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4. İLETİM YETERLİLİĞİNİN ANALİZİNDE KULLANILAN ŞEBEKE DUYARLILIK FAKTÖRLERİ

4.2 Şebeke Duyarlılık Faktörler

4.2.7 Şebeke Duyarlılık Faktörlerinin Kullanımı

A cooperação dos nativos efetuou-se de várias maneiras. Podemos afirmar que ela começa no indivíduo que se ofereceu para ajudar naquilo que os missionários precisavam para preparar a viagem de Benguela para o centro sul da Angola. Achamos também que a cooperação dos nativos continua até hoje e não se restringe apenas aos convertidos, mas

173 TROCH, Lieve. Matéria dada em sala de aulas. São Bernardo do Campo, UMESP, junho de 2004. 174 Conselho Angolano de Igrejas Evangélicas. A serviço das igrejas. Op cit. p.31.

também a todos aqueles que, direta ou indiretamente, cooperaram na implantação e desenvolvimento desta igreja.

Os carregadores da bagagem, os organizadores da caravana, os tradutores do português para o umbundu e vice versa, os guias da caravana, as crianças, as mulheres, os homens, os Sobas e seus representantes, os anciãos das aldeias e seus ajudantes, todos são considerados cooperadores desta grandiosa obra missionária no território angolano.

Acrescenta-se, entre muitas, algumas ações empreendidas pelos nativos. A concessão de terrenos para a construção de centros, escolas, templos e as próprias missões. Mutirões para a construção das estruturas físicas, cooperação financeira, dedicação de pessoas voluntárias, dos catequistas, evangelistas que foram os agentes da evangelização, isto é, aqueles e aquelas que depois de capacitados estavam na vanguarda do serviço missionário. Aceitação e acolhimento da mensagem pregada, que gerou grandes transformações na cultura, na sociedade e contribuiu para o desenvolvimento da Igreja.

Nas aldeias e centros os professores tinham salários para minimizar essa situação. Cada aluna e aluno prestava serviços na lavra do professor ou catequista, às quartas-feiras. Pois, tinham entendido que a aderência às escolas trazia benefícios e progressos na vida de cada um e da sociedade, o que de fato revela a compreensão da obra176.

1.4.2- As instituições da Igreja

O desenvolvimento da Igreja Congregacional em Angola – IECA, é dividido em três etapas. A primeira desde a fundação em 1880; maio de 1887, onde foram batizados os primeiros quatorze convertidos até 1930, ano em que a Igreja comemorou o aniversário de cinqüenta anos, ou seja, o jubileu que foi antecedido pela ordenação do primeiro pastor, Abraão Ngulu, em 1929177.

Portanto, a primeira etapa da vida da Igreja é de 1880 até 1930, que neste período tinha nove mil membros em plena comunhão, seis mil catecúmenos. O documento não se refere aos ouvintes, talvez por não serem considerados como membros da igreja, também não dá detalhes de quantas mulheres e quantos homens entre os nove mil membros.

176 CHOKOMBONGE, Tarcísio Pedro. Op. cit., p.95.

177 I.E.C.A – Igreja Evangélica Congregacional em Angola. Plano Estratégico (Qüinqüênio 2003-2007).

Segundo consta no documento, a Igreja tinha dez missões ou estações missionárias, oitocentos e vinte e duas filiais denominadas também de centros178.

Nesse período, além das Estações Missionárias (Missões), se criaram instituições educacionais e hospitalares, conforme cronologia apresentada por Maria Chela:

1880 Bailundo 1884 Camundongo 1886 Chissamba 1902 Chilesso 1906 Elende 1920 Dondi-Lutamo 1923 Galangue (Bunjei) 1924 Lobito179.

Instituições criadas no Dôndi:

1914 Instituto Currie (Instituição de formação para rapazes)

1916 Escola Means (Instituição de formação para moças)

1921 Imprensa ( tipografia) 1921 Hospital180.

A segunda etapa é de 1929 a 1975, quando a formação de quadros médios e superiores foram aceleradas e houve um desenvolvimento extraordinário nas zonas rurais. Nesta fase, a Igreja fundou outra estação missionária e uma instituição de formação teológica:

1935 Seminário Teológico 1956 Nova Lisboa (Huambo)181.

A Igreja, que foi dirigida pelos missionários desde a sua fundação, criou um Conselho de Anciãos, que coordenava as igrejas locais. Em 1961 foi eleito o primeiro secretário geral nacional que foi o Reverendo Jessé Chiúla Chipenda. Percebe-se que isso

178 I.E.C.A – Igreja Evangélica Congregacional em Angola. Plano Estratégico (Qüinqüênio 2003-2007).

Huambo, 2003, p.8.

179 CHIKUEKA, Maria Chela. Angola Torchbearers. Toronto Ontário Canadá, ISBN, 1999, p.531. 180CHIKUEKA, Maria Chela. Op. cit, p.531.

ocorreu em virtude do governo colonial ter exercido uma certa pressão sobre os missionários protestantes e as Igrejas fundadas, pois o modo de trabalho empreendido pela igreja fazia elevar o modo de vida dos seus membros, a ponto de se diferenciarem significativamente entre os não convertidos e até mesmo os membros católicos. Por outro lado os portugueses temiam o alto desenvolvimento dos negros e a desnacionalização182.

A terceira etapa vai de 1975 até 2002, marcada pela separação involuntária da Igreja. A mesma viveu dividida, parte nas matas e parte nas cidades, por causa da guerra civil, que assolou o país logo após a independência, durante 27 anos183.

A Igreja teve muitos prejuízos em recursos humanos e estruturas físicas nesse período. Durante a guerra, embora os dirigentes e os membros trabalhassem bastante, houve grandes dificuldades. As estações missionárias e outras instituições, que na sua maioria se encontravam no interior e no meio rural, fecharam e, posteriormente foram completamente destruídas. As Juntas, Americana e Canadiana, retiraram todo o seu pessoal (missionários) da Angola184. Até 1975, ou seja, até a ascensão da independência, a Igreja contava com missionários/as no total 300185.

1.4.3– A primeira nomenclatura e a mudança do nome da Igreja Evangélica Congregacional em Angola

A questão da nomenclatura nos remete a focalizar aspectos bastante significativos na vida da Igreja Congregacional em Angola. Como se afirmou anteriormente, a Igreja foi conhecida oficialmente pelas autoridades portuguesas e outras denominações com o nome “Conselho das Igrejas Evangélicas de Angola Central – CIEAC”. O processo teve início em 1913.

Salienta-se que a nomenclatura que os membros e não membros davam era “va

melika”, que era uma terminologia adaptada de umbundu, que significa “os da América”.

A mudança do nome surge em 1978, numa situação de crise que a Igreja estava vivendo, ocasionada pelos confrontos dos movimentos de libertação da Angola. Neste período, a Igreja atravessava o momento mais crítico da sua história, pois os conflitos dos movimentos forçaram a retirada das estruturas centrais, o Dôndi, os dirigentes máximos da

182 HENDERSON, W. Lawrence. Op. cit, p. 85.

183CHIPENDA, José Belo. IECA–Igreja Evangélica Congregacional em Angola. In: Plano Estratégico

(Qüinqüênio 2003-2007). Huambo, 2003, p.5.

184 CHIPENDA, José Belo. Op. cit, p.5. 185 Idem p.8.

Igreja, para as matas junto da UNITA, onde se refugiaram. Tratava-se de crise, contudo, sabe-se que a crise não é um fim em si, mas é a tomada de consciência da situação em que se vive, pensa e age. A crise é partida a ser ganha, é também partilha e abertura de novas possibilidades de caminhada em direção a uma nova vida186.

Diante da crise, os pastores e membros refletiram sobre a realidade em que a Igreja e o país se encontravam e abriram-se novas possibilidades de caminhada. Articulou-se um encontro de caráter administrativo e organizativo, que foi realizado no final de 1978. Nesta reunião, os participantes perceberam estar diante de uma situação séria de desestabilidade, de identidade e de adaptação, que requeria esforço urgente para, a partir da crise dar resposta a todas as questões de caráter eclesial e adaptação à nova realidade187.

Para Henderson, a mudança de nome tem influências na situação crítica que a Igreja atravessava e na independência política que encorajou algumas Igrejas a alterarem seus estatutos para se tornarem denominacionais188.

Quanto à Igreja Congregacional, o Conselho das Igrejas Evangélicas de Angola Central resolveu alterar a designação por três razões, que Tiago Manuel aponta na sua dissertação de mestrado. Assim, ele sublinha que primeiro o nome anterior denotava a existência de uma estrutura eclesiástica associativa, como o nome o caracteriza, Conselho das Igrejas Evangélicas de Angola Central, que pouco revelava da estrutura orgânica. Segundo, o nome revelava o caráter regionalista da área onde a Igreja foi implantada. Por outro lado, representava a tentativa de evitar a confusão que as divisões protestantes causavam na sociedade e os conflitos entre os próprios missionários. O terceiro está vinculado à independência política que despertou as igrejas à necessidade de se tornarem nacionais. Pois, na época da mudança do nome, as igrejas que estavam expandidas por todas as regiões do país eram a Igreja Católica e a Igreja Adventista189.

Tiago Manuel acrescenta que a respeito da identidade, desde a adoção do nome, Conselho das Igrejas Evangélicas de Angola Central, constituía dificuldades no momento de se identificarem, por isso os membros diziam que pertenciam à igreja dos americanos. Também o Secretário Geral, Henrique Etaungo Daniel, eleito na época da crise, afirmava

186 HUEFNER, Bárbara; MONTEIRO, Simei. Apresentação. In: em busca da tradição perdida. O que esta

mulher está fazendo aqui? São Bernardo do Campo, Editeo Imprensa Metodista, 1992, p. 10.

187 MANUEL, Tiago. Análise de modelos pastorais da Igreja Evangélica Congregacional em Angola. São

Bernardo Campo, dissertação de mestrado, Instituto Metodista de Ensino Superior, 1992, p.105-106.

188 HENDERSON, W. Lawrence. Op. cit p.429. 189Idem, p.106-107.

que havia dificuldades de compreensão pelos parceiros no exterior no que diz respeito ao nome da denominação, quando era solicitado a falar da Igreja190.

A mudança do nome teve suas interpretações por parte da Igreja no exílio e pelos missionários. Para a Igreja no exílio, a mudança do nome significava rompimento, embora não ter havido problemas eclesiais que provocassem a separação. Para os missionários, que a esta altura já estavam fora da Angola devido aos conflitos, deduziram que era o abandono ao anti-denominacionalismo, que desde a fundação da Igreja vigorava. Assim, nas palavras de Henderson notamos a objeção seguinte:

O denominacionalismo teve desde sempre muito pouca expressão em território angolano. As querelas sectárias que se tinham na América do Norte não foram levadas para África; chega de “proclamar o evangelho do nosso Deus abençoado”. A palavra “congregacional” não tem qualquer significado para os milhares de cristãos que vivem no interior de Benguela. Eles intitulam-se a si próprios a crentes e acham que todos os outros o são: vakua Yesu (aqueles de Jesus) ou vakuandaka (aqueles da palavra) ou talvez vakua kristu (aqueles de Cristo). Desde o princípio que a West Central African Mission tem sido uma missão coesa, unida e unificadora (...)191.

Com estas afirmações, percebemos que, na base das intenções dos missionários, subjazia a não relevância do denominacionalismo, mas sim o ecumenismo que ao longo da história desta Igreja não se completou como desejado.

Com o tempo, tanto os missionários quanto a Igreja no exílio entenderam a necessidade da mudança de nome da Igreja. Como prova disso, há a reunificação das duas partes, que começou em 1991, na assembléia realizada em Lobito.

A designação Conselho das Igrejas Evangélicas da Angola, Central decorre de um processo avaliativo realizado pela Junta Americana em Angola em 1911. A delegação, ao visitar a Igreja implantada, verificou que o distanciamento entre estações missionárias e as igrejas e o isolamento não eram benéficos ao desenvolvimento da Igreja. A partir disso, a West Central African Misson (WCAM), Departamento da Junta responsável pelos pedidos, subsídios, pessoal a ser enviado, responsável também pelo estudo do trabalho a ser desenvolvido nos campos missionários, e onde os missionários estavam ligados, sugeriram que se criasse uma associação que tivesse apenas poderes consultivos192.

Em 1913, na Missão de Chilesso, os missionários reunidos em WCAM formaram a

Ohongele ya Konguelo Umbundu – Associação das igrejas umbundu. Com o tempo e em

190Idem, p.105-106.

191HENDERSON, W. Lawrence. Op., cit, p.429-430. 192Idem, p.231.

função do aumento cada vez maior de igrejas associadas as filiais locais, houve necessidade de se criar o Onjango yakulu, Conselho dos Anciãos, em 1931, um órgão eclesiástico constituído por nativos193.

A partir daí, passaram a existir dois conselhos, o Conselho Missionário e o

Conselho Eclesiástico, que caminhavam paralelamente com encontros separados. Em 1951

celebram o culto juntos pela primeira vez, as reuniões separadas e em simultâneo. Foram praticamente 26 anos reunindo em separado. Em 1954, finalmente o caminhar paralelo terminou na fusão dos dois conselhos, realizando-se a primeira reunião conjunta. Dois anos depois se elaborou uma constituição que acabou por alterar a organização, os métodos e a estrutura da missão. A constituição tratava também da questão da nomenclatura, em vez do Conselho das Igrejas Evangélicas da Angola Central, apareceram sugestões tal como Igreja de Cristo em Angola Central, evitando o denominacionalismo.

Estudos em torno deste nome foram realizados e chegou-se a conclusão de que o nome adequava-se mais às relações públicas, a última parte do novo nome “Angola Central” era ideal para indicar a área. Enquanto foi se pensando melhor na nomenclatura adequada, o tempo passou até a independência, em que os missionários deixaram completamente a Angola194.

Este foi o processo pelo qual a questão da mudança do nome percorreu, até 1978.

193Idem, p.232.

Capítulo II

A formação pastoral das mulheres em Huambo, no período de

Benzer Belgeler