1. TARİHSEL SÜREÇTE KUR’AN ÖĞRETİMİ ve ELİFBALAR
2.1.2. Şekil-Renk-Zemin İlişkisi Bakımından Elifbalar
Distintas intensidades de exploração (extração + resíduos) podem ser produzidas pelos madeireiros em função de fatores naturais e fatores humanos. Os fatores naturais são determinados pelas características do ambiente florestal, como relevo, tipologia e composição vegetal, densidade das espécies, conservação e idade da floresta. Os fatores humanos refletem a quantidade de madeira retirada e os procedimentos para a extração, sendo determinados por um conjunto de fatores como: a definição pelos madeireiros das espécies a serem extraídas, o limite de diâmetro e altura das árvores de interesse comercial, planejamento das trilhas, equipamentos empregados, entre outros quesitos. Os procedimentos realizados pelos madeireiros geralmente seguem a facilidade na execução das tarefas, descomprometidos com a destruição causada pela atividade. Todos esses fatores constituem informações de entrada para determinar a intensidade da exploração. A Figura 22 apresenta um esquema dos fatores de influência, destacando sua interação.
Figura 22 – Alguns fatores de influência na intensidade de exploração madeireira na floresta Amazônica.
O primeiro fator humano é a definição pelo madeireiro das características das árvores a serem extraídas, como espécies e dimensões comerciais. Essa decisão é diretamente baseada em fatores econômicos, atrelados à localização e acessibilidade da floresta, tipo de transporte empregado entre floresta e serraria, valor de mercado das espécies e demanda do mercado por madeira nativa. Ao acessar a floresta, o madeireiro identifica as árvores de interesse, determinando nesse momento a quantidade de madeira que será extraída, ou seja, a intensidade da extração a ser realizada. Estima-se que em média de três a nove árvores por hectare são extraídas no modelo convencional. As árvores comerciais podem estar posicionadas na floresta perto umas das outras ou disposta de forma dispersa; assim como sua localização pode ser próxima de estradas e rodovias existentes. Asner et al (2005) afirma que a extração seletiva das árvores causa redução difusa do dossel da floresta exatamente pela dispersão das árvores comerciais. A variação do número de árvores e uma hipótese de sua localização relativa estão ilustradas na Figura 23.
(a) (b)
Figura 23 – Exemplos de número de árvores por hectare extraídas em exploração convencional: cenário de baixa extração (a) e cenário de elevada extração (b)
Para acesso às árvores comerciais, trilhas são abertas na floresta a partir de uma estrada aberta anteriormente. A criação desses percursos, muitas vezes sem qualquer planejamento prévio, gera a destruição da biomassa sem valor, naquele momento, para o madeireiro. O grau de impacto dos caminhos abertos na floresta dependerá da localização das árvores e das técnicas e equipamentos utilizados. Algumas vezes, a tora pode ser retirada da floresta em caminhos diferentes dos usados para acessar a árvore, aumentando a degradação da vegetação para criação de nova trilha (FFT, 2005). Pode se associar a maior parte dos resíduos gerados na extração das árvores às trilhas de acesso às arvores comerciais (Johns; Barreto; Uhl, 1996; Uhl et al., 1991). Johns; Barreto e Uhl (1996) estimam a largura de trilhas abertas pelos madeireiros em 3,7 m, afetando a floresta em adicionais 4 m para cada lado da trilha. O comprimento das trilhas é estimado entre 40 m (Verissimo et al., 1992) e 53 m por árvore extraída (Uhl et al., 1991). Para Johns; Barreto e Uhl (1996) a abertura das trilhas afeta cerca de 10% da área florestal. Hipóteses de localização das árvores comerciais e rota de acesso para dois cenários de exploração estão ilustrados na Figura 24.
(a) (b)
Figura 24 – Exemplos de trilhas para acesso às árvores comerciais para cenário de baixa extração (a) e cenário de elevada extração (b)
O corte e derrubada da árvore é outro relevante fator de destruição da biomassa da floresta. Tanto os procedimentos de movimentação dos equipamentos realizados pelos madeireiros, como o porte da árvore, determinam a destruição em seu entorno. Na queda das árvores, algumas vezes essas são derrubadas sobre outras árvores de menor porte, danificando ou matando essa vegetação, com objetivo de garantir a integridade do tronco comercial, para que não se quebrem no impacto com o solo (informação verbal)9. Estima-se que a biomassa em um raio de 12 m ao redor das árvores extraídas seja intensamente destruída na exploração convencional10 (Schulze et al., 2006). A Figura 25 ilustra duas alternativas desse impacto na área da floresta.
Após a extração, as toras são encaminhadas para uma área de estocagem. A criação dessas áreas implica em intensa destruição, com remoção total da vegetação, chamada de corte raso (FFT, 2005). Em áreas de manejo florestal, uma área de estoque pode ser estimada em 25 m x 20 m (FFT, 2005), que atende a cerca de quatro hectares, portanto 125 m²/ha. Não foram encontradas referências para a dimensão dos estoques em exploração convencional, sendo provável que não exista qualquer padrão. A Figura 26 representa o possível efeito da extração seletiva na cobertura da floresta Amazônica para exemplos de cenário de baixa extração e de elevada extração.
9 Entrevista com funcionário de empresa do ramo de madeiras nativas na Amazônia, em 27 de abril
de 2011.
(a) (b)
Figura 25 – Exemplos de efeito da movimentação dos equipamentos, corte das árvores comerciais na floresta e criação de áreas de estocagem de toras para cenário de baixa extração (a) e cenário de elevada extração (b)
(a) (b)
Figura 26 - Exemplos de efeito da extração seletiva na cobertura da floresta Amazônia para cenário de baixa extração (a) e cenário de elevada extração (b)
A degradação da floresta para extração de toras comerciais tem efeitos na concentração de biomassa por longos períodos. Na Figura 27, em imagens de satélite produzidas por Asner et al (2002), é possível identificar a recuperação da floresta em duas diferentes glebas. Em
uma delas, mesmo 3,5 anos após o episódio de exploração madeireira, tempo em que a vegetação de copa se reconfigurou e reduziu significativamente as clareiras na cobertura da floresta, ainda é possível identificar as áreas de estocagem de toras, abertas ao longo das trilhas secundárias.
0,5 ano 1,5 ano 2,5 anos 3,5 anos
Figura 27 - Intensidade de degradação do dossel em diferentes períodos após extração convencional de madeira, em leitura de imagens obtidas por satélite.
Fonte: extraído de Asner et al (2002)
Os equipamentos empregados também interferem na intensidade da exploração sobre a área. Segundo Asner et al (2002), o uso de um único tipo de trator para as diversas tarefas envolvidas na extração é um hábito comum, e contribui de forma relevante para aumentar o impacto causado pela atividade. Em uma floresta manejada, Johns; Barreto e Uhl (1996) comparou a degradação provocada por dois modelos de tratores, os skidders e os
bulldozers, tendo este último afetado uma área 13% maior que o primeiro. Uma razão seria
a adequação do equipamento para uso em atividades de exploração madeireira (Amata, 2008a).