• Sonuç bulunamadı

Akgöl Suyunda Çalışılan Su Kalite Parametreleri

4. ARAŞTIRMA SONUÇLARI VE TARTIŞMA

4.2. Akgöl Suyunda Çalışılan Su Kalite Parametreleri

Emoção III envolve sistemas de percepção interior ou sistemas de interocepção. Os qualia ou aspectos experienciais associados com esses sistemas perceptuais interoceptivos são sentimentos e desejos, os afetos. Esses, portanto, são formalmente definidos como o conhecimento sincrético dos sentimentos e desejos baseados em manifestações de sistemas neuroquímicos específicos, adaptações filogeneticamente desenvolvidas, importantes para a auto-regulação do indivíduo. Em outras palavras, a atividade de sistemas neuroquímicos específicos está associada com a interocepção de estados corporais internos que possibilitam a experiência subjetiva dos afetos.

Experenciamos os afetos de modo direto, imediato, auto-evidente e contínuo. Sempre é possível voltar atenção para o quanto estamos com fome, tristes, ou alegres. Entretanto, tendemos a notar apenas episódios mais intensos ou proeminentes desses estados ou de sua combinação.

Afetos não são acessíveis a outras pessoas, o que torna difícil estabelecer um vocabulário objetivo para descrevê-los. Também torna singular o modo como aprendemos sobre eles: indiretamente, por meio de uma educação que envolve necessariamente a comunicação emocional.

O desenvolvimento cognitivo e social de um indivíduo acontece na experiência com a realidade física e social. Em ambos, a influência é específica para um dado contexto: o indivíduo age de modo flexível de acordo com suas experiências aprendidas em situações

específicas, e com indivíduos específicos. Por exemplo, os padrões de influência social mudam à medida que diferentes relações pessoais e sociais sejam proeminentes.

Os simep seriam a fonte de motivação e emoção sociais, justo como o são das cognitivas. Afetos de níveis superiores, sociais, cognitivos e morais, são baseados em afetos biológicos, mas não estão sempre conosco, funcionalmente atuantes do mesmo modo que os biológicos, pois sua ocorrência é mais relativa às variações externas, outras pessoas, outros estímulos, ou situações que incluem eventos na imaginação e na memória. Necessitam mais experiência vis-à-vis a outros organismos ou ao ambiente para tornarem-se funcionais, com base nos sistemas motivacionais mais gerais de atração e de expectativa.

Buck sugere de que modo certos afetos biológicos pró-sociais primários, encontrados mesmo em outros primatas (macacos) e provavelmente canídeos (cães, lobos) fundamentam afetos sociais de níveis mais complexos, gerando uma tipologia de afetos sociais específicos que tendem a ser experienciados pelo indivíduo. Buck propõe duas metas fundamentais para a motivação social conseqüente dos sistemas de atração: a necessidade de sentir-se socialmente aceito e amado, assim como a de cumprir ou ultrapassar expectativas. As pessoas podem atingir ou não essas metas e comparar-se umas com as outras. As atribuições de sucesso ou fracasso a si mesmo, a outras pessoas e por outras pessoas, tanto em alcançar aceitação quanto em cumprir ou ultrapassar expectativas podem ser combinadas em diferentes circunstâncias. Quando uma pessoa atinge ou excede a expectativa de outras, o resultado pode ser chamado de orgulho do ponto de vista do eu dessa própria pessoa e de inveja do ponto de vista das outras, comparando-se elas mesmas com a primeira. Se a pessoa falha em atingir ou ultrapassar expectativas sociais, o resultado pode ser chamado de culpa do ponto de vista do eu dessa própria pessoa e de pena do ponto de vista das outras, comparando-se elas mesmas com a primeira. Se uma pessoa é bem sucedida em obter aceitação social, o resultado pode ser chamado de arrogância do ponto de vista do eu dessa própria pessoa e de ciúme do ponto de

vista das outras, comparando-se elas mesmas com a primeira. Se falha, o resultado pode ser chamado de vergonha do ponto de vista do eu dessa própria pessoa e de escárnio do ponto de vista das outras, comparando-se elas mesmas com a primeira.

São os afetos primários que emergem quando as pessoas são ordenadas a agir contra seus desejos e isso compete com os afetos emergentes da incompatibilidade entre as ações sob as expectativas próprias e sob as do grupo sociais de referência que suportam suas identidades. Então Buck considera as emoções e motivações sociais um sistema de controle de comportamento com estrutura própria complexa. Esse sistema existe fora do indivíduo, mas tem suas raízes nas tendências individuais de ganhar aceitação e atingir expectativas sociais.

Assim como os afetos biológicos pró-sociais fornecem a base para os afetos sociais, os afetos biológicos envolvendo os sistemas de expectativa e os de recompensa/punição seriam a base dos afetos cognitivos. Também, do mesmo modo que os afetos sociais estão mais voltados para outras pessoas, os cognitivos estão mais voltados para eventos. Sentimos curiosidade, interesse, surpresa ou enfado se e somente se as circunstâncias situacionais estão implicadas e especificadas. A função última dos afetos cognitivos seria o drive ─ a necessidade básica, fisiológica e/ou culturalmente aprendida ─ de explorar a experiência familiar e aprender sobre ela. Vários autores apontam fatores de motivação intrínseca importantes na sustentação do comportamento exploratório mas, segundo BUCK(1999) a maioria falha em desconsiderar os afetos biológicos intensos, “quentes”, que sustentam o desenvolvimento da “fria” cognição analítica.

Essa tipologia, entretanto, não considera a dinâmica da interação entre esses afetos acima especificados. Por exemplo, de que modo a tristeza está relacionada à raiva ou ao medo? A depressão pode estar relacionada aos sentimentos de culpa, vergonha, remorso? Altruísmo baseado em empatia é associado com orgulho? Existem implicações diferentes para

a expectativa de alegrias mais individuais em oposição a outras, mais sociais? Essas questões não têm respostas prontas na teoria de Buck e ultrapassam a abrangência deste trabalho.

Essa visão de afeto é, na essência, condizente com teorias de aprendizagem social, com a diferença de considerar a experiência subjetiva como fonte de conhecimento legítimo em si, que interage com outros processos cognitivos no curso do desenvolvimento, de um modo que apenas começa a ser melhor compreendido e apreciado (BUCK, 1999:38).