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4. ENKAPSÜLASYON TEKNOLOJİSİ VE ÖZELLİKLERİ

4.3 Enkapsülasyonda Kullanılan Kaplama Materyalleri

4.3.1 Aljinat

Depois de termos abordado qual o perfil ideal de liderança nas igrejas pesquisadas a partir da visão dos seus pastores, vamos nos deter agora na seguinte questão: haverá alguma co-relação entre a atividade/ perfil profissional da pessoa que exerce o pastorado neopentecostal e o seu perfil pastoral? Em outras palavras, busca-se saber se o campo religioso e o campo “secular” se tocam, se influenciam mutuamente, e em que medida o pastor neopentecostal reproduz modelos de funcionamento, de estruturação, de governo e de liderança que têm sua origem na sociedade secularizada, ao fundar novas igrejas. Esta discussão leva a uma reflexão sobre a interpenetração dos campos religioso e secular, que a tese da secularização levanta, às vezes levada à conclusão de uma dessecularização da sociedade racionalizada, que pode verter seja para a separação crescentemente absoluta entre os campos, seja para a absolutização da secularização como um processo irreversível e cujo final representaria o fim da religião, seja, ainda, para a conclusão que sustente uma transformação da religião na sociedade contemporânea, na direção de formas e conteúdos cada vez mais secularizadas.

Na tabela abaixo, apresentamos a(s) atividade(s) profissionais exercidas pelos pastores entrevistados, antes de se tornarem pastores e também aquelas exercidas paralelamente ao pastorado:

Tabela 5: Atividades seculares dos pastores

Identificação Atividades profissionais seculares

exercidas antes do pastorado Atividade profissional secular exercida atualmente, junto com o pastorado

Pr. Celso Mecânico de automóveis Era dono de oficina em

sociedade. Deixou esse trabalho para dedicar-se ao pastorado. Depois que deixou a Igreja Comunhão Plena, voltou para o trabalho na oficina mecânica

Pr. Flávio Churrasqueiro, pesquisador de opinião pública, professor de História na rede estadual de ensino, e por último, trabalhou em uma editora por 14 anos, onde chegou a ser gerente geral, dividindo o tempo com o pastorado. Deixou esse trabalho quando passou a ser pastor de tempo integral. Pr. Gilson Almoxarife. Trabalhou em duas grandes

empresas: Dana e Case

Pr. Jefferson Supervisor em indústria de alimentos. Supervisor de área de síntese de uma empresa química de origem japonesa, de grande porte.

Pr. José Ilton Proprietário e gerente de uma indústria de

produtos de higiene e limpeza em Sorocaba Mantém o mesmo trabalho Pr. José Luis Piloto de aviões da TAM.

O pai, fundador da Igreja Voz da Verdade, era comerciante, dono de várias lojas de tecidos e roupas, de ascendência italiana e libanesa.

Igreja Comunhão Plena – Apóstolo Sérgio Lopes

Fundador da ICP, antes de ser pastor, era empresário.

Fechou a empresa, reconhecendo que era mau administrador. Passou a dedicar-se somente ao pastorado.

Pr. Reginaldo Era funcionário de uma empresa, em São Paulo, trabalhando no cargo de almoxarife. Pr. Valter Dono e gerente de uma empresa: Comercial

Agrela. Tinha bom trânsito entre policiais, ascendência e respeito entre policiais e marginais no bairro.

Pr. Vanderlino Funcionário da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

Pra. Sueli Técnica de apoio à arrecadação tributária, que apóia o serviço do agente fiscal de renda; cargo público de servidor estadual.

Exerce até hoje essa atividade profissional. Pra. Iara Ferreira

Marques Assis

Professora

Pr. Taconi Foi vendedor de produtos de metalurgia, funcionário de uma empresa de aviação, onde emitia check-ins.

Num período de dois anos, foi secretário municipal de Relações de Trabalho.

Pr. Éber Empresário Continua administrando

sua empresa Pr. Marcos

Antonio de Assis

Motorista de uma empresa distribuidora de

remédios. Continua exercendo a mesma atividade.

Nossa pesquisa não teve propósitos quantitativos. Portanto, não vamos buscar resultados mensurativos ao tratar destes aspectos da vida pessoal dos pastores entrevistados. Nosso objetivo é procurar um possível perfil sócio-econômico e profissional dos pastores que

estiveram envolvidos pessoal e diretamente na fragmentação de igrejas e/ou na criação de novas igrejas.

Vamos agora agrupar os pastores entrevistados, classificando-os por forma de saída da igreja:

1) Líderes que saíram da sua igreja e fundaram uma igreja nova:

Dos nove pastores dos quais tivemos essa informação, cinco haviam sido funcionários ou empregados de empresas privadas, três foram funcionários de empresas públicas e servidores públicos e apenas um era autônomo, possuindo uma empresa comercial. Portanto, Quase a totalidade dos pastores que fundaram novas igrejas eram, na sua profissão secular, empregados, sendo que sete deles deixaram o emprego quando assumiram o pastorado e três continuaram exercendo o trabalho secular.

2) Líderes que saíram da sua igreja e ligaram-se a alguma igreja pre-existente:

Nesta classe, colocamos aqueles pastores que, por qualquer razão, desligaram-se da igreja que lideravam e buscaram ligar-se a alguma igreja que já existia, ao invés de fundarem uma igreja nova. Apenas dois pastores estão nessa classe, sendo que um deles era micro- empresário e o outro era empregado de uma empresa privada.

3) Líderes que não saíram de sua igreja. Mas a igreja surgiu de rupturas realizadas por outras pessoas:

Entrevistamos dois pastores que não romperam com as suas igrejas. Entretanto, nós os entrevistamos por serem pastores de igrejas que surgiram de divisões de outras igrejas, ou seja, são igrejas cuja existência é devida a uma fragmentação. Um desses pastores era empregado de empresa privada e o outro era e ainda é micro-empresário.

As situações apresentadas acima revelam que a maioria dos pastores neopentecostais entrevistados têm ou tinham, antes de se tornarem pastores, uma situação profissional regulada pelas empresas inseridas no mercado e, portanto, relações sociais determinadas por esse ambiente e suas normas.

Todos os pastores entrevistados trabalharam ou ainda trabalham em outras atividades profissionais, distintas do pastorado. Isso significa que nenhum dos pastores neopentecostais pesquisados iniciou a atividade como pastor como sua primeira atividade, como uma vocação primeira. A liderança não lhes estava reservada por herança, ou por tradição, ou por determinação de classe, ainda que um deles tenha assinalado que o chamado para ser pastor foi sentido quando ainda era criança. Todos eles tiveram experiência no campo social não- religioso, regido pelas leis próprias, seculares, do mercado de trabalho.

Benzer Belgeler