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Alparslan Zamanı Büyük Selçuklu-Gazneli İlişkileri

B. BÜYÜK SELÇUKLU SULTANLARI’NIN GAZNELİ

1. Alparslan Zamanı Büyük Selçuklu-Gazneli İlişkileri

Existem inúmeros trabalhos que relatam a atividade antiúlcera envolvendo flavonóides. C. La Casa et al.. (2000) descrevem o efeito da rutina em lesões gástricas induzidas por etanol 70%. De acordo com o autor, a rutina, um flavonol glicosilado derivado da quercetina, induziu um aumento significativo na atividade enzimática, mais alto que o grupo do controle. Esse resultado sugere um efeito gastroprotetor da rutina nesse modelo experimental através de um efeito anti-lipoperoxidante e também por um aumento da atividade enzimática.

Outros flavonóides como o kaempferol e a quercetina foram testados e também apresentaram efeito antiulcerogênico no modelo induzido por etanol acidificado em ratos (IZZO et al., 1994). Em outro trabalho (REYES et al., 1996), o pré tratamento realizado com uma fração rica em flavonóides de Erica andevalensis Cabezudo-Rivera mostrou a diminuição de úlceras gástricas. O experimento foi realizado com a indução de úlceras por administração oral de etanol

Sannomiya et al. (1998), estudando a infusão de Maytenus aquifolium, encontrou os flavonóis tetraglicosilados: kaempferol-3-O-{α-L-ramnopiranosil(16)-[β-D- glicopiranosil(1→3)-α-L-ramnopiranosil(1→2)]-β-D-galactopiranosídeo} e quercetina-3- O-{α-L-ramnopiranosil(1→6)-[β-D-glicopiranosil(1→3)-α-L-ramnopiranosil(1→2)]-β-D-

galactopiranosídeo}. A autora verificou o efeito antiúlceras de uma fração aquosa em que os flavonóides tetraglicosilado estavam presentes. A partir dos resultados obtidos, sugeriu- se uma correlação entre este flavonóide e atividade das folhas de Maytenus, visto que esta substância é considerada como constituinte majoritário do chá. Leite et al. (2001) realizaram um estudo com a infusão desta espécie o qual foi verificado a presença de derivados do kaempferol com duas e três unidades de açúcares (kaempferol-3-O-α-L- ramnopiranosil(16)-[β-D-ramnopiranosil(12)]-β-D-galactopiranosídeo e o kaempferol- 3-O-α-L-ramnopiranosil(1→2)-β-D-galactopiranosídeo) e a quercetina triglicosilada (quercetina-3-O-α-L-ramnopiranosil(1→6)-[β-D-ramnopiranosil(1→2)]-β-D-

galactopiranosídeo). Além disso, os autores realizaram análise quantitativa dos flavonóides isolados na infusão. Esta análise apresentou como constituintes majoritários os derivados

tetraglicosilados do kaempferol e quercetina-3-O-{α-L-ramnopiranosil(1→6)-[β-D- glicopiranosil(1→3)-α-L-ramnopiranosil(1→2)]-β-D-galactopiranosídeo}, assim sugerindo mais uma vez a atividade apresentada por esses flavonóides tetraglicosilados.

Alguns trabalhos encontrados na literatura sugerem que a atividade antioxidante esteja ligada com os efeitos antiúlceras dos flavonóides (YESILADA et al., 2000). Os flavonóis tri- e tetraglicosilados isolados de Zollernia ilicifolia podem apresentar esta atividade ou um efeito sinérgico das substâncias presentes nesse extrato.

As saponinas têm suas atividades biológicas relatadas na literatura por seus efeitos tensoativos, moluscicida, antiinflamatórios, anti-câncer, antibiótico e hemolítico. Mas poucas vezes a atividade anti-úlcera tem sido associada à presença de saponinas (MATSUDA et al., 1998).

Estudos feitos em algumas plantas do gênero Swartzia, que é o mais próximo de

Zollernia sugerem que as saponinas encontradas em algumas espécies africanas deste

gênero, tenham atividade moluscicida (BOREL; HOSTETTMANN, 1987).

Das flores de Spartium junceum (Fabaceae) foi isolada uma saponina denominada spartitriosídeo. Esta substância exibiu um potencial efeito antiulcerogênico contra úlceras induzidas por etanol em ratos (YESILADA; TAKAISHI, 1999). A saponina isolada de

Spartium junceum apresenta algumas características estruturais semelhantes a zol5, como a

presença de grupos hidroxilas nos carbonos 16 e 22.

Sete saponinas derivadas do ácido oleanólico foram testadas em lesões causadas pela indometacina, por etanol e ligadura do piloro na mucosa gástrica. Apresentaram efeitos gastroprotetores, mas os mecanismos precisam ser melhor analisados (MATSUDA et al., 1998).

Alguns triterpenos, como o ácido oleanólico, que está presente em várias espécies vegetais, tais como as flores de Prosopis glanulosa, espécies de Calendula, espécies de

Helianthus e Solidago foram patenteados como compostos antiulcerogênicos, depois de

comprovada a atividade contra úlceras induzidas por aspirina, indometacina, reserpina e tetragastrina. Como já dito anteriormente, a aspirina e indometacina abaixam os níveis de prostaglandinas inibindo sua síntese. O ácido oleanólico promove a restauração dos níveis dessas prostaglandinas (LEWIS; HANSON, 1991).

Dessa forma, é possível supor que a saponina encontrada no extrato MeOH 70% de

Zollernia ilicifolia possui tal atividade. Mas é necessário realizar de testes para tal

comprovação.

Os glicosídeos cianogênicos podem ser definidos quimicamente como glicosídeos de α-hidroxinitrilas e são derivados biossintéticamente de aminoácidos. Na espécie

Zollernia ilicifolia foi encontrado um derivado da fenilalanina (VETTER, 2000).

Os glicosídeos cianogênicos estão presentes em mais de 2500 espécies de plantas. Alguns deles foram mais estudados por pertencerem a espécies de plantas economicamente importantes, como é o caso da linamarina, encontrada em Manihot esculenta (mandioca), dhurrina foi encontrada em Sorghum amydalin (sorgo); amydalina em espécies de Rosáceas (diversas frutas comestíveis); lotaustralina em Lótus corniculatus, etc (VETTER, 2000).

A ocorrência ou ausência de substâncias cianogenéticas tem possivelmente importância quimiotaxonômica, mas essas relações ainda são pouco ou não foram estudadas. Em espécies de três sub-famílias de Fabaceae foram descritas algumas dessas substâncias, mas existe a necessidade de uma investigação mais profunda (VETTER, 2000).

Todos os glicosídeos cianogênicos são perigosos devidos à produção de HCN via hidrólise (espontânea ou por reações enzimáticas). Muitos estudos publicados em revistas especializadas relatam a toxicidade dessas substâncias em animais. Observaram-se diferenças na sensibilidade de diferentes espécies animais, nas doses letais de plantas, na variação de produção de HCN, etc. Partes diferentes (folhas, galhos ) de Prumus padus foram dadas a bezerros de três anos de idade. Esses animais exibiram sinais de anorexia, depressão, bruxismo e salivação excessiva (VETTER, 2000).

A presença de glicosídeo cianogênico em Zollernia ilicifolia é bastante preocupante tendo em vista que o ensaios farmacológicos preliminares com camundongos constataram a morte dos mesmos após tratamento oral com o extrato MeOH 70%. Esse extrato matou uma fêmea (2916 mg/kg), 5 fêmeas (5248 mg/kg) e 4 machos (5248 mg/kg). Embora, essa concentração seja muito elevada este fato precisa ser analisado cuidadosamente. Além disso, animais tratados com esse extrato exibiram um aumento de irritabilidade, diminuição dos batimentos cardíacos e da atividade motora.