• Sonuç bulunamadı

13. Mekanik Detaylar (Zorunlu)

13.2. Mukavemet Analizi

13.2.1. Şase Etüt Sonuçları

Apenas quatro dos projetos e ações cujas implementações são comparadas ao Bolsa Verde foram implantados e estão sendo implementados: o ‘Conservador das Águas’, o ‘Ecocrédito’, o ‘Cercar para não Secar’ e o ‘Preservar para não Secar’.

O projeto implementado em Extrema desde 2007, ainda que tenha sido criado em fins de 2005, beneficia atualmente proprietários e posseiros de 150 estabelecimentos rurais, que totalizam 7.300 hectares, pagando pela preservação de 700 nascentes. Abaixo, segue sua execução ano a ano.

Embora inicialmente o ‘Conservador das Águas’ tenha sido concebido para implementação com recursos unicamente do Executivo Municipal, sua ampliação ensejou a diversificação das fontes que o custeariam a fim de continuar o pagamento aos beneficiários que aderiram na sub-bacia do Ribeirão das Posses e avançar para as demais sub-bacias, começando, ainda em 2009 e 2011, pelo Salto de Cima e Forjos, respectivamente.

Tabela 10 – Número de Termos de Compromisso celebrados do Projeto Conservador das Águas, Extrema/MG, anualmente entre 2007 e 2014

Ano Nº de Termos de Compromisso

Área (ha) Valor de PSA pago no ano (R$)

2007 21 451 16.165,00

2008 14 306 106.858,00

Ano Nº de Termos de Compromisso

Área (ha) Valor de PSA pago no ano (R$) 2010 15 894 340.529,00 2011 24 523 419.462,00 2012 44 2356 557.106,00 2013 18 362,93 633.323,40 2014 11 155,26 667.635,85 173 5.722,19 667.635,85

Fonte: Adaptação de Gonçalves (2013) a partir do Projeto Conservador das Águas 8 anos e de Prefeitura Municipal de Extrema

Para isso, a edição da referida Lei Municipal n. 2.482, de 13 de fevereiro de 2009, que instituiu o Fundo Municipal para Pagamentos por Serviços Ambientais, acrescentou, em seu art. 4º, à dotação orçamentária consignada anualmente no orçamento do Município,

II. as transferências oriundas do orçamento da União e do Estado de Minas Gerais; III. o produto resultante de taxas e/ou da imposição de práticas pecuniárias;

IV. recursos provenientes da cobrança pelo uso da água e fundo de recursos hídricos; V. ações, contribuições, subvenções, transferências e doações de origem nacionais e internacionais, público ou privadas;

VI. recursos provenientes de convênios ou acordos, contratos, consórcios e termos de cooperação com entidades públicas e privadas;

VII. rendimentos e juros provenientes da aplicação financeira de seu patrimônio; VIII. ressarcimento devido por força de Termos de Ajustamento de Conduta – TAC e Termo de Compromisso Ambiental – TCA, firmados com o Departamento de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (DSUMA);

Pereira et al. (2010) destacam a articulação realizada com empreendimentos interessados em compensar sua pegada hídrica e, por isso, celebrar acordo com a Prefeitura para o plantio de espécies nativas que contribuiriam para a produção do equivalente à quantidade de água que eles utilizariam em suas atividades econômicas. De acordo com o sítio Water Footprint (2014)14, “a pegada hídrica de um indivíduo, comunidade ou empresa é definida como o volume total de água doce que é utilizado para produzir os bens e serviços consumidos pelo indivíduo, comunidade ou produzidos pelas empresas”.

O acréscimo de R$ 0,10 no valor do litro de leite dos produtores cujos estabelecimentos estejam inseridos no Conservador das Águas é custeado pelos Laticínios Serra Dourada, sediados em Extrema. Os recursos financeiros também advêm das contribuições do Comitê PCJ, por meio do financiamento dos projetos executivos custeados pelos recursos da cobrança pelo uso da água.

Outros parceiros que contribuem para a execução do projeto aportam recursos para a aquisição de materiais de consumo e insumos agrícolas e equipamentos (Instituto Estadual de Florestas até 2011), manutenção e cercamento das áreas (The Nature Conservancy), fornecimento de mudas de árvores nativas (SOS Mata Atlântica e Melhoramentos Papeis) e monitoramento da água e conservação do solo (Agência Nacional de Águas).

O monitoramento e a verificação nas propriedades são realizados mensalmente, sendo que a última é condição para que o proprietário receba sua parcela mensal do pagamento por serviços ambientais. De acordo com Pereira et al. (2010), é somente após a emissão do relatório mensal assinado pelo técnico da DSUMA e pelo proprietário que poderão ser repassados os recursos referentes àquela propriedade.

O crescimento do número de beneficiados pelo ‘Ecocrédito’ ocorreu, sobretudo, nos dois primeiros anos de vigência dessa ação, quando, como se pode constatar na Tabela 9, abaixo, alcançava 41 beneficiários.

14 Uso de água direta e indireta. Disponível em <http://www.pegadahidrica.org/?page=files/home>. Acesso em 29 de

Tabela 11 – Número de Certificados de Ecocrédito, de Montes Claros/MG, vigentes anualmente entre 2007 e 2014

Ano Nº de beneficiários (acumulado)

Área (ha) Valor de PSA pago no ano (R$) 2007 24 433 47.673,30 2008 37 1.349 148.524,90 2009 39 1.486 163.608,80 2010 39 1.486 163.608,80 2011 39 1.486 163.608,80 2012 39 1.486 163.608,80 2013 37 1.347 148.304,70 2014 37 1.347 148.304,70

Fonte: Prefeitura Municipal de Montes Claros (2015)

Compete ao proprietário elaborar um relatório semestral e submetê-lo à Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) que, após deliberação do Conselho Municipal de Defesa e Conservação do Meio Ambiente (Codema), realizará o pagamento semestral acordado (PEREIRA, 2008).

O ‘Projeto Cercar para não Secar’ vem, desde 2011, estabelecendo intervalos a cada ano para a inscrição dos interessados que se comprometam a conservar e recuperar áreas de vegetação nativa em suas propriedades e posses. Com resultados e pagamentos realizados em dezembro de cada ano e a realização de cerimônia de entrega simbólica dos cheques, ele inspirou o ‘Preservar para não Secar’, da vizinha Itabira, que, em seu primeiro ano de implementação, seguiu os mesmos passos.

Tabela 12 – Número de benefícios pagos no ‘Programa Cercar para não Secar’, do Município de São Gonçalo do Rio Abaixo/MG, entre 2011 e 2014

Ano Nº de beneficiários (acumulado)

Área (ha) Valor de PSA pago no ano (R$) 2011 78 15(1) n.d. 300.000,00 (1) 2012 78 (1) n.d. n.d. 2013 169 16(2) 475,84 (2) 859.957,00 (2) 2014 220 17(3) 565,00 (3) 1.098.099,00 (3) n.d. – não disponível

Fontes: Elaboração própria a partir de dados de (1) Na boca do povo; (2) Portal da Transparência; (3) São Gonçalo (2014)

E, por fim, o ‘Preservar para não Secar’ beneficiou 95 proprietários de 100 dos 106 estabelecimentos rurais que se candidataram ao benefício pago pela Prefeitura Municipal de Itabira. Os recursos destinados a esse projeto são originários do Fundo Especial de Gestão Ambiental (FEGA), o qual subsiste com o repasse do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) Ecológico.

Para o pagamento dos R$ 569.110,87, em 29 de dezembro de 2014, o Executivo Municipal solicitou à Câmara Municipal a abertura de créditos especiais no orçamento de Itabira, uma vez que não havia no início do exercício fiscal a previsão para aquele ano.

15 São Gonçalo vence mais uma edição do Prêmio Mineiro de Boas Práticas da Gestão Municipal. Disponível em

<http://www.jornalnabocadopovo.com/2012/04/sao-goncalo-vence-mais-uma-edicao-do.html>. Acesso em 16 de janeiro de 2015.

16 Pagamento de nascentes motiva produtores rurais de São Gonçalo. Disponível me:

<http://portaltransparencia.saogoncalo.mg.gov.br/mat_vis.aspx?cd=18201>. Acesso em 16 de janeiro de 2015.

17Cercar para não Secar entrega cheques a mais de 200 produtores rurais. Disponível em

<http://www.saogoncalo.mg.gov.br/Materia_especifica/28519/Cercar-para-Nao-Secar-entrega-cheques-a-mais-de- 200-produtores-rurais->. Acesso em 16 de janeiro de 2014.

Outras fontes poderão ser utilizadas para a ampliação do Projeto, cuja previsão e dimensão ainda não foram confirmadas, como a previsão em Lei Orçamentária Anual e em créditos adicionais; convênios celebrados pelo Poder Executivo com agências de bacias hidrográficas ou entidades a elas equiparadas e com órgãos e entidades da União e Estado; doações, contribuições ou legados de pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras.

Os benefícios pagos poderão variar entre 100 e 200 Unidades Fiscais Padrão do Município (UFPMs) de acordo com os critérios comprovados nas solicitações, o que, considerando-se o valor em 2014 de R$ 2,4023 equivalente a 1 (uma) unidade, poderia variar entre R$ 240,23 e R$ 480,40 por hectare a cada ano. De acordo com informações obtidas na entrevista realizada com gestoras do órgão municipal responsável pela implementação do projeto, nenhum beneficiário recebeu pelo mínimo nem pelo máximo possível por hectare e o maior pagamento realizado alcançou, para a propriedade, os R$ 12.000,00.

Com a área inserida no ‘Preservar para não Secar’, o Município assegurou, pelo menos durante os cinco anos de vigência do compromisso mútuo com os proprietários e posseiros rurais, a conservação de 1.900 ha dentro da modalidade de manutenção da cobertura vegetal nativa, a única em implantação até o momento em Itabira.

Considerando os dados de Funarbe (2014), que informavam que o Município possuía, em 2010, 6.684 hectares de floresta nativa, estar-se-ia pagando por 28,42% da área com essas características em Itabira, um número expressivo para seu primeiro de implantação.

O monitoramento das ações ocorre por meio de uma visita anual de técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente a cada uma das propriedades ou posses participantes do projeto e conferência do atendimento aos critérios que lhes permitiram receber o benefício. Por meio dessa vistoria é que se confirmarão os valores, os quais poderão ser majorados ou reduzidos conforme o cenário encontrado.

O caminho trilhado pelos gestores ambientais municipais de Itabira contou com o suporte da Prefeitura e do Secretário Municipal para realizar as visitas à Extrema e à São Gonçalo do Rio Abaixo, bem como a existência de iniciativas implementadas e vigentes, como o Programa Bolsa Verde. Apesar de todo esse amparo, as gestoras entrevistadas concordaram que a existência de uma política estadual de pagamentos por serviços ambientais tornaria a implantação de uma