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2. LİTERATÜR ve BAZI ÖN BİLGİLER

2.2 Aktif Öğrenme Modeli

2.2.2 Aktif Öğrenmenin Sonuçları ve Önündeki Engeller

Esta categoria inclui conhecimentos acerca do conteúdo específico, conceitos e ligação entre conceitos, e todos os professores apresentaram unidades de análise classificadas nesta categoria.

A professora P1 teve apenas um trecho considerado pertinente a esta categoria, onde declara saber aquilo que foi ensinado na graduação e pós- graduação, sem especificar seus conhecimentos acerca da Biologia Celular, quando questionada.

(CRI3c) Sei o que a Universidade me ensinou e na pós em Microbiologia também

aprendemos sobre célula.”

A professora P2 teve oito trechos nesta categoria, todos provenientes do CoRe final. A mesma afirma gostar de trabalhar assuntos relacionados à Biologia Celular, como fotossíntese e respiração celular, e não pretende abordar conceitos bioquímicos. A professora afirma não se sentir preparada para tal, evidenciando não ter profundos conhecimentos do conteúdo, e diz que

seus alunos também não têm os conhecimentos que considera como pré- requisitos para o aprendizado de conceitos tão específicos.

(CRF12) [não vai ensinar] “Parte bioquímica. Uma que eu não estou preparada, né, e

eu acho que eles não, eles ainda não tem o mínimo pra... eles não sabem nem o básico de uma célula pra entender a parte bioquímica.”

A professora também mostra ter alguns conhecimentos próprios da Biologia Celular, porém em certo momento faz algumas confusões, demonstrando não ter conhecimentos específicos do assunto. Também afirma não saber muito mais acerca deste conteúdo, além do que é trabalhado com os alunos em sala de aula, e afirma não saber ao certo o que não conhece e não saber o que não vai trabalhar com seus alunos.

Em outros trechos a professora evidencia sua dificuldade com os conhecimentos específicos, afirmando estudar antes de trabalhar os conteúdos e se preparar para ensinar, uma vez que considera o esquecimento de alguns conceitos como algo normal. Neste tempo de preparo, a professora afirma ter novas ideias para lecionar os conteúdos.

A professora P3 teve apenas dois trechos que refletem seu conhecimento acerca do conteúdo específico, um do CoRe inicial e outro do CoRe final. No primeiro, a professora ao responder o que mais sabe do conteúdo de Biologia Celular, afirma saber o que todo professor de Biologia deve saber – como o conceito de célula, seu funcionamento, organelas, estruturas, funções e reações químicas. Porém a professora afirma que gostaria de ter conhecimentos mais aprofundados acerca dos processos bioquímicos que ocorrem no interior da célula.

(CRI3a) “Sobre citologia, sei o básico que todo professor da área deve saber, conceito,

funcionamento, as organelas, suas estruturas e funções, algumas reações químicas celulares de forma simplificada. Queria saber melhor para mim, toda a reação química da fotossíntese, da respiração celular, glicólise, ciclo de krebs, cadeia de elétrons na crista da mitocôndria, como nunca aplico no dia-a-dia, não domino.”

Porém, como não trabalha estes conceitos com seus alunos, acabou se esquecendo. No segundo trecho, a professora está se referindo ao uso de metodologias trabalhadas durante o curso de formação continuada, e afirma se sentir despreparada para aplicar tais recursos, porque percebe a necessidade de conhecimentos que ela não domina.

O professor P4 apresentou quatro trechos nesta categoria, todos provenientes do CoRe final. Nestes trechos encontramos falas do professor afirmando que pretende ensinar tudo aquilo que sabe sobre Biologia Celular, e alega não ter conhecimentos tão aprofundados sobre a Biologia Celular e sua História.

(CRF9) “Hum... tudo que eu sei, talvez eu comente e ensine. Porque também não sei

tanto assim a ponto de deixar algo sem ensinar. Entendeu?”

O professor passa a citar alguns conteúdos que deseja trabalhar com seus alunos, e afirma que esta seria a base do ensino de Biologia.

4.3.2.2 Estruturas sintáticas

Esta categoria envolve conhecimentos acerca dos padrões estabelecidos para orientar as pesquisas e a forma pela qual novos conhecimentos são introduzidos e aceitos pela comunidade. As professoras P1 e P2 não apresentaram nenhum trecho caracterizado como conhecimento das estruturas sintáticas do conteúdo.

A professora P3 apresenta um trecho extenso, extraído do CoRe final, onde apresenta conhecimentos detalhados acerca da história da Biologia e das Ciências, suas descobertas e processos.

(CRF1) “É... como se deu todo o processo do descobrimento da célula. E aí, esse

processo aqui, aí envolve, lá, desda concepção das lupas, da formação da... da... da junção das lupas pra formar o microscópio, é... porque tem no livro de Biologia, eu achei super interessante a história, eu nunca tinha visto essa... que o Anthon Von Hooke, foi ele que visualizou primeiro, mas que ele não era um... como é que fala? Ele não era... da realeza, quem era da realeza, e tinha algum conhecimento, era om Robert Hooke, então foi dado a ele essa... a... foi dada a ele a função de esclarecer melhor o que o Anthon tava vendo com aquelas lupas que ele trabalhou. Então tem um histórico muito grande nessa... nesse Currículo do Estado, eu nunca tinha visto... nenhum livro, nenhum outro livro didático tem isso...”

O professor P4 teve três trechos nesta categoria, nos quais afirma a importância do alunos perceber como se deram as descobertas científicas, para então compreender o que está acontecendo nas ciências hoje.

(CRF5) “Pra eles entenderem o que está acontecendo hoje, também, então talvez

acontece alguma descoberta, até mesmo em outros campos, e eles não dão o certo valor, ou um certo valor pra o que eles estão aprendendo, ou pra que utilidade terá, e... e eles

entendendo, talvez entendendo o que aconteceu ao longo da História, eles deem algum valor pra o que está sendo descoberto hoje.”

Também relata situações em que seus alunos, por dificuldades com a contextualização dos fatos, debocham de fatos históricos, considerando os cientistas e estudiosos que formaram a base do conhecimento científico como ignorantes.

4.3.2.3 Estruturas substantivas

Nesta categoria estão alocados os paradigmas explicativos utilizados pela área para o ensino de Biologia Celular. A professora P1 apresentou cinco trechos, três provenientes do CoRe inicial e dois do final. Em um trecho, a professora afirma considerar o conteúdo de metabolismo celular muito difícil para seus alunos, e percebe que o ensinamento de conceitos microscópicos é mais difícil, talvez por necessitar de uma abstração do conceito, por parte do aluno.

A professora considera um desafio atual a necessidade de relacionar o que está sendo trabalhado em sala com a vida e o cotidiano dos alunos.

(CRF5) “seja o tema que for que você for trabalhar na Biologia, eu acho que uma das

coisas que hoje é um desafio pro professor é tentar relacionar sempre a teoria em uma atividade prática. Não só atividade prática, não de laboratório, mas uma atividade que você fale ali na prática, que você mostre a importância daquilo.”

A professora P1 coloca uma questão muito importante durante sua entrevista ao afirmar não ter tido acesso a microscópios durante sua formação inicial, o que certamente gerou prejuízos para o seu conhecimento específico e sua prática docente.

(CRF26) “eu acho que a minha realidade é um pouco complicada, porque eu não tenho

microscópio, eu não tinha microscópio, né, quando eu estudei Biologia Celular, é... não tinha um laboratório, é... pra fazer uma atividade prática”

Em outro trecho, a professora registra fatos de sua prática, afirma que costuma levantar as concepções dos alunos, perguntando-lhes quem tem célula e quem não tem, ou seja, se aquilo que ela está citando é um ser celular ou acelular. Ao perceber concepções alternativas, já começa a trabalhar o assunto com seus alunos e percebe um bom resultado, porém afirma que esta prática exige mais tempo do que o previsto no cronograma do Governo.

A professora P2 apresentou quatro trechos, todos do CoRe final. Em um trecho a professora, ao falar sobre o que trabalha com seus alunos, tem uma nova ideia sobre como desenvolver os conteúdos de Biologia a partir da Biologia Celular.

(CRF50) “Embrio eu vou por aqui, histologia, que eu passo, só. E embrio, porque

justamente na embriologia você vê as células totipotentes, que dá pra originar qualquer célula, então eu acho que essa noção eles não tem, né. Como que elas vão se modificando pra formar diversos tecidos, órgãos, eu acho que isso seria bem legal. Hum... eu vou pensar em uma próxima vez que eu for montar essa aula.”

Em outros momentos, a mesma comenta as dificuldades de transposição dos conteúdos científicos e a escassez de material para trabalhar esta transposição, o que faz com que os conteúdos continuem sendo conceitos subjetivos, necessitando de uma abstração por parte do aluno.

A professora ainda afirma que o professor tem conhecimento de seu potencial e de tudo que pode trabalhar com seus alunos, mas na prática, acaba por resumir o conteúdo, gerando um conhecimento bastante simples.

(CRF54) “eu acho que o professor ele tem noção do que ele pode ensinar, mas ele

acaba não ensinando. Ele acaba resumindo, resumindo, resumindo... e dando o básico do básico do básico do básico.”

A professora P3 tem seis trechos nesta categoria, um do Relatório, um do CoRe inicial e quatro do CoRe final. No Relatório percebemos questões bastante fechadas e memorísticas compondo a avaliação aplicada pela professora após a atividade com seus alunos. No CoRe inicial, a professora afirmou que avaliações baseadas na memorização não refletem em bons resultados, porém para ela, é difícil preparar uma avaliação reflexiva.

P3 teve algumas dificuldades em responder algumas questões, principalmente no que diz respeito à preparação de suas aulas e àquilo que a influencia em sua prática.

(CRF19) “Nossa, não sei responder isso!”

A professora afirma trabalhar alguns conceitos da Biologia Celular, mas não deseja trabalhar conceitos mais específicos, não usando formas de explicar os conteúdos, que hoje, são considerados como paradigmas da Biologia.

(CRF28) “Óh, eu vou falar pra você o que que eu faço em sala de aula... é... a

membrana plasmática eu dou, sim, só que eu não dou a parte estrutural dela. Por exemplo, eu não desenho na lousa a... como é que... aquele mosaico... eu não faço aquilo, sabe, ensinar

aqueles transporte, nada disso eu ensino. Eu ensino é... a... a difusão, a osmose, isso daí eu faço, certinho como tá no caderno, como tá no livro, tudo, do jeito que você viu aí... que a gente vê rotineiramente. Mas aquela parte das proteínas...”

O professor P4 teve dois trechos designados para esta categoria, ambos do CoRe final. Em um, o professor considera a necessidade de trabalhar alguns conteúdos e sua importância para o desenvolvimento dos demais conteúdos. Em outro, afirma que uma dificuldade dos alunos seja compreender os fatos e conceitos trabalhados como algo isolado, não fazendo parte de um contexto cientifico, histórico e social. Porém depois percebe que talvez a dificuldade esteja no próprio professor, ao ensinar sem trabalhar toda a contextualização.

(CRF14) “Eu acho que... a dificuldade seria em ver aquilo como um fato isolado. Ou

talvez seja ligado também a uma dificuldade do professor, uma dificuldade minha, na hora de comentar sobre o fato histórico sem é... mostrar que estava, que aquilo acontecia com outros eventos...”