• Sonuç bulunamadı

2.4. Antik Yunan Medeniyetinde Devlet ve Toplum Yapısı

2.4.3. Antik Yunan’da Kadın

Número de indivíduos

Dimensões a serem

trabalhadas

14 4 3 14 13 3 8 Total por dimensão 1 – Conhecimentos x x x x 49

2 – Valores Éticos e Estéticos x x x x 28 3 – Participação Política x x x x 28

Como podemos constatar, apenas 8 indivíduos em seus discursos acerca dos entendimentos de Educação Ambiental consideraram as três dimensões sugeridas por Carvalho (1996, 2000). Analisando os entendimentos destes 8 sujeitos, podemos perceber suas compreensões apresentam uma perspectiva crítica mais articulada, elaborada, contudo em algumas ainda existem aspectos de cunho mais ingênuo ou reducionista, especialmente voltados aos entendimentos acerca da temática ambiental.

Contudo, outros indivíduos oferecem indícios para considerarmos que fizeram referência nas suas compreensões acerca da Educação Ambiental a aspectos de duas dimensões apenas. Assim, para 14 sujeitos, as questões relativas aos conhecimentos e valores éticos e estéticos são as que devem ser desenvolvidas em trabalhos de Educação Ambiental, sendo que todos se referem ao desenvolvimento de novas atitudes e posturas.

Já outros 13 indivíduos parecem articular em seus discursos aspectos das dimensões dos conhecimentos e da participação política. Enquanto 3, mencionaram elementos ligados apenas a valores e à participação política.

Contudo, 21 indivíduos apresentaram evidências em seus entendimentos acerca da Educação Ambiental de um processo educativo focado em apenas uma dimensão. É notável que a maioria destes, 14 sujeitos, apresentam indícios de entendimentos de Educação Ambiental voltados ao trabalho exclusivo com conhecimentos, enquanto quatro apontaram explicitamente aspectos de dimensão política, e outros três, de dimensão valorativa. Ainda, há um sujeito que apresentou indícios de um trabalho educativo voltado apenas ao desenvolvimento de hábitos e comportamentos de maneira descontextualizada.

Sendo assim, alguns aspectos devem ser enfocados. Por exemplo, chama-nos a atenção a alta freqüência com que a Educação Ambiental é reduzida apenas a trabalhos com aspectos de conhecimento. Na maioria das considerações feitas pelos sujeitos a disseminação de conhecimentos está voltada ao enfoque preservacionista, existindo algumas também envolvendo a questão da sustentabilidade.

Sobre estes ideários voltados à dimensão dos conhecimentos, Tozoni-Reis (2004), através de suas pesquisas em torno de representações de professores do ensino superior sobre a questão ambiental, identifica aquelas cuja relação homem-natureza é entendida como mediada pelos conhecimentos técnicos-científicos. Para esses professores a origem da crise ambiental pode ser buscada na falta, ausência ou pouco entrosamento com conhecimentos científicos.

Além dessas, também um grupo de representações identificadas por Tozoni-Reis (2004) caminha em outra perspectiva, sendo o “domínio da natureza” visto pelo homem como resultado da cultura e de questões valorativas.

Podemos perceber, então, que nas considerações dos sujeitos investigados nesta pesquisa, é bastante presente também a idéia da necessidade de mudanças e disseminação de novos valores éticos e estéticos em relação ao meio ambiente, degenerados ao longo do tempo. Estes entendimentos apostam, principalmente, na dimensão afetiva, em torno de uma sensibilização dos indivíduos para o estabelecimento de novas sensibilidades, relações e atitudes com o meio. É interessante percebermos dentro de alguns poucos apontamentos realizados pelos sujeitos, um certo cunho romântico, de volta à natureza renegada, da qual o homem faz e deve se sentir como parte, sendo apenas mais um entre os seres que a constituem, garantindo um equilíbrio harmônico. Cabe destacar, ainda, que, em outros, a dimensão ética é apresentada com um caráter comportamental e moralista, sendo algumas

vezes tratada como questões que podem ser impostas no educando, como também identificou Cinquetti (2002) em sua pesquisa de doutorado.

Também, outras considerações referentes a estas duas dimensões (conhecimentos e valores) merecem ser feitas. Primeiramente, podemos apontar o grande número de referências nos discursos dos sujeitos a um trabalho de Educação Ambiental voltado ao desenvolvimento de novos hábitos, comportamentos, posturas e/ou atitudes, apontadas por 29 indivíduos (46,8%). Observando os dados apresentados, podemos perceber que quase todos os indivíduos (27, exatamente) que fizeram referência a esse aspecto, também se referem às dimensões de conhecimentos e/ou de valores. Analisando os dados mais proximamente, pudemos perceber a forte idéia presente nos entendimentos de alguns sujeitos pesquisados de que o trabalho educativo relativo à Educação Ambiental deva ser voltado, mesmo que não exclusivamente, ao desenvolvimento e/ou mudança de hábitos, posturas, atitudes e até mesmo comportamentos, considerados como prejudiciais ao ambiente ou “ecologicamente incorretas”.

Em nossa interpretação, estas proposições apresentam um cunho comportamentalista e individualista, partindo do princípio – considerado por nós equivocado – de que a soma dessas mudanças individuais em relação ao meio ambiente acarretaria numa mudança da sociedade em relação ao mesmo, resolvendo-se os problemas. Entende-se uma individualização da responsabilidade e, conseqüentemente, das ações e condutas a serem tomadas em torno da questão ambiental.

Neste sentido, duas dimensões a serem trabalhadas têm sido supervalorizadas, em conjunto ou não, e com pesos diferentes nas diferentes considerações feitas: a dos conhecimentos e técnicas e dos valores. Entende-se de que é através da sensibilização e disseminação de novos valores e/ou informações e conhecimentos que as mudanças de atitudes predatórias podem se constituir, ou seja, os “maus comportamentos” se dão por falta de conhecimento de suas conseqüências ou do funcionamento dos sistemas ecológicos ou por valores distorcidos dos indivíduos.

Propostas deste tipo têm sido amplamente refutadas por segmentos mais críticos dentro da Educação Ambiental, sendo identificadas como ações que se constituem em um adestramento ambiental (AMARAL, 2004; BRÜGGER, 1994), ou como perspectivas de tendências convencionais (LIMA, 2004; LOUREIRO, 2004) ou conservadoras (GUIMARÃES, 2004), dentre outras adjetivações, que não entendem as questões ambientais como vinculadas à sociais e, portanto, não apresentam força de transformação.

Cabe dizermos, finalmente, que a grande maioria dos entendimentos dos sujeitos acerca da Educação Ambiental foi por nós interpretada como perspectivas mais relacionadas a uma matriz conservadora (GUIMARÃES, 2004). Curioso, é que todas as proposições compreendidas por nós como de tendências mais críticas, num total de 21 (33,9%), consideram a dimensão da participação política mesmo que não tenham sido mencionados aspectos relacionados às outras duas dimensões. Contudo, mesmo muitos destes entendimentos ainda são permeados por compreensões muitas vezes simplistas acerca da temática ambiental e, provavelmente, por termos apropriados sem a internalização de seu real sentido.

Tendo em vista esse panorama geral acerca dos entendimentos dos sujeitos sobre a Educação Ambiental, cabe-nos, então, agora, investigarmos as indicações apresentadas pelos sujeitos em relação ao desenvolvimento de suas próprias práticas de Educação Ambiental aliadas ao teatro.

2.3.2

-

A

E

DUCAÇÃO

A

MBIENTAL

,

O TEATRO E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

:

OBJETIVOS E TEMAS PROPOSTOS PELOS EDUCADORES PESQUISADOS

Uma das questões propostas aos respondentes (questão 6 – Anexo 1), solicitava que estes descrevessem de maneira detalhada as práticas mais significativas por eles desenvolvidas. Além dos procedimentos utilizados, público de educandos, data e localidades de intervenção, foi solicitado aos sujeitos que apontassem os objetivos norteadores dos trabalhos e os temas desenvolvidos em suas práticas. Neste sentido, exploraremos, agora, mais especificamente essas duas questões.

A) Objetivos das práticas desenvolvidas

A análise realizada, interpretando-se os diferentes objetivos apontados pelos sujeitos como norteadores de suas práticas envolvendo Educação Ambiental e teatro, permitiu-nos organizá-los em 5 agrupamentos distintos, de acordo com sua natureza, apresentados a seguir no Quadro 3.

QUADRO 3.Natureza dos objetivos presentes nas práticas de Educação Ambiental e teatro dos educadores pesquisados, apontados por eles.

Cabe destacar que 6 dos 62 indivíduos não mencionaram seus objetivos, enquanto dois relataram que eles variam de acordo com o desejo do cliente para os quais prestam serviços. Sendo assim, os aspectos que compõem tanto este, quanto os quadros seguintes (Quadros 3 e 4) foram desenvolvidos a partir das respostas de 54 indivíduos.

Desta maneira, em um agrupamento foram reunidos objetivos cuja natureza relaciona-se de alguma maneira ao desenvolvimento de novos conhecimentos ou habilidades e à formação de significados cognitivos dos educandos. É importante destacar que, apesar desta característica que os une, existe neste grupo uma variedade de objetivos, envolvendo desde, por exemplo, uma perspectiva mais tradicional de educação, como a de transmissão de informações e conteúdos, até uma perspectiva mais crítica de construção de conhecimentos e estímulo ao questionamento, à reflexão e à discussão. Também, alguns tratam de questões mais locais e/ou pontuais, enquanto outros se referem à temática ambiental de maneira mais ampla, ou ainda a habilidades e técnicas relacionadas à arte e reciclagem.

O segundo agrupamento construído engloba objetivos que se relacionam a uma dimensão valorativa. Reúne, assim, desde objetivos relacionados a uma perspectiva mais estética, como a valorização dos sentidos, estímulo a novas percepções e questões mais afetivas, quanto éticos, como de respeito e valorização do outro e do meio ambiente, e até mesmo de sensibilização e mudança de valores frente às problemáticas ambientais.

Natureza dos objetivos

Freqüência (no

de indivíduos)