BEDEN EĞĠTĠMĠ /GÖRSEL SANATLAR/MÜZĠK
1.4. ANADOLU ĠMAM HATĠP LĠSELERĠNDE MÜZĠK EĞĠTĠMĠ
1.4.4. Anadolu Ġmam Hatip Liseleri’nde Müzik Etkinlikler
O setor Eldorado está contido na interseção “V”, porém sempre apresentou certa dificuldade de integração com a Zona Central, em virtude da existência de duas barreiras constituídas pelo córrego Piedade e pela Estrada de Ferro. Em meados da década de oitenta, com a duplicação da passagem (na rua João Mesquita) inferior aos trilhos da (antiga)
FEPASA, a ligação do setor Eldorado com o núcleo principal melhorou significativamente. Semelhante contribuição foi dada com a Interligação da Avenida Marginal ao córrego Piedade, com a Av. Philadelpho Gouveia Netto.
2.2. A implantação do Programa de Desenvolvimento Industrial (PRODEI) e seus reflexos na estrutura socioterritorial
É igualmente importante para o escopo do nosso trabalho, mencionar que, no dia 09/04/1968 (ARANTES, 2000, p.375-376), os diretores da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Rio Preto (ACIA) receberam a visita de três estudantes de arquitetura da Universidade de Brasília (UnB), “que estavam desenvolvendo estudos sobre o crescimento de Rio Preto e solicitaram o auxílio da entidade para suas pesquisas”. Um dos estudantes, convidado a falar, enumerou “uma série de problemas da cidade relacionados com o crescimento vertiginoso no setor de construções e comércio”, lembrando que a cidade estava entre as que mais haviam crescido nos últimos anos. Acrescentou ainda o universitário, que dentro de quinze anos, mantendo o ritmo de crescimento e progresso, Rio Preto seria a terceira cidade do Estado de São Paulo, “sendo necessário sua transformação num centro industrial, com a implantação de pequenas e médias indústrias, aproveitando a matéria-prima regional”. O conselheiro Orlando Mazzotta, gerente do Banco do Brasil, concordou com a exposição do acadêmico. Em maio de 1969, segundo o autor, o prefeito Adail Vettorazzo formou uma comissão para estudar a implantação do Distrito Industrial, para onde – conforme decisão da comissão - todas as fábricas já existentes na cidade deveriam se transferir obrigatoriamente.
Segundo Gomes (1975, p.415-416), a Comissão Municipal de Industrialização, que tinha o “objetivo de coligir dados e de sugerir as providências julgadas necessárias para a elaboração e execução do Plano Municipal de Industrialização”, estava composta por representantes do
CIESP, da COLAR, da CAFEALTA, da ACIA, da Sociedade Amigos da Cidade, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, dos frigoríficos Bandeirantes, Bordon, e Santa Cruz, e da
CPFL-Companhia Paulista de Força e Luz.
Em 28 de março de 1969 (GOMES, 1975, p.416), após estudos realizados, a comissão de industrialização sugeria a instituição de incentivos para novas indústrias, além da criação do Distrito Industrial, que seria instalado numa área de 120ha - então pertencente ao Estado - entre a rodovia Washington Luiz, o córrego Piedade, o Recinto de Exposição de Animais e a Estrada de Ferro Araraquarense. No dia 13 de março de 1970, o conselheiro Orlando Mazzotta sugeriu que a ACIA prestigiasse a criação do Distrito Industrial. As sugestões feitas por aquela comissão foram aceitas pela administração pública municipal e, em vista disso, como fator legal de incentivos (doações de terrenos, serviços de infra-estrutura e isenção de impostos municipais), surgiu a Lei Municipal de nº 1496, de 25 de setembro de 1970, que criava o PRODEI.
Sob coordenação da Secretaria Municipal de Indústria e Comércio, o PRODEI está voltado a empresas de médio e grande porte, através da venda de área por licitação, ou por concessão de uso, para a construção de sede própria, com vistas a facilitar o aumento da produtividade e a geração de empregos. Esse programa é viabilizado através do Distrito Industrial I “Waldemar de Oliveira Verdi”, que possui uma área total de 258,87ha e o Distrito Industrial II “Dr. Carlos de Arnaldo e Silva”, que possui uma área total de 88,86ha. Nesses distritos o programa propicia às empresas rede de água, energia elétrica, telefone, isenção dos impostos municipais por 10 anos e fornecimento de máquinas para terraplanagem do terreno.
O Distrito Industrial I foi implantado pela Lei Municipal de Nº 1488, de 16/09/1970. Sua área - que foi doada ao Município pelo Governo Estadual através do Decreto-Lei de 25/03/70 e da Lei Estadual de Nº 563, de 03/12/74 - está toda ocupada por cerca de 150 empresas. O Distrito Industrial II, por sua vez, teve sua aprovação pela Câmara de Vereadores, em 25/05/83, através da Lei Municipal de Nº 3287.
A atividade industrial, ao longo da década de setenta, levou a uma grande concentração de mão-de-obra (SEMPLAN, 1992), porém com pouco dinamismo. Em meados dessa mesma década, inicia-se, no Município, o desenvolvimento de uma incipiente agroindústria voltada para a produção regional e que começa a aparecer como a grande possibilidade de dinamização da economia local. Paralelamente, ocorreu um expressivo processo de esvaziamento populacional na zona rural, com a cidade de São José do Rio Preto sendo o grande pólo de atração desses contingentes de migrantes.
O Distrito Industrial II, situado no quilômetro 52 da Rodovia BR 153 (a 10 km da zona central da cidade), disponibiliza aos empresários área especificamente para estabelecimento industriais e congêneres, com pavimentação asfáltica, rede de esgoto, energia elétrica e telefone. Nesse distrito estão instaladas empresas pertencentes basicamente aos mesmos gêneros das indústrias do Distrito Industrial I.
A infra-estrutura urbano-industrial incrementa-se com a implantação de um outro distrito denominado “Cidade Industrial Dr. Ulisses da Silveira Guimarães”. Com ele, objetiva-se abrigar, prioritariamente, empresas de médio e grande porte, com o intuito de favorecer o aumento da produtividade, através de investimentos em tecnologia de ponta, porém procurando manter a geração de empregos. A venda dos terrenos é realizada através de licitação, podendo os mesmos ser pagos em até 30 meses, sem prazo de carência.
O “Programa de Minidistritos Industriais e de Serviços” também se encontra implantado, em São José do Rio Preto, estando voltado para a geração de emprego e renda, através do
apoio aos pequenos e micro-empreendedores. Os empreendimentos devem ser compatíveis com os aspectos ligados ao uso do solo. Os preços são estabelecidos com vistas à recuperação dos valores investidos na infra-estrutura do loteamento. O empreendedor efetua o pagamento do lote em 50 meses. As áreas disponibilizadas são circunvizinhas aos bairros populares próximos às vias de acesso à cidade. A intenção é, também, promover “a descentralização das atividades econômicas e o desenvolvimento ordenado, aproximando o trabalhador do local de sua moradia”. Entre 27/06/1986 e 16/12/1996 foram implantados, 13 minidistritos industriais, nos quais, até o final de 2002 (SEMPLAN, 2003, p.56), encontravam-se instaladas 845 fábricas. Esses minidistritos encontram-se distribuídos pelos setores Norte, Leste e Oeste da cidade, com a estimativa de geração de mais de 8.600 empregos. Todos os distritos e minidistritos encontram-se localizados dentro do perímetro urbano.
Considerada parte integrante da infra-estrutura urbana para a indústria e o comércio, encontra-se instalada no Distrito Industrial I, próxima às principais vias de transporte, a Estação Aduaneira Interior de São José do Rio Preto-EADI, sobre a qual já nos reportamos. Junto a FERROBAN, a EADI (Foto 26) tem priorizado o uso do transporte ferroviário por admiti-lo como mais econômico para seus usuários.