2. YAHYA KEMAL VE AHMET HAŞİM’DE ‘GÜZEL’
2.2. AHMET HAŞİM: SEMPTOM OLARAK GÜZEL
2.2.1. AHMET HAŞİM’DE ‘GÜZEL’İN BİÇİMLERİ
2.2.1.6. Ahmet Haşim Şiirinde ‘Güzel’in Görünürlüğü
1997; RUBINO, 2004; ALCÂNTARA, 2005) nos quais pode-se perceber o quanto o excursionismo é visto como depreciativo para as unidades receptoras desta demanda, o incômodo causado e os impactos desta prática como a mudança do “conteúdo social” dos lugares turísticos, como no dizer de Urry (2001).
O termo “farofeiro” atribuído pelo senso comum ao excursionista demonstra a carga de preconceito que existe sobre estes cidadãos de classes populares que se destinam ao lazer, em qualquer destino turístico que se apropriem, como é analisado por Rodrigues (1997, p. 120),
Trata-se porém de um fluxo de pessoas, visto pelos políticos, pelos moradores locais e pelos turistas de estratos sociais de maior poder aquisitivo, como verdadeiras „horda de desordeiros‟, acusados de causar sérios danos aos locais de destinos, gerando anarquia, depredação e agressão ao meio ambiente.
Pode-se dizer que existe um consenso sobre a prática realizada por estas pessoas tidas com “pobres e mal educadas”, como demonstra, também, o estudo de Alcântara (2005) que diz,
O que se verifica é que, [...], ao termo „farofeiro‟ se associa a imagem de um grupo social composto por pessoas pobres, mal educadas e bagunceiras. As excursões de farofeiros “não gastam”, “fazem arruaça” e “sujam”, e dessa maneira “só causam prejuízo” às comunidades receptoras.
Diante da imagem negativa que o excursionismo assume, é importante se reportar, novamente, sobre o conceito defendido neste estudo (ver capítulo 1) como uma modalidade de turismo realizada por pessoas que representam a classe trabalhadora, mas que por serem de baixa renda sua presença vai de encontro com a intencionalidade de outros agentes presentes no espaço turístico das lagoas, cuja lógica é voltada para receber turistas dos estratos mais altos da sociedade, visando seu maior poder de consumo.
Na área da pesquisa, a presença dos excursionistas não passa despercebida pelos diversos agentes sociais existentes. De um modo geral, muitos os rejeitam, mas alguns os aceitam, neste último caso, ocorre por parte de agentes do mercado
que percebem estes turistas como uma demanda lucrativa, uma vez que, apesar do seu baixo poder de consumo, movimenta, sobretudo, o setor informal da economia viabilizando, também, a reprodução do capital.
O “incômodo” gerado por eles é percebido de várias formas seja no discurso assumido pelo poder público, barraqueiros e outros comerciantes locais, bem como pelas ações segregadoras demonstradas pelas barreiras físicas dispostas nas margens das lagoas e pela omissão do poder público em gerir o território turístico de modo a viabilizar uma infra-estrutura digna para estes turistas restando a estes visitantes serem tratados como “sujos” e “mal-educados”. Contudo, conforme demonstram as análises que se seguem a presença dos “farofeiros” é marcante e algumas barreiras são transpostas por eles, o que resulta em conflitos perceptíveis.
Assim, as análises contidas neste capítulo visam entender como se dão os conflitos no território numa trama que envolve diretamente, agentes de mercado (barraqueiros e bugueiros), os excursionistas e o poder público local. E, nesta perspectiva, alguns questionamentos subsidiaram a pesquisa: como o poder público percebe e reconhece a presença dos excursionistas? Quais os discursos e práticas diante do fenômeno? Como se dá atuação do poder público local frente à demanda turística? Quais as estratégias de segregação por parte do mercado local para coibir o incômodo causado pelos “farofeiros”? Como os excursionistas percebem o território?
Estas questões foram abordadas por meio de questionários, entrevistas e observação in loco, contemplando toda a área da pesquisa. Cabendo destacar que se trata de uma situação conflituosa por envolver agentes com intenções divergentes: os que querem ter direito a um dia de lazer, os excursionistas; os barraqueiros que querem comercializar seus produtos aos turistas com maior poder aquisitivo e assim obter maior lucro; e o poder público local que não quer a presença dos excursionistas pois, segundo a fala de um gestor local, “eles só deixam lixo”.
Assim, a partir da análise do excursionismo dentro de um espaço turístico, foi possível perceber as fragmentações e contradições existentes. Trata-se da apropriação do espaço por agentes sociais concretos, pelo Estado, pelo mercado (através de seus agentes), e por turistas, inclusive os de baixo poder aquisitivo que representam um incômodo pois como defende Cruz (2007) a produção do espaço
envolve o seu uso e a apropriação que se dá por agentes sociais distintos e, nesse caso, o conflito termina por ser imanente ao processo.
4.1 REFLEXÃO SOBRE UM TERRITÓRIO DE USO TURÍSTICO
No capítulo anterior analisou-se o processo de produção do espaço identificando as formas de apropriação de um território turístico por agentes hegemônicos e não hegemônicos, onde a presença o excursionista se insere e contraria o interesse de outros agentes que visam obter o lucro com turistas de maior poder de consumo, gerando conflitos que serão abordados neste capítulo.
O conceito de território foi relevante para compreender o empírico, uma vez que, ao longo da pesquisa de campo observou-se a existência de territórios, onde as relações foram percebidas através das ameaças “sutis”, por parte de alguns entrevistados que representam o mercado local; por parte do poder público que por vezes mostrou-se indisponível para o repasse de informações públicas como se fossem privadas; bem como, por parte dos excursionistas, que sobre alguns questionamentos demonstravam-se “armados”, expressando demasiada irritação com a presença dos pesquisadores.
Certamente, estas situações foram contornadas, uma vez que em qualquer abordagem junto a estes agentes, o pressuposto é de que estava se adentrando em territórios bem demarcados, o que foi possível pelo embasamento teórico a partir da contribuição de alguns estudiosos a respeito deste conceito geográfico.
A discussão do território é vasta, porém a intenção, neste momento, é elucidar a tomada do melhor conceito para compreender os conflitos existentes na área de estudo tendo como elemento central a prática do excursionismo, ou seja, a apropriação do território pelos “farofeiros”.
Para Raffestin (1993) espaço e território não são termos equivalentes, para este autor, o território se forma a partir do espaço e é resultado de uma ação conduzida por um ator que se apropria de um espaço concreta ou abstratamente e que acaba por territorializá-lo. É um espaço onde se projetou um trabalho, seja
energia ou informação, e que, por conseqüência, revela relações marcadas pelo poder. “é uma produção, a partir do espaço”. (RAFFESTIN, 1993, p.144).
Santos e Silveira (2006), trazem também a preocupação sobre a distinção entre espaço e território, e para estes autores o que o interessa discutir é o território usado, sinônimo de espaço geográfico, através de uma análise sistemática da constituição do território, e, desta forma, Santos e Silveira (2006, p. 247) argumentam que,
Quando quisermos definir qualquer pedaço do território, deveremos levar em conta a interdependência e a inseparabilidade entre materialidade, que inclui natureza, e o seu uso, que inclui ação humana, isto é trabalho e política.
O território dessa forma é vivo, devendo ser considerado os fixos e os fluxos, sem desconsiderar o tempo, pois assim, “o território revela também as ações passadas e presentes, mas já congeladas nos objetos, e as ações presentes constituídas em ações”. (SANTOS E SILVEIRA, p.247),
Contextualizado a discussão com a pesquisa, ao se tratar de um território com função turística, Cruz (2007, p.11) esclarece que:
O uso turístico do espaço leva à formação do que temos habitualmente chamado de „território turístico‟, quer dizer, porções do espaço geográfico em que a participação do turismo na produção do espaço foi e ainda é determinante.
Neste estudo, a autora chama a atenção que não existe território que seja exclusivamente turístico. Para Cruz (2007, p.11) o que existe de fato “são usos turísticos do território, ou seja, porções do espaço apropriadas por diferentes fins, incluindo-se e destacando-se a atividade do turismo”.
Rodrigues (2006, p. 305), por sua vez, entende que o território turístico resulta da prática turística, ao mesmo tempo em que se concretiza e é transformado por ela, e enfatiza,
Um espaço apropriado torna-se território, expressão de poder, poder não somente do ponto de vista político, no sentido mais concreto de fundo dominial, mas expressando também poder no sentido mais simbólico, de apropriação por meio das representações sociais.
É, portanto, com base nesta concepção de território, enquanto expressão de poder no sentido não só político, mas também simbólico que se dará a compreensão dos conflitos entre os sujeitos sociais que dividem o território turístico que compreende a área de estudo das lagoas de Arituba, Boágua e Carcará.
4.2 “FAROFEIROS”, PODER PÚBLICO E COMERCIANTES LOCAIS: CONFLITOS EXISTENTES E AS ESTRATÉGIAS DE SEGREGAÇÃO
Para analisar os conflitos e as estratégias de segregação meio às relações estabelecidas entre “farofeiros”, poder público e comerciantes locais nas lagoas em estudo, é importante destacar de início que o excursionismo não é reconhecido como uma modalidade turística o que ajuda a compreender porque são vistos como “intrusos” neste território turístico. Como foi verificado junto ao poder público, não existem ações no contexto do turismo municipal, que incluam ou voltem-se diretamente para a realização desta atividade que acaba ficando a cabo dos agentes de mercado (proprietários de estabelecimentos comerciais instalados nas lagoas) os quais sentem-se “donos do pedaço”, como disse um excursionista entrevistado.
Os comerciantes locais, por sua vez, sentem-se incomodados diante da presença do “pessoal dos piqueniques”, “ônibus de excursão”, “farofeiros”, “demolidores” ou simplesmente “povão”, os quais viajam por algumas horas para ter o dia um dia de lazer e para isso enfrentam situações que ferem a cidadania, cujos direitos são tolhidos, como o direito de ir e vir e o acesso ao espaço de uso comum: as margens das lagoas.
Outro aspecto que é importante enfatizar é de que os conflitos existentes na área da pesquisa têm como motivos essenciais a divergência de interesses entre os comerciantes locais e excursionistas, pois enquanto os comerciantes se apropriam do espaço turístico visando a obtenção do lucro com a atividade turística viabilizada
por turistas com maior poder aquisitivo, os excursionistas se apropriam eminentemente para o lazer, de um modo econômico, não deixando os lucros almejados pelos donos de barracas nas lagoas, sendo esta a questão primordial dos conflitos existentes.
Um contexto que resulta em estratégias de segregação não apenas por parte destes comerciantes, mas, também, por parte do poder público que negligencia de um modo geral a atividade turística que se desenvolve em Arituba, Boágua e Carcará.
Nesta pesquisa a discussão teórica sobre a segregação não será aprofundada mas, é necessário elucidar que concorda-se com o que é defendido por Lefebvre (2001), para quem a segregação é uma estratégia de separação das classes sociais (consciente ou inconsciente); é regida mais ou menos facilmente pelos poderes públicos; bem como, pelas empresas. Conforme Lefebvre (2001, p.97),
A segregação deve ser focalizada, com seus três aspectos, ora simultâneos, ora sucessivos: espontâneo (proveniente das rendas e das ideologias) – voluntários (estabelecendo espaços separados) – programado (sob o pretexto de arrumação e de plano).
Esta concepção colabora com a intenção, por hora, pretendida: identificar as estratégias utilizadas pelo mercado e poder público local para dificultar a prática do excursionismo nas lagoas em estudo; e elucidar como se dá a atuação dos excursionistas, os quais burlam variadas tentativas de segregação o que acaba por instigar os conflitos territoriais conforme visto nesta pesquisa.
Nesta perspectiva, observou-se que apesar de serem identificados os territórios dos comerciantes e dos excursionistas (mapas 3, 4 e 5) a separação física entre estes agentes não é efetiva e relações sociais conflituosas são estabelecidas, podendo-se dizer que estes territórios até se confundem em alguns momentos; e, por serem os interesses divergentes os conflitos entre excursionistas e barraqueiros são marcantes no espaço. Esta situação é percebida de imediato pela disputa por pequenas faixas de terras nas margens das lagoas, onde se encontram mesas,
cadeiras, brinquedos aquáticos, muros, cercas, dentre outros objetos fixos e móveis que cerceiam o direito à área de uso comum, almejada pelos excursionistas.
Conforme demonstram os mapas 3, 4 e 5, a área física utilizada pelo turismo de massa é restrita quando comparada à extensão total das lagoas. A maior parte da área de uso comum possui um caráter privado, uma vez que, são apropriadas pela propriedade privada como extensão das segundas residências.
Observou-se com a pesquisa de campo que os acessos públicos, nestas áreas, não são respeitados o que acaba sendo legitimado pela falta de ação do poder público local o qual se omite de ordenar o uso deste território permitindo assim sua privatização, uma forma de segregação que é justificada por um representante da prefeitura da seguinte forma: “vai abrir acesso público pra quê? Pra encher de farofeiro? Eu não vou arranjar problema pra mim!”
A respeito desta apropriação indevida de um espaço de uso comum, é importante destacar a atuação do poder judiciário através do Ministério Público. Desde os anos 2000 este órgão vem realizando intervenções que tendem a minimizar os efeitos segregadores da apropriação das margens das lagoas, como a derrubada de muros, de cercas e a retirada de outros obstáculos físicos.
É importante destacar que no entorno destas lagoas existem, ainda, grandes extensões de terras desocupadas (ver mapas 3, 4 e 5) mas a paisagem atrativa associada a outras vantagens como o preço da terra, a existência de uma infra- estrutura turística (mesmo que precária) e algumas fragilidades nas leis vigentes são aspectos que despertam o interesse de grupos imobiliários com capital externo (FONSECA, 2005).
Esta situação foi constatada durante a pesquisa de campo através de depoimento da comunidade local: “já tem gringo interessado no Carcará”, “tem gente grande de olho nesta lagoa”, referindo-se à Boágua enquanto em Arituba a chegada de capital estrangeiro está num estágio mais avançado, uma vez que no entorno desta lagoa já se encontra uma condomínio de segundas residências de um grupo de noruegueses, podendo-se afirmar que a área da pesquisa já está inserida na rota do capital imobiliário internacional.
Este processo, ainda incipiente, decorre da inserção do produto turístico potiguar no turismo globalizado e pode ser entendido como indícios de uma
tendência: a internacionalização da atividade turística que é discutida por Fonseca (2007, p.215):
A internacionalização é um movimento de fora para dentro, e inicia-se com a chegada de investidores estrangeiros que implantam empreendimentos ao longo do litoral potiguar, especialmente em sua porção oriental. Parte significativa desses empreendimentos possui grandes dimensões e traz inovações com relação à tipologia dos empreendimentos turísticos até então existentes, associando meios de hospedagens com casas de segunda residência e vastas áreas de lazer.
Uma idéia que permite retomar o estudo de Rodrigues (1997, p.23) cuja análise sobre as nuances da atividade turística na América Latina corrobora com o que se pensa sobre à área desta pesquisa:
Evidentemente que estas áreas funcionam até agora como espaços de reserva, mas tendem a atrair grandes fluxos num futuro bem próximo, promovidos pelas megaempresas.
Contudo, não se pretende aprofundar tal discussão nesta pesquisa sendo aqui sinalizada, apenas, como uma tendência que poderá se confirmar num futuro próximo, uma vez que estando as lagoas de Arituba, Boágua e Carcará na rota do turismo potiguar, significa assumir posição na rede global desta atividade.
Mapa 3 – Mapa de localização dos territórios dos comerciantes locais e dos excursionistas na lagoa de Arituba, Nísia Floresta (RN).
Mapa 4 – Mapa de localização dos territórios dos comerciantes locais e dos excursionistas na lagoa de Boágua, Nísia Floresta (RN).
Mapa 5 – Mapa de localização dos territórios dos comerciantes locais e dos excursionistas na lagoa de Carcará, Nísia Floresta (RN).
Retomando o foco da discussão, as lagoas estão inseridas numa zona especial de proteção ambiental cujo uso deve ser regulado conforme está previsto no Plano Diretor do município, Art. 17 que diz,
§2º A zona especial de proteção ambiental II-ZPA II constitui-se de áreas de domínio público ou privado, classificadas como áreas de manguezais, margens dos rios e lagoas ou que apresentem espécies ameaçadas ou em iminente extinção, classificadas em listas oficiais. Ao redor das lagoas, lagos, rios, cursos d‟água e nascentes não será permitida qualquer construção nas áreas situadas em faixa marginal, medida a partir do nível mais alto, contado da margem do espelho d água, em projeção horizontal, com largura mínima de:
I) trinta metros, para o curso d‟água com menos de 10m (dez metros) de largura;
II) cinqüenta metros, para o curso d‟água a partir de 10 (dez) até 50m (cinqüenta metros) de largura;
[...]. (NÍSIA FLORESTA, 2008, p. 22)
Apesar do que estabelece esta norma seu cumprimento não existe pois em nenhumas das lagoas estudadas as faixas mínimas, citadas acima, são respeitadas. Ao contrário, são ocupadas por construções prediais e pela disposição de objetos voltados para a realização do comércio local como: caiaques, pedalinhos, mesas e cadeiras, entre outros (fotografias 25, 26 e 27). Esta situação é ainda mais problematizada no período em que as lagoas estão com sua carga máxima de água, o que acaba por estreitar ainda mais a faixa de terra disputada entre comerciantes locais e os indesejados excursionistas. A respeito, o relato de um comerciante local da lagoa de Caracará, chama a atenção por evidenciar que os conflitos tornam-se mais evidentes neste período: “quando a lagoa enche eles ficam tudo aqui”, ou seja, numa estreita faixa de terra acaba por se amontoar turistas de vários perfis de consumo, então, a presença do “farofeiro” acaba afastando os outros clientes, disse o entrevistado.
Fotografia 25, 26 e 27 – Apropriação das margens das lagoas pelo comércio local: Arituba (25), Boágua (26) e Carcará (27).
É válido acrescentar que o Plano Diretor do município teve sua primeira versão elaborada no ano de 2001, como parte dos investimentos do PRODETUR/RN I (FONSECA, 2005) e no ano de 2007 foi revisado, o que permite dizer que a preocupação, em escala local, com o uso e ocupação do solo é algo recente e apesar de sua existência não significa um instrumento de fácil operacionalização, como foi destacado por um representante do poder público local.
O que se vê hoje, resulta de um processo de privatização do território, iniciado com a abertura dos primeiros loteamentos e pelas construções das segundas residências (etapa do processo da produção do espaço já abordada no capítulo 2), quando a preocupação com acessos públicos, provavelmente, não foi “atentada” (ou não se quis fazer), tornando as lagoas quase que totalmente privadas, restringindo o seu uso à pequenas faixas de terra fazendo com que os turistas fiquem a mercê dos agentes de mercado para terem direito ao dia de lazer.
A relevância do espaço público nesta discussão se baseia no seguinte entendimento: