todas as áreas do comportamento hu- mano, originando o que se conclui como hábitos fusionais sucessi- vos, que se tornam parte do tecido de crenças culturais determina- das, sendo transmitidos de geração em geração.
Outra consideração de Fauconnier (2001) interessa particularmen- te ao estudo das TIC no campo da CI. O exemplo descreve como a tecnologia do mouse e sua interface no desktop do computador é outro caso em que uma série de fusões conceituais são integradas em uma atividade aparentemente simples, em que uma nova estrutura emerge. A primeira rede de integrações conceituais diz respeito à inte- gração que permite a identiicação de objetos tridimensionais na tela do computador, esta bidimensional. É baseada na invariância perceptual, na coerência, estabilidade e não ubiquidade. Faucon- nier denomina esta fusão de objetual.
O segundo movimento de fusão integra o mundo tridimensio- nal, em que o mouse se movimenta na horizontal, atuando sobre o cursor em forma de lecha (outro objeto virtualizado pela fusão ob- jetual) no plano vertical.
Embora ao iniciar o aprendizado da computação a operação com o mouse cause certo desconforto, o cérebro rapidamente consolida o aprendizado e ao realizar a ação diariamente os indivíduos que inte- ragem nessas relações não têm consciência da imensa complexida- de exigida das funções cerebrais para o exercício da capacidade de integração que se traduz por uma sensação real da manipulação do
mouse com o movimento da lecha. A capacidade é adquirida com
rapidez por ligações simples e coativação dos espaços mentais e seus enquadramentos (frames).
De acordo com Fauconnier, outras fusões relacionadas à inter- faces funcionam da mesma forma – incluem uma fusão de segurar e mover e uma fusão de contenção:
As fusões sucessivas e as suas estruturas emergentes tornam possível experimentar o clique no retângulo como uma forma
de segurar, e o movimento do mouse clicado como movimen- tação deliberada do objeto. Isso parece fácil quando nós o faze- mos, mas demanda correlações altamente complexas e integra- ções em diversos níveis: neural, perceptual, motor, conceitual. (Fauconnier, 2001, p.4, tradução nossa)
No referente às chamadas Fusões Visuais, o ensaio A Mecanism of Creativity (Turner; Fauconnier, 1997) é ainda mais esclarecedor.
Na seção Visual Blends, os autores enfatizam que o processo não é restrito à linguagem verbal. Apontam processos de fusão visual em obras do Renascimento às modernas pinturas de Anunciação e aos quadrinhos que evocam fusões conceituais.
Turner e Fauconnier analisam uma peça publicitária dos dis- cos Zip, que descrevem como “[...] um dispositivo de estocagem de dados, em uma embalagem chata quadrada, na qual um bura- co circular no meio da caixa revela um círculo metálico usado para girar o círculo mecanicamente” (Turner; Fauconnier, 1997, p.13, tradução nossa). A peça de propaganda descreve o disco Zip em pé, com o círculo central transformado em lente de câmara fotográica. Na imagem do disco foram adicionadas uma luz de lash, um dispa- rador e uma impressão da fotograia “produzida” que se desenrola de sua seção inferior, como se o disco de Zip fosse uma Polaroid imprimindo uma fotograia.
A cena criada conduz à ideia de que o disco Zip é um álbum de fotos digital, transformado pela interferência criativa do anún- cio em câmara, destinada não a fotografar, mas a enviar (expedir) a foto, e é álbum ao servir como repositório da imagem. Infere-se que a imagem pode sair e entrar de volta nesse disco-camâra-álbum quantas vezes se desejarem..
Os autores citam outros exemplos, como o do logotipo da Apple Computer Corporation, uma maçã dividida em quatro, com circui- tos de computador sobrepostos nas superfícies internas do fruto e
chips como sementes; ou a ilustração de capa do jornal The Econo- mist, cujo assunto era o perigo das explicações genéticas de compor- tamento: a ilustração mostra “[...] um ser humano abstrato sendo
controlado como um boneco por cordões/correntes formados por hélices duplas de DNA” (ibidem, p.13, tradução nossa).
Propaganda e publicidade são campos privilegiados da verii- cação da visualização de fusão conceitual no trabalho dos autores. Fauconnier e Turner airmam repetidamente que o cérebro humano é, nos primeiros anos de vida de um indivíduo, o sistema de capa- cidades mais complexo, mais rápido e mais plástico do universo, mas toma, ao menos, três anos de constante trabalho para dominar todas essas fusões motivadas culturalmente. O desenvolvimento é inconsciente nas crianças, e de difícil observação para os adultos, pois não se recordam de seus processos de integração ao ver os si- nais apenas supericiais da atividade mental infantil.
Os autores atribuem, portanto, a fatores biológicos e culturais, o aprendizado com as integrações de manipulação conceitual. Em ambos os casos, tendo sido feita a integração, consideram, se não impossível, muito difícil escapar a ela, já que não é algo que se faz adicionalmente às vivências individuais no mundo, mas é uma das maneiras essenciais de apreender e construir os mundos.
A capacidade de integração conceitual está também graduada em graus de complexidade que constroem as redes de escopo duplo das fusões de inputs com diferentes quadros (frames) pré-adquiri-
dos. É esse grau variável da complexidade de fusões que se propõe, inalmente, como variação criativa em descobertas nas invenções, cientíicas, artísticas e literárias, ou quaisquer outras.