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2.4 Hareket Engelliler İçin Açık Alan Kullanım Standartları

2.4.2 Açık alan kullanım standartları

Tanto a literatura sobre Economia Criativa quanto Estratégia como

Prática sinalizam sobre a importância do indivíduo para as

organizações, seja através do elemento talento (EC), seja por meio do elemento

praticantes (EcP). Isso implica que, independente do elemento a ser estudado, a

figura do indivíduo merece atenção. Com base nas informações que emergiram dos dados, essa preocupação foi sintetizada como propriedade da categoria central e

pode ser explicada pela compreensão da importância de dois

elementos: individuação e indiferenciação. A figura abaixo relaciona a propriedade com alguns códigos e citações.

Figura 22: Propriedade “Compreensão da individuação e indiferenciação” e algumas citações Fonte: Dados da pesquisa (2015).

O termo individuação11 pode indicar distinção de algo de outros do mesmo

tipo; na psicologia de Jung, corresponde ao processo pelo qual a totalidade do indivíduo é estabelecida através da integração da consciência com o inconsciente coletivo; na zoologia, compreende o desenvolvimento de unidades separadas, mas mutuamente interdependentes, assim como o desenvolvimento de zooides, formando uma colônia. Na pesquisa, a individuação vai se aproximar do primeiro sentido léxico apontado, mas também assumirá significação própria, retratando o ato de identificar o indivíduo como diferenciado, importante, único e contribuidor de sua própria maneira para os objetivos e estratégias da organização.

Se uma pessoa me chama e me quer no trabalho porque me considera criativo, que eu desenvolvo um trabalho diferente, eu preciso estar livre pra poder fazer isso (B5, músico).

Dessa forma, a individuação também implica dar autonomia, voz e

recursos para que o que existe de diferencial e único no indivíduo possa aparecer e contribuir para a estratégia da organização. Optou-se por essa terminologia em detrimento da individualidade, uma vez que a última poderia dar intenção de sujeito separado do todo, da equipe. A individuação oferece suporte para o afloramento das singularidades do indivíduo, mas sem o separar de um contexto social, de um grupo.

A indiferenciação retrata o ato de não diferenciar, ou seja, não tratar pejorativamente ou discriminar indivíduos na organização por possuírem alguma diferença, étnica, ideológica, de gênero, de orientação sexual ou quaisquer outras. Em vez disso, a organização deve buscar a diversificação para alcançar diferencial competitivo.

Não, nem fede nem cheira. É. O que importa é a qualidade do músico e do ser humano. Por quê? Porque você passar noventa dias dentro de um ônibus e de um hotel e se for gente, se for fofoqueiro, gente cheia de qui qui qui cá cá cá, Aí meu irmão, não vai (D8, produtor executivo).

Então as diferenças de gostos musicais, as diferenças, quaisquer que sejam elas, elas são tratadas digamos de forma interna, de discussões e talvez

seja esse o diferencial. Se todo mundo pensasse igual, não teria a menor graça (C7, produtor executivo).

Uma compreensão equivocada dos dois termos apresentados poderia concluir que seria impossível a indiferenciação coexistir com a individuação, uma vez que enquanto o primeiro sinaliza o tratamento igualitário independente das diferenças individuais, o segundo sugere atenção especial às singularidades do indivíduo. Explica-se que a indiferenciação não implica visão homogênea do indivíduo, mas busca não prejudicá-lo por causa de suas diferenças. A individuação, por sua vez, dá subsídios para as características únicas do sujeito que podem agregar valor para que os objetivos da empresa aflorem.

A propriedade se evidencia como uma conversa entre os elementos talento e

tolerância adotados pro Florida e praticantes e práxis propostos por Whittington, pois

sugere uma gestão de talentos sem preconceitos, valorizando o diferencial do indivíduo e buscando suas contribuições (microações) enquanto estrategista.

No quadro abaixo, são explanadas as dimensões da propriedade em análise.

PROPRIEDADE DIMENSÃO CONCEITO

Compreensão da individuação e

indiferenciação

alta compreensão (+) Organizações que tanto dão oportunidade para o talento individual florescer e contribuir para os objetivos organizacionais quanto buscam respeitar e abraçar a diversidade entre os indivíduos. compreensão parcial

(+/-)

Organizações que adotam apenas uma medida das duas que a compreensão total engloba. baixa compreensão (-) Organizações que não adotam nenhuma medida

das duas que a compreensão total engloba. Quadro 19: Dimensões da propriedade “Compreensão da individuação e indiferenciação” Fonte: Dados da pesquisa (2015).

Dessa forma, será mostrado de que maneira os grupos estudados se encontram nas dimensões da propriedade em análise:

Propriedade: Compreensão da individuação e indiferenciação

Banda A B C D

Dimensão +/- + + +

Quadro 20: Bandas pesquisadas quanto à “Compreensão da individuação e indiferenciação” Fonte: Dados da pesquisa (2015).

O quadro sinaliza a importância da indiferenciação e necessidade da individuação para as organizações estudadas.

A banda A configura-se como compreendedora parcial da individuação e

diferenciação, uma vez que, mesmo dando espaço para o músico se mostrar

enquanto indivíduo talentoso e contar com a diversidade na banda, já vivenciou episódios de atritos por causa das diferenças.

Olha, dentro da orquestra já, já vivenciei isso sim, mas comigo não. Até pelo fato de eu ser a pessoa que tem a função de liderar essa turma, eu fico sempre pisando em ovos, tentando escutar todo mundo, tentando equilibrar. Mas assim, eu já vivenciei sim, desde as formações anteriores até a de hoje, algumas situações como essa. Mas eu acho que mais entre A3 e eles (A1, produtor executivo).

Com base nas outras citações dos entrevistados, as demais bandas pesquisadas se apoiam na diversidade de indivíduos e confiam na

capacidade e na singularidade de sujeitos talentosos em contribuir

estrategicamente. Logo, pode-se chegar à segunda hipótese de pesquisa:

H2: Organizações musicais inseridas na Economia Criativa e que evidenciam Estratégia como Prática em suas rotinas consideram a individuação e a indiferenciação determinantes para a existência do negócio.

Pode-se afirmar que a hipótese H2 indica uma tendência das organizações musicais inseridas na Economia Criativa e que evidenciam Estratégia como Prática nas suas rotinas em adotar a individuação e indiferenciação no tocante a seus relacionamentos com seus indivíduos.

Benzer Belgeler