• Sonuç bulunamadı

Açıkça ve Bariz Bir Biçimde İhlalin Olmadığının Görülmes

H. Açıkça Dayanaktan Yoksun Olmama

2. Açıkça ve Bariz Bir Biçimde İhlalin Olmadığının Görülmes

A coleta de dados foi realizada no período de 06 de dezembro de 2010 a 07 de janeiro de 2011. Foi empregada a técnica de entrevista em profundidade, semi-aberta gravada e observação participante.

4.5.1 A Entrevista em profundidade

Segundo Duarte (2005), a entrevista em profundidade é uma técnica qualitativa que explora um assunto a partir da busca de informações, percepções e experiências dos informantes, que o entrevistador analisa e apresenta de forma estruturada. Dentre as principais qualidades dessa abordagem está a flexibilidade de permitir ao informante definir os termos da resposta e ao entrevistador ajustar livremente as perguntas. É extremamente útil para estudos do tipo descritivo, que buscam mapear uma situação ou campo de análise, descrever e focar determinado contexto.

As entrevistas do tipo em profundidade podem ser abertas e semi-abertas (DUARTE, 2005). Para a realização deste estudo foi utilizado o modelo de entrevista semi-aberta, que parte de um roteiro-base.

O modelo de entrevista semi-aberta tem origem em um roteiro-guia de questões que dão cobertura ao interesse de pesquisa. Ela "parte de certos questionamentos básicos, apoiados em temas que interessam à pesquisa, e que, em seguida, oferecem amplo campo de interrogativas, fruto de novos temas ou tópicos relevantes a pesquisa, que vão surgindo à medida que se recebem as respostas do informante" (TRIVINOS, 1990).

Objetivos Específicos Perguntas Artigos Lei 10.216/2001 Identificar como os

profissionais de saúde que trabalham no serviço estudado compreendem as facilidades e dificuldades: de acesso ao serviço; de acesso a um cuidado humanizado e integrado à família e comunidade em um ambiente menos invasivo. Como é o processo de hospitalização aqui? Os pacientes têm fácil acesso ao hospital? Qual a participação da família? E da comunidade? Você considera o cuidado humanizado?

Art. 2º. Parágrafo único. São direitos da pessoa portadora de transtorno mental:

I- ter acesso ao melhor tratamento do sistema único de saúde, consentâneo às suas necessidades. II- ser tratada com humanidade e respeito e no interesse exclusivo de beneficiar sua saúde, visando alcançar sua recuperação pela inserção na família, no trabalho e na comunidade.

VIII- ser tratada em ambiente terapêutico pelos meios menos invasivos possíveis.

Identificar como os profissionais de saúde que trabalham no serviço estudado compreendem o acesso à informações sobre doença e a internação, a garantia do sigilo nas informações prestadas e o acesso aos meios de comunicação disponíveis.

Durante a hospitalização quais

informações você fornece ao paciente? Você acha suficientes?

As informações prestadas são sigilosas?

Quais os meios de comunicação

disponíveis ao paciente? Como é o

acesso a esses meios?

Art. 2º Nos atendimentos em saúde mental, de qualquer natureza, a pessoa e seus familiares ou responsáveis serão formalmente cientificados dos direitos enumerados no parágrafo único deste artigo.

Art. 2º. Parágrafo único. São direitos da pessoa portadora de transtorno mental:

IV- ter garantia de sigilo nas informações prestadas;

VI- ter livre acesso aos meios de comunicação disponíveis

VII- receber o maior número de informações a respeito de sua doença e de seu tratamento.

Identificar o conhecimento dos profissionais de saúde sobre as diferenças e especificidades dos tipos de internações dos portadores de transtornos mentais.

Quais os tipos de internação aos quais seus pacientes podem ser submetidos? Quais as diferenças entre elas? Qual o papel do Ministério Público no processo de internação? E o papel do médico? E o seu papel?

Art. 6º A internação psiquiátrica somente será realizada mediante laudo médico circunstanciado que caracterize os seus motivos. Parágrafo Único. São considerados os seguintes tipos de internação psiquiátrica: I- internação voluntária: aquela que se dá com o consentimento do usuário;

II- internação involuntária: aquela que se dá sem o consentimento do usuário e a pedido de terceiro; e III- internação compulsória: aquela determinada pela justiça

Art.7º A pessoa que solicita voluntariamente sua internação, ou que a consente, deve assinar, no momento da admissão, uma declaração de que optou por esse regime de tratamento

Parágrafo único. O término da internação voluntária dar-se-á por solicitação escrita do paciente ou por determinação do médico assistente

Objetivos Específicos Perguntas Artigos Lei 10.216/2001

Art. 8º A internação voluntária ou involuntária somente será autorizada por médico devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina - CRM do Estado onde se localize o estabelecimento.

§1º A internação psiquiátrica involuntária deverá, no prazo de setenta e duas horas, ser comunicada ao Ministério Público Estadual pelo responsável técnico do estabelecimento no qual tenha ocorrido, devendo esse mesmo procedimento ser adotado quando da respectiva alta.

§2º O término da internação involuntária dar-se-á por solicitação escrita do familiar, ou responsável legal, ou quando estabelecido pelo especialista responsável pelo tratamento.

Art. 9º a internação compulsória é determinada, de acordo com a legislação vigente, pelo juiz competente, que levará em conta as condições de segurança do estabelecimento, quanto à salvaguarda do paciente, dos demais internados e funcionários.

Art. 2º Parágrafo único. São direitos da pessoa portadora de transtorno mental: V – ter direito à presença médica, em qualquer tempo, para esclarecer a necessidade ou não de sua hospitalização involuntária. Art. 4º §2º O tratamento em regime de internação será estruturado de forma a oferecer assistência integral à pessoa portadora de transtornos mentais, incluindo serviços médicos, de assistência social, psicológicos, ocupacionais, de lazer, e outros. Identificar como os

profissionais de saúde compreendem os direitos humanos elencados na Lei 10.216/2001, que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental.

Você conhece os direitos de seus pacientes? Você acha que neste momento esses direitos são respeitados? Por que são? Por que não são?

Art. 2º Nos atendimentos em saúde mental, de qualquer natureza, a pessoa e seus familiares ou responsáveis serão formalmente cientificados dos direitos enumerados no parágrafo único deste artigo.

conclusão.

Quadro 1 - Interrelação entre os objetivos, as perguntas de pesquisa e os artigos da Lei 10.216/01.

Antes do início da entrevista, foram explicados aos participantes os objetivos do estudo e, após o consentimento verbal em participar da pesquisa, foi solicitado que assinassem o termo de consentimento pós-esclarecido. Dos 33 entrevistados, apenas um (AS7) não autorizou a gravação da entrevista.

A coleta e transcrição dos dados na íntegra foi realizada pela própria pesquisadora.

4.5.2 A Observação Participante

A observação participante consiste na inserção do pesquisador no interior do objeto observado, tornando-se parte dele, interagindo com os sujeitos e buscando partilhar o seu cotidiano para sentir o que significa estar naquela situação (QUEIROZ et al., 2007), tendo também a “possibilidade de obter a informação no momento em que ocorre o ato na presença do observador (QUEIROZ et al., 2007, p. 281). É uma técnica muito utilizada na abordagem qualitativa, uma vez que proporciona comprovar ou não os dados obtidos na entrevista, pois nem sempre os relatos dos sujeitos são compatíveis com o que é demonstrado em seus comportamentos.

“Na observação participante, tem-se a oportunidade de unir o objeto ao seu contexto, contrapondo-se ao princípio de isolamento no qual fomos formados” (QUEIROZ et al., 2007, p. 278).

Foram seguidas as três etapas essenciais da observação participante descrita por Richardson (1999): 1ª) Aproximação do pesquisador com o grupo em estudo; 2ª) Obtenção da visão de conjunto deste grupo. Essa etapa foi realizada com o estudo de documentos oficiais; reconstituição da história do grupo e do local; observação da vida cotidiana; levantamento de pessoas-chave e entrevistas não direcionadas com as pessoas que poderiam ajudar na compreensão da realidade 3ª) Sistematização e organização dos dados (QUEIROZ et al., 2007).

O instrumento utilizado para o registro do trabalho e observação participante foi o diário de campo. Cruz Neto (1998, p. 63-64) ressalta que

O diário de campo é impessoal e intransferível. Sobre ele o pesquisador se debruça no intuito de construir detalhes que no seu somatório vão congregar os diferentes momentos da pesquisa. Demanda um uso sistemático que se estende desde o primeiro momento da ida ao campo até a fase final da investigação. Quanto mais rico for em anotações esse diário, maior será o auxílio que oferecerá à descrição e à análise do objeto estudado.

Benzer Belgeler