I. 1. 2. Nazım Birimleri
I.1.2.6. Altıdan Fazla Mısralı Bentler Halinde Yazılmış Şiirler
A técnica de recolha de dados é, para Moresi (2003), um “conjunto de processos e
instrumentos elaborados para garantir o registo das informações, o controle e a análise
dos dados”.
O primeiro passo necessário, para o acesso ao terreno para a realização desta investigação comportou inicialmente em efetuar pedidos informais de permissão, junto das educadoras do Jardim de Infância, para a realização de uma entrevista às mesmas. Este assunto foi tratado pessoalmente, explicando qual o intento da realização das entrevistas e de que forma estas seriam utilizadas, tendo as mesmas sido autorizadas. Após a realização das entrevistas às educadoras, devido à necessidade de mais informação, de forma a compreender e a ter uma outra perspetiva do tema realizei dois novos pedidos informais, por correio eletrónico a um técnico e a uma psicóloga que prontamente se disponibilizaram a dar-me uma entrevista.
Entrevistas
De modo a concretizar os objetivos definidos nesta investigação foi selecionado como instrumento de recolha de dados, a entrevista semiestruturada, sendo que este instrumento faculta uma grande riqueza informativa, a possibilidade de esclarecer dúvidas que possam surgir, no seguimento da entrevista e ainda favorece ao entrevistador a hipótese de não seguir exatamente a ordem de questões previstas no guião, possibilitando assim uma entrevista mais flexível e profundada sobre os aspetos mais relevantes.
Desta forma, o entrevistado deverá sentir-se à vontade para ocupar um papel principal durante todo o seguimento da entrevista e em muitos dos momentos deverá ser ele a tomar iniciativa no discurso.
Segundo Le Grand (1988), “(…) Uma entrevista corresponde sempre a uma versão de uma história. Por um lado, sempre que alguém quer falar de si ou do que pensa, conta-se a alguém em concreto e numa determinada circunstância.” (p.4)
Durante a elaboração dos três guiões das entrevistas semiestruturadas (Anexo A; Anexo E; Anexo I), foram organizados um conjunto questões distribuídas por Blocos Temáticos. Um outro instrumento de recolha de dados usado, auxiliar do guião de entrevista construído, foi o telemóvel com gravador. Ao adicionar este instrumento, foi
necessário novamente um pedido de autorização, junto dos entrevistados, ao que estes autorizaram.
Apesar do uso do telemóvel como gravador, inicialmente, causar um pequeno
momento de “embaraço”, este foi facilmente ultrapassado com a proximidade gradual
entre entrevistado e entrevistador, sendo que o último torna a vida do entrevistado o núcleo da entrevista.
Passado pouco tempo, ao tornar-se insignificante a presença do gravador, tornam- se mais observáveis e significativas as expressões verbais, e até mesmo as não-verbais, os momentos de silêncio e de excitação, cruciais para o presente tema de investigação.
Durante a elaboração do guião da entrevista semiestruturada, para as educadoras (Anexo A), foram organizados um conjunto de vinte e três questões distribuídas por nove Blocos Temáticos: (1) Legitimação da entrevista (onde devemos motivar o entrevistado, informá-lo sobre o objetivo da entrevista e assegurar o caráter confidencial da mesma); (2) Educadoras (onde é caraterizado o percurso profissional das mesmas);
(3) Instituição (onde é conhecida a instituição e a inserção da educadora na mesma); (4)
Grupo (pretende-se caraterizar as crianças enquanto grupo); (5) Noção de conceitos básicos (será importante conhecer a opinião dos educadores cooperantes sobre a noção de conflito e de afetividade); (6) Os conflitos entre as crianças (conhecer a opinião do educador cooperante sobre a ocorrência de conflitos e a sua importância); (7) Papel do adulto na gestão de conflitos (conhecer a opinião do educador cooperante sobre o papel do adulto na gestão de conflitos); (8) Afetividade do adulto na gestão de conflitos (onde é conhecida a opinião do educador cooperante sobre a afetividade do adulto na gestão de conflitos); (9) Articulação Escola-Família (onde é conhecida a opinião do educador cooperante sobre a articulação Escola-Família na gestão de conflitos).
Já para o guião do técnico e a psicóloga foram organizados um conjunto de dezasseis questões distribuídas também por nove Blocos Temáticos, mantendo-se a maior parte das questões idênticas: (1) Legitimação da entrevista (2) Psicóloga/Técnico
(3) Conceções sobre a valorização dos afetos no pré-escolar (compreender qual a
opinião do entrevistado sobre a valorização dada à afetividade no pré-escolar) (4) Meio e Grupo (pretende-se compreender qual a opinião do entrevistado sobre a influência do meio e do grupo no aparecimento de conflitos); (5) Noção de conceitos básicos; (6) Os
conflitos entre as crianças; (7) Papel do adulto na gestão de conflitos; (8) Afetividade do adulto na gestão de conflitos; (9) Articulação Escola-Família.
A realização das entrevistas, às educadoras, ocorreram durante o mês de junho de 2015, enquanto as entrevistas ao técnico e à psicóloga ocorreram no mês de novembro do mesmo ano.
Após as mesmas estarem realizadas procedi à sua transcrição, em seguida à realização de três tabelas, sendo que a primeira corresponde à análise por blocos temáticos da entrevista das educadoras, a segunda do técnico e por último a da psicóloga. Em seguida, pela mesma ordem realizou-se um segundo nível de análise das tabelas, realizando um registo por extenso da informação anteriormente selecionada. Por último, de forma a responder às várias questões colocadas no início desta investigação realizei uma nova seleção de informação e confrontei as respostas dadas com o quadro de referência teórico já realizado.
Pesquisa Bibliográfica
A Pesquisa Bibliográfica apresentou um papel fundamental na realização tanto no guião como na preparação para as entrevistas, visto que, ao serem entrevistas semiestruturadas, possibilitou-me uma maior abertura para criar novas questões pertinentes ao tema.
Diário de Bordo
As conversas informar decorrentes ao longo do período letivo, com alguns dos participantes do estudo foi crucial, estando estas registadas num diário de bordo. Durante a convivência, nos períodos não letivos (como era o caso da hora de almoço, no período de estágio), muitas vezes foram partilhadas experiências e conselhos que acabaram por não só levar ao entendimento de algumas questões pertinentes neste estudo, como também contribuíram para o meu desenvolvimento enquanto futura profissional de educação.
Análise de Dados
Após a realização das entrevistas aos vários atores, de forma a analisar os dados, prosseguiu-se à transcrição de cada uma delas. Estando esta primeira etapa de análise concluída, de forma a facilitar a leitura de informação, desenharam-se tabelas onde foram inseridas as categorias mais importantes e as respostas mais determinantes,
elegendo ainda algumas palavras-chave. Por último, no segundo nível de análise de cada entrevista foi elaborada uma síntese, por extenso, mostrando os pontos mais importantes destacados ao longo das tabelas, com a informação dada pelos diversos atores entrevistados.