4. İSTANBUL’DA BULUNAN 4 KONSER SALONUNUN AKUSTİK AÇIDAN
4.1. Çalışmada İzlenen Yöntemler
4.1.2. Öznel anketlerin yapılması
4.1.2.1. Anketlerin hazırlanması
O povo de Deus deve ser um instrumento do Senhor111, um meio pelo qual o homem é inserido neste movimento, que pode ser chamado de Reino Deus, de cooperação com o pobre do mundo, que somente acontece quando se ouve e vê as obras dos discípulos de Jesus, produzindo obras semelhantes, e assim, tornando-se seguidores de Cristo. Foi ele quem iniciou seus discípulos na missão de imitá-lo. Segui-lo é imitá-lo, viver como ele viveu e agir como ele agiu, fazer as opções que ele fez. E qual será o momento decisivo dessa imitação? A cruz112.
Além disso, nota-se no pensamento de Comblin a igualdade que a Igreja deveria possuir, comparando os membros a um elo (membro) da corrente (Igreja). Ele cita a metáfora acima com propriedade, pois é uma forma de demonstrar a realidade de existir da Igreja, fazendo com que cada membro se una ao outro chegando ao ponto de estabelecerem uma aliança. Cremos pelo pensamento de Comblin, que a metáfora proposta também tem
110 Ibidem pg.05.
111 COMBLIN, José. O Deus que liberta seu povo. Petrópolis: Editora Vozes, 1988, pg. 120. 112 COMBLIN, José. O Clamor dos oprimidos o Clamor de Jesus. Petrópolis: Vozes, 1984, pg. 40.
uma responsabilidade de cooperar com a força motriz de tirar as pessoas da inércia, demonstrando assim seu papel como Igreja, pois a mesma foi chamada para realizar a missão do Espírito Santo113 que é agir no mundo, persuadindo também a um pensamento de autoridade distributiva entre os membros, pois, se esta é distributiva a responsabilidade das obras também deve ser repartida. Acredita-se também que com esse exemplo temos a direção para discutir o poder hierárquico que não deveria existir, sufocando o movimento criado por Cristo (comunidade que está em movimento). A partir dessa afirmação, verifica- se um pensamento sobre o sacerdócio universal114 pra cada membro da igreja, tornando-a ativa e viva no mundo.
É necessário reiterar aqui a posição proposta por Comblin, o ser Igreja não é um local como uma instituição ou comunidade dirigida por estruturas infindáveis que sufocam o povo, pois a missão destas se resume a servir somente a si e se protegerem do mundo sem a força do Espírito, mas o ser Igreja se define como povo de Deus e instrumento115 para estar em movimento circular ativo produzido pelo Espírito que tem origem no encontro com o Pai e por consequência nos leva a cooperar com o outro em suas necessidades no mundo. Encontramos o Pai sempre que encontramos com o próximo, produzindo assim a unidade necessária para continuar viva a Igreja.
113 COMBLIN, José. O Espírito Santo e a libertação. Petrópolis: Editora Vozes, 1988, pg. 120.
114 O sacerdócio universal de todos os crentes acredita-se que foi afirmado por Lutero em toda a sua carreira
publica e ministério. Sua exposição dessa doutrina foi iniciada em 1520 e continuou até o fim de sua vida. Lutero primeiro refere-se ao sacerdócio universal em seu famoso discurso ―Para a Nobreza Cristã da Nação Alemã‖ (1520). Nesse tratado, ele afirmou que cada cristão é um membro da propriedade espiritual, e a única diferença entre os cristãos são em seus ofícios. Do ponto de vista do estado, todos os cristãos gozam do mesmo estatuto (1 Co 12. 12-13). Todos os cristãos, disse Lutero, são sacerdotes através do batismo. O Batismo é o meio eficaz pelo qual as pessoas se tornam sacerdotes de Deus. Para obter a base Lutero cita 1 Pedro 2:9 e Apocalipse 5: 9- 10. Como todos os cristãos são sacerdotes dos bens espirituais, eles têm a autoridade para testar e avaliar em questões de fé. Eles não precisam do papa e do clero para governá-los como os intérpretes da suprema e absoluta Sagrada Escritura. Para colocar o assunto de forma mais positiva, é dever de cada cristão falar diante da fé, para compreendê-la e defende-la contra todos os erros. Para saber mais sobre o assunto em pauta ver o livro "Teologia dos Reformadores"; T. George; Edições Vida Nova; 1994.
Pode-se ver essa mesma dinâmica no pensamento de Boff, quando este descreve como as comunidades de base devem ser e logo vemos esta imagem que Comblin propõe: a Igreja como ―um povo oprimido organizando-se para libertação‖. Eis um modelo não baseado em poder e hierarquia, mas em uma proposta de comunidade cristã diferente das atuais, conforme apresentado por Boff:
―A vida cristã na comunidade de base é caracterizada pela ausência de estruturas alienantes, por relacionamentos diretos, por reciprocidade, por uma profunda comunhão, por assistência mutua, por comunidade de ideias a cerca do evangelho, por igualdade entre os membros. As características específicas da sociedade são ausentes aqui: regras rígidas, hierarquias, relacionamentos prescritos numa estrutura de distinção de funções, qualidades e títulos‖116.
Essa dinâmica propõe uma Igreja que se porta como sociedade do contraste e ela poderia desencadear uma revolução pacífica nas bases de nossa sociedade, o ser humano se tornaria mais importante do que os bens materiais, o poder, a auto-afirmação e a relação com pessoas importantes. Deve-se lembrar de que a Igreja sem o Espírito Santo não conseguirá cumprir seu papel na terra de ser essa sociedade libertadora. Se a pessoa do Cristo com todos seus desdobramentos da vida, é o modelo que a Igreja deveria parecer-se, então, se faz necessário ter os mesmos atos que ele teve. Como escreveu Comblin, é somente no poder do Espírito que a Igreja cumpre seu papel de estar em movimento em prol do pobre:
―O Espírito prepara a igreja no meio das nações, [...]. Por isso não precisamos partir para a missão já com um projeto de igreja, nem com um projeto do evangelho elaborado. [...] O Espírito é quem revela Cristo às nações. Nós o anunciamos, mas não sabemos como vão conhecê-lo. O que importa é a apresentação de Cristo assim como ele se apresentou pelos caminhos de humildade e da cruz. Cristo parte da pobreza, dos meios pobres. Apresenta-se como sem poder. A revelação de Cristo é a revelação da sua cruz vivida como real caminho. [...] O Cristo da missão
não será um discurso humano sobre o Cristo, mas uma presença viva e real de Jesus feito homem pobre e sem poder de uma maneira capaz de tocar no coração dos pobres das nações. Desse modo, Cristo e o Espírito estão unidos também na missão e somente a sua unidade torna possível a missão nesta hora do mundo.‖117
Partindo do pensamento cristológico de Comblin, pode-se dizer que a igreja deveria se envolver com os pobres e abandonados pela sociedade, que são os atores principais do Reino de Deus, apresentar-se não por meio do poder e nem este, mas sim revelar-se fraca para com os fracos, com suas atitudes, de alguma maneira envolver os seres humanos no movimento de cooperação para ver o próximo se levantando da sua miséria. Portanto, pode-se dizer que a Igreja não tem como trazer o Reino de Deus, este deve ser sinalizado por aqueles que cumprindo os requisitos descritos por Jesus a Nicodemos em João 3.3-7, nele entraram. Entendemos como Comblin pensa que tal sinalização se dá pela prática das boas obras.
Apesar de todos os pensamentos acima citados, Comblin não é contra a Igreja, mas tem uma posição sobre ela: que deve ser dinâmica, não opressora, igualitária e libertadora, agindo com compaixão pela vida do outro, construindo o Reino de Deus, ou seja, agindo efetivamente na sociedade com práticas de bondade. Caso não seja dessa maneira, a Igreja se torna inútil:
―Jesus anunciou a libertação. Iniciou o movimento comunitário reunindo os seus discípulos que se acharam juntos no dia de Pentecostes para receber o Espírito Santo enviado por ele. Lançou o movimento. A missão dos apóstolos, dos missionários é anunciar, de modo ativo, como Jesus, mostrando o modo de proceder para construir o reino de Deus. A Igreja constitui esse povo de missionários. A Igreja existe para iniciar esse movimento de comunidade humana em todos os níveis. Para dizer
melhor, a Igreja existe nesse movimento. Fora desse movimento ela não
existe como Igreja de Jesus Cristo, mas somente de nome.‖118
De acordo com Comblin, pode-se dizer que a conversão não é para Igreja Instituição, mas sim, para ser introduzido no movimento que devemos chamar de sinalização para o Reino de Deus. Tal movimento muitas vezes se torna uma realidade mútua entre os próprios discípulos e os outros ao redor do mundo.
Por ser Comblin um homem inserido na Igreja, isso lhe daria o direito de provocar a fidelidade evangélica. Seu desejo de vê-la livre do peso dos séculos que agregaram tanta coisa que ofuscava a imagem verdadeira de Jesus e desviava da revelação do Pai. Sabendo que todo movimento solidário tem uma tendência a se tornar uma religião e um dia se tornar uma instituição119, profetizava com seus escritos e com sua vida próxima dos pobres para que não fosse desprezado pela Igreja Instituição, e este é um fato que aconteceu dia após dia.