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AĞIZ SAĞLIĞINA YÖNELİK SANAYİ VE ÜLKEMİZDE

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AĞIZ SAĞLIĞINA YÖNELİK SANAYİ VE ÜLKEMİZDE

De forma similar às barreiras de entrada em uma indústria, que dificultam a entrada de novos concorrentes pelo custo adicional que impõem à decisão de entrada, existem barreiras de saída que dificultam o desaparecimento de parcelas de oferta por representar custos importantes para tal decisão. As barreiras de saída são fatores econômicos, estratégicos e, até, emocionais, que mantém as empresas competindo numa indústria mesmo quando seus retornos ficam consistentemente abaixo da rentabilidade básica da economia. Quando a dificuldade de saída de uma indústria é grande, o excesso de oferta não desaparece, pois os concorrentes em situação fraca recorrem a todo tipo de táticas para manter-se em operação, principalmente a diminuição de preços quando a demanda é reduzida, com isso reduzindo a rentabilidade da toda a indústria.

Segundo Porter (1986) as principais barreiras de saída são: • Ativos duráveis e especializados:

Quando os ativos de uma empresa são altamente especializados nas suas funções, e o período de amortização do investimento feito neles é longo, o concorrente que quiser dispor dos mesmos terá dificuldade em fazê-lo. A liquidação do negócio terá, então, um custo adicional que dificultará a decisão de saída. Em casos extremos os ativos só poderão ser vendidos com enorme redução de valor e, como agravante, para continuarem no mesmo ramo de atividade e na mesma região, com isto alimentando maior concorrência a custos ainda mais baixos.

• Custos fixos de saída:

Os custos de saída podem estar representados pelos custos trabalhistas a serem enfrentados na desativação de firmas, os custos da própria equipe encarregada da desativação (advogados, contadores, etc.), custos de recuperação ambiental de áreas afetadas pela atividade da empresa, investimento em estoques de peças sobressalentes para manutenção futura nos clientes e outros similares. É importante levar em consideração a possibilidade de um custo indireto provocado pela desmotivação da equipe quando for conhecida a decisão de encerrar as atividades.

• Barreiras de saída estratégicas:

Uma empresa diversificada pode enfrentar dificuldades ao encerrar as atividades de um dos seus negócios se este resulta importante para a manutenção de outro dos seus negócios. É a chamada inter-relação estratégica. A importância pode ser devida a uma relação de fornecimento ou consumo de produtos, ou até a simples imagem da empresa que pode estar fortemente associada ao negócio periclitante.

Outra forma de barreira estratégica está representada pela eventual dificuldade que a saída representará para a manutenção de boas relações com os mercados financeiros e de capitais. Se o negócio a ser desativado é de porte em comparação com a corporação total, a sua credibilidade e capacidade de crédito podem ser afetadas.

• Barreiras de informação:

Em casos de corporações em que os diversos negócios estão fortemente relacionados uns com os outros, a empresa pode ter dificuldades em entender e quantificar adequadamente seu desempenho real. Negócios pouco rentáveis podem estar disfarçados em seus resultados por outros de melhor rendimento, não conseguindo ter uma justificativa para sair.

• Barreiras emocionais ou gerenciais:

Em teoria econômica, como a aplicamos aos negócios, qualquer decisão de saída de um negócio deveria ser tomada com critérios puramente racionais. Isto nem sempre ocorre devido às ligações emocionais que são geradas, principalmente, pelos fundadores das empresas e seus sucessores no comando. A descontinuidade das atividades realizadas pelos empregados pode representar para eles um problema de orgulho, ou a sensação de um rompimento de identificação e confiança com o negócio e, até, a diminuição das condições de emprego futuro pela simples associação com um “fracasso”.

Um aspecto importante em empresas grandes é que a diminuição do tamanho do negócio representada pelo fechamento de uma atividade, pode representar, para os executivos no comando, uma diminuição do poder detido. Este aspecto leva à continuidade de operações pouco rentáveis em detrimento da indústria como um todo.

• Restrições de ordem governamental ou social:

Em muitas situações um negócio não pode ser desativado devido às imposições legais existentes. Um caso bem conhecido é o dos incentivos fiscais obtidos por empresas para instalar suas operações em algumas regiões. A simples desativação não pode ser realizada por representar uma quebra de contrato e estar associada a grandes custos de multas e penalidades.

As dificuldades também podem ser de ordem social. A desativação de um negócio pode representar desemprego em massa, se este negócio representa uma proporção grande do emprego em uma região ou cidade determinada, o que trará dificuldades grandes para a absorção da massa de trabalhadores, com conseqüências sociais importantes. Seja por imposição dos governos, ou pela consciência social da empresa, este fator pode representar uma dificuldade grande para a saída de uma indústria.

Hax e Majluf (1996) propõem os mesmos tipos de barreiras de saída, mas agregam a eles a intenção declarada de um concorrente querer ser um “estorvo” para os demais concorrentes, como um fator merecedor de destaque em separado. Para Porter este seria um caso particular das inter-relações estratégicas analisadas antes.

Grant (2005) descreve de forma muito sumária as barreiras de saída, sem agregar elementos de interesse particular ao já descrito por Porter.

De forma interessante Barney (2002) não menciona as barreiras de saída como elemento importante na descrição do modelo das cinco forças, mas as trata como caso particular da sua análise de estratégias corporativas e alianças estratégicas. Nesta o autor menciona um único fator como barreira de saída: a assimetria de valores criada pela informação imperfeita sobre a qual se baseia a compra de ativos por parte de eventuais interessados. Refere-se o autor a este problema como sendo o “problema do limão”. Com efeito, compara ele a venda de ativos de uma empresa à venda de um carro usado. Nesse mercado, os carros usados tanto em bom estado e de boa procedência, quanto aqueles que deixam muito a desejar, são anunciados como se fossem excelentes compras. Desta forma um comprador estará sempre colocando-se na posição mais conservadora e pagando o valor correspondente a um carro em mau estado,

mesmo que este não seja o caso. Assim, o vendedor de um ativo poderá não conseguir comunicar adequadamente o comprador sobre as qualidades do mesmo, e obterá um preço na venda inferior ao seu verdadeiro valor. Na análise de Porter (1986) este fator de barreira de saída estaria classificado como ativos especializados, não modificando, assim, a descrição original do criador do modelo.

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Benzer Belgeler