3. KAYSERİ KENT MERKEZİNDEKİ KENTSEL SİT ALANINDA DEĞİŞİM SÜRECİNİN DEĞERLENDİRİLMESİ
3.6. Kayseri Kentsel Sit Alanında Planlama Politikaları ve İmar Planları Sonucunda Yaşanan Mekansal Değişim Süreci
John Maynard Keynes foi o principal teórico da doutrina econômica que predominou após a débâcle do liberalismo. Nascido em Cambridge, Inglaterra, Keynes publicou, em 1936, a obra ‘Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda’, considerada por muitos como marco no estudo das ciências econômicas.
Na precisa análise de Hugon, Keynes denominou sua teoria como “geral” a fim de contrapô-la à teoria clássica, porquanto, na visão do economista inglês, esta se mostrava particular e parcial em relação à atividade econômica por três motivos.128
O primeiro motivo era o fato de que os clássicos e neoclássicos se apoiaram em uma hipótese do pleno emprego nem sempre confirmada. Ou seja, eliminaram de modo deliberado a existência do desemprego, estabelecendo, nesse contexto simplificado e deformado, as regras da formação e variação dos preços das mercadorias e dos serviços (taxa de juro, de salário, de lucro, de renda).
Keynes considerou então imprescindível uma revisão da teoria dos preços, tendo como parâmetro uma economia na qual o pleno emprego não se mostrava constante. Com efeito, a repercussão do emprego no equilíbrio econômico parecia ao economista britânico tanto mais importante quanto, de fato, pôde presenciar após a Primeira Grande Guerra, com o surgimento de um índice de desemprego nunca antes visto, de consequências socioeconômicas devastadoras.
Assim, o contexto histórico impôs que se estudasse o fenômeno para se estabelecer uma revisão científica que possibilitasse o implemento de uma política adequada ao seu combate. O objetivo era pensar uma teoria na qual fosse possível se alcançar o equilíbrio econômico com ou sem a situação de pleno emprego.
O segundo motivo advinha da circunstância de que a teoria clássica não levava em consideração a moeda. Keynes transformou-a em instrumento ativo, que poderia contribuir decisivamente para o equilíbrio geral da economia.
O terceiro motivo era a visão limitada da teoria clássica em relação aos fenômenos da economia, visto que se tinha em conta, na maior parte das vezes, comportamentos individuais dentro de um quadro bastante restrito.
Em síntese, para Keynes, a economia deveria ser analisada sob um ponto de vista macro, tomando por base princípios distintos dos critérios anteriormente utilizados, que se pautavam no funcionamento da lei da oferta e da procura, ou seja, enquanto os clássicos consideravam ser a oferta o elemento catalizador da atividade econômica, Keynes julgava pertencer à procura a função de elemento-chave para o processo econômico, uma vez que o emprego interagiria no mesmo sentido do rendimento global.
Assim, de acordo com o economista, esse rendimento global poderia ser utilizado de três modos: entesouramento, investimento e consumo. A preponderância da liquidez adviria da preferência conferida ao dinheiro em razão da tendência que leva os indivíduos a empregarem suas reservas ou a entesourá-las na forma de moeda. Com a preferência pela liquidez, Keynes criou a noção de tempo e de moeda, tendo em vista que, por servir de reserva de valor, representando uma ligação entre o presente e o futuro, os indivíduos desejariam conservar suas economias.
Deve-se assinalar que, para Keynes, a transação, a precaução e a especulação constituiriam os fatores nos quais há opção pela liquidez. A transação representaria meio de atender às necessidades das compras habituais. A precaução, por seu turno, materializaria o desejo de segurança, cobrindo despesas imprevistas ou situações emergenciais. Já a especulação constituiria o principal dos estímulos, diretamente relacionada às variações da taxa de juros.
A preferência pela liquidez surgiria pelo receio do aumento dos juros. Se, em determinada ocasião, os custos superassem a taxa de juros, os especuladores manteriam o dinheiro com a confiança de utilizá-lo em melhores oportunidades.129
Desse modo, a moeda retomou sua função na teoria econômica, qual seja, por intermédio da taxa de juros, ela se transformou num elemento que altera as condições do equilíbrio econômico. Então os juros transmudaram-se no preço pela abdicação à liquidez, sendo que suas taxas mensuram a diferença entre o volume da moeda em circulação e sua procura para entesouramento.
De outro turno, o estímulo ao investimento impele os indivíduos a recorrerem ao emprego produtivo para seus ganhos e este estímulo depende da eficiência marginal do capital, que traduz a relação entre o rendimento dos bens de produção e seu preço de reposição.
129 KEYNES, John Maynard. A teoria do emprego, do juro e da moeda. Trad. Mário R. da Cruz. São Paulo:
Já o consumo representa a tendência à aquisição imediata de bens de consumo, correlacionando as despesas de consumo e o rendimento global da comunidade.
Dessa forma, esses três elementos exerceriam influência que, acrescida ao volume da moeda, seria responsável por determinar a quantidade de emprego que se estabeleceria na sociedade, bem como o volume de produção que resultaria.
Keynes advertia que a intervenção estatal deveria ocorrer de maneira mais ou menos perene, sobretudo mediante o implemento de políticas monetárias e fiscais, com a finalidade de influenciar os três elementos (entesouramento, investimento e consumo), contudo, sem estimular o entesouramento improdutivo. Com efeito, para aumentar as despesas de consumo e as de investimento, o que aumentaria o emprego, o economista propôs medidas de ordem tributária, transformando o tributo em fator ativo na distribuição dos rendimentos e no gerenciamento da atividade econômica.
Igualmente, defendeu a redução da taxa de juros com vistas à expansão creditícia e o estímulo dos investimentos por meio de uma política de obras públicas. Ponderou que a política do pleno emprego poderia ser adotada tanto interna quanto externamente e, ainda, ressaltou o interesse das trocas internacionais, demonstrando que um produto ou serviço exportado apresentaria a mesma vantagem que um investimento, do ponto de vista do emprego.
Assim, apresentando a repercussão das ideias de Keynes, Hugon conclui sua exposição nos seguintes termos:
Keynes, carreando, pois, para a teoria econômica novas concepções, não só alargou o quadro do estudo econômico, mas também tornou possível uma análise mais exata e mais completa.
A sua obra é duplamente útil: pela contribuição positiva e pelos debates que suscita. A discussão provocada determinou uma revisão geral da teoria econômica.130
Por sua vez, Gazier sintetiza a principal obra de Keynes como promotora de uma política econômica ativa, dirigida a uma intervenção conjuntural. Nessa medida, o objetivo estatal passa a ser o pleno emprego, e a tarefa da Administração consiste em manter uma situação constantemente próxima ao boom, utilizando-se primordialmente de três meios, quais sejam, déficits orçamentários que injetam recursos no circuito e reanimam a atividade; política de baixa taxa de lucro, evitando as restrições monetárias; e a promoção da redistribuição que privilegie o poder de compra das camadas menos favorecidas, que têm
forte propensão ao consumo e pouca capacidade de poupança, fator que justifica os sacrifícios de proteção aos desempregados e de construção da previdência social.131
Os princípios propugnados por Keynes foram implementados na reconstrução dos países devastados pela Segunda Guerra Mundial por intermédio do Plano Marshall, alcançando-se níveis elevados de emprego e rápida recuperação econômica. O referido período, compreendido entre 1945 e 1975, ficou conhecido como “fase dourada do capitalismo” ou os “Trinta Gloriosos”, sendo que as décadas de 1950 e 1960 consolidaram o capitalismo baseado na política do bem-estar social.132;133