2. BULGULAR
2.5. Mercek Altına Alınan Kavramlar
Data: 23 de fevereiro de 2005
- Eu queria que você me contasse um pouco da sua experiência em atender, em como é estar diante de temas religiosos, e o que te acomete quando se depara com a religiosidade do cliente.
- Então, antes, eu vou falar um pouquinho de mim para poder entender como isso me afeta. Eu tive uma experiência religiosa muito grande. Ainda tenho, mas é porque ela foi diferente há uns anos atrás. Dos quinze até os vinte e quatro anos eu participei de um grupo de jovens e eu era muito engajada nele. Então, eu fiquei por muito tempo; era um grupo católico, de uma linha religiosa um pouco mais – como eu vou dizer? – mais firme nos propósitos, nos princípios; então, aquela coisa completamente: “isso tem que ser desse jeito”. E eu meio que cresci durante a adolescência e formei a minha concepção religiosa dentro disso. E, por uma série de motivos, eu já não estava dando conta mais da forma como aquilo ali era trabalhado, não tanto pelas coisas que eram faladas, mas pelo grupo religioso em si. Era muita pressão, aquela coisa de “Ah, você não foi à missa, então eu não te ligo”, porque tem que ir à missa para ser amigo. Uma coisa assim, em outras palavras. Então, isso começou a cansar um pouco e hoje eu participo, vou à missa do mesmo jeito, mas em outra igreja, não dentro desse grupo. Então, eu tenho essa vivência religiosa muito forte em mim. E uma das coisas que essa comunidade religiosa me passava é uma questão assim: se um dia você tiver que conviver com alguém espírita, cuidado, porque você pode ser contaminado. E eu, quando formei, e foi mais ou menos nessa época que
eu comecei a questionar as coisas de lá, eu ficava pensando: então, como eu vou atender alguém espírita, como eu vou atender alguém protestante? Então, eu não posso conviver com esse tipo de pessoa, que de alguma forma eles vão estar me fazendo mal? Porque, querendo ou não, era essa a mensagem que era passada. E eu tinha muito medo de como isso ia refletir na prática. E, na verdade, eu acho que reflete, não na minha, mas nas pessoas que eu ando convivendo que são de lá. Então, eu conheço uma pessoa de lá que não atende pessoas espíritas no consultório. Não atende, simplesmente não recebe, sabe? Ou se recebe e a pessoa traz algo da religião, de alguma maneira tenta fugir desse assunto pra não ouvir sobre a religião, que era contrária.
Então, essas coisas ainda reforçaram mais e mais a minha vontade de: “espera, isso não é bem assim, as coisas não são”...sabe? Então, foi muito bom fazer um processo reflexivo antes, pessoal, de como eu ia lidar com isso na prática. Eu fiz isso, eu fiz uma matéria, durante a graduação, Psicologia e Senso Religioso, que me ajudou a refletir muito, exatamente para saber distinguir entre aquilo que era meu e aquilo que era do outro nesse aspecto religioso, de que a vivência religiosa ia aparecer, e que ia ser diferente muitas vezes; e então de ter um respeito com isso.
E aí – beleza! – começou a prática. A primeira cliente que eu tive era espírita. Então, já foi uma prova de fogo. (risos) É impressionante! E eu te falo que hoje eu tenho, por coincidência, dois clientes muito engajados na religião católica, e não vieram de lá, vieram de outros meios. E tenho vários clientes espíritas e católicos, sendo que dois têm uma vivência muito parecida com a que eu tive. E a vivência espírita era a que mais me metia medo, assim, exatamente por causa dessa, do que foi falado, né? E foi muito interessante, porque, no começo, eu me sentia incomodada de ficar ouvindo. A primeira cliente, nem tanto, porque ela trazia a religiosidade mais como um suporte na vida dela e ela não chegava a falar de vivências mesmo, religiosas. As outras vieram contar, então traziam questões assim, de participar de centro espírita e de
relatar como tinham sido essas experiências, relatando, né? E aquilo, no começo, me incomodava. Era difícil escutar. Hoje, depois de três anos, que isso já tem três anos – e essa cliente até continua comigo – é muito mais fácil, mas foi um exercício interno meu.
- Como era nesse começo? Como era esse incômodo que você sentia?
- Ah, era uma coisa ainda meio contaminada por essa vivência que eu tive, de pensar: “meu Deus, eu estou escutando isso e isso vai afetar minha vida espiritual!”, digamos assim. “Vai contaminar”. Era essa a imagem que era passada. E, hoje, eu vejo assim: gente, que absurdo! Sabe?, depois que eu consegui parar e pensar... “nossa, nada a ver!”. Mas era aquele incômodo de... “ai, isso vai... de alguma maneira...”. Era ruim escutar, porque ... parecia que ia me fazer mal. Era essa a sensação que eu tinha, completamente contaminada pela vivência que eu tinha, sabe?
- E você tinha a sensação de que ia te fazer mal, mas fazia? Quando você ouvia, era uma coisa que te parecia ruim, a experiência da pessoa?
- Bom, não parecia ruim a experiência dela. Eu não entendia a experiência dela como ruim. Eu conseguia até fazer essa distinção, mas batia em mim, era difícil escutar aquilo. Dava até um certo... não sei se é medo, mas dava um meio medo, aquela coisa: “ah, então será que, que eu acredito nisso? será que isso existe? que é tão contrário àquilo que eu sempre vivi, que falavam: “não pode acreditar”. Era – nossa! – parece uma coisa bem imatura, sabe? Tinha uma questão bem de imaturidade, mesmo. Aquela coisa assim: “nossa, a pessoa está me falando que aquilo acontece... Será que aquilo acontece?”. Então, eu começava até a questionar aquilo que eu acreditava. Indiretamente: não passava isso racionalmente. Hoje, eu percebo que era um pouco isso.
- Como se fosse assim: se aquilo que ela está dizendo é verdade, se aquilo acontece, então como fica a minha escolha, a minha fé?
- Exatamente.
- Será que eu escolhi certo? É mais ou menos por aí?
- Isso. Exatamente. Batia alguma coisa assim, sabe? Eu não tinha consciência disso na época, mas era incômodo. Eu, olhando depois, para isso, que foi um processo que eu fiz no meu processo de terapia, bem pessoal, que eu fui percebendo, uma coisa bem assim: “uai, mas não tem disso não!”, sabe? (risos). Não é assim que as coisas acontecem. O que eu acredito não precisa ser um... um... não precisa ser contraditório a isso. É diferente. Então, aí, deu uma acalmada. Hoje, é mais fácil. Eu tenho duas clientes que, uma delas, inclusive, perdeu a mãe e, por causa disso, ela teve um surto e tudo, e ela procurou um hospital espírita e nesse hospital tem assistência psiquiátrica e tem assistência espiritual; então, ela traz muito de como são essas conversas, o que foi dito, com relação a onde a mãe dela está. Hoje, é muito mais fácil para mim escutar isso, muito mais. Eu não tenho mais essa sensação de que... “ai, que aflição escutar, que ruim escutar isso!”, sabe? Não. É mais tranqüilo. Agora, por outro lado, no começo, enquanto eu não tinha isso muito claro...
(o telefone tocou e interrompemos a conversa, na volta, perguntou onde parou e retomou)
...e por outro lado, teve a vivência do parecido, né?, do que é igual. E, aí, foi uma vivência diferente. É muito interessante, uma das minhas clientes tinha – tem ainda, porque ela ainda está comigo, foi uma das minhas primeiras clientes também – e ela sempre trazia a questão de como
estava sendo a vivência dela na religião e trouxe muitos questionamentos parecidos com os que eu tive e segurar isso foi difícil. Não intervir nisso aí foi muito difícil. Claro que isso é um exercício que a gente faz com tudo, mas no aspecto religioso, como era uma coisa que me mobilizava muito na época, muito mais do que hoje por estar exatamente questionando, foi muito difícil segurar. Aquela coisa dela trazer: “ah, não sei porque essas coisas funcionam assim”. Eu pensava: “Ah, eu também não sei”. Mas eu tinha que segurar, sabe, aquilo, para poder lidar com a vivência dela. E foi um exercício muito grande meu de separar. Eu consegui, até, mais do que com a cliente espírita, mas foi, era assim, aquela coisa de contar até dez e pensar: “opa, olha a pessoa aqui e deixa o que eu estou sentindo pra lá”, sabe?. Interferia muito, com certeza.
- Você falou que é mais ou menos o mesmo exercício que a gente faz com outros temas, né?, com outras coisas que a gente viveu, mas que com o tema religioso era diferente. Você vê alguma diferença da vivência religiosa na vida da pessoa em relação a outras vivências ou não? Como é isso?
- Ah, nem sempre. Se a gente fosse falar de espiritual, até acho que, de sentido de vida, de coisas assim, eu até que acharia uma coisa mais parecida. Mas o religioso, eu não vejo que é sempre mobilizador não, sabe? Não é todo cliente, toda pessoa que traz isso como uma vivência forte, pra trazer isso para a terapia. Então, eu acho que não tem o mesmo peso não. Agora, pra mim tinha pela vivência que eu estava tendo, assim como poderia acontecer se eu estivesse separando do meu marido e alguém estivesse separando, isso seria mobilizador, tanto é que, hoje, já não é tanto, nem posso considerar que é, já é muito mais fácil.
- Mas quando uma pessoa tem uma experiência religiosa, uma coisa que mobiliza, quando ela vive aquilo, você acha que isso tem um estatuto diferente na vida das pessoas em relação a outras vivências, que isso é vivido de uma outra forma ou é como as outras vivências?
- Olha, não. Às vezes, eu acho que toma um estatuto diferente sim; inclusive, um dia desses, eu estava pensando, até como um princípio organizador, de essa vivência religiosa meio que organizar a vida. Tinha uma cliente minha, essa que eu te falei primeiro, que ela, durante os primeiros anos de terapia, estava indo ao centro espírita e tudo. Depois, ela se afastou e ela associa vários fatos que aconteceram de ruim na vida dela com esse afastamento. E quando ela retomou, ela conseguiu reorganizar de uma maneira a vida dela, de uma forma que até me espantou. Parece que aquilo ali era um chão para ela. Então, tomava algum significado diferente. Era algo maior do que outras coisas. Isso, com certeza! Essa outra cliente que tem uma vivência católica, que era parecida com a minha, até hoje, a vivência religiosa tem um status diferente sim. Ela, inclusive, pensa em ser freira, sabe?; então, até a opção de vida, do que ela vai seguir, tem a ver com isso. Então, toma sim: é um tema sempre recorrente, que, às vezes, pesa mais do que outros. Era isso?
- Sim. É que eu queria entender como você via a experiência religiosa em relação a outras experiências, a experiência afetiva, de sexualidade, qualquer outra...
- É, mas eu acho que é em casos específicos, porque eu vejo, pensando em um caso específico aqui, de uma outra pessoa, que a experiência afetiva, por exemplo, tem um status muito maior. O religioso até perpassa, mas o afetivo, as questões afetivas, são maiores. Então, eu acho que vai muito de cada um, mas em algumas pessoas eu acho que toma sim.
- Então, hoje, como é para você, quando você vai atender e a pessoa leva esse tema?
- Olha, é bem mais fácil, Giovana. Acho que foi tão difícil no começo, que hoje, eu até perdi a noção de: “nossa, é um tema delicado!”. Porque, no começo, foi tão delicado, que agora está mais tranqüilo. Eu não acho que ele toma um status diferente de outros, não. No começo, tomou muito, mas, hoje, eu acho mais tranqüilo mesmo. Ainda não passei, sei lá, nos últimos um/dois anos em que isso ficou mais fácil de lidar, depois desse processo que eu tive de repensar isso, eu não tive nenhuma situação em que eu senti assim: “nossa, e agora?”, sabe? Incomoda em alguns momentos, como incomodam outros temas, porque a gente está mais sensível, mas não como uma coisa que toma como tomava. De chegar a ter que fazer um movimento de: “espera aí, deixa eu... segurar minha onda aqui, deixar a pessoa...”
- Não é mais uma coisa que aparece e você tem que se ver com ela quando aparece.
- Não, de forma alguma. É bem mais fácil. Inclusive, teve uma vez que eu fiquei pensando, quando a cliente relatou a sessão no centro espírita, ela relatou com muitos detalhes, até mais do que a outra relatava, e as coisas que ela estava sentindo, que ela estava vivendo com isso, e tudo. No final, é que eu fui me dar conta. Na hora, eu não me percebi, sabe?, de que era um tema tão pesado antes. Depois da sessão, que eu fui escrever, que é um costume que eu tenho, é que eu fui perceber: “olha, foi fácil!”. Não foi nada de outro mundo lidar com isso. Porque antes, eu tinha uma tendência a mudar o assunto, sabe?, a não deixar aquilo render. Além de fazer mal, eu fazia uma coisa que é completamente anti-fenomenológico, anti-Gestalt-terapia, que é mudar o assunto, mudar o foco daquilo. Inclusive, é uma coisa que eu trabalhei em supervisão, que eu trabalhei em terapia. Eu não dava conta de trabalhar com aquilo. E hoje, não. Hoje, é normal, assim.
- E o que mudou?
- Olha, foi interno. Foi uma coisa de... de saber que a vivência do outro não vai atingir a minha. Porque eu acho que foi essa a sensação que eu tinha, que a vivência que o outro estava me contando ali ia mudar a minha, ou ia me fazer questionar a minha, entendeu? Então, mudou essa perspectiva de: “não, a minha é minha, a dele é dele”. Essa coisa de saber distinguir, que não tem problema ser diferente. Porque isso era muito, Giovana, muito colocado na nossa cabeça, na vivência religiosa que eu tive: de que o diferente é ruim. O diferente do católico, disso aqui, bonitinho, é ruim. O protestante nem tanto, mas o espírita, o umbandista, ou o que quer que seja, é ruim, não é diferente. Por mais que você tenha aquele discurso bonitinho, de falar que todos são iguais diante de Deus, no fundo, tem aquela coisa de, inclusive de orações que falam assim: “renuncie a isso, porque isso é do mal, é do diabo”. Aquela coisa bem pesada, sabe? Então, tinha uma coisa dentro de mim muito contaminada com isso, ainda. Que era ligado à vivência mesmo.
- Isso, mesmo quando você já não estava participando desse grupo?
- O desligar do grupo foi um pouco coincidente com a formatura. Então, o atuar na clínica e o desligar do grupo foi muito perto. Então, as coisas estavam muito misturadas ainda. Por isso, eu precisei de um tempo para poder elaborar isso, para poder entender o que estava acontecendo. A minha sorte é que, por causa da disciplina “Senso Religioso”, eu já estava atenta para isso, porque senão, eu acho que eu nem ia perceber. Como eu tinha feito a disciplina um pouco antes de formar, quando eu fui para a clínica, e como eu já estava questionando, eu cheguei na clínica atenta: “nossa, se isso acontecer, como vai ser?”.
- Sim, porque a gente não tem nada de religião na universidade, né? Isso é fato! Então, eu acho que a gente não se prepara para esse tipo de coisa. Na verdade, a universidade não prepara a gente para um caso de suicídio, sabe? Para um caso de – sei lá! – casos mais pesados, assim. A religião não é um tema tratado e é um tema muito presente, sem dúvida. É difícil um cliente que não traga isso de alguma maneira. Mesmo que não seja mais significativo, de alguma forma aparece. Então, eu acho que é um tema muito mal tratado, e que devia ser mais bem tratado. Exatamente por essas vivências que eu vejo, dessas pessoas que eu conheço, que trabalham não atendendo pessoas espíritas. Então, olha a dimensão que isso toma: de misturar, ali, a vivência dela com o trabalho, com a vivência da pessoa... não tem essa separação. Então, a disciplina foi um marco sim, com certeza.
- E você falou um pouco da sua vivência. Quando você atendia, você pensava na implicação que ouvir aquilo teria para você. Você pensava na implicação daquilo para a pessoa? Você pensava em termos de saudável ou não, de ser bom ou ruim para ela aquilo que ela estava vivendo?
- É, às vezes... Eu tenho que parar e pensar o que eu trabalhei comigo, na época, sobre isso. Mas, eu acho que tinha uma sensação, sim, de que essa vivência dela era errada, sabe?, tinha. Eu acho que tinha, sim, porque já tinha essa visão ruim. Talvez, fosse melhor para ela se ela estivesse vivendo outra coisa. Eu acho que isso passava, sim. E, de quando ver uma pessoa igual, falar: “isso, você está no caminho certo”. Lá no fundinho, isso falava.
- Ah, eu acho que tem efeito, sim. Eu acho que de uma forma ou de outra, a gente acaba passando isso. Eu não sei te falar, acho que na época eu não fiz também um exame cuidadoso de como isso estava acontecendo. Mas, provavelmente, isso tem um efeito. Acho que a pessoa pode trazer menos a questão religiosa, por exemplo. A forma como a gente se coloca, até muda o assunto, faz a pessoa não trazer o assunto mais. Acho que não passa uma coisa de acolhimento. E, querendo ou não, você passa isso. Acho que não tem jeito da gente não passar isso. O que eu não sei dizer é como eu via que isso era passado, porque, na época, eu não fiz uma coisa cuidadosa, não prestei atenção, mas eu acho que passa. Eu acho que é passado mesmo, Giovana, como as outras coisas são também. Igual a pessoa está contando lá: “porque eu bati na minha mulher”... De alguma maneira, você passa. Se você não está segurando aquilo ali, você passa o julgamento. Eu acho que passa, sim, e que a gente tem que ter muito cuidado. É muito delicado.
- E este tema, você acha que ele é mais delicado do que outros, hoje?
- Não. Não acho, não. Mais delicado?, não. Eu vou ser sincera, às vezes, para mim, o tema de perda de sentido da vida, sem estar ligado, não necessariamente a uma religião, às vezes, é bem mais pesado e delicado do que a religião em si. Trazer a religião como uma coisa presente, de vivência, que influencia decisão, que influencia a vida da pessoa... uma questão de perda de sentido... eu acho mais delicado do que a questão religiosa em si.
- E quando as pessoas vão colocando essas questões religiosas, você olha essas vivências também em termos de elas estarem prejudicando as pessoas, ou não? Como é quando alguém traz uma vivência que você vê que está de alguma forma atrapalhando a vida dela ao invés de ajudar?
- ... que você considere que esteja prejudicando.
- É... eu tento segurar a onda, porque eu acho que eu não tenho como fazer esse julgamento de que está sendo ruim. Acho que, no máximo, trabalhar com ela como trabalharia outras coisas, no sentido de como está sendo isso: “dentro dessa escolha que você está fazendo, o que tem de bom e de ruim?, como é essa vivência?, como é fazer isso?”. E, se ela continuar achando bom, eu acho que não tem como a gente interferir que é ruim. Às vezes, é difícil! A gente tem que ter um cuidado, mas eu acho que não tem jeito de entrar para poder: “olha, está ruim, isso não é certo, não faz isso”.
- Então, você não apontaria para ela, por exemplo, que ela poderia estar fazendo diferente, que tem outras formas...
- Aí, eu acho que não, Giovana. Nunca aconteceu uma situação assim. Não me recordo de