İkinci bölümde sivil toplum kuruluşlarının kamu sektörü ve siyasi partiler ile temaslarına odaklanıldı; bu kapsamda STK’ların kamu
G: Afet konusu yine iklim krizi ile çok temasta olan bir şey
Os primeiros conceitos de Gestão Secretarial foram abordados por Natalense, em 1995, que atrelou ao trabalho secretarial conceitos gerenciais de liderança, motivação, criatividade, tal qual a atuação de seus superiores (NATALENSE, 1995 apud DURANTE, 2009, p.138).
Para Biscoli e Cielo (2004, p. 12) a função do gestor secretarial é “assessorar a empresa e seus dirigentes a administrar a mudança e a rotina da mesma”. Seguindo esta linha de pensamento, Durante et. al. (2007, p. 64) considera que “o secretário executivo também atua como gestor no ambiente organizacional, pois está envolvido com os resultados que a empresa visa alcançar, com o processo decisório, além de desenvolver as funções gerenciais”.
Segundo Lasta e Durante (2008, p. 14),
O gestor secretarial analisa a situação, coordena a equipe de trabalho, busca soluções com agilidade, facilitando e negociando condições visando um resultado eficiente no menor tempo possível. Apesar dos imprevistos que originam demandas imediatas, faz-se necessário o planejamento e a organização dos compromissos e das atividades, identificando os que exigem solução urgente dos demais.
Apesar de reconhecer o secretário como gestor, Lasta e Durante (2008, p. 15), revelam também as limitações deste gerenciamento, decorrentes principalmente da falta de conhecimento dos seus superiores, os mesmos muitas vezes não conhecem as competências do profissional de secretariado executivo. Por muitas vezes, este desconhecimento, ocorre pela falta de formação de muitos profissionais que habitam o mercado de trabalho, e que desempenham apenas funções previamente estabelecidas, de cunho operacional.
Sob a ótica das funções gerenciais de planejamento, organização, direção e controle, Durante (2009, p. 138) destaca o profissional de secretariado no perfil de gestor enquanto planejador das suas ações, estabelecendo objetivos, metas, prazos e metodologias, assim como organizando as atividades, a nível individual, de grupo e organizacional. O profissional também atua como um mediador nas relações interpessoais internas e externas à organização, e controla o fluxo de informações, documentos e etc.
Ao se tratar das Ciências da Assessoria, Nonato Junior (2009, p. 160) considera que a Gestão Secretarial pertence a área da Assessorexe (Assessoria Executiva), pois esta
Caracteriza-se pelo estudo do conhecimento em Secretariado que está ligado às questões do trabalho de assessoria executiva empresarial, oficial ou gerencial autônoma. Os estudos dessa área relatam a atuação do profissional de Secretariado
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como gestor do conhecimento no ambiente de trabalho congregando os mais diversos conceitos que envolvem o fazer e o saber do secretário executivo em suas atividades de cunho gerencial.
Apesar de a gestão secretarial ser um tema abordado na esfera acadêmica, ainda não possui uma delimitação teórica. Acredita-se que a falta de um conceito e uma definição prejudique esta delimitação. Um dos motivos para esta dificuldade dimensional se dá pela variedade de assuntos que a gestão secretarial abrange, tornando-se difícil delimitar o que realmente engloba o tema (SILVA, BARROS E CRUZ, 2015, p. 223).
Os assuntos pertinentes à gestão secretarial encontrados nas publicações sobre o tema são:
gestão de pessoas, virtualidade, gestão de carreira, gestão do tempo, tecnologia da informação, idiomas, consultoria, gerenciamento de rotina, empowerment, liderança, administração eclesiástica, gestão da qualidade, gestão do conhecimento, cidadania organizacional (SILVA, BARROS E CRUZ, 2015, p. 223).
Barros et. al. (2013, p. 40), igualmente, consideram que o secretário executivo desempenha atividades relacionas às funções gerenciais e citam as seguintes atividades:
(...) planejamento, acompanhamento e realização do planejamento; organização dos trabalhos a serem realizados na área de Secretariado, participação na distribuição de atividades dos funcionários, participação na organização de métodos e processos de trabalho; direção, desenvolvimento das atividades de liderança, supervisão de atividades dos funcionários e controle, avaliação do alcance dos objetivos e metas. Observa-se, portanto, que é recorrente o posicionamento do secretário executivo envolvido em atividades de gestão, caracterizando a gestão secretarial. Em decorrência dessas mudanças, a formação em secretariado executivo também precisou ser modificada, visando um profissional preparado para as exigências do mercado de trabalho. É no ensino superior que os conhecimentos de gestão podem ser apreendidos e aprofundados.
Em 2005, foram implementadas as diretrizes curriculares nacionais (DCNs) para os cursos de bacharelado em Secretariado Executivo, destacando-se a inserção de disciplina de gestão secretarial, bem como o fortalecimento de disciplinas ligadas a área de gestão, para fomento do conhecimento gerencial (BISCOLI; CIELO, 2004, p. 16). As referidas autoras consideram que a aprendizagem em gestão secretarial não é mais um diferencial para o profissional e, sim, uma necessidade básica para o sucesso do secretário executivo.
O artigo 3º das DCNs, que trata do perfil desejado do formando em secretariado, deixa claro o enfoque da gestão.
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O bacharel em Secretariado Executivo deve apresentar sólida formação geral e humanística, com capacidade de análise, interpretação e articulação de conceitos e realidades inerentes à administração pública e privada, ser apto para o domínio em outros ramos do saber, desenvolvendo postura reflexiva e crítica que fomente a
capacidade de gerir e administrar processos e pessoas, com observância dos
níveis graduais de tomada de decisão, bem como capaz para atuar nos níveis de comportamento microorganizacional, mesoorganizacional e macroorganizacional (BRASIL, 2005, p. 2, grifo meu).
Evidencia-se, pela DCN, que o profissional de secretariado executivo tem seu perfil atrelado a gestão e, portanto, os cursos de graduação têm a responsabilidade de formar profissionais com competências e habilidades gerenciais. O artigo 4º, que trata das competências e habilidades dos formandos referem, igualmente, as de gestão:
I - capacidade de articulação de acordo com os níveis de competências fixadas pelas organizações; II - visão generalista da organização e das peculiares relações hierárquicas e inter-setoriais; III - exercício de funções gerenciais, com sólido
domínio sobre planejamento, organização, controle e direção; IV - utilização do
raciocínio lógico, critico e analítico, operando com valores e estabelecendo relações formais e causais entre fenômenos e situações organizacionais; V - habilidade de
lidar com modelos inovadores de gestão; VI - domínio dos recursos de expressão e
de comunicação compatíveis com o exercício profissional, inclusive nos processos de negociação e nas comunicações interpessoais ou inter-grupais; VII - receptividade e liderança para o trabalho em equipe, na busca da sinergia; VIII - adoção de meios alternativos relacionados com a melhoria da qualidade e da produtividade dos serviços, identificando necessidades e equacionando soluções; IX - gerenciamento
de informações, assegurando uniformidade e referencial para diferentes usuários; X
- gestão e assessoria administrativa com base em objetivos e metas
departamentais e empresariais[...].(BRASIL, 2005, p. 2-3, grifo meu).
Ainda de acordo com as DCNs, os projetos pedagógicos dos cursos devem contemplar conteúdos básicos, teórico-práticos, e conteúdos específicos, dentre estes destaca- se a aprendizagem em gestão e gestão secretarial:
II - Conteúdos específicos: estudos das técnicas secretariais, da gestão secretarial, da administração e planejamento estratégico nas organizações públicas e privadas, de organização e métodos, de psicologia empresarial, de ética geral e profissional[...] (BRASIL, 2005, p. 3).
Silva, Barros e Barbosa (2012, p. 124) ressaltam a importância do estudo da Gestão Secretarial para o desenvolvimento da profissão. No entanto, as autoras consideram que as publicações acerca do tema ainda são poucas, e que o construto necessita de mais pesquisas, empíricas, principalmente, visto que a maior parte da produção encontrada é de cunho teórico.
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Por fim, Barros et. al. (2013, p. 45) consideram que são grandes os desafios para a profissão de secretário executivo, e estes profissionais vem evoluindo e ampliando seus conhecimentos e suas competências, contribuindo, assim, para o sucesso da profissão, e também para efetivo desenvolvimento organizacional, através da gestão das atividades secretarias.