2. KURAMSAL ÇERÇEVE
2.2 Feminizm Kavramının Kökeni ve Tarihsel Süreci
2.2.1 Anaerkillik ve ataerkillik bağlamında kadınlık
Newman, Guy e Mastracci (2008), com base em um estudo qualitativo e quantitativo, acreditam que há empregos que exigem a evocação de uma gama de emoções e empregos que exigem uma exibição menos variada. Por exemplo, os empregos que exigem que os trabalhadores desempenhem um determinado papel, como o policial durão e o professor entusiasta e alegre, estariam em uma categoria; empregos que exigem empatia ou compaixão já estariam em outra categoria. Os primeiros requerem mais "teatro" ou fingir, enquanto o último exige expressões de emoções autenticamente sentidas.
Em suas pesquisas as autoras encontraram que a maioria dos trabalhadores precisa apresentar uma gama de emoções, a fim de fazer o seu trabalho. Mais da metade de todos os entrevistados por aquelas autoras afirmaram ter sentido diferentes emoções quando interagiam com os outros. Quase dois terços relataram que seu trabalho envolvia lidar com questões emocionais que eram encaradas como uma dimensão crítica de seus trabalhos. Essas são altas proporções e, assim, chamaram a atenção para a quantidade de componente afetivo que há no trabalho. O trabalhador seria obrigado a vestir a roupagem de uma variedade de emoções, se a expressão desejada é uma de felicidade, surpresa, angústia, tristeza, medo ou raiva.
Newman, Guy e Mastracci (2008) apresentaram um continuum (Figura 3) do TE que vai das expressões superficiais até a verdadeira expressão ou supressão.
Empregos como vendas no varejo envolveriam mais o lado esquerdo do continuum, enquanto os trabalhos que envolvem serviços de proteção, tragédia humana e emergências envolveriam o lado direito.
Superficial expression Empathy Intense expression/suppression
Figura 3 – Continuum do TE.
Fonte: Newman, Guy e Mastracci (2008).
Por exemplo, ser mais agradável do que o normal para aqueles que ligam para os serviços de ajuda de planos de saúde involve um nível de TE. Empatia requer a capacidade de entender e apreciar a situação do cidadão e responder adequadamente, como o exigido de conselheiros, professores, prestadores de serviços humanos. O tratamento de prisioneiros rebeldes em cadeias, cidadãos em crise e investigações de abuso infantil requerem, por exemplo, a supressão ativa das próprias emoções e, ao mesmo tempo, expressar uma emoção alternativa.
Uma questão importante do trabalho de Newman, Guy e Mastracci (2008) é a relativa à percepção do TE nas organizações e a sua consequente valorização.
Para Meridith, Guy e Mastricci (2008), a noção comumente aceita de trabalho levou a desconsiderar qualquer trabalho diferente do físico ou cognitivo. Esta ideologia de trabalho seria sustentada por quatro forças institucionais, cada qual escondendo a emoção no trabalho, ao invés de revelá-la:
Primeiro, os cargos seriam construídos sobre uma base de descrições formais que especificam elementos tangíveis. Embora reformas tenham sido feitas ao longo dos anos, o entendimento básico de "habilidade" continuaria vinculado na tradição empírica, que se é tangível e mensurável, existe, e se não for, então ela é indeferida.
O não considerar o TE resultaria no desaparecimento de suas habilidades na descrição de cargos, avaliação de desempenho e sistemas de recompensa. A falta de atenção para o TE seria paralela à falta de atenção nas áreas de ciências sociais no campo das medidas. Os campos da sociologia, ciência política e da psicologia a partir da segunda metade do século XX, beneficiaram imensamente da informatização. A conveniência de crescimento da coleta de dados e análises estatísticas levaram os cientistas sociais a se concentrar quase exclusivamente em variáveis que se prestavam a observação empírica e quantificação. Nos círculos dos recursos humanos (RH), a tendência resultou na definição de competências, conhecimentos e habilidades, construção de testes e medições para avaliar e instrumentos de escrita de avaliação de desempenho que permitissem aos supervisores de forma justa e objetiva avaliar o desempenho de cada trabalhador em uma escala Likert.
Em segundo lugar, os elementos estruturais da organização, articulados por uma gestão científica e reforçado por estruturas de cima para baixo, comando e controle, nos teriam ensinado a tratar os trabalhadores como peças intercambiáveis, cujas contribuições residiriam no exercício das funções claramente enumeradas. Uma divisão racional do trabalho, controle hierárquico, normas de desempenho, seleção e promoção, baseadas na competência técnica, mantendo registro formal e da comunicação estariam entranhadas na nossa maneira de pensar sobre a classificação do trabalho. Relacionamento estaria ausente, na maioria das vezes, da lista de conhecimentos, habilidades e capacidades, exceto na obrigatória exigência de estabelecer e manter boas relações de trabalho.
A terceira força institucional seria a do chamado valor de mercado. O valor de mercado nos cega para uma panóplia de suposições de base cultural. Por exemplo, antes de meados de 1800, era impensável que uma mulher pudesse segurar um posto no governo (Van Riper, 1976). Ao longo do tempo, tornou-se a contragosto aceito que as mulheres
trabalhassem como funcionárias desde que a renda fosse menor que dos homens. Com o tempo, mulheres foram acolhidas por causa de sua capacidade de irradiar interesse, simpatia, afabilidade e cortesia no escritório (Kanter, 1977). Contudo, estes atributos têm sido vistos como "a cereja do bolo", desnecessária para o desempenho do trabalho e não merecedores de indenização.
A quarta, a urbanização e industrialização, significaria o aparecimento de uma dicotomia entre a casa e o trabalho, com cada domínio evocando comportamentos diferentes. A casa teria se tornado um refúgio contra a desumanização do trabalho. O conceito de nutrir e manter ao mesmo tempo realizando trabalho manual, como tinha ocorrido na família, teria desaparecido a partir da definição de trabalho. Em seu lugar teria entrado um paradigma de direitos formais do trabalho. O relacionamento teria ficado de fora, em casa. O trabalho focou, então, na produção de bens tangíveis e serviços comercializáveis.