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Ankara Doğal Elektrik Üretim ve Ticaret A.Ş

Belgede 2014 KAMU İŞLETMELERİ RAPORU (sayfa 124-0)

BÖLÜM 7: ÖZELLEŞTİRME PORTFÖYÜ

7.6. Ankara Doğal Elektrik Üretim ve Ticaret A.Ş

O Estado do Ceará possui 184 municípios e entre eles está incluída a sua capital Fortaleza. A cidade conta com uma população estimada de 2.416.920 habitantes e PIB per capita de R$ 6.772, se destacando pelo seu poder aglomerativo (IPECE, 2008).

O arranjo produtivo de Tecnologia da Informação de Fortaleza reúne, com diferentes graus de inter-relacionamento, um conjunto diversiicado de agentes dentro dos limites do Estado, incluindo empresas, instituições de ensino, órgãos governamentais, associações, dentre outros.

Segundo a INSOFT (2007), existem aproximadamente, 200 empresas de TI no Ceará, sendo que 40 estão associadas à INSOFT, a maioria das empresas foi fundada na década de 1990 e são classiicadas como pequenas empresas (56,52%), seguindo a classiicação do Sebrae.

Em pesquisa realizada pelo Instituto de Tecnologia do Ceará/INSOFT (2007), foram identiicados três grupos distintos de atividades representativas do APL de TI de Fortaleza. As atividades nucleares foram consideradas aquelas que possuem maior número de empresas que apresentam uma relação estreita com a tecnologia da informação com o objeto de negócio. As atividades de aplicação direta de TI são aquelas que, mesmo não havendo número signiicativo de empresas, possuem uma relação estreita com o setor de tecnologia da informação e as atividades de apoio são aquelas que não possuem relação estreita com a tecnologia de informação, mas surgem como atividades complementares dentro do processo de geração de produtos e serviços no setor.

Consideram-se como agentes envolvidos no setor de TI do Ceará as 81 empresas que estão vinculadas às instituições ASSESPRO/SEITAC, INSOFT e Instituto TITAN. Com exceção da empresa Fortalnet que não está associada a nenhuma destas instituições, mas possui atuação signiicativa no setor. Estas empresas estão instaladas na capital, no Eusébio, em Aquiraz e, ainda, existem três empresas que estão vinculadas a estas associações, mas que têm sede em outros estados. As empresas Atalus Tecnologia e WJ Informática têm sede em Natal/RN e a empresa Provider Ltda. em Recife/PE.

Mesmo existindo quatro associações distintas com ainidades comuns em função do setor, cada entidade possui propósitos e funções que as tornam

diferentes uma das outras. O sistema ASSESPRO/SEITAC possui viés sindical sujeito a forte inluência de caráter regulatório trabalhista; o TITAN trabalha no intuito de conquistar vantagens competitivas no mercado através das relações cooperativas entre as empresas, e o INSOFT assume o papel de gerador de externalidades por meio de pesquisa e desenvolvimento (P&D) através de instrumentos como a lei da informática, editais FINEP e incubadoras de empresas (GALINDO; CÂMAA, 2007).

Das empresas que integram o INSOFT e o TITAN, as atividades de maior destaque dentre as nucleares é o desenvolvimento de programas de computador, a consultoria em TI e o suporte técnico em TI. No Sistema ASSESPRO/SEITAC, a principal atividade é o comércio varejista, seguido pelo desenvolvimento de programas, suporte técnico e, por im, consultoria.

Sobre a especialização, a maior proporção do pessoal ocupado é de proissionais de nível superior (86,34%), e nível médio e fundamental

representam apenas 11,22%. Sendo que as empresas consideram importante o curso realizado dentro de suas instalações, aproximadamente 60% das empresas consideram importantes os cursos efetuados dentro e/ou fora do arranjo. Ainda sobre a mão-de-obra, 95,65% das empresas consideram fundamental a absorção de formandos de universidades e 62,22% das empresas consideram a formação de cursos técnicos importante, sendo eles vindos de instituições de ensino localizadas no Estado (GALINDO; CÂMAA, 2007).

A maioria das empresas realiza atividades colaborativas entre os agentes do APL, que são: os fornecedores de insumos, outras empresas, clientes de sotware pacote, clientes por produto – Governo, clientes por produto – iniciativa privada, empresas de consultoria, universidades e institutos de pesquisa. Todos esses agentes foram considerados importantes por possuírem relações formais (através de contratos, convênios, consórcios, etc.) com as empresas.

Das formas de colaboração, as destacadas foram: cooperação para venda conjunta de produtos, o desenvolvimento de produtos e processos, a capacitação de recursos humanos, e a obtenção de inanciamento. Esta colaboração entre as empresas ocorre voltada para o atendimento da demanda.

Portanto, o APL de TI de Fortaleza é composto de micro e pequenas empresas que absorvem mão-de-obra especializada, tendo como destino principal de sua produção o mercado estadual, sendo que a vantagem do município de Fortaleza se deve à sua infraestrutura e a proximidade com as

universidades e institutos de pesquisa.

Percebe-se que o APL de Tecnologia da Informação apresenta

características que o enquadram num processo de crescimento. O aumento da atração de setores a montante, a demanda crescente por proissionais especializados, o aumento do processo de cooperação, e a maneira pela qual estão se formando as alianças entre as instituições de apoio do setor, podem ser consideradas como as evidências deste processo de crescimento (GALINDO; CÂMAA, 2007).

4 – CONCLUSÃO

O presente trabalho teve como objetivo explanar o estudo sobre as

aglomerações de empresas e, em especial, as aglomerações de base tecnológica, enfatizando a importância da indústria da tecnologia da informação,

principalmente do setor de sotware, para a economia.

Foi feita uma revisão bibliográica das principais abordagens que estudam as aglomerações de empresas desde a década de 1970 quando veio a destaque a inluência da dimensão do local e da proximidade no desempenho produtivo e inovativo das empresas. A retomada a esta abordagem se deu devido algumas experiências de sucessos como os casos da Terceira Itália e do Vale do Silício, na Califórnia. Porém, as contribuições iniciais foram de Marshall, que além de conceituar, chamou a atenção para as economias externas e também destacou a cooperação como estímulo à busca de novos conhecimentos.

Mais recentemente, no Brasil, estas aglomerações de empresas receberam, devido as suas peculiaridades, a nomenclatura de arranjos e sistemas produtivos locais, conceito que foi desenvolvido na década de 1990 pela Rede de

Pesquisa em Sistemas e Arranjos Produtivos e Inovativos Locais (Redesist) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A análise sobre o papel do conhecimento e da inovação no desempenho competitivo das empresas organizadas assume um destaque na abordagem das economias de aglomeração. Também se tornam evidentes, o crescimento da indústria de Tecnologia da Informação (TI) e a participação deste setor no desenvolvimento de outras indústrias, a partir do momento em que a informação se apresenta, atualmente, como um bem fundamental para o sucesso das empresas. O setor de TI, e particularmente o segmento de sotware, têm crescido rapidamente em países desenvolvidos e em desenvolvimento, fazendo com que países como a Índia ganhem relevância nesta indústria.

O uso disseminado da tecnologia de informação e de telecomunicações veio colaborar para o crescimento das aglomerações de empresas de base tecnológica (EBT). Assim, nos últimos anos, essas aglomerações de EBTs ganharam relevância no cenário nacional sendo de grande importância para a economia local. A relação

entre a indústria de tecnologia da informação e as demais indústrias intensivas em tecnologia foi destacada nos casos nacionais apresentados.

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AGaDECIMENTOS

A monograia que serviu de base para a elaboração deste artigo teve como orientador o Prof. Dr. Carlos Américo Leite Moreira e como participantes da Banca Examinadora os professores Dra. Maria Cristina Pereira de Melo e Ms. Alexandre Weber Aragão Veloso. A esses professores, a autora agradece a colaboração na elaboração e crítica da monograia, defendida em 10/09/2008, na Faculdade de Economia, Administração, Atuária, Contabilidade e

Capítulo 7

A inserção internacional da economia nordestina

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