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2.5. SĠYASAL ĠLETĠġĠM ARACI OLARAK ĠNTERNET VE WEB SĠTELERĠ

2.5.2. Adaylar için Ġnternet ve Web Sitesinin Olumsuz Yönleri

O termo proteoma foi introduzido aproximadamente há 10 anos atrás por Marc Wilkins para descrever “todas as proteínas expresso por um genoma ou tecido” (WILKINS et al., 1997). No entanto, sabe-se que essa definição não é totalmente correta, pois o proteoma é o perfil protéico de todas as proteínas expressas em uma célula, tecido ou organismo em um determinado momento do sistema biológico, uma vez que, o sistema está expressa um complemento protéico que reflete todas suas interações com o meio num momento específico (PENNINGTON et al., 1997).

Embora a quantidade de informações de seqüências de DNAs nas bases de dados seja ampla, a mesma não é suficiente para elucidar todas as funções proteicas num organismo. A proteômica é uma técnica complementar à genômica, pois ela se concentra nos produtos da expressão gênica, os quais são agentes ativos nas células. Por essa razão, a proteômica contribui diretamente na identificação das proteínas funcionais (PANDEY et al.; 2000).

A proteômica é a ligação entre genes, proteínas e uma determinada condição fisiológica, farmacológica e/ou patológica. Qualquer proteína pode existir em múltiplas formas em uma célula ou em células diferentes. Modificações nas proteínas podem ser oriundas de processos traducionais e/ou pós-traducionais, processos regulatórios e de degradações que afetam a estrutura da proteína, destinação celular (localização) e função (LIEBLER, 2002).

Algumas diferenças separam a química de proteínas tradicional e a Proteômica. Ambos envolvem a identificação de proteínas, mas a proteômica é o estudo de sistemas de múltiplas proteínas. As análises são direcionadas às misturas complexas e suas identificações não são realizadas pela análise completa da seqüência da proteína, mas por análises de seqüências parciais, com o auxílio de ferramentas de bioinformática. O contexto do proteoma é o estudo das proteínas de um sistema biológico, associado à caracterização das respostas moleculares desse sistema num determinado momento (LIEBLER, 2002; PLEBANI, 2005).

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A proteômica é o mais recente objeto na revolução da medicina clínica, pois tem identificado alterações genéticas específicas e perfis protéicos associados com doenças, oferecendo diagnósticos precoces (PLEBANI, 2005). O proteoma utiliza uma combinação de métodos sofisticados incluindo eletroforese bidimensional, técnicas de cromatografia, análises de imagens e espectrometria de massas, promovendo uma maior oportunidade de exibir e identificar antígenos (XIANG et al., 2004; CANELLE et al., 2005). Por exemplo, Western blotting combinado com 2D-SDS-PAGE possibilita a transferência e imobilização de proteínas numa membrana, permitindo subseqüentemente a imunodetecção de antígenos relevantes dentre centenas de proteínas separadas por eletroforese 2-D (CANELLE et al., 2005). Estudos realizados por Zollener e colaboradores (2001) demonstraram uma elevada sensibilidade, especificidade e eficiência da técnica de eletrotransferência ou Western blotting para diagnósticos de alergia a veneno de vespas, quando comparados com testes diagnósticos padrões.

Alergia aos venenos de Himenópteros e aos extratos produzidos por eles, são alvos de alguns estudos proteômicos devido aos severos quadros clínicos de alergia provocados em suas vítimas. Muitas das alergias causadas por insetos da ordem Hymenoptera são provocadas por ferroadas de abelhas (família Apidae), vespas (família Vespide) e formigas (família Formicidae). Há um interesse crescente em relação aos componentes químicos dos venenos destes insetos, sobretudo no campo da alergia e imunologia clínica (ROSS et al., 2000). Dentre os himenópteros sociais, os venenos de abelhas e vespas endêmicos do hemisfério Norte têm sido extensivamente estudados e muitos de seus componentes moleculares, já foram isolados e identificados (KING et al., 1976), enquanto que os componentes dos venenos das espécies Neotropicais como o Brasil, têm sido pouco estudados.

Os acidentes com estes insetos podem produzir uma série de reações, variando desde uma vermelhidão local, até uma reação sistêmica e anafilaxia. Estudos mostraram que 0,8% a 5% da população mundial sofram de reações sistêmicas generalizadas, após sofrerem ferroadas de insetos pertencentes à ordem Hymenoptera. Além disso, de 20 a 50 pessoas morrem todos os anos

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nos Estados Unidos vítimas de reações sistêmicas após ferroadas de abelhas, vespas e formigas (HOFFMAN et al., 1983).

Os alérgenos encontrados nos venenos de vespas apresentam a propriedade de sensibilizar, ou seja, induzir o sistema imune a produzir anticorpos com elevada especificidade, e, desencadear sintomas alérgicos em pacientes sensibilizados. Além disso, eles causam dores prolongadas, edema e eritema locais, conseqüentes de um aumento na permeabilidade dos vasos sangüíneos da pele, reações sistêmicas como paradas respiratórias e/ou cardíacas e morte do indivíduo (OLIVEIRA, 2000; NAKAJIMA, 1986).

Análises proteômicas de alguns venenos de Hymenoptera já foram realizadas. O veneno da formiga Mymercia pilosula (Hymenoptera, Formicidae) revelou os peptídeos da família pilosulina, que apresentam massa molecular abaixo de 10KDa e pontes de disulfeto. Além disso, seis proteínas com massa molecular entre 26 e 90 KDa foram isoladas do veneno da M. pilosula, porém não foram identificadas ainda (WIESE et al., 2006).

Recentemente, a composição protéica do veneno da abelha Apis mellifera carnica (Hymenoptera, Apidae) foi caracterizada por abordagem proteômica. Como seu genoma está completo e disponível nos bancos de dados de seqüências, as 49 proteínas isoladas desse veneno foram identificadas, dentre elas: fosfolipases A2, Api m 6 (alérgeno), hialuronidase,

melitina, fosfatases ácidas, proteínas de veneno -I, -II e –III (de função desconhecida), serino-proteases, proteínas similares ao fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) e proteínas similares às MRJPs (Major Royal Jelly Protein) de geléia real de A. mellifera (PEIREN et al., 2005).

Geléia real é um exudato produzido por glândulas mandibulares e hipofaringeais de abelhas rainhas da ordem Hymenoptera, o qual nutre a prole que se diferenciará em abelhas rainhas (KNECHT et al., 1990). Muitos produtos naturais são consumidos pelo homem, dentre eles a geléia real, que é um complemento alimentar. Entretanto, estudos relataram casos de anafilaxia induzidas pela ingestão de geléia real (TAKAHAMA et al., 2006). Santos et al. (2005) e Sato et al. (2004) elucidaram seqüências parciais das proteínas da

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africanizada e européia, respectivamente, através da análise proteômica clássica. Esses estudos contribuíram para elucidar o papel das glândulas produtoras da geléia real na diferenciação da prole, além de fornecer dados importantes para o desenvolvimento de novos extratos para desensibilização de pacientes sensíveis.

O desenvolvimento e a integração entre: 1) os bancos de dados de seqüências parciais de proteínas e/ou dos bancos de dados de genomas completos; 2) a espectrometria de massas; 3) os softwares e ferramentas de bioinformática que comparam os dados de espectrometria de massas experimentais com aqueles depositados nos bancos de dados; 4) o aperfeiçoamento e a simplificação da tecnologia de separação de proteínas foram ferramentas essenciais para auxiliar a proteômica na detecção e quantificação de proteínas (PLEBANI, 2005, ANDY et al., 2003).

Há cinco principais aplicações da análise proteômica: 1) Proteoma de Expressão de Proteínas, o qual estuda a expressão de proteínas quando o sistema biológico é exposto a drogas ou estímulos físicos, além de identificar novas proteínas como marcadores específicos de doenças; 2) Proteoma Estrutural, onde o principal objetivo é mapear a estrutura de complexos protéicos e interação entre proteínas; 3) Proteoma Funcional, onde se analisa os perfís das proteínas para compreender a organização funcional das células a nível molecular; 4) Proteoma do Mapeamento das modificações das proteínas, o qual envolve a identificação de como e onde as proteínas são modificadas, estabelecendo a natureza das modificações pós-traducionais e 5) Proteoma Qualitativo, o qual identifica todas as proteínas do sistema biológico em estudo, a fim de compreender os mecanismos de ação dessas proteínas no organismo em estudo (PLEBANI, 2005).

Dessa forma, o presente estudo se enquadra nessa última aplicação da análise proteômica, onde as proteínas do veneno da vespa social Polybia paulista foram isoladas e caracterizadas, a fim de, fornecer as informações necessárias para uma maior compreensão dos mecanismos de ação desse veneno. P. paulista é uma vespa social endêmica do Estado de São Paulo e tem provocado um número elevado de acidentes.

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