• Sonuç bulunamadı

BÖLÜM 2. ĐNŞAAT ĐŞ KAZALARINA KARŞI ALINMASI GEREKEN

2.1. Şantiyelerde Alınacak Güvenlik Tedbirleri

A criação do SELA é produto de um entendimento defensivo porém afirmativo dos países da região, frente a circunstâncias conjunturais adversas e cheias de incertezas. É uma busca por uma maior capacidade de ação autônoma frente à necessidade de transformação da ordem existente. Segundo o primeiro Secretário Permanente do SELA, Jaime Moncayo Garcia, o sentido de que era preciso uma urgente decisão política "da lugar a una correlación particular de fuerzas capaz de plantearse la cooperación, la acción conjunta, como viables y deseables, en medio de la diversidad, con tolerancia de las diferencias mediante aproximaciones sucesivas y parciales, para actuar sobre comunes denominadores mínimos” (3). Trata-se de um esforço de longo prazo, que tem como constante os objetivos e o dinamismo dos instrumentos criados pelo primeiro organismo regional latino- americano.

Ainda segundo Moncayo, o SELA nasce para "contribuir a crear una América Latina unida y solidaria, en medio de una innegable y exuberante diversidad, de la que pueden aprovecharse y acentuarse los elementos de unificación e identidad, si se cuenta con la voluntad política y los instrumentos necesarios para ello". Mas reconhece que "todavía el

SELA es poco conocido en los propios Estados miembros y no tiene, por tanto, todo el sustento que merece y requiere” (4).

Segundo Hurtado e Alejo, participantes da Comissão mista México-Venezuela para a criação do SELA, o primeiro passo positivo para reafirmar essa unidade e identidade da América Latina é a própria criação do Sistema Econômico Latino-Americano mediante um tratado internacional que abre grandes possibilidades para a ação. Identidade que está ameaçada pela fragmentação e pela dependência e se manifessa principalmente pela negação e por oposição (5). As experiências de integração dos Andes, Caribe e América Central teriam destacado pontos comuns de identidade em meio à diversidade do continente.

A evidência de uma maior interdependência econômica dos países da área reafirmaria a necessidade da integração. Assim, o prazo relativamente curto (16 meses) de constituição do SELA demonstraria que os homens com responsabilidade de governo haviam "interpretado fuerzas profundas de la realidad latinoamericana (...) Visto así el SELA es una iniciativa que permite explicitar e institucionalizar una realidad de interdependencia latinoamericana” (6).

Essa interdependência da região não é interpretada como tendo apenas uma base comercial. Pelo contrário, citam-se múltiplos esforços e projetos conjuntos em nível bilateral ou multinacional, e aponta-se a região como uma área importante de decisões na atualidade. Fala-se que os países estão conscientes que para sobreviver como sujeitos ativos do processo histórico devem produzir mercadorias, tecnologia e idéias (7). O interesse dos latino-americanos em si mesmos se traduz por alguns termos econômicos: escalas de produção, economias externas, mercados acessíveis, matérias–primas, tecnologia e capacidade empresarial. É a percepção de uma situação de dependência que está levando à formação de uma comunidade latino-americana. "La relación de dependencia es hoy en dia captada en América Latina en una forma madura, que implica el rechazo a la tentación de transferir todas las culpas a factores externos y que tiende, por el contrario, a buscar en las propias estructuras sociales internas y en carencia de voluntad, las raíces de una debilidad por si sola generadora de atraso” (8). A avaliação é que a América Latina dispõe de recursos

de poder para influenciar política e economicamente as realidades própria e externa, mas ressente-se da falta de consciência e de vontade política para mobilizar esses recursos.

A crise energética de outubro de 1973 é interpretada como um esgotamento do modelo de relações econômicas internacionais baseado no predomínio das grandes potências industriais do Ocidente. Vislumbra-se a possibilidade de uma Nova Ordem Econômica Internacional (NOEI), construída com a participação dos países em desenvolvimento. A convergência externa latino-americana se insere e se explica no contexto dessa realidade. "Existe entonces una interdependencia latinoamericana que responde a realidades nacionales de los países de la región y a desafíos externos. Interdependencia que puede conducir tanto a una convergencia cooperativa y solidaria como a una divergencia conflictiva. (...) La convergencia latinoamericana ha sido y muy posiblemente seguirá siendo, una larga marcha de superación. La crisis de la ALALC lleva al Grupo Andino. La crisis de la idea de Mercado Común Latinoamericano, lleva a la búsqueda de fórmulas más pragmáticas. A la idea de un esquema global se contrapone la realidad de acciones conjuntas subregionales y sectoriales, la suma de acciones parciales" (9). Trata-se de organizar e administrar a interdependência regional sob as bases da cooperação, sem a limitação dos esquemas de integração demasiadamente ambiciosos e com o objetivo de estabelecer um marco de coerência nas ações conjuntas tanto internas como externas do sistema latino-americano.

Torna-se necessária a criação de um organismo pragmático que possa identificar interesses comuns por meio da confrontação de interesses aparentemente divergentes (dada a diversidade ideológica e a rotação constante da orientação política dos países), que resulte em acordos para os quais se requer vontade política permanente (10). Ou seja, busca-se um mecanismo que agregue vontades dentro de um marco de coerência e vise fortalecer o sistema, mas sem esperar uma harmonia geral de vontades políticas. Um organismo que, agindo dentro do espírito dos esquemas de integração e buscando a vinculação e convergência desses esquemas sub–regionais, não tenha a rigidez dos mesmos, e seja mais flexível.

O SELA tenta trilhar esse outro caminho que, sem contrapor-se institucionalmente às outras experiências de integração anteriores, difere delas por escolher formas de ação

radicalmente diversas: "Otra consideración en la que a pesar de las declaraciones hechas en contrario persistían dudas, es la relación del SELA con los esquemas de integración existentes. Surgía a veces la pregunta de si el SELA era o no un mecanismo de integración. Al respecto se hacía la consideración de que no lo era si por integración se entendían acuerdos vinculantes encaminados al establecimiento de formas más o menos rigurosas de mercado común. Pero que sí lo era si por integración se entendía un conjunto de acciones que lleven a la vinculación de mercados, intereses y bases productivas de los países del área y complementen los acuerdos vinculados ya mencionados" (11).

Além disso, alerta-se para uma interdependência orientada e dirigida pelos grandes centros de decisão alheios à região. Também prega-se a solidariedade dos países em desenvolvimento e a unidade do Terceiro Mundo, em particular da América Latina, como forma de enfrentar a situação de instabilidade e de crises nos sistemas econômicos e monetário internacional.

"Al unificar, a través del SELA, estos aspectos de la problemática latinoamericana, tan ligados entre si - la acción conjunta y la integración hacía adentro con la adopción de posiciones y estrategias comunes frente a terceros -, se pudo dar un gran paso adelante en la reafirmación de la identidad latinoamericana, en la obtención de un lugar en la comunidad internacional acorde a los más elementales principios de justicia, en la solidariedad del Tercer Mundo y en la posibilidad de que las decisiones propias de América Latina se transformen en mayor bienestar para sus pueblos"(12).

Ao se definir o âmbito de operação do SELA concordou-se que ele deveria incluir todos os países da região. Temia-se que com a entrada de Cuba outros países não desejassem incorporar-se ao organismo, mas prevaleceu a tese de que o único requisito para ser membro seria ser um Estado soberano latino-americano, pois partia-se do princípio de que se deveria aceitar o pluralismo ideológico. Com respeito à forma que teria o mecanismo, se enfatizou o caráter eminentemente pragmático e a necessidade de não criar um aparelho burocrático volumoso que fosse duplicar funções já exercidas por outros organismos da região. A preocupação com o custo reforçou a concepção de um organismo pequeno mas de alto nível e realmente eficiente. Temia-se que o SELA se tornasse um organismo supranacional que limitasse de alguma forma a soberania dos países–membros.

Mas logo ficou claro que o SELA se constituía num organismo multinacional que na prática seria somente aquilo que os seus membros quisessem que ele fosse (13).

Algumas agências de imprensa interpretaram a criação do SELA como uma tentativa de substituir a Organização dos Estados Americanos (OEA), atitude que estaria em conflito com os Estados Unidos da América. Mas os documentos demonstravam que o SELA não buscava confrontação alguma nem queria substituir a OEA, mas que, ao contrário, utilizaria a experiência e os recursos técnicos de outros organismos internacionais que atuassem na região.

O SELA caracteriza-se, portanto, como um organismo que tenta contornar os velhos obstáculos à integração e à cooperação na América Latina com novas formas de atuação. Se por um lado descarta a unanimidade obrigatória dos seus membros para os objetivos práticos de benefício imediato para as nações latino-americanas, por outro não toma decisões sem o consenso de todos os seus membros no que diz respeito às políticas gerais e regras do próprio SELA, como também no que se refere a posições e estratégias comuns sobre temas econômicos e sociais, tanto em organismos e foros internacionais como ante países ou grupos de países.

Para concluir: "Tanto la iniciativa como los impulsos determinantes para la creación del Sistema (SELA) surgieron del nivel político de los países, antes que de proposiciones de carácter técnico. Ello obedeció, entre otras razones, al reconocimiento de la politización de las relaciones económicas internacionales y al hecho de que los propósitos de unidad y de acción conjunta de la Región no constituyen un esfuerzo técnico-económico, sino esencialmente político. Pero conviene notar que no se trata de uniformidad, ni afinidad ideológica, sino de orientaciones y decisiones políticas fundamentadas en intereses comunes y en el desarrollo de la cooperación como elemento básico de las relaciones latinoamericanas, capaces de surgir aún en medio de la adversidad de regímenes y de orientaciones políticas prevalecientes en los países de la Región" (14). Apesar de chamar-se Sistema Econômico Latino-Americano, pode-se afirmar que o SELA corresponde a uma necessidade política dos Estados da região. Na sua mais ampla concepção, o SELA é um organismo que permite a expressão da realidade de interdependência latino-americana,

procurando promover a integração regional e defender os interesses das nações da América Latina e do Caribe.