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AKDENİZ MEYVESİNEĞİ

BİTKİ KORUMA SORUNLARI VE ÇÖZÜM YOLLARI ZARARLILAR VE MÜCADELESi

3. AKDENİZ MEYVESİNEĞİ

Para Assadr, existem dois aspectos da atividade de produção: um deles é objetivo, que trata dos meios empregados, a natureza que é implementada e o trabalho dispendido na execução da operação produtiva; o outro aspecto é o subjetivo, que consiste da motivação psicológica, o objetivo almejado com a operação e sua avaliação de acordo com as concepções de justiça adotadas.

Segundo o autor, será o aspecto objetivo que lidará com as ciências físicas, com o intuito de descobrir as leis gerais que controlam os meios da natureza, de modo a tornar possível ao homem exercer controle sobre estas leis, após a identificação e a organização do aspecto objetivo da operação produtiva.

A doutrina está ligada ao aspecto subjetivo, e irá refletir, na visão de Assadr, a contradição entre as sociedades, trazendo um ponto de vista sobre o processo produtivo. E avaliará esse processo com base em suas concepções gerais e seus métodos doutrinários quanto à determinação das motivações e contribuições dos ideais de vida.

No que tange aos desacordos entre os modelos, aqui é o único ponto em que para o autor há uma concordância entre o capitalismo, o marxismo e a doutrina islâmica, que é o crescimento da produção e a utilização da natureza ao limite máximo151.

Para o autor, o Islã ordenou à sociedade islâmica a formar sua conduta em conformidade com o princípio do aumento de riqueza e a exploração da natureza a seu limite máximo possível152, com a intenção de melhoria da vida do homem na terra, para

151 “Todas as doutrinas do sistema econômico são unânimes sobre a importância desse objetivo e

de sua realização por todas as maneiras que estejam em conformidade com a estrutura ideológica de sua respectiva doutrina. De modo semelhante, como resultado de um sistema único de coordenação orgânica da doutrina rejeita-se tudo que não seja compatível com esta estrutura doutrinária. Desde que o princípio de crescimento da produção e a utilização da natureza ao limite máximo é parte de um todo, reage às outras partes em cada doutrina e se conforma de acordo com sua posição e sua ligação com as demais partes componentes. Por exemplo, o capitalismo rejeita qualquer método de crescimento da produção e aumento da riqueza que entre em conflito com seu princípio de liberdade econômica; e o Islã rejeita todos os métodos que não estão de acordo com suas teorias sobre a distribuição e deu ideal de justiça. Todavia, o marxismo acredita que a doutrina não se choca com o crescimento da produção, antes, segue lado a lado com ele, de acordo com seu ponto de vista há uma coordenação inevitável na relação entre a produção e forma de distribuição”. (ASSADR, 2012, p.551)

152 O autor usa em seu texto uma citação de Mohammad Ibn Abu Bakr: “Ó Servos de Deus! Os

tementes adquiriram a posse das boas e efêmeras coisas do mundo e das boas coisas da vida futura. Compartilharam da vida mundana com as pessoas do mundo, porém as pessoas do mundo não compartilharam da vida futura com eles; Deus lhes permitiu terem as coisas mundanas de modo adequado e que fosse suficiente para eles (para as necessidades). Deus, o Poderoso, o

que fossem supridas suas necessidades. O aumento da produção leva à prosperidade material, mas ainda sim há limites nessa exploração.

O autor apresentará o que em sua visão seriam os meios que o Islã utiliza para o crescimento da produção. O primeiro deles é o aspecto intelectual, os aspectos doutrinais para a economia são para estimular o homem ao trabalho e à atividade produtiva, com o intuito do aumento da riqueza material. O Islã oferece como meios também as questões morais que permeiam a economia.

Na visão do Profeta, o trabalho era algo importante, já que o homem que trabalha para ganhar seu sustento se torna de maior mérito diante de Deus do que o adorador que não faz nada por preguiça, ou que abandona o trabalho. Estes são vistos como de certa pequenez moral, já que isso é considerado um dos pontos mais importantes e destacados na visão de Assadr153.

Outro meio é a questão colocada por Assadr sobre o posicionamento contra os bens materiais que permanecem sem utilização e são impedidos de outros o utilizarem, então retirados do campo do uso produtivo e lucrativo. O Islã incentiva o emprego das máximas forças possíveis da natureza e de suas riquezas na utilização produtiva e no serviço do homem na produtividade que gere lucros e considera a recusa da utilização dos meios produtivos uma ingratidão em relação às dádivas que Deus concede a seus servos. Outro aspecto é o legislativo, que se refere aos numerosos decretos islâmicos que estão em conformidade com os princípios do crescimento no qual o sistema islâmico da

Glorioso diz: “Dize-lhes: Quem pode proibir as galas de Deus e o desfrutar os bons alimentos que Ele preparou Seus servos? Dize-lhes ainda: estas coisas pertencem aos que creem, durante a vida neste mundo; porém, serão exclusivas dos crentes, no Dia da Ressureição. Assim elucidamos os versículos aos sensatos.”(Alcorão, C.7-V.32) Eles vivem da melhor maneira suas vidas no mundo, comem das melhores coisas. Partilham do mundo com as pessoas mundanas. Comem com eles as coisas puras e lícitas e bebem com eles o que é pro e lícito, se vestem com as melhores roupas que as pessoas mundanas vestem, habitam nas melhores casas e têm as melhores montarias como elas. Gozam dos prazeres do mundo com as pessoas mundanas, e amanhã serão protegidas de Deus, que desejem suas dádivas e lhes será dados o que desejam; suas preces não serão rejeitados e nada serás diminuído de deus quinhão de prazer. Assim, ó servos d Deus aquele que for sensato se empenhará por tais coisas e o fará com temos de Deus. Não há nenhum poder ou força senão em Deus”. (ASSADR, 2012, p.552)

153 “Em várias outras tradições o trabalho (para o sustento) é considerado parte da fé. E de diz

nelas: “Utilizar de uma propriedade de um modo adequado é uma parte da fé”. Em outra tradição do Santo Profeta (S.A.A.S.) se diz que não há nada que um crente semeia ou planta e de que um homem ou um animal se alimenta que não seja escrito em seu registro como uma sadaqah (ato de caridade). [...] Em outra reunião com o Imam, respondendo a alguém que tinha pedido para que orasse a Deus para que lhe desse um meio de sustento, o Imam disse: “Eu não pedirei por ti. Busca isto de alguma maneira como Deus, o Exaltado, pediu para que fizesses.” (ASSADR, 2012, p.555)

economia acredita e que auxiliam em sua adaptação e aplicação prática. Esses princípios estão ligados a doutrinas e aos aspectos subjetivos.

A questão da posse da terra é destacada aqui mais uma vez, pois é inadmissível ao Islã uma terra ociosa. Porém Assadr pontuou que esse poder dado ao walī ‘amru não dá poder para que ele ceda a terra a alguém que não esteja apto a torná-la frutífera.

Assadr levanta também a questão da ilegalidade da aquisição de ganho sem trabalho, por exemplo, por meio da entrega de uma terra por arrendamento a outro a um valor além do que o primeiro tenha alugado.

Neste ponto, o autor volta à questão da cobrança de juros, pois um dos pontos abordados pela usura é a questão do capital ser um capital produtivo, contribuindo com sua parcela no empreendimento comercial e industrial da sociedade islâmica.

Para Assadr, a transformação do capital revela dois ganhos: o conflito entre os juros do comércio e indústria e os juros do negócio usurário. Para o autor, a abolição dos juros põe um fim no conflito que existe entre os usurários e a classe mercantil e industrial na sociedade capitalista. Outro ponto abordado é que para o autor, os valores que serão investidos no campo da indústria servirão aos grandes empreendimentos e atividades de longo alcance de modo determinado e com segurança e com a abolição dos juros o dono deve focar o lucro154.

Um ponto de destaque no texto de Assadr é a questão das atividades consideradas pelo Islã como não produtivas como a jogatina, a magia, o ilusionismo. A lei islâmica não permite o ganho a partir destes artifícios155.

O zakāt entrará também para a questão da circulação e retenção, já que o Islã proíbe o entesouramento do dinheiro. Esse imposto tem por meta a melhor distribuição de renda e que se exaure a riqueza entesourada com a passagem do tempo, pois a

154 “Diferente será o caso em uma sociedade em que o sistema de juro domina. Em tal sociedade

ele preferirá emprestar seu dinheiro a juros que investir em empreendimentos, pois, o lucro via juros é seguro em todas as circunstâncias. [...] Mas se abolir o sistema de juros e com a transformação do usuário em negociantes, lançando sua sorte no comércio, participando diretamente em vários empreendimentos, satisfarão seus interesses com menos lucro já que não estarão obrigados a abdicar de uma parte em favor do juro. Estarão igualmente satisfeitos ao investirem suas economias, depois de satisfazerem suas necessidades, nos empreendimentos e projetos produtivos e comerciais”. (ASSADR, 2012, p.559)

155 “Praticar tais artifícios é desperdício e dispersão da força útil e produtiva do homem, e o

dinheiro pago aos praticantes é desperdício que poderia ser convertido num agente do crescimento e do aumento da produção.” (ASSADR, 2012, p.559-560) “Não consumais as vossas propriedades em vaidades...” (Corão 2:188)

imposição dele é recorrente a cada ano incidindo em 2,5% sobre o dinheiro guardado156.

Assadr defende que a usura é considerada uma apropriação gradual do Tesouro Público, e não deve ser abandonada até que o dinheiro entesourado seja reduzido157. Para o autor,

ao se impor essa taxa, todos os capitais se dirigem aos campos de atividades econômicas e assim cumprem uma parte positiva na vida econômica da sociedade158.

As tradições islâmicas de fato pretendem interditar ao homem que busque o entretenimento e as diversões ociosas e excitantes que possam afastá-lo do caminho divino. Na visão do autor, isso é questão fundamental para a economia já que essas diversões minam a personalidade e o caráter do homem e retiram o vigor da juventude, deixando-o improdutivo.

Outro ponto considerado incentivo à distribuição de renda e um fator importante para a teoria da produção é a questão da herança. Para Assadr, o Islã permite que a riqueza de um indivíduo seja entregue a seus parentes e isso é um aspecto positivo e um incentivo do homem ao trabalho159. Qualquer ação que seja considerada um incentivo ao trabalho

recebe maior atenção dentro de sua formulação, já que para o autor, uma das questões

156 “O impedimento do acúmulo de riqueza embora esteja diretamente relacionado com a

distribuição, também possui uma relação indireta com a produção, pois tal acúmulo leva a seu prejuízo. Quando a riqueza se concentra na mão de poucos, o predomínio da miséria se torna generalizado e as carências se multiplicam num agudo sofrimento. O resultado será que o povo comum estará incapacitado de consumir a quantidade de mercadorias satisfatória para suas necessidades por conta da redução de seu poder de compra. Então, grande quantidade de produtos permanecerá acumulada, não-vendida, a queda dos preços dominará a indústria e o comércio e a produção será suspensa”. (ASSADR, 2012, p.564)

157 Na concepção de Assadr, o dinheiro por sua natureza é um meio de troca. Segundo o autor o

homem o empregou de modo proveitoso na troca para superar as dificuldades da negociação que surgiram da troca direta por produtos. O primeiro papel do dinheiro veio a existir de valor comum como meio de troca. Quando ele começa a ser entesourado gera o desequilíbrio entre oferta e demanda.

158 “[...] a proibição do Islam sobre o entesouramento não é meramente um fenômeno acidental

da legislação islâmica, mas sim, um fenômeno expressivo de uma das fontes mais importantes de diferença entre a doutrina econômica do Islam e a doutrina capitalista. Reflete um método pelo qual o Islam foi capaz de livrar-se dos problemas resultantes da anomalia do papel capitalista do dinheiro que leva a graves crises e que ameaça o movimento da produção e perturba continuamente a sociedade capitalista”. (ASSADR, 2012, p.560)

159 “[...] encontramos nas regras de herança relativas à distribuição da riqueza e propriedade após

a morte, o que incita o homem ao trabalho e o impulsiona ao esforço para aumentar sua riqueza, sua ânsia para o bem estar aqueles que perpetuarão seu nome. Quanto ao aspecto negativo das regras de herança, se refere as que tratam do rompimento da relação do homem com sua propriedade e riqueza após sua morte. Por estas regras, não é permissível que uma pessoa decida o destino sozinho, o destino de sua propriedade. Esta injunção resulta da teoria geral da distribuição da pré-produção e esta relacionada à mesma, como aprendemos anteriormente”. (ASSADR, 2012, p.564-565)

principais para o desenvolvimento econômico é a ação do homem em seu trabalho. Como fator de impulso também dentro da teoria da produção o autor irá abordar a questão da seguridade social. A questão do suprimento das necessidades do homem de forma a torná-lo hábil ao trabalho é enfatizado no campo da teoria da produção. Porém, a seguridade social ao homem que possui condições físicas e que esteja apto a se dedicar às atividades econômicas é ilícita.

O autor não discorre sobre a questão do consumo, um fator de destaque em sua visão sobre a liberdade do capitalismo. Há uma denúncia clara à extravagância e ao desperdício. Mesmo que em sua visão o homem seja a questão do problema econômico, não haverá um debate mais claro sobre o consumo dos muçulmanos.

A grande diferença apontada na questão dos motivos para a produção dará um maior destaque à discussão entre o modelo capitalista e o modelo islâmico. O significado da riqueza160 islâmica será crucial para as motivações no sistema. No que tange ao sistema

islâmico, a riqueza não é o principal objetivo da vida, ainda que seja um objetivo importante do sistema. A riqueza material e seu crescimento possuem dois extremos na visão do autor, a busca da riqueza será um meio para um muçulmano desempenhar seu papel de vice-gerência, o homem pode aqui mostrar a elevação do caráter humano em todos os campos, moral e material, sendo que assim estará ajudando sua vida no além.

Para o autor, o Islã garantiu a justiça na distribuição criando um sistema próprio, quando nega a dependência da distribuição em relação à forma de produção, no sentido de não haver uma força da lei natural da história. De acordo com Assadr, o Islã limita a produção à prestação de contas da distribuição em vez de conformar a última às necessidades de produção como determinou a teoria marxista. Os seguintes pontos são

160 “As seguintes tradições podem ser dispostas na primeira delas: a. O Mensageiro de Deus

(S.A.A.S.) disse:” Os bens são a principal ajuda ao temos a Deus.” b. Atribuído ao Imam Assadeq (A. S.): “ O mundo é a melhor ajuda ao Akhirah (vida eterna)”. c. Atribuído ao Imam Al Báqer (A.S.): “O mundo é a melhor ajuda para aquele que anseia pela vida eterna”. d. Atribuído ao Mensageiro de Deus (S. A. A. S.): “ Ó Deus, abençoa-nos e nos faça prosperar nos assuntos do sustento material, não nos separe um do outro. Se não tivéssemos o pão, não teríamos orado, jejuado, cumprido nossas obrigações para com Nosso Senhor”. e. Atribuído ao Imam Assadeq (A.S.): “Não há nenhum bem no homem que não junta dinheiro de modo lícito por meio do qual salvaguarde sua honra, pague suas dívidas e cumpra suas obrigações para com seus parentes”. f. Um homem disse ao Imam Assadeq (A.S,): “Por Deus, eu busco o mundo e desejo que ele seja dado a mim”. O Imam perguntou: “ O que desejas fazer com ele?” Ele respondeu: “Desejo satisfazer minhas necessidades, dos meus filhos e dos membros de minha família”. O Imam disse: “ Isso não é buscar este mundo, é buscar o mundo do além”. g. É declarado na tradição: “Não é um dos nossos aquele que renuncia a este mundo para obter o outro, nem aquele que renuncia ao mundo do além para obter este.” (ASSADR, 2012, p.570)

apresentados: que é direito do trabalhador ficar com o fruto de seu trabalho e o processo de produção que um trabalhador executa é uma fase desta lei geral de distribuição, sendo assim a esfera da produção é a circunstância da aplicação de parte da lei de distribuição161

e quando a produção tem seu nível elevado, a dominação do homem sobre a natureza cresce e num raio de ação mais vasto, e ai caberá a regulação rígida.

Para Assadr, cabe ao Estado regular, usando a figura de seu líder, regras que irão permear este sistema de distribuição. Cabe, para o autor, que o Islã estabeleça a justiça social, limitando a liberdade do indivíduo, ou seja, o princípio da interferência estatal é a lei pela qual o Islã assegura a adequação da lei geral de distribuição e sua consonância com suas ideias de justiça.

Benzer Belgeler