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1. TARİHSEL SÜREÇTE KUR’AN ÖĞRETİMİ ve ELİFBALAR

2.1.4. Çalışma Yaprakları Bakımından Elifbalar

Estima-se que a área degradada pela extração seletiva de madeira seja similar à área de desmatamento (corte raso) na região Amazônica (INPE, 2010a; Nepstad et al., 1999). Há mais de duas décadas, os índices históricos de desmatamento da floresta Amazônica brasileira são acompanhados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) por meio de imagens de satélite, principal método utilizado para rastrear desmatamento e degradação na floresta Amazônica.

Resultados recentes indicam que teriam sido desmatados entre 2,7 x106 ha em 2004 e 0,7 x106 ha em 2010 (INPE, 2010a), demonstrando uma tendência de redução do índice. Já dados dos índices de degradação da Amazônia foram divulgados apenas entre os anos 2007 e 2009, tendo variado de 1,6 x106 ha, em 2007, a 2,7 x106 ha, em 2008, e reduzido para 1,3 x106 ha, em 2009 (INPE, 2010b). Índices de desmatamento e degradação podem ser acompanhados na Figura 30. Relatório do INPE (2010b) declara que 12,4% do total de áreas degradadas em 2007 sofreram corte raso em 2008, constatando que a degradação pode anteceder o desmatamento.

Figura 30 - Taxa de desmatamento anual entre 1988 e 2010 (Prodes) e degradação anual entre 2007 e 2009 na Amazônia brasileira (Degrad)

Fonte: INPE - Prodes e Degrad (2010a, 2010b)

O monitoramento da floresta Amazônica é realizado de forma constante pelo INPE. Ao receber alertas de desmatamento, as imagens de satélite da área em questão são avaliadas em maior resolução, buscando-se validar ou invalidar o alerta. As áreas com ações de desmatamento e degradação validadas em 2010 e 2011 estão expressas na Figura 31. Esse sistema de avaliação não totaliza as áreas com interferência antrópica, pois envolve

2.105 1.103 2.906 1.323 2.742 624 2.741 1.330 0 1.000 2.000 3.000 1987 1991 1995 1999 2003 2007 2011 10 ³ ha desmatamento degradação

apenas as áreas que receberam alerta, mas oferece um parâmetro da intensidade e tendência das ações de degradação ao longo do tempo, assim como a identificação dos meses com maior incidência de alertas validados.

Figura 31 - Área com corte raso e diferentes níveis de degradação na Amazônia brasileira, nos anos de 2010 e 2011, segundo avaliação por sistema Deter.

Fonte: INPE - Deter (2012)

As estimativas de degradação da Amazônia brasileira também estão presentes em literatura: de acordo com Nepstad et al (1999), a extração de madeira pode trazer danos entre uma taxa de 1,0 x106 ha.ano-1 a 1,5 x106 ha.ano-1; Asner et al (2005) estima entre 1,2 x106 ha.ano-1 e 2,0 x106 ha.ano-1; e segundo Huang e Asner (2010), a taxa de degradação seria de 1,6 x106 ha.ano-1. Conforme afirma Asner et al (2005), na Amazônia, a extração seletiva de madeira pode incrementar o impacto gerado por processos de desmatamento em até 25%.

A extração seletiva pode ser de difícil identificação por meio de imagens de satélite, pois a atividade madeireira causa redução difusa da copa da floresta (Asner et al., 2005). Os obstáculos apresentados pelo método são: resolução das imagens, identificação das ocorrências e interpretação das cores (Huang; Asner, 2010). Além disso, o tempo desde o episódio de extração pode mascarar a degradação, pois o crescimento de nova vegetação promove o rápido fechamento do dossel (Asner et al., 2002; Gerwing; Vidal, 2002). Por esse método, Matricardi et al (2010) estima que de 40% a 50% da cobertura da floresta pode ser subtraída em operações de corte seletivo intenso das árvores comerciais (Schulze et al., 2008). Gerwing e Vidal (2002) estima a redução da cobertura vegetal entre 20% e 40%.

0 10 20 30 10 ³ ha

Corte raso Degradação intensa

Degradação moderada Degradação leve

Huang e Asner (2010) levantaram a distribuição e tamanho das áreas com extração seletiva nos estados do Pará, Mato Grosso, Rondônia, Tocantins e Maranhão (Figura 32). Os autores estimaram que 37% da área foi intensamente degradada e 63% moderadamente degradada. Em artigo posterior na mesma área11, ao analisarem imagens de satélite12 dos estados do Pará, Mato Grosso, Rondônia e Acre, Asner et al (2006) identificaram que entre 8% e 17% da cobertura vegetal havia sido subtraída intensamente (acima de 40%); em 68% da área, o dossel havia sido reduzido moderadamente (entre 10% e 40%); o restante da área foi danificada em menos de 10%. Explicam a diferença nos resultados em razão da resolução das imagens, o que possibilitou melhor classificação das áreas, ou seja, a identificação de pequenas áreas intensamente degradadas em meio a trechos de floresta sem danos. A comparação entre os estudos demonstra que diferentes resultados podem ser obtidos em função do método.

Figura 32 - Distribuição da extração seletiva de madeira nos estados do Pará, Mato Grosso, Rondônia, Tocantins e Maranhão e tamanho das áreas exploradas.

Fonte: extraído de Huang e Asner (2010)

11 Uso de imagens de satélite com resolução de 30 m.

Além da dificuldade de identificação de áreas degradadas, as imagens da cobertura vegetal da floresta não permitem estimar de forma precisa o porte das árvores subtraídas ou a quantidade de biomassa extraída ou danificada na exploração. A relação entre os parâmetros de biomassa extraída, redução da copa da floresta e área de solo afetada não são vastamente estabelecidos em literatura. Uma comparação foi realizada por Pereira Jr. et al (2002), em que observaram uma proporção linear entre as variáveis com base em fontes bibliográficas e levantamento direto13. Estimam que para a extração seletiva de 70 m³/ha de madeira em toras, pouco mais de 50% do dossel seria perdido e 20% da área de solo seria afetada. Para extração em torno de 15 m³/ha de madeira, a intervenção afetaria em torno de 12% da área de copa e 8% em área de solo.

As variáveis de área de solo afetada e área de copa subtraída são frequentes em literatura, mas não refletem as dimensões de altura da árvore e diâmetro de tronco, fatores determinantes da quantidade de biomassa. Pela ausência de fatores de conversão consolidados, que relacionem quantidade de biomassa destruída, área de dossel subtraída e área de solo afetada, optou-se por usar apenas a literatura que apresentasse dados de biomassa. Outra razão para restringir a adoção de dados aos de biomassa é que estes representam equivalência direta com a quantidade de carbono.

Para se quantificar o fluxo de material da extração seletiva convencional realizada pela atividade madeireira na floresta Amazônica, foram levantados na literatura dados mínimos e máximos sobre a quantidade de biomassa extraída e de biomassa destruída que, combinados com a concentração de biomassa na floresta Amazônica (item 3.2.3), definiram os cenários de intensidade de exploração.