• Sonuç bulunamadı

Agaroz jel elektroforez çalışmaları

3.4 Moleküler Çalışmalar

3.4.4 Agaroz jel elektroforez çalışmaları

O envelhecimento acarreta grandes alterações nos sistema corticais. Tais mudanças podem afetar o funcionamento geral do Sistema Nervoso Central (SNC) e outras produzem declínio localizado em estruturas neuronais específicas (Park & Schwarz, 2002). Essas modificações trazem consigo preocupações, entre as quais as mais frequentes são as queixas dos idosos sobre o seu funcionamento cognitivo, que na maioria das vezes sofre declínio, tanto no envelhecimento normal quanto no patológico (Malloy-Diniz, Fuentes, & Cosenza, 2013).

Os primórdios das pesquisas sobre envelhecimento humano e processos cognitivos datam de 1920, com os estudos de Foster e Taylor. Eles realizaram experimentos nos quais encontraram resultados que sugeriam que adultos mais jovens eram superiores em determinadas tarefas, como por exemplo, na construção de frases e na recordação de desenhos. Por outro lado, neste estudo também foi demonstrado que pessoas idosas têm maior facilidade em provas que buscam abordar a compreensão e definição de palavras abstratas (Park & Schwarz, 2002).

24 Em estudos mais recentes, Park e colaboradores (1996), com uma amostra de 301 adultos com idades entre 20 e 90 anos, avaliaram o rendimento para ampla gama de tarefas cognitivas. Estas tarefas buscavam avaliar velocidade de processamento, memória operacional, entre outras dimensões cognitivas. Os resultados do estudo evidenciaram que há um declínio sistemático no rendimento ao longo da vida para algumas das dimensões cognitivas estudadas, a exemplo da velocidade de processamento e memória. Ainda enfatizando o estudo de Park et al. (1996), observou-se que algumas capacidades cognitivas se mantiveram relativamente inalteradas durante o processo de envelhecimento. As provas de vocabulário obtiveram pontuações que não elucidaram tanta diferença entre adultos jovens e idosos, demonstrando que este se trata de um construto mais estável ao longo da vida.

Os pesquisadores do envelhecimento cognitivo realizaram distintas avaliações objetivando verificar quais funções cognitivas sofriam ou não alterações decorrentes do processo de envelhecimento. Dentre as funções mais enfatizadas destaca-se os diferentes tipos de memória, tendo em vista que estes demonstram ser particularmenteafetados pelo envelhecimento saudável e patológico.

Figura 4: Conjunto de dados transversais sobre a influência do envelhecimento nos diferentes tipos de medidas de memória. Adaptada a partir de “Envejecimento Cognitivo”, Park, D., & Schwarz, N., 2002, Madrid: Médica Panamericana.

Na figura 4 são apresentadaos dados que mostram como os diferentes tipos de memória são influenciados no envelhecimento. A maior parcela dos estudos sobre o tema enfatiza dados que demonstram que o aumento da idade promove alterações na memória de

25 curto e longo prazo. Os dados expõem relativa ineficiência no processo de codificação, armazenagem e recuperação, além de distinção quanto ao comprometimento que acomete o processamento visuo-espacial e o verbal (Birren & Schaie, 2006).

Estudos realizados ao longo dos anos demonstraram diversos padrões de mudanças no funcionamento da memória em idosos, revelando que nem todos os sistemas são igualmente afetados com o avanço da idade. De maneira geral, as memórias implícitas são menos susceptíveis a influência negativa do envelhecimento. Em contrapartida, as memórias explicitas, consideradas de longa duração, são as que apresentam maior grau de comprometimento com o passar dos anos (Nyberg, Lövdén, Riklund, Lindenberger, & Bäckman, 2012).

Idosos demonstram ter mais dificuldades do que os adultos jovens em tarefas de recordação livre e recordação de dados muitos concretos, como nomes e locais (Craik & Rose, 2012). Porém, as distinções entre esse grupos são menores em tarefas de memória que envolva reconhecimento e conhecimento dos significados das palavras, indicando que esses processos sofrem menor comprometimento ao passar dos anos (Salthouse, 1991; Baddeley, Eysenck, & Anderson, 2010; Malloy-Diniz, Fuentes, & Cosenza, 2013).

A memória sensorial não apresenta evidências científicas que caracterizam modificação severas associadas ao envelhecimento, mostrando assim ser um processo relativamente estável ao longo do tempo (Craik & Jennings, 1992). A memória de curto prazo é uma capacidade cognitiva que também aparenta não apresentar grandes diferenças nas pontuações das provas realizadas por adultos jovens e idosos, demonstrando que ela é um tipo de memória pouco influenciada pelo processo de envelhecimento normal. Estudos mais atuais corroboram que estes achados, porém evidenciam que a estabilidade deste processo só se mantem para provas verbais (por exemplo, recordação de uma lista de digitos), já que são observados diminuição das pontuações, associadas ao envelhecimento, de provas de memória de curto prazo com contéudo retido visualmente (Floden, 2000).

A memória operacionaléum processo cognitivo que apresenta diferenças significativas na comparação entre adultos jovens e idosos. Pessoas mais velhas demonstram dificuldade na realização de atividades que necessitam de memória para a execução multiplas tarefas simultaneamente. A principal dificuldade relatada está associada ao comprometimento das capacidades inibitórias (Floden, 2000; James & Burke, 2000).

26 Extensa revisão da literatura apresentada em Park e Schwarz (2002) revela que a memória de longo prazo é a mais afetada pelo envelhecimento normal. São registradosdéficits relacionados à idade na memória declarativa mais severos do que os relatados na memória não-declarativa. Uma possível explicação para isso, pode ser o fato de que o envelhecimento afeta de forma desigual os distintos substratos neurais característicos de cada uma. No caso da memória declarativa, diversas regiões essenciais ao seu processamento são mais sensíveis ao envelhecimento normal e patológico do que outras áreas neuroanatômicas, principalmente as subcorticais, associadas com o processamento implícito (Birren & Schaie, 2006). Um exemplo de estrutura bastante vulnerável ao envelhecimento e que está relacionado a memória declarativa é a região do LTM, que engloba o hipocampo e áreas adjacentes como o córtex perirrinal, entorrinal, e parahipocampal (Dickerson & Eichenbaum, 2010; Wilson, Gallagher, Eichenbaum, & Tanila, 2006).

O LTM contribui no processamento da memória declarativa para fatos e eventos, sendo amplamente difundido o conceito de que déficits relacionados ao envelhecimento são mais acentuados para recordação de eventos e fatos particulares, processamento episódico, do que para recordação de eventos e fatos gerais, memória semântica (Craik & Rose, 2012). Inclusive, a memória semântica está entre os sistemas mais estáveis, podendo ser mantida por toda a vida, uma vez que é considerada um tipo de inteligência “cristalizada”, pois reflete o acúmulo de informações adquiridas ao longo do tempo, sendo relativamente impermeável aos efeitos negativos do envelhecimento normal ou patológico leve (Malloy-Diniz, Fuentes, & Cosenza, 2013).

Sendo o hipocampo uma estrutura que dá suporte para a formação, organização, integração e recordação de informações ricas em detalhes e seus distintos contextos, é provável que tais processos sofram comprometimento, isso porque essa estrutura corticalatrofia com o passar dos anos (Bishop et al., 2010; Craik & Rose, 2012; Dickerson & Eichenbaum, 2010; Fraser et al., 2015; Wilson et al., 2006). Além disso, sabe-se que outra estrutura severamente afetada pelo envelhecimento é o córtex frontal, que está associado a aspectos mais estratégicos envolvidos na codificação e recuperação das memórias, principalmente, episódicas (Craik & Rose, 2012; Isingrini & Taconnat, 2008; Piolino et al., 2010).