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Anlamlı ve Anlamsız Sözcüklerle Ġkilemeler

G. Fiil + Fiil Yapısında Deyimler

III. CALFA SÖZLÜĞÜ’NDE ĠKĠLEMELER

4. Anlamlı ve Anlamsız Sözcüklerle Ġkilemeler

As principais bases teóricas para suportar um sistema intra-organizacional de inovação foram identificadas nos capítulos anteriores. Expomos a seguir, de forma sumária, a integração das diferentes vertentes em prol da proposição de um sistema intra-organizacional de inovação (SII). Tal modelo é orientado para aplicação em subsidiárias brasileiras do setor automobilístico e parte das considerações sobre o caso estudado. A pouca integração entre os resultados alcançados nas diferentes vertentes teóricas que estudaram o aprendizado e a tecnologia consolidou a fragmentação do conhecimento, que ao mesmo tempo se faz necessário se quisermos construir um modelo aplicável em prol da inovação tecnológica.

De forma geral, a Figura 24 procura integrar os vários fatores localizados nas diferentes vertentes teóricas. As contribuições das teorias exploradas nos capítulos 3, 4 e 5 foram organizadas em seis elementos básicos que representam campos de abrangência necessários a um SII completo. Em última análise, um SII completo deve conter iniciativas e ações que integrem os seis elementos identificados no marco teórico, comentados sinteticamente a seguir.

Embora haja um amplo relacionamento entre as diversas vertentes discutidas até então, se esboça abaixo uma tentativa de se identificar cada contribuição para formação deste alicerce:

ƒ Adequação estratégica. A autonomia local da subsidiária associada ao seu papel no grupo industrial são decisões estratégicas fundamentais da alta liderança da organização. As competências já consolidadas e o perfil do mercado local são pontos influenciadores destas estratégias. Este elemento considera tanto a dependência de uma decisão da matriz para adoção ou não de uma postura em prol da LTI quanto a capacidade da própria subsidiária e do contexto local de mercado em influenciar tal estratégia. As principais influências estão na literatura de competências organizacionais e inovação tecnológica, no ponto em que se discute os arranjos organizacionais globais. ƒ Interpretação do ambiente externo. Este elemento é dominado por questões extrínsecas à organização, sobre as quais pode-se exercer geralmente pouca influência. Interpretar o ambiente externo visa inserir no sistema as condições de contorno a partir das quais as estratégias de produto deverão ser delineadas.84 As tendências tecnológicas, atuação da concorrência e preferências do mercado local são itens de especial atenção das disciplinas de planejamento de portfólio e desdobramento das preferências do consumidor (envolvendo especialmente o departamento de marketing). Tais disciplinas estão contidas mais fortemente na literatura de desenvolvimento de produtos. A legislação é citada como informação de entrada do PDS na literatura de desenvolvimento de produtos quando se refere à questão técnica. Quando se refere a incentivos estratégicos do governo, junta-se ao tópico das políticas econômicas do estado, amplamente abordadas pela literatura de inovação tecnológica.

ƒ Concepção da estrutura organizacional interna. Conceber a estrutura organizacional busca estabelecer as características do ambiente físico e a organização do trabalho. As discussões realizadas sobre competências individuais e organizacionais permeiam os tópicos agrupados neste elemento. É a base sobre a qual funcionam os processos de trabalho e de aprendizado e é por onde se consolida a construção de competências. A literatura de desenvolvimento de produtos e gestão do conhecimento complementam os tópicos relacionados à organização da estrutura de projeto.

ƒ Integração da estrutura externa. O objetivo de se integrar a estrutura externa é se

84

Embora não seja o tema tratado neste trabalho, a participação ativa de uma organização no cenário externo é também um tema relevante. Esta pode realizar-se através de associações ou entidades representativas como Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) ou FIExx (Federações Industriais Estaduais como FIESP, FIEMG ou FIEAM), principalmente quando da tratativa de assuntos de interesse comum a uma classe de organizações bem como no plano individual.

relacionar com conhecimentos e competências disponíveis fora da organização, seja na cadeia produtiva ou na infra-estrutura local de ciência e tecnologia. As alianças estratégicas são abordadas com vigor na literatura de competências organizacionais, porém os demais tópicos são mais fortemente destacados na literatura de inovação tecnológica. Tais conhecimentos e competências darão suporte à geração de novas tecnologias de produto, através de parcerias de vários formatos.

ƒ Sistematização de processos organizacionais de base. Embora outros elementos possam gerar ou influenciar processos organizacionais diversos, consideramos separadamente neste elemento os processos de desenvolvimento de novos produtos e promoção do aprendizado organizacional contínuo. Estes são processos essenciais que funcionam como sistemas operacionais de uma organização e são amplamente discutidos na literatura de desenvolvimento de produtos com contribuições também relevantes da gestão de conhecimento.

ƒ Consideração dos fatores humanos e relacionais. Esta discussão é iniciada durante a apresentação das competências individuais. Pelo fato deste elemento estar mais relacionado a características do comportamento humano, optou-se por não se aprofundar nos tópicos a ele relacionados, pois fogem à presente proposta de trabalho. Isto ocorre por serem pontos tratados mais freqüentemente fora da estrutura de desenvolvimento de produtos. Literaturas voltadas à cultura organizacional, psicologia industrial e RH são fontes potenciais de contribuição para um estudo mais detalhado. Partamos do contexto da FPT como subsidiária nacional do setor automobilístico cujo nível de competência seja compatível com o conceito de engenharia de desenvolvimento apresentado na seção 8.2. Um sistema intra-organizacional de inovação consiste então da implantação de mecanismos, processos, organização estrutural e outros fatores que visem:

ƒ

Consolidar a competência em desenvolvimento de produtos;

ƒ

Alicerçar a construção de competências tecnológicas e de concepção do produto; Em outras palavras, é o conjunto de iniciativas sistematizadas que integram os elementos da Figura 24 em prol da passagem do estágio “Engenharia de Desenvolvimento” para “Centro de Competência em Desenvolvimento de Tecnologia e do Produto”. Pelo termo intra-organizacional, procuramos caracterizar o sistema de inovação como de responsabilidade e iniciativa da própria organização em desenvolvimento. Assim, parte da observação de elementos internos à empresa e elementos do ambiente externo para a reestruturação interna. Procura-se assim diferir do termo sistema nacional de inovação e outros termos afins encontrados na literatura que tratam de iniciativas governamentais ou de entidades organizacionais que visam promover a inovação em determinados setores ou regiões através da intervenção em variáveis externas à organização

como políticas fiscais, investimento na estrutura tecnológica e educacional, acordos governamentais, leis e outros. Em última análise, o sistema intra-organizacional de inovação resumiria o amplo conjunto de ações e intervenções necessárias no ambiente de desenvolvimento de produtos para busca direcionada da LTI.

8.5.2. Gestão do Conhecimento e Gestão da Inovação Tecnológica: definições e