• Sonuç bulunamadı

Acelelik Kararının Unsurları

Belgede Acele kamulaştırma (sayfa 49-54)

Figura 4: Truveja pra nóis chorá ( 1999)17

At ualm ent e, não apenas ações educat ivas e event os, m as m uit as com panhias de dança vêm sendo criadas em regiões fora dos grandes eixos de produção cultural, dado o am biente favorável ao desenvolvim ento de um a pesquisa em dança proporcionada por est as cidades, possibilit ando t ant o que art ist as locais cont inuem fixados em suas cidades, desenvolvendo suas produções art íst icas, com o a profissionais advindos de out ras localidades. Tal caract eríst ica t em se m ost rado com o um a est rat égia de sobrevivência a artistas e com panhias, ao m esm o tem po em que tem proporcionado um a

17 Segundo trabalho criado pela Verve Cia. de dança com direção coreográfica de Fernando Nunes.

Truveja...,promove uma interface entre o regional e o contemporâneo, promovendo uma incursão no universo do interior do país, não de maneira grosseira ou estereotipada, mas com uma sutileza que a faz escapar ao lugar comum dessas representações . O espetáculo foi ganhador do prêmio Estímulo na categoria dança, concedido pela Associação Paulista de Críticos de artes – APCA no ano de 1999.

significat iva m odificação no panoram a art íst ico- cultural destas regiões. Dent ro dest e cenário, a Verve Cia. de Dança m igra de um grande cent ro cultural para se estabelecer num a cidade do interior.

Sua hist ória t em início no ano de 1994 em Curit iba, capit al do est ado do Paraná, com o art ist a plást ico e designer carioca Fernando Nunes. No Rio de Janeiro , Nunes j á havia realizado incursões na dança, principalm ent e com a Móbilis Cia. de Dança18 onde passou a ser responsável pelo rot eiro, direção e criação coreográfica do grupo. I nicialm ente tam bém acom panhava Fernando Nunes, Fernando Azevedo19, int egrant e da Móbilis Cia. de Dança que, j untam ente com as bailarinas Silvana Silva, Mariusa Bregoli e Maria Cecília Gam a da Paz ( ent ão form andas do Curso Superior de Dança da Faculdade de Art es do Paraná) , com puseram o prim eiro elenco daquele grupo que, posteriorm ente se cham aria Verve Cia de Dança.

A Verve foi criada em 1995, e a escolha do seu nom e se deu de form a curiosa. A escolha foi realizada pela abert ura aleat ória de um dicionário, na em inência que ent re aquela m iríade de palavras e significados em ergisse um a que pudesse sat isfazer e sint et izar os anseios e inquiet ações desse grupo de art ist as. Ent ão , aparece o substantivo verve20, que seria a part ir de ent ão o nom e da com panhia.

O prim eiro t rabalho realizado foi um a coreografia de curt a duração , criada pelos dois Fernandos, o Nunes e o Azevedo, e recebeu o nom e de 365, t endo com o t rilha sonora a m úsica Haiti, de Caet ano Veloso e Gilbert o Gil. A coreografia 365 explorava a condição aludida pela let ra da canção, além de t razer referências ao confinam ent o e a condição hum ana diant e do caos social e a discrim inação.

18 Cia. de dança de Niterói-RJ. Fundada em 1989, encerrando suas atividades no ano de 1997 por falta de verbas.

Iniciou como uma companhia de jazz e aos poucos foi traçando um perfil contemporâneo.

19 Bailarino e coreógrafo. Em 1999 fundou a Spoudaios Cia. de Dança em Niterói-RJ, da qual é diretor.

20 Verve (s.f.): Calor, imaginação que anima o poeta, o orador, o artista, o escritor; vivacidade no conversar; graça,

Rapidam ente, as dificuldades endêm icas, da qual padecem quase t odas as experiências em dança com vist as a um a profissionalização, com eçam a aparecer: alt os cust os de m anut enção ( aluguel de est údio, pagam ent o dos art ist as, cust os de produção, et c.) e dependências de edit ais de Leis de I ncent ivo à Cult ura - LI C que, no caso de Curitiba, m uitas vezes dem andam um a fila de espera que pode ultrapassar dois anos para que o proj eto sej a apreciado.

Na LI C do m unicípio de Curitiba, os proj etos de dança são acolhidos em um grande núcleo denom inado art es cênicas que engloba: t eat ro, dança, circo e ópera, e são avaliados na proporção de t rês por um , ou sej a, para cada t rês proj et os de t eat ro é avaliado um de dança, depois m ais t rês de t eat ro e um de circo, e assim sucessivam ent e.

Frent e a essas dificuldades, o grupo com eça a pensar e avaliar est rat égias para que a com panhia possa levar a diant e seus proj et os e não passe a som ar a lista de centenas de experiências que, m esm o com propost as efet ivas, sucum bem frent e aos percalços im post os por nossas polít icas cult urais.

Na tentativa de encontrar um am biente que trouxesse condições para a com panhia adm inist rar seus proj et os, a com panhia decide pela m igração para um a cidade do interior do estado. I nicialm ente tent ou- se Maringá, m as a cidade não proporcionava um am biente para que a Verve pudesse ganhar a est abilidade necessária à concret ização de seus anseios. Surge então um convite da Fundação Cultural de Cam po Mourão - FUNDACAM para que lá se est abelecessem , m ont ando seu núcleo de produção e criação.

Figura 5 : Gam biarra ( 2001)21

A cidade é um m unicípio do Noroeste do Paraná, distante 477 quilôm et ros da capit al , com vocação essencialm ente agrícola. A FUNDACAM j á desenvolvia ações volt adas para as áreas art íst icas, artesanat o popular e t am bém cont ava com um t eat ro , com ót im as condições físicas e t écnicas. Cam po Mourão é a única cidade do int erior do est ado a t er um Núcleo Experim ent al Operíst ico e um Corpo de Baile Municipal, sendo que este últ im o fazendo part e da Academ ia Munici pal de Ballet que, com 23 anos de exist ência, represent a a cidade em event os de dança. Recent em ent e, a Academ ia int roduziu aulas de dança cont em porânea com o propost a diferenciada, ut ilizando t écnicas corporais diversas, t rabalhando a pesquisa do m ovim ent o e a experim ent ação, levando em cont a as especificidades de

21

Gambiarra é a interseção das três influências básicas responsáveis pela formação do povo brasileiro - o índio, o português e o africano - e as conseqüências dessa miscigenação até os dias de hoje, apresentando um Brasil ácido e repleto de contrastes culturais , onde o precário consolidou-se como um modo de vida. Painel das contradições brasileiras, aproxima o trágico e o ridículo, a sobrevivência e a criatividade, a confusão e o entendimento, o humor e a seriedade. Misturando diversas linguagens, o espetáculo traz à luz alguns paradoxos nacionais, cuja população, em meio a processos repletos de violência em sua formação, apesar de tudo, consegue viver com um bom humor singular.

cada indivíduo. A int rodução dest a ação se deve em grande m edida à professora e bailarina Sam antha Andrade, que se graduou no ano de 2003 no Curso Superior de Dança da Faculdade de Artes do Paraná e para a cidade retornou , assum indo a direção da Academ ia Municipal de Ballet.

Out ra ação relevant e no cam po da dança é o proj et o Dança I ntegrada Masculina – DI M, que t em com o obj etivo despertar em m eninos e adolescentes o gosto pela dança e seu aperfeiçoam ento artístico. Além de aprender fundam entos básicos do balé clássico e dança contem porânea, os int egrant es do proj et o t êm aulas de diversas form as de expressão e m anifestações artísticas com o com plem ento de sua form ação técnica.

É possível observar, com o ingresso da Verve no am bient e cult ural de Cam po Mourão, a em ergência de novas ações. Já em 1997 - ano da inst alação da Verve na cidade - é criada a Lei de I ncentivo Municipal ( m ecenat o e fundo especial de prom oção às at ividades cult urais). Ao longo desse período houve um a sensível transform ação na gestão cultural, na referência art íst ica e valorização do art ist a local. Tam bém ocorreu um a significat iva sofist icação dos espet áculos, aprim oram ent o de suas produções e em sua apresent ação nas m ídias, expandindo outras atividades ligadas às art es, o que gerou um a m aior necessidade de qualificação dos profissionais das art es e de at ividades a elas ligadas.

I sso que fez com que m uitos procurassem se atualizar e aperfeiçoar suas prát icas em out ras regiões, retornando posteriorm ente à cidade, com o é o exem plo de Sam ant ha Andrade, acim a descrit o, lem brando que, t ant o a incorporação de aulas de dança contem porânea, quanto à criação de proj etos volt ad os ao público m asculino e de abrangência sócioeducat ivas tam bém se deram após a inserção da Verve no cenário local, fato que nos faz crer que : “ A criação de um a com panhia est ável possibilit a o assent am ent o de profissionais na sua região – geralm ent e sem ofert a de em prego para bailarinos, professores de dança e coreógrafos” ( Sigrid, 2000: 05) , além de

inst aurar no am bient e um a dem anda para t ais event os e profissionais de áreas afins.

Mariusa Bregoli22, integrante da com panhia, aponta Cam po Mourão hoj e com o um a cidade m ais abert a para t rabalhos cont em porâneos, ávida por conhecer os t rabalhos de out ras com panhias. Tam bém salienta que hoj e a população está m ais atenta com a qualidade de ensino de dança oferecida a seus filhos e a qualidade dos espet áculos e event os art íst icos, que cont am cada vez m ais com a partici pação da com unidade. Um a clara dem onstração que a ent rada de um a nova inform ação no sist em a desest abiliza- o, provocando novas configurações, assim com o a int eração é condição para a em ergência de novas ações. Sua atuação “ rom pe com a expect at iva do que sej a a dança de quem vive isolado num a cidade pequena, distante do circuito por onde a inform ação circula.” ( Katz, 1999)

A Verve t em se dedicado, além da criação de suas produções, a levar novas inform ações à cidade. Foi assim que criou um j ornal, com circu lação bim est ral, que além de ter com o enfoque a cultura e as art es, t raz relatos dos passos percorridos pela com panhia e de com o e onde ela vem ut ilizando as verbas conseguidas por int erm édio da Lei de I ncent ivo. Essa é um a preocupação em m ost rar aos poderes públicos, pat rocinadores e à população , t ant o a viabilidade, quanto a necessidade da m anutenção de polít icas públicas voltada para a cultura.

Atualm ente, a m aior part e dos int egrant es da com panhia são m oradores da própria cidade, que t iveram suas prim eiras experiências com a dança por int erm édio da Com panhia. ” Esses bailarinos que agora fazem a Verve eram aqueles m enininhos que ficavam na beira do palco a espreitar o

22 Diretora assistente e intérprete-criadora da Verve Cia de Dança em entrevista concedida por e-mail em 26 de

que lá acont ecia, ou sej a, j á se passou quase um a geração que t om ou contato com a dança pela Verve.” ( Fernando Nunes)

Hoj e, alguns desses “ m eninos”, agora integrantes da com panhia, t am bém est ão com eçando a desenvolver seus t rabalhos próprios, realizando ações de cunho art íst ico e educacional, t endo com o referência as experiências por eles ad quiridas dent ro do am bient e da com panhia.

Figura 6: (C2H4) n -Plástico ( 2002)23

Com o o cont ext o onde a ação se realiza não est á apart ado daquilo que se produz nele, as escolhas criat ivas da Verve t razem um a profunda relação com o am bient e local, sem , no ent ant o, encerrar- se nas front eiras t errit oriais.

23

Com (C2H4)n-Plástico, também com direção coreográfica de Fernando Nunes, a Verve quer discutir um possível “pensamento plástico” e o poder de sua influência no nosso comportamento. Assim como em um certo dia de nossa existência criamos o plástico e aceitamos sua presença em praticamente todos os aspectos cotidianos de nossas vidas, teremos de nos acostumar com as grandes mudanças que ocorrerão na biologia durante este século: com a idéia de um homem “moldável” discutindo seu destino genético. (C2H4)n -Plástico realça a emergência de novas tendências. Tenta sintonizar conceitos eletrônicos com conceitos artísticos, fundindo corpo e tecnologia.

Um entendim ento de am biente com o sistem a dinâm ico e adaptativo, um agent e at ivo no processo de criação dos processos com unicacionais do corpo que dança, um fluxo, ent re int erno e ext erno, que infere im plicações m últiplas, tanto no corpo, quanto no contexto relacional. Um discurso form ulado nas int erm ediações com o m undo. Com o diz Bregoli: “Som os um sistem a aberto e recebem os inform ações todo o tem po do am biente em que est am os inseridos, port ant o, som os result ado de inform ações que buscam os, m esm o à dist ância, e inform ações que absorvem os aqui e agora.”

Est a dinâm ica pode ser percebida no t rabalho Truvej a pra nóis chorá, de 1999, que t raz o int erior do país com o t em át ica, prom ove ndo um a int erface ent re o regional e o cont em porâneo.

Truvej a Pra Nóis Chorá, é daqueles espetáculos que alim enta a certeza de que se faz, sim , dança de m uita qualidade fora dos grandes centros ( ...) A obra const rói- se de um a m aneira que a distingue. O gestual e os m ovim entos são tecidos de um a form a em que o com prom isso de dançar o que é nosso ou o desej o de hom enagear as nossas raízes se instaura com o um a m oldura. Dentro dela, não são os personagens prontos, m as sim aquilo que os produz que é desenvolvido. Nesse m ovim ento, ao abandonar a aparência fácil, Truveja Pra Nóis Chorá passa a tratar poeticam ente o trivial do cotidiano. O que m ais im porta, em term os de construção cênica, talvez seja a capacidade da Verve de entender a dança com o um cam po de produção de conhecim ento. Quer se com unicar, m as não abre m ão de acom panhar os experim entos do seu tem po” .( KATZ in: O Estado de São Paulo - 03/ 12/ 1999)

Figura 7: Feique – Em algum lugar, porém , aqui (2 005)24

O am bient e favorável encontrado para a construção e propagação das idéias t razidas pelos art ist as int egrant es da Verve foi, e t em sido , precioso para a m anut enção da com panhia. No entanto, nem t udo é favorável. A com panhia, com o a dança brasileira, carece ainda de um a estrutura que perm it a um a independência financeira frent e aos recursos oriundos de Leis de I ncent ivo à Cult ura. Hoj e, com a ret irada do pat rocínio da Brasil Telecon25, a com panhia t eve que adot ar out ras est rat égias para sua m anut enção e cont ar apenas com o pat rocínio das em presas locais o que, por um lado, dem onst ra o est ágio de valoração da com panhia diant e da com unidade local, t am bém fica aquém do necessário para a devida m anutenção da com panhia.

24 O espetáculo discute, ora com olhar crítico, ora com pura ironia, signos que trazem à tona questões como morte,

banalidade, diferenças, dependência física e psicológica, entre outras. Seis intérpretes, sendo cinco bailarinos e um músico, relacionam-se em cena, produzindo a linha dramática da obra, construindo personagens que vivem numa linha tênue de exclusão social.

Os patrocínios que chegam, via Lei de Incentivo Municipal, cobre som ent e as despesas com aluguel, água, luz e t elefone. Nos últ im os dois anos, a com panhia conta com a disponibilidade de seus integrantes, pois não oferece salário. Aos int egrant es, é dest inada um a pequena som a de cerca de trezentos reais, a tí t ulo de aj uda de cust o e, com o extras, os cachês advindo das apresent ações realizadas.

Est a problem ática tem trazido dificuldades à sobrevivência da com panhia. Sem receber salários, os profissionais, em busca de m elhores condições, acabam por m igrar para out ras com panhias ou m esm o passam a se dedicar a outras atividades, e assim as produções ficam com prom etidas.

Out ras experiências com o a da Verve e, m esm o int érpret es criadores com t rabalhos solos, at ualm ent e se encontram em situação de crise e lutam por sua perm anência, dem onstrando a necessidade em se buscar m odelos próprios de gest ão e organização, assim com o a necessidade do poder público at uar de fat o frent e às responsa bilidades que lhe são inerent es.

(...) um a das funções do estado é evitar que os bens e as atividades culturais sejam reduzidos a m ercadorias e defender aquilo que na vida sim bólica das sociedades não pode ser com ercializável, é necessário que haja espaços com o os m useus nacionais, as escolas, as universidades públicas e os centros de pesquisa e experim entação artística subsidiados pelo Estado, ou por sistem as m istos onde a colaboração de governos, em presas privadas e agrupam entos independentes garantam o interesse e as necessidades de inform ação e recreação da m aioria não sejam subordinadas às rentabilidades com erciais. (Canclini, 2003: 181 -182)

Atualm ent e, a m aioria das com panhias t em nas Leis de I ncent ivo à Cult ura, sua principal font e de recursos. O repasse desses recursos, por parte dos poderes públicos, são realizados por m eio da renuncia fiscal, onde

o estado abre m ão de im post os a serem recolhidos por em presas privadas para que elas invist am em cult ura.

Est e m odelo, que t em início em âm bit o federal com a criação da Lei Sarney26, cria um cenário em que o est ado t ransfere para a iniciat iva privada a gest ão e dest inação dos recursos que, em últim a estância, são públicos, ou sej a, coloca nas m ãos de organizações part iculares o poder de t om ada de decisão sobre quem deve ou não t er suas produção viabilizada. Com isso, os depart am ent os de m arket ing dessas em presas passam a t er a poder de decisão, rest ringindo o pat rocínio de proj et os que não cont enham caract eríst icas que sej am lucrat ivas do pont o de vist a da em presa e de seus produt os, criando um a nefast a exclusão das produções de t eor invest igat ivo, um dirigism o est ét ico que deve ser seguido caso se queira obt er os t ais pat rocínios.

O que se evidencia nesta estrutura é um processo de exclusão pela inclusão, que rem ete a um a figura do direito rom ano arcaico, o hom o sacer, sendo aquele que possui um a vida insacrificável, m as todavia m atável, expost o ao poder soberano, “ a vida hum ana é incluída no ordenam ent o unicam ent e sobre a form a de sua exclusão ( ou sej a, de sua absolut a m at abilidade) ” ( Agam ben, 2002: 16) . Ou sej a, o hom o sacer poderia ser m ort o sem que o seu assassino sof resse qualquer penalidade. I sso significa que só est ava incluído na lei para ser excluído.

Suj eito ao poder político de decisão das instâncias fom entadoras, a dança se vê capturada pela dom inação do poder soberano , ou sej a, está incluída no ordenam ent o ( m ecanism os de incentivo) , todavia incluída de m aneira excludente, sob a form a de sua m atabilidade, pois, na m edida em que não são prom ovidas “ adequações” nos proj et os art íst icos, para

26 Primeira lei federal destinada à cultura (Lei n.° 7.505 de 02 de julho de 1986). Caracterizada pela renúncia fiscal

enquadrá- los aos critérios que norteiam a concessão de patrocínios, a dança

Belgede Acele kamulaştırma (sayfa 49-54)