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Öznel ve Nesnel Parametreler Arasındaki İlişkileri Ortaya Koymaya Yönelik

3. SALONLARI AKUSTİK AÇIDAN DEĞERLENDİRMEDE KULLANILAN

3.3. Öznel ve Nesnel Parametreler Arasındaki İlişkileri Ortaya Koymaya Yönelik

A igreja que Comblin propõe é aquela que vai além dos conceitos institucional e de comunidade, pois parte do pensamento cristológico e não eclesiológico e dessa maneira, seu pensamento vai além dos conceitos existentes que em Cristo se engloba tudo. Assim, pode-se dizer: vendo quem é Jesus, vemos também quem é o discípulo100 e o que é Igreja. Então podemos afirmar que conhecer a Jesus não significa simplesmente aprender o dogma cristológico, mas conhecê-lo na prática do discipulado e essa prática nos revela a Igreja. Consultando a obra de Bonhoeffer pode-se aclarar o pensamento da Cristologia para definir quem é o discípulo e a Igreja, Ajudando assim na compreensão do pensamento de Comblin. Para Bonhoeffer:

―O destino último do discípulo, que será conforme a imagem de Cristo. A imagem de Jesus Cristo que os discípulos têm sempre diante dos seus olhos e que reprime todas as outras imagens penetra neles, preenche-os, transforma-os a ponto de que o discípulo chega a ser semelhante ao Mestre, e até igual a ele. A imagem de Jesus Cristo influencia terminantemente na comunhão diária, a imagem do discípulo. O seguidor não pode olhar a imagem de Cristo em contemplação morta e ociosa; essa imagem irradia forças transformadoras. Quem se entrega totalmente a Jesus Cristo deve e quer levar sua imagem.‖101

99 GALILEA, Segundo. O sentido cristão do pobre. São Paulo: Edições Paulinas, 1979, pg. 9.

100 Para Comblin, os que acompanham Jesus recebem o nome de discípulo, pois os evangelhos recordam a

imagem dos ensinamentos feitos por Jesus ao grupo dos seus seguidores. O contexto e o conteúdo dos ensinamentos de Jesus eram bem diferentes daquilo que se conhecia naquele tempo. Jesus não era nenhum rabi formado nas escolas. Os seus discípulos não eram registrados oficialmente.

Essa imagem do Mestre que o autor declara, criada em seus discípulos se deve à caminhada de uma vida com ele e da comunhão diária com os outros, meio pelo qual se reconhece o Cristo e as suas ações, se entregando totalmente a ele. Assim, pode-se dizer que esta afirmação aclara a posição de Comblin, pois nos dá a direção pela qual devemos conhecer o Cristo e assim, nos tornarmos mais parecidos com ele e com suas atitudes. Quando se conhece se crê, e crer nele significa caminhar com ele em seu atual trecho da caminhada. Mas para essa caminhada, o de ser discípulo, Jesus exige um salto para frente. Para ser discípulo:

[...] ―é preciso renunciar à procura de segurança, deixar de confiar em si mesmo, ou em qualquer criatura, aceitar a insegurança, reconhecer-se pobre, injusto, pecador, como o publicano da parábola, É preciso destruir em si mesmo essa impaciência de estar com a razão que parece inata na criatura humana.‖102

À primeira vista, tal tarefa pode parecer muito simples, pois, muita gente comunica a facilidade que é conhecer a Jesus Cristo, entretanto, acontece que não é tão fácil conhecê-lo integralmente em sua essência na atualidade, pois há dificuldades na caminhada em reconhecê-lo devido o pensamento atual. Hoje, as pessoas interpretam segundo o seu imaginário ou até mesmo, de acordo com seus afazeres eclesiais. Assim, temos um Cristo para cada circunstância da vida, domesticado, Comblin alerta-nos para este perigo:

―As pessoas projetam diante de si um Jesus imaginário que é o reflexo da sua própria personalidade e se extasiam com maior facilidade quanto mais se encontram a si próprias. Sentem-se felizes porque Jesus lhes diz exatamente o que elas queriam que dissesse. Nada estranho, já que elas próprias lhe atribuíram os seus próprios sentimentos. Às vezes acontece que a urgência pastoral faz com que tudo se atribua a Jesus sem sequer dar-se o trabalho de examinar seriamente se é bem assim. Os pastores podem facilmente substituir o conhecimento real de Jesus por um conhecimento a partir de noções das suas próprias atividades pastorais.‖103

102 COMBLIN, José. A fé no Evangelho. São Paulo: Paulus Editora, 2010, pg. 31. 103 COMBLIN, José. O Espírito no Mundo. São Paulo: Paulus Editora, pg.15.

Por isso, quando as pessoas permitem serem levadas por esse pensamento, os valores não serão os mesmos da pessoa do Cristo, deste modo, elas passam a seguir outros senhores que estão mais próximos dos seus imaginários, tais como: dinheiro, boas relações, propriedade, prestígio, amizades com autoridades e celebridades, substituindo o Senhor Jesus Cristo. Não que seja errado obter estes instrumentos, bens, ou ainda relacionamentos com pessoas em evidência, porém, não devemos transformá-los em senhores de nossas vidas.

Acredito que este seja um dos maiores mal entendidos que existem hoje sobre o ser Igreja, não entender ou substituir a pessoa do Cristo. Com essa afirmação pode-se dizer que, se temos uma visão distorcida da pessoa de Cristo, o entendimento do discipulado se torna distorcido levando o homem a um entendimento e sentimento de querer ser discípulo sem a cruz e sem sofrimento, tornando-se maior do que seu Senhor. Desse modo, também a Igreja deixa sua essência para se tornar somente um local de encontros e de realizações pessoais, sem um objetivo em servir o próximo e consequentemente, inerte.

Conhecendo Jesus descobriremos uma nova forma de ser pessoa chegando a ser discípulo, não sendo depositários de uma fórmula mágica, de uma ciência mágica. Porém, deve ser como Moltmann defende: a cristoprática conduz a comunidade necessariamente aos pobres, aos doentes, aos socialmente supérfluos e oprimidos104 e esses sabem que pelos discípulos, pela atuação deles no mundo o ser humano verá o Pai. Por essa afirmação, podemos ver a Igreja ligada ao Pai e ao mundo, não sendo do mundo, porém, fazendo parte dele, se não for desta forma as interpretações serão falsas. Padilla concorda com esta afirmação de Comblin quando escreve:

104 MOLTMANN, Jürgen. O caminho de Jesus Cristo. São Paulo: Editora Academia Cristã, 2009, pg.71.

―O conceito de Igreja como uma entidade ―separada‖ do mundo se presta a toda sorte de falsas interpretações. Num extremo está a posição em que a separação não passa de uma simples distinção epistemológica: a igreja sabe que foi reconciliada com Deus, o mundo não o sabe – e isto é tudo. No outro extremo está a posição segundo a qual a separação é um abismo intransponível entre duas cidades que somente se comunicam entre si em termos de uma cruzada por parte de uma para conquistar a outra.‖105

A instituição que se identifica com qualquer das vertentes acima têm como missão tornar-se proselitista, colocando a igreja como reino de Deus, logo, se comete alguns enganos ao ponto de se fechar em si mesma e qualificar as pessoas como pecadoras. Apesar desta parecer estar baseada no evangelho, todas as suas ministrações terão dois objetivos: o primeiro seria salvar o mundo do pecado, permitindo visualizar o pecado como algo somente espiritual; enquanto que o segundo, seria lutar para ver as conversões à Igreja e sem ela e sem suas exigências morais, as pessoas não chegarão à eternidade. Logo, a salvação se torna efetiva somente no campo da transcendência. Porém, a salvação eterna não resolve os problemas da miséria econômica, social, física e moral, esquecendo-se do valor dado às pessoas por Jesus na sua época e na atualidade. Como consequência deste pensamento a instituição perde seu objetivo maior de ir ao encontro das pessoas carentes. Comblin, ao escrever sobre a salvação nos revela que esta não pode ser somente como a igreja pensa hoje, ou seja, a salvação seria somente para a alma e para a eternidade. O trecho abaixo revela a abrangência da noção de salvação para este autor:

―Os cristãos atuais acham que devemos entender a história no sentido de que Jesus prometeu essa libertação dos pobres para depois do fim deste mundo e do juízo final. Os pobres teriam primeiro que salvar a sua alma para poder entrar no reino de justiça e de paz. Mas com essas condições os pobres não teriam nenhum privilégio porque salvar a alma era uma operação factível por todos graças aos meios que a religião colocava a sua disposição. A libertação não se realizaria neste mundo, mas no outro. Muitos pensaram assim e ainda hoje muitos pensam assim e se dizem cristãos.‖106

105 PADILLA, C. René. Missão Integral Ensaio sobre o Reino de Deus e a Igreja. Londrina: Editora Descoberta,

2005, pg. 22.

106 Os pobres e a libertação. Artigo inédito de José Comblin http://www.ihu.unisinos.br/noticias/42086-os-pobres-e-a-

Para Moltmann, a salvação também tem uma conotação que vai além dos pensamentos de alguns cristãos atuais e se situa semelhantemente a Comblin:

―Salvação é uma grandeza que inclui integridade e bem-estar dos homens, salvação para o “totus homo”, não simples salvação da alma para o

indivíduo, ―salvação‖ não significa apenas ―bens espirituais‖, (mas abrange da mesma forma, a saúde do corpo). Jesus cura a pessoa toda.107

Ora, as pessoas são realmente pessoas na medida em que se abrem para a fonte superior (Deus), de onde procede a palavra; e se abrem também para o mundo (pessoas), transmitindo uma mensagem do Pai, que afirma a sua autoridade, atua nas criaturas humanas e dentro desta dinâmica se realiza a igreja. Gustavo Gutiérrez também concorda com essa afirmação quando diz: ―A palavra de Deus convoca e encarna-se na comunidade de fé que se entrega ao serviço de todos os homens. A verdadeira comunhão com o Senhor significa uma vida cristã centrada num compromisso, concreto e criador, de serviço aos outros108‖. Por consequência disso a igreja participa da missão do Filho, na realidade da missão ela é levada para o mundo. Assim, pode-se dizer que a personalidade de Jesus manifesta uma unidade incomparável com o Pai e o mundo, uma redução à simplicidade radical: em qualquer momento, em qualquer ato, em qualquer circunstância, ele sempre é o mesmo109. Em vista disso, Comblin pôde dizer que o Pai enviou Jesus para o mundo, Jesus enviou seus discípulos ao mundo e consequentemente a Igreja tem sua função hoje no mundo.

Segundo Comblin, o povo de Deus não se encontrou com Cristo para estar enraizado nas estruturas institucionais, mas para estar a caminho de implantar o Reino de Deus. Portanto, igreja tem que estar envolvida em um movimento dos discípulos em duas direções: ir ao encontro do Pai para ouvi-lo, contemplá-lo e ser impulsionado para outra

107 MOLTMANN, Jürgen. O caminho de Jesus Cristo. São Paulo: Editora Academia Cristã, 2009, pg. 153. 108 GUTIÉRREZ, Gustavo. Teologia da Libertação. São Paulo: Editora Loyola, 2000, pg.24 e 26.

direção, ao encontro do outro no mundo e de suas necessidades de libertação em três vertentes: para os oprimidos, para os opressores e para si mesmo. Há uma ênfase na última vertente, por acreditar-se que caso a pessoa venha aser liberta de si mesma, ela poderá se libertar das outras vertentes que as oprime ou se fazem com que ela se torne opressora, quando Jesus se encontra com pessoas:

―A pessoa humana busca segurança na autonomia do universo pessoal, fechada em si mesma, e procura preservar essa segurança defendendo-se contra o exterior. Assim mesmo, mal consegue ocultar a sua insegurança profunda e a vaidade da verdade que possui. Jesus aparece ao mesmo tempo como soberanamente livre, aberto e seguro. Ele sabe e sabe que sabe, e sabe que detém uma mensagem, que ele é uma mensagem capaz de mudar a condição humana.‖110

Benzer Belgeler